quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Promotor diz esperar prisão de agentes públicos por Máfia da Merenda

por Rodrigo Gomes, para a RBA publicado 13/09/2016 14:20
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Durante a oitiva, a tática de desmerecer a investigação foi repetida hoje pela base do governador Alckmin


São Paulo - O promotor de Justiça do município de Brodowski, Leonardo Leonel Romanelli, afirmou hoje (13) que a próxima fase da Operação Alba Branca, que revelou o esquema de corrupção, pagamento de propina e superfaturamento em contratos de fornecimento de merenda escolar no governo Geraldo Alckmin (PSDB), deve atuar sobre os agentes públicos envolvidos no esquema. "Tenho convicção de o esquema não funcionaria sem atuação de agentes públicos", afirmou.
A terceira fase ainda não tem data para ser deflagrada. As investigações estão atualmente a cargo da Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público paulista e da Justiça Federal na cidade de Bebedouro, sem nenhuma nova operação desde março deste ano. O depoimento do promotor foi dado em oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Merenda, na Assembleia Legislativa paulista.
Entre os agentes públicos supostamente envolvidos no esquema estão o ex-chefe de gabinete da Casa Civil, Luiz Roberto dos Santos, o Moita, e o ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Fernando Padula. Também foram citados como beneficiários do esquema o presidente da Assembleia Legislativa paulista, Fernando Capez, os deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e o deputado estadual Luiz Carlos Godim (SD).
Ex-assessores de Capez, Jeter Rodrigues e José Merivaldo dos Santos, também estão sob investigação.
Durante a oitiva, a tática de desmerecer a investigação foi repetida hoje pela base do governador Alckmin na assembleia, como já ocorreu em outras reuniões. "Foi feito um serviço pífio pela procuradoria e o Ministério Público. Não investigou nada, nada, nada. A Coaf (cooperativa que articulou o esquema) nem era cooperativa, como podia dicar atuando", questionou o deputado Barros Munhoz (PSDB).
"O senhor está me culpando? Como eu poderia impedir a Coaf de agir?", questionou Romanelli. Romanelli também rechaçou acusações de ter facilitado vazamento de informações e de ter pressionado investigados a acusar deputados ou agentes públicos. "Repudio com veemência as acusações contra o Ministério Público. Tudo foi investigado e aceito pela justiça estadual. Não há jogo político", afirmou.
Ainda hoje, os parlamentares vão ouvir também o ex-funcionário da Coaf, Aluísio Girardi, e o ex-assessor de Capez, Jeter Rodrigues. O lobista Marcel Ferreira Júlio obteve um habeas corpus e não compareceu à oitiva. Amanhã (14) estão previstos os depoimentos de Capez e o ex-assessor dele José Merivaldo dos Santos.

Governadores ameaçam decretar estado de calamidade por falta de recursos

Evitados pelo presidente Michel Temer ontem, governadores das regiões Norte e Nordeste reclamam que não terão recursos sequer para pagar os servidores. Rollemberg afirma que não é momento para reajustar salários do Judiciário

 postado em 14/09/2016 06:10 / atualizado em 14/09/2016 06:42
Nelson Jr./SCO/STF


Governadores de pelo menos 14 estados ameaçam decretar estado de calamidade pública por falta de recursos a partir da semana que vem, declarou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), ao deixar reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Os líderes dos estados pedem R$ 7 bilhões do Fundo de Participação dos Estados (FPE) como forma de auxílio emergencial.

Segundo o governador do Piauí, estados das regiões Norte e Nordeste pediram uma reunião com o presidente Michel Temer para informá-lo da situação caótica dos estados, mas não obtiveram retorno. “Corremos o risco de atrasar folha de pagamento e cair no crime de responsabilidade fiscal”, disse Wellington Dias. O piauiense afirmou que, no entanto, o ministro Meirelles não tem proposta para atender as demandas. “Ficará um ambiente ruim para o país”, disse.

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, afirmou que o problema vai além dos atrasos das folhas de pagamento. “Tínhamos dinheiro até agosto, mas vai começar a atrasar pagamento de fornecedor, inclusive da saúde”. Coutinho acrescenta ainda que, sem o auxílio, o trabalho feito pelos governadores corre o risco de ser perdido. “Precisamos de um fôlego para não desorganizar”.

Em princípio, todos os estados do Norte e Nordeste, com exceção do Maranhão e Ceará, apresentarão a nota de calamidade pública nos próximos dias. Mas, de acordo com Wellington Dias, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal devem aderir ao movimento. Participaram da reunião com o ministro Meirelles 17 governadores.

Procuradoria da CLDF dá sinal verde para cassação do Bonde da Propina


Rafaela Felicciano/Metrópoles

Parecer foi entregue na segunda-feira (12/9) à Mesa Diretora, que devolveu o documento pedindo revisão. Análise foi concluída pela Procuradoria e será reenviada nesta quarta (14). Caberá à Mesa decidir se dará prosseguimento ao processo contra Celina Leão, Raimundo Ribeiro, Julio Cesar, Bispo Renato Andrade e Cristiano Araújo


A Procuradoria da Câmara Legislativa aceitou o pedido de cassação contra os cinco distritais suspeitos de integrar o Bonde da Propina. O documento foi protocolado pelo PSol em 26 de agosto. Em 9 de setembro, o procurador-geral substituto, Severino Oliveira, deu parecer favorável. Na última segunda-feira (12), o processo foi entregue à Mesa Diretora. No dia seguinte, o colegiado pediu a revisão dos documentos. Segundo um membro da Procuradoria, o parecer está concluído e será devolvido nesta quarta-feira (14), com a mesma orientação pela admissibilidade da ação.


São alvo do pedido de cassação os deputados afastados da Mesa Diretora pela Justiça: Celina Leão (PPS), Raimundo Ribeiro (PPS), Julio Cesar (PRB) e Bispo Renato Andrade (PR), além de Cristiano Araújo (PSD), que não integrava o órgão. Todos são acusados de se beneficiarem depropinas decorrentes da liberação de recursos para a saúde pública do Distrito Federal por meio de emendas parlamentares. A denúncia é investigada pela Operação Drácon, do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil.
Quando a Procuradoria entregar o parecer, caberá à Mesa Diretora decidir se dará ou não prosseguimento à investigação. Se optar pela primeira opção, o caso passa a ser responsabilidade da Corregedoria da Casa, hoje comandada pelo deputado Rafael Prudente (PMDB).
Ao Metrópoles, o presidente em exercício da Casa, Juarezão (PSB), prometeu convocar uma reunião extraordinária com os demais membros da Mesa Diretora para deliberar sobre a admissibilidade do processo tão logo a Procuradoria entregue o documento.
Suzano Almeida/ MetrópolesSUZANO ALMEIDA/ METRÓPOLES
Suzano Almeida/MetrópolesSUZANO ALMEIDA/METRÓPOLES
Informações truncadasNa tarde de terça (13), Juarezão afirmou que ainda não tinha recebido o parecer da Procuradoria. Ao ser questionado pela reportagem doMetrópoles, que teve acesso ao andamento do processo, o distrital disse que ia averiguar o caso.
“Pode ter sido enviado, mas ainda não chegou para os membros da Mesa Diretora. Não tenho como te falar nada, mas amanhã (quarta) cedo vou procurar saber o que ocorreu”, disse, acrescentando que convocará a reunião extraordinária tão logo a Mesa receba o parecer da Procuradoria.
AndamentoANDAMENTO
Irritação
Apesar da sinalização do presidente interino da Casa de que vai convocar os colegas para deliberar sobre o assunto, a ida e vinda do parecer da Procuradoria irritou o presidente regional do PSol, Toninho Andrade. O político afirmou que a Casa não tem dado informações sobre o andamento do processo nem mesmo aos advogados do partido, autor do pedido de cassação analisado pela Procuradoria.
“Estão protelando. O que eles puderem fazer para atrasar as investigações, vão fazer. Depois que protocolamos o pedido, não houve nenhuma indicação sobre a tramitação”, reclamou Toninho do PSol.
Além da representação entregue pelo PSol, outras 10 que pedem o afastamento de políticos tramitam na Câmara Legislativa. A primeira foi protocolada em 25 de agosto, pelas entidades Adote um Distrital, Observatório Social e União dos Auditores Federais de Controle Externo (Auditar). Duas pedem o impeachment do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
Processo contra Liliane RorizTambém nesta terça-feira (13), o corregedor da CLDF, Rafael Prudente, prometeu apresentar o relatório final sobre o pedido de cassação contra Liliane Roriz (PTB) até 3 de outubro.
O embasamento desse processo é a condenação em primeira instância da família Roriz, incluindo Liliane, acusada de ter recebido apartamentos em um prédio de Águas Claras em troca de facilidades concedidas em empréstimos feitos pelo Banco de Brasília (BRB) à construtora WRJ. O esquema teria ocorrido em 2006, ano em que Joaquim Roriz ainda governava o Distrito Federal.
Liliane Roriz é um dos pivôs da Operação Drácon, que revelou o suposto esquema envolvendo emenda liberada pelos distritais para a saúde pública do DF. O escândalo derrubou toda a Mesa Diretora da Casa após os grampos feitos por Liliane serem divulgados pela imprensa.



Polícia segue em busca dos corpos de procuradores mortos por vaqueiro

Saint'Clair Martins Souto e Saint'Clair Diniz Souto, pai e filho, advogados e moradores de Brasília, viajaram para fazenda no Mato Grosso a fim de resolver problema com funcionário, suposto assassino dos dois. Polícia segue em busca dos corpos

 postado em 14/09/2016 07:31 / atualizado em 14/09/2016 07:41
 Isa Stacciarini , Flávia Maia

Arquivo Pessoal

O desvio de cabeças de gado teria sido o motivo para o assassinato do procurador aposentado do DF Saint’Clair Martins Souto, 78 anos, e do filho Saint’Clair Diniz Martins Souto, 38, procurador do Rio de Janeiro. O crime ocorreu no município de Vila Rica, a aproximadamente 1,3 mil quilômetros de Cuiabá, na divisa com Pará e Tocantins, em uma região conhecida por problemas fundiários. Em depoimento à Polícia Civil de Tocantins, José Bonfim Alves de Santana confirmou ter matado a dupla com uma arma de fogo, na manhã de sexta-feira. 

Os dois advogados viajaram para o município mato-grossense exatamente a fim de tentar resolver o problema com o funcionário da fazenda da família. Segundo apuração do Correio, a intenção deles era demitir o administrador da propriedade. Os corpos não haviam sido encontrados até as 21h30 de ontem, mas os investigadores seguiram para a fazenda depois de o vaqueiro fazer um croqui detalhando onde eles estariam enterrados.


O delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (GCCO), Flávio Henrique Stringueta, que participa das investigações, explicou que o funcionário deu detalhes do crime. “Primeiro, ele matou o idoso; depois, o outro”, contou. No entanto, segundo Stringueta, o filho não viu o pai ser assassinado. “Ele (José Bonfim) contou que matou o filho depois que ele entrou na casa (da fazenda). O pai já tinha sido atingido”, esclareceu.

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Após cometer os crimes, José Bonfim fugiu em direção ao estado de Tocantins, onde acabou preso por porte ilegal de arma, um revólver calibre 38. Ainda na noite de ontem, agentes da Polícia Civil de Mato Grosso e do Tocantins interrogavam o suspeito, que, segundo Stringueta, mostrou frieza ao dar detalhes.

História
Amigos próximos dos dois ouvidos pelo Correio informaram que Saint’Clair Diniz Souto, 38, era um homem zeloso com o trabalho e com a família. Ele terminou um mestrado em direito recentemente e é pai de três filhos pequenos. Além do cargo no escritório local da Procuradoria do Rio de Janeiro, ele trabalha com o pai em um escritório de advocacia no Lago Sul. Saint’Clair Martins Souto, 78 anos, é procurador aposentado do Distrito Federal e foi prefeito de Unaí (MG), onde a família também tem uma propriedade agrícola.

MÁFIA DA MERENDA Assessores de Capez tinham 'rubrica comum' para assinar ofícios em nome dele

"No meu gabinete vocês jamais vão ver algo assim. Como assessores podem assinar documentos pelo deputado?", questiona deputado Alencar Santana. "Não é uma prática comum", diz presidente da CPI

por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 13/09/2016 18:40


Capez
Estudantes farão vigília para recepcionar Fernando Capez, que tem depoimento à CPI nesta quarta-feira

São Paulo - Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura um esquema de corrupção na merenda escolar paulista, na tarde de hoje (13), Jeter Rodrigues, ex-assessor do presidente da Assembléia Legislativa paulista, deputado Fernando Capez (PSDB), disse que os assessores utilizavam uma "rubrica comum" para assinar ofícios e documentos em nome do deputado. "Era uma prática comum no gabinete", afirmou.

A revelação veio à tona quando Rodrigues tentou explicar por que repassou um cheque de R$ 50 mil a José Merivaldo, outro assessor de Capez. "Ele me disse que o doutor Capez não gostou que eu assinei um pedido de transferência de um delegado, endereçado à Secretaria da Segurança", afirmou. Rodrigues não revelou o nome do delegado nem o motivo da transferência.

"Iam abrir um processo administrativo para me punir. Mas o Merivaldo conversou com o deputado", explicou. Segundo Rodrigues, Capez sabia do pedido de transferência, mas havia dito que "não era o momento". Ainda segundo o ex-funcionário, o pedido teria sido guardado em uma pasta e sumido. O cheque, no entanto, não tinha fundo.

Os deputados Alencar Santana (PT) e Marcos Zerbini (PSDB, presidente da CPI), consideraram estranha a conduta. "No meu gabinete vocês jamais vão ver algo assim. Como que os assessores podem assinar documentos pelo deputado?", questionou Santana. "Não é uma prática comum. Não acredito que o deputado Capez permita isso", afirmou Zerbini.

A assessoria de imprensa do deputado Fernando Capez informou por meio de nota que ele nega peremptoriamente a afirmação de Rodrigues. "Trata-se de uma ilação."

Para a deputada Beth Sahão (PT), se o deputado tomou conhecimento de uma utilização não autorizada de sua assinatura, mas não tomou nenhuma atitude contra o ex-assessor, trata-se de prevaricação. "Ou na verdade ele autorizou a transferência desse delegado? Precisamos esclarecer isso", afirmou.

Os deputados da base aliada do governador Geraldo Alckmin (PSDB) alegaram que o assunto não caberia à CPI. "Essa informação não tem nenhuma importância em relação ao objeto da comissão. É irrelevante", afirmou o deputado Barros Munhoz (PSDB).

Em vários momentos, o ex-assessor de Capez se contradisse, se enrolou e quase acabou preso por, segundo os deputados, mentir à comissão. Rodrigues disse não possuir nenhuma empresa, mas foi desmentido pela deputada Beth Sahão, que levou documentos da Junta Comercial à CPI. Depois disse que não conversava com Merivaldo, para em seguida admitir que o conhecia há muito tempo e só não conversavam no gabinete.

Ele disse que o contrato assinado com o lobista Marcel Ferreira Júlio, em nome da Cooperativa Orgânica da Agricultura Familiar (Coaf), no valor de R$ 200 mil, era para auxiliar na obtenção de documentos necessários à participação em chamadas públicas do programa de merenda escolar, como um despachante. O que também foi desmentido, dessa vez por Santana, que revelou que o objeto do contrato era assessoria técnica.

Segundo Rodrigues, o valor seria dividido entre ele, Marcel e o funcionário da Coaf Carlos Botelho. No entanto, somente R$ 50 mil foram repassados, no cheque que acabou entregue a Merivaldo. "Não prestei nenhum serviço à Coaf e o contrato acabou extinto", afirmou. Ele também não conseguiu precisar a data de assinatura do contrato. Inicialmente, disse que era março de 2015, quando ja tinha deixado o gabinete de Capez. Mas o contrato está datado de agosto de 2014.

Irritados com as contradições, os deputados da comissão disseram que ele sairia preso da oitiva, por faltar com a verdade. Munhoz e Santana lideraram a proposta, que acabou abandonada sob a avaliação de que isso não iria contribuir para o trabalho da CPI. "A CPI já está desacreditada como o instrumento de investigação", disse Munhoz.

A Coaf o teria procurado Rodrigues para auxiliar a destravar um contrato assinado pela cooperativa com o governo Alckmin, em 2013. Rodrigues contou que ligou à Secretaria da Educação, informando ser funcionário de Capez. No entanto, a chamada havia sido cancelada e seu intuito não se efetivou.

Para a oposição ao governo Alckmin, está claro que o objetivo da relação era "tráfico de influência", quando alguém utiliza de uma posição ou relacionamentos para obter vantagens a si ou terceiros. Para a base de Alckmin, Marcel "vendeu fumaça". "Ele encontrou um jeito de ganhar mais dinheiro", alegou o deputado Jorge Caruso (PMDB). Para ele, o lobista criou uma história que tinha contatos no governo para facilitar os contratos e usou Rodrigues para justificar o repasse dos valores.
Um grupo de estudantes da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) programou um acampamento a partir das 21h desta terça-feira com objetivo de "recepcionar" o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez, cujo depoimento à CPI está previsto para esta quarta-feira (14) de manhã. Durante a noite eles realizarão uma série de atividades culturais, debates e oficina de cartazes.

Gim pediu propina em forma de doação a igreja, diz Léo Pinheiro

Em depoimento a Sérgio Moro, executivo afirma que ex-senador solicitou suborno. Ele é acusado de proteger empreiteiros em CPI em troca de dinheiro

 postado em 13/09/2016 15:02 / atualizado em 13/09/2016 15:53

N.M/Futura Press


O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro confirmou, em depoimento ao juiz da Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro, que o ex-senador Gim Argello (ex-PTB-DF) lhe pediu para doar dinheiro á Paróquia São Pedro, em Taguatinga. De acordo com fontes presentes ao depoimento, que acontece na tarde desta terça-feira (13/9) em Curitiba, os valores faziam parte de propina paga ao então vice-presidente da CPI mista da Petrobrás que funcionava no Congresso em 2014.


De acordo com documentos obtidos pela Operação Lava-Jato, a Paróquia recebeu R$ 350 mil da OAS. Gim Argello confirmou a Sérgio Moro que pediu o dinheiro para o executivo. No entanto, negou que se tratasse de suborno para proteger empreiteiros na CPI – acusação a que responde em uma ação penal do Ministério Público.

A OAS também pagou R$ 2,5 milhões ao diretório nacional do PMDB em 2014, sendo R$ 1 milhão oficialmente e R$ 1,5 milhões de caixa 2. No depoimento, Leo Pinheiro disse que fez a doação de caixa 2 ao ministro do TCU Vital do Rego, ex-presidente da CPI mista da Petrobras, e de R$ 1 milhão ao deputado Marco Maia (PT-RS)

Fundadores do Mercosul impedem que Venezuela assuma o bloco

14/09/2016 02h50 - Atualizado em 14/09/2016 04h16

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai assumem presidência do Mercosul.
Venezuela pode ser suspensa se não cumprir regras de adesão até 1º/12.

Do G1, em São Paulo

Os quatro países fundadores do Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - chegaram a um acordo, nesta terça-feira (13), que impede a Venezuela de assumir a presidência do bloco. O grupo decidiu que assumirá de forma conjunta a liderança do organismo sul-americano.
Os países fundadores também ameaçam suspender a República Bolivariana até 1º de dezembro, caso o país não se adeque às normas e acordos vigentes no Mercosul, anunciou o Itamaraty na noite desta terça.
Em nota assinada pelo ministro de Relações Exteriores José Serra, o Itamaraty acrescenta que a declaração foi adotada "em razão do descumprimento, pela Venezuela, dos compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006, especificamente no que se refere à incorporação ao ordenamento jurídico venezuelano de normas e acordos" vigentes no Bloco.
O prazo para que a Venezuela cumprisse com essa obrigação encerrou-se em 12 de agosto passado e entre os importantes acordos e normas que não foram incorporados ao ordenamento jurídico venezuelano estão o Acordo de Complementação Econômica nº 18 (1991), o Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos do Mercosul (2005) e o Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul (2002).
A declaração estabelece que a presidência do Mercosul "no corrente semestre não passa à Venezuela, mas será exercida por meio da coordenação entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, que poderão definir cursos de ação e adotar as decisões necessárias em matéria econômico-comercial e em outros temas essenciais" para o funcionamento do bloco.
Por ordem alfabética, a Venezuela deveria ter assumido a presidência rotativa do grupo em julho passado, sucedendo ao Uruguai. Mas Brasil, Paraguai e Argentina se opuseram, devido à situação política e econômica que o país enfrenta.
Diante do impasse, a Venezuela se autoproclamou à frente do bloco após o Uruguai entregar a presidência.
A crise ocorre em um momento delicado para o Mercosul, que relançou as negociações de um tratado de livre comércio com a União Europeia (UE).
A venezuela vai ter um prazo de dois meses para se adaptar às regras do bloco, caso contrário pode ser suspensa do Mercosul.

Veja a nota emitida pelo Ministério de Relações Exteriores:
Na prática, a Venezuela sequer finalizou sua adesão ao Mercosul, iniciada em 2012. Para concluir o ingresso, o país deveria ter cumprido diversas exigências. Entre as normas e acordos que não foram incorporados ao ordenamento jurídico da Venezuela estão o Acordo de Complementação Econômica nº 18 (1991), Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos do Mercosul (2005) e Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul (2002).
Nota 337
Aprovação da “Declaração Relativa ao funcionamento do MERCOSUL e ao Protocolo de Adesão da República Bolivariana da vanezuela”
13 de Setembro de 2016 - 22:36

Os Chanceleres dos quatro países fundadores do MERCOSUL – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – aprovaram, neste 13 de setembro de 2016, "Declaração Relativa ao Funcionamento do MERCOSUL e ao Protocolo de Adesão da República Bolivariana da Venezuela".
A Declaração foi adotada em razão do descumprimento, pela Venezuela, dos compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao MERCOSUL, assinado em Caracas em 2006, especificamente no que se refere à incorporação ao ordenamento jurídico venezuelano de normas e acordos vigentes no MERCOSUL.
O prazo para que a Venezuela cumprisse com essa obrigação encerrou-se em 12 de agosto de 2016 e entre os importantes acordos e normas que não foram incorporados ao ordenamento jurídico venezuelano estão o Acordo de Complementação Econômica nº 18 (1991), o Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos do MERCOSUL (2005) e o Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do MERCOSUL (2002).
A Declaração estabelece que a presidência do MERCOSUL no corrente semestre não passa à Venezuela, mas será exercida por meio da coordenação entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, que poderão definir cursos de ação e adotar as decisões necessárias em matéria econômico-comercial e em outros temas essenciais para o funcionamento do MERCOSUL. O mesmo ocorrerá nas negociações comerciais com terceiros países ou blocos de países.
Em 1º de dezembro de 2016, a persistir o descumprimento de obrigações, a Venezuela será suspensa do MERCOSUL.
A Declaração foi adotada no espírito de preservação e fortalecimento do MERCOSUL, de modo a assegurar que não haja solução de continuidade no funcionamento dos órgãos e mecanismos de integração, cooperação e coordenação do bloco
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