segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Cármen Lúcia assume presidência do Supremo para mandato de dois anos

12/09/2016 15h43 - Atualizado em 12/09/2016 20h28

Ministra é a segunda mulher a comandar a mais alta corte do país.
Ela quebrou protocolo e cumprimentou 'cidadão brasileiro' antes de Temer.

Renan Ramalho, Laís Lis e Gustavo GarciaDo G1, em Brasília

Em uma cerimônia que reuniu as maiores autoridades do país, a ministra Cármen Lúciatomou posse na tarde desta segunda-feira (12) no cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) no lugar do ministro Ricardo Lewandowski. Durante o mandato de 2 anos, a magistrada acumulará a chefia da mais alta Corte do país com a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle do Judiciário.
Na mesma solenidade, o ministro  Dias Toffolifoi empossado por Cármen Lúcia no posto de vice-presidente do Supremo (assista ao vídeo abaixo). Ele deverá suceder Cármen Lúcia no comando da Corte em 2018.
Natural de Montes Claros (MG), Cármen Lúcia, 62 anos, é a segunda mulher a presidir o STF. Ela foi indicada para a Suprema Corte, em 2006, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À época, o tribunal era comandado pela ministra aposentada Ellen Gracie.
Formada em direito, em 1977, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMG), a nova presidente do STF começou a carreira jurídica como advogada, mas, antes de chegar ao Supremo, foi procuradora do estado de Minas.
A troca de comando na chefia do STF atraiu políticos, magistrados, ministros aposentados do Supremo, integrantes do Ministério Público e artistas. Ao todo, foram convidadas cerca de 2 mil pessoas para a cerimônia.
Entre os convidados que compareceram à solenidade estão o presidente da República, Michel Temer, os presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Sarney (PMDB).
O cantor e compositor Caetano Velloso cantou e tocou o Hino Nacional no violão. Outras celebridades, como o ator e diretor Miguel Falabella, também foram prestigiar a posse da magistrada mineira.
'Cidadão brasileiro'
Em seu primeiro discurso como presidente do STF, Cármen Lúcia afirmou, ao iniciar sua fala, que quebraria o protocolo e, em vez de cumprimentar em primeiro lugar o presidente da República, Michel Temer, cumprimentaria o cidadão, a quem chamou de “autoridade suprema de todos nós servidores públicos”.
"Não tenho notícia de um ser humano que não aspire à Justiça", destacou a magistrada. "Há de ser reconhecer que o cidadão não há de estar satisfeito hoje com o Poder Judiciário", completou.
Minha responsabiliade é fazer acontecer as soluções. O Judiciário brasileiro reclama mudanças. Estamos fazendo mudanças e é preciso que elas continuem e cada vez com mais pressa"
Cármen Lúcia, nova presidente do STF
Em vários momentos do discurso, Cármen Lúcia chamou a atenção para a necessidade de se melhorar o atendimento no Judiciário.
"Não há prévia nem permanente definição para o justo, mas há o crédulo da justiça sem pré-definição, necessário apenas para acreditarmos não ser possivel viver sem justiça. É o juiz o depositário dessa fé, garantidor da satisfação, desse sentimento", enfatizou.
Para a ministra, a obrigação dos magistrados é "entregar ao cidadão brasileiro o seu direito".
"O que no Judiciário não deu certo há de se mudar para se fazer na forma constitucionalmente prevista. Mas não vou continuar apontando problemas. Minha responsabiliade é fazer acontecer as soluções. O Judiciário brasileiro reclama mudanças. Estamos fazendo mudanças e é preciso que elas continuem e cada vez com mais pressa", discursou.
Discurso do decano
Magistrado mais antigo do STF, o ministro Celso de Mello, representando os demais colegas do tribunal, foi o primeiro a discursar na cerimônia (veja o vídeo acima). O decano da Suprema Corte destacou em sua fala a importância para as instituições brasileiras da ascensão de Cármen Lúcia à presidência do Supremo.
"Se consolidou uma clara e irreversível transição para um modelo social que repudia a discriminação de gênero, ao mesmo que confere primazia à prática republicana da igualdade, pela consagração do talento, competência e conhecimento, atributo que qualificam de modo inquestionável vossa excelência. [...] Não creio que palavras possam descrever o que esse momento histórico representa para a história do país e para a história das mulheres brasileiras”, declarou o decano.
O direito ao governo honesto constitui uma insuprimível prerrogativa da própria cidadania"
Celso de Mello, ministro mais antigo do STF
Após destacar a relevância da ascensão de Cármen Lúcia ao comando do Judiciário, Celso de Mello fez, sob os olhares de políticos investigados pela Operação Lava Jato, um duro discurso contra a corrupção. Entre os convidados, Renan Calheiros, Lula e o senador Edison Lobão (PMDB-MA).
"O direito ao governo honesto constitui uma insuprimível prerrogativa da própria cidadania. E que, deste tribunal, senhora ministra presidente, parta a advertência severa e impessoal de que aqueles que transgredirem tais mandamentos expor-se-ão sem prejuízo de outros tipos de responsabilização, não importando a sua posição estamental, se patrícios ou se plebeus [...] devendo ser punidos exemplarmente na forma da lei esses infiéis da causa pública, esses indignos do poder"", discursou Celso de Mello.
O ministro citou ainda uma famosa declaração que o deputado Ulysses Guimarães fez no encerramento dos trabalhos da Assembleia Constituinte. Na ocasião, o parlamentar repudiu qualquer prática que comprometa a integridade ética feita por agentes públicos ou políticos.
"A vida pública brasileira será também fiscalizada pelos cidadãos. Do presidente da República ao prefeito, do senador ao vereador. A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem
roube, eis o primeiro mandamento da moral pública", disse Guimarães, conforme citou Celso de Mello.
Janot
Ao discursar na cerimônia em nome do Ministério Público, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou, sem citar nomes, o que ele chamou de tentativas de tentar manchar as investigações da Lava Jato. Segundo ele, há um "trabalho desonesto" contra investigadores e juízes.
O procurador-geral defendeu a atuação do Ministério Público nas investigações do esquema de corrupção que atuava na Petrobras e defendeu a aprovação no Congresso Nacional do pacote de 10 medidas que têm como objetivo aumentar o rigor no combate à corrupção.
Precisamos combater a impunidade e a corrupção, mas não podemos, por exemplo, admitir a prática de um ilícito em nome da correção de outro: não há solução fora da lei"
Claudio Lamacchia, presidente da OAB
"Tem-se observado diuturnamente um trabalho desonesto de desconstrução da imagem de investigadores e de juízes. Atos midiáticos buscam ainda conspurcar o trabalho sério e isento desenvolvido nas investigações da Lava Jato", disse Janot.
Janot também ressaltou que a Lava Jato deixou ao país a escolha entre duas opções: a primeira, seguida pela Itália, levou a "mais corrupção, estabilidade política e crônica debilidade econômica".
"A segunda, mais auspiciosa, revela-se em um movimento virtuoso de tomada de consciência da sociedade e de autodepuração do próprio sistema político-jurídico, na busca verdadeira de um novo arranjo democrático, que repila a corrupção e a impunidade na forma de fazer política", observou o procurador-geral, defendendo a aprovação das medidas propostas pelo Ministério Público Federal para combater a corrupção.
Discurso de Lamacchia
Em seu discurso, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamacchia, também falou sobre o combate à corrupção. Ele disse que o "clamor das ruas não pode ser ignorado", mas, segundo ele, não pode "sobrepor-se" à lei.
"Precisamos combater a impunidade e a corrupção, mas não podemos, por exemplo, admitir a prática de um ilícito em nome da correção de outro: não há solução fora da lei", disse, sem citar nomes.
"Não se combate o crime cometendo outro crime. Por isso, rejeitamos liminarmente a ideia de admitir produção de provas por meio ilegal, em nome da boa fé de quem a colhe. Como demonstrar a boa fé de um agente, se se trata de algo subjetivo. O Direito resulta de uma ciência sofisticada, que a humanidade levou séculos para moldar. Transgredi-lo é impor um retrocesso civilizatório, que, aí sim, agride a voz das ruas, frequentemente vulnerável à manipulação das facções", concluiu o presidente da OAB.
Atribuições
Como presidente do STF, caberá a Cármen Lúcia elaborar a pauta semanal de julgamentos do plenário, formado pelos 11 ministros da Corte. Com isso, ela deixa a Segunda Turma e dá lugar a Lewandowski.
O colegiado, formado por cinco ministros, analisa, entre outros casos, a maioria dos processos de políticos investigados na Operação Lava Jato.

No CNJ, Cármen Lúcia já anunciou que fará uma gestão voltada para a situação de mulheres presas, como tentativa de melhorar a situação de vida delas. No STF, tende a priorizar ações de impacto social -- o sinal foi dado na pauta da primeira semana, voltada a ações trabalhistas e que envolvem direito à educação, saúde e proteção à família.
Perfil
Nascida em 19 de abril de 1954, Cármen Lúcia Antunes Rocha viveu a infância em Espinosa, cidade de 32 mil habitantes localizada no extremo norte de Minas, quase na divisa com Bahia.
Tem duas irmãs e três irmãos. Aos 10 anos, mudou-se para Belo Horizonte para estudar num internato de freiras. Professa a religião católica e nunca se casou nem teve filhos.

Cármen Lúcia é mestre em direito constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em direito empresarial pela Fundação Dom Cabral. Ela é autora de sete livros focados, sobretudo, em direito de Estado e administração pública.

"
Em primeiro cumprimentou o verdadeiro PATRÃO o POVO a PÁTRIA!



A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade.

(Rui Barbosa) "

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Marcos Valério diz que José Dirceu, Lula e Carvalho eram chantageados

12/09/2016 19h54 - Atualizado em 12/09/2016 20h53

Publicitário foi interrogado por Sérgio Moro nesta segunda-feira (12).
Ele é réu em ação penal oriunda da 27ª fase da Operação Lava Jato.

Thais KaniakDo G1 PR
 "O [ex] ministro José Dirceu, o [ex] presidente Lula e o senhor Gilberto Carvalho [ex-chefe de gabinete de Lula] estavam sendo chantageados", afirmou o publicitário Marcos Valério em interrogatório prestado na tarde desta segunda-feira (12), em Curitiba, ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância. 
Marcos Valério já foi condenado a 37 anos pelo mensalão do Partido dos Trabalhadores (PT). Atualmente ele cumpre pena em regime fechado na Penitenciária Nelson Hungria, em Minas Gerais. Na Lava Jato, ele responde por lavagem de dinheiro, na ação penal originada a partir da 27ª fase da operação. Outras oito pessoas respondem pelo mesmo crime neste processo, entre elas, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o empresário Ronan Maria Pinto.
O Ministério Público Federal (MPF) os denunciou pela suposta participação em um esquema para lavar parte do dinheiro de um empréstimo obtido pelo pecuarista José Carlos Bumlai. O empresário pegou R$ 12 milhões do Banco Schahin, que, segundo ele, foram destinados ao PT.
Os investigadores apuraram indícios de que metade desse dinheiro foi destinado a Ronan Maria Pinto. O MPF afirma que ele chantageou membros do PT, dizendo ter informações que ligavam membros da legenda à morte do ex-prefeito de Santo André, o petista Celso Daniel.
'Problema muito sério'
Em 2004, Marcos Valério disse ter recebido um telefonema de Silvio Pereira, ex-secretário do PT. Eles se encontraram, e Silvio Pereira relatou que havia um "problema muito sério": que o presidente estava sendo chantageado por uma pessoa, que estava exigindo R$ 6 milhões. Esta pessoa era o empresário Ronan Maria Pinto, segundo o relato de Marcos Valério à Justiça Federal.
Marcos Valério contou que o pedido de Silvio Pereira era para que o dinheiro fosse passado a empresa de ônibus de Ronan, a Viação Santo André. Depois do encontro com Silvio Pereira, Marcos Valério disse que foi conversar com José Janene, ex-deputado do Partido Progressista (PP) que morreu em 2010. Janene teria dito a Marcos Valério que resolveria a questão.
De acordo com Marcos Valério, Janene preparou os documentos para a transferência do recurso da empresa de Marcos Valério, a 2 S Participações Ltda, para uma empresa chamada Remar Assessoria, do Rio de Janeiro. "Assinei realmente os contratos e fiquei de transferir o recurso para essa Remar através de transferência eletrônica", afirmou. Ele ainda disse que não conhecia a Remar, nem sabia quem era o dono da empresa. A Remar, segundo Marcos Valério, iria transferir o valor para a Viação Santo André.
'O que eu fiquei sabendo não me agradou'
Marcos Valério contou que, depois disso, foi a Brasília e começou a sondar quem era Ronan Maria Pinto. "O que eu fiquei sabendo não me agradou". Questionado por um procurador do MPF como descobriu quem era Ronan Maria Pinto, o publicitário respondeu que "era muito sério"” e que não queria se envolver. Inclusive, Marcos Valério pediu para não responder à pergunta: "porque é um assunto muito grave e eu não quero correr risco". Ele lembrou estar detido em uma penitenciária e negou ter recebido recursos para não falar sobre o tema.
Após descobrir quem era Ronan Maria Pinto, Marcos Valério disse que chamou Silvio Pereira, na capital federal, para saber "essa história toda". Marcos Valério contou ter chamado Silvio Pereira de maluco e que não faria a transferência. "Me inclua fora disso", pediu Marcos Valério ao ex-secretário do PT.  Após esse encontro com Silvio Pereira, Marcos Valério relatou não ter mais informações sobre a transação.
Marcos Valério explicou que conheceu Ronan Maria Pinto, em São Paulo, em um encontro com Silvio Pereira, o jornalista Breno Altman, que também é réu nesta ação penal oriunda da Operação Lava Jato. Segundo Marcos Valério, o assunto do encontro foi o empréstimo e a intenção de Ronan de comprar metade do jornal "Diário do Grande ABC". Marcos Valério disse que Breno Altman defendeu o empréstimo a Ronan Maria Pinto.
Um ano depois, em São Paulo, Marcos Valério disse ter ido ao Banco Schahin com o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. "Não conhecia o dono do Banco Schahin, não sabia quem era, nunca tive conta no Banco Schahin, nunca tinha entrado no Banco Schahin. Entrei única vez, nessa oportunidade".
Marcos Valério disse ter sido apresentado por Delúbio Soares ao dono do banco e que ele "ficou calado ouvindo a conversa". Na ocasião, ele percebeu que a transferência tinha sido feita e que Delúbio Soares estava devendo ao banco.
Marcos Valério ainda disse ao juiz que, depois do mensalão vir à tona, ele conheceu Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, com quem encontrou "n vezes". Em um desses encontros, Marcos Valério contou que ficou sabendo que José Carlos Bumlai tinha feito o empréstimo e que o PT pagou o empréstimo com o financiamento da sonda da Petrobras.
O empréstimo com o banco foi pago com a contratação fraudulenta do Grupo Schahin como operador do navio-sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de US$ 1,6 bilhão. Como foi favorecido para obter o contrato, parte do lucro dele na operação quitou o débito. (veja o caminho do dinheiro no gráfico abaixo).
Outro lado
Por meio de nota, Gilberto Carvalho negou que tenha conhecimento de qualquer chantagem por parte de Ronam Maria Pinto. A questão é "fantasia de alguma delação premiada que tenta se livrar das penas envolvendo outras pessoas", conforme trecho da nota.
A defesa de José Dirceu disse que as afirmações não têm sentido algum e que não há razão para qualquer ameaçada de Ronan Maria Pinto. Os advogados também afirmaram que o ex-ministro não tem ligação com esse caso.
Fernando Augusto Fernandes, advogado de Paulo Okamotto, disse que o cliente é citado "os depoimentos da Lava Jato, iniciados com fatos, descambaram para mentiras e invenções de condenados que querem se beneficiar com as delações premiadas".
Por meio de nota, o Instituto Lula informou que não vai comentar depoimentos de pessoas condenadas, "que buscam benefícios para redução de pena e sair da cadeia, negociando depoimentos com a justiça". A nota ainda diz que, em 2012, Marcos Valério tentou delação premiada com um depoimento à Procuradoria-Geral da República, originando vários inquéritos. O Insituto Lula ressalta que todos estes inquéritos foram sarquivados ou têm pedidos de arquivamento feitos pelo Ministério Público "pela mais absoluta falta de provas para suas afirmações".
 O G1 tenta contato com os demais citados por Marcos Valério no depoimento.
ARTE - 27 fase da Lava Jato (Foto: Arte/G1)

NOTA DE ESCLARECIMENTO

NOTA DE ESCLARECIMENTO (Cão da Piscina)
No início da tarde de hoje, 12/09/16 a Vereadora Denise Max SUPRA Denise Max Denise Supra, acompanhada da Advogada Voluntária da SUPRA e Superintendente Municipal do Bem Estar Animal, Janaina Coutinho estiveram presentes no Ministério Público onde foram recebidas pelo promotor Carlos Valera que está a frente do caso em questão juntamente com o Delegado Leonardo Cavalcante, sendo que, o Promotor informou às mesmas que já foi expedido Despacho Ministerial.
Conforme Despacho em anexo o Promotor Carlos Valera concordou com as medidas propostas pela autoridade policial, consistente em busca e apreensão dos cães, que PERMANECERAO com os fiéis depositários.
Ainda baseado no poder de cautela, a evitar outros fatos congêneres o Ex. Promotor requereu que o autor dos fatos fique impedido de ter sob sua guarda outros animais.
Vale ressaltar que, a Denúncia foi apresentada ao Ministério Público em data de 02/09/16 (protocolo em anexo) pela advogada voluntária da SUPRA e Superintendente Municipal de Bem Estar Animal Janaina Coutinho a pedido da vereadora Denise Max SUPRA e remetida à Delegacia do Meio Ambiente em data de 05/09/16, assim, resta claro que as medidas cabiveis já estavam sendo tomadas desde então.
NOTA DE ESCLARECIMENTO (Cão da Piscina)
No início da tarde de hoje, 12/09/16 a Vereadora Denise Max SUPRA Denise Max Denise Supra, acompanhada da Advogada Voluntária da SUPRA e Superintendente Municipal do Bem Estar Animal, Janaina Coutinho estiveram presentes no Ministério Público onde foram recebidas pelo promotor Carlos Valera que está a frente do caso em questão juntamente com o Delegado Leonardo Cavalcante, sendo que, o Promotor informou às mesmas que já foi expedido Despacho Ministerial.
Conforme Despacho em anexo o Promotor Carlos Valera concordou com as medidas propostas pela autoridade policial, consistente em busca e apreensão dos cães, que PERMANECERAO com os fiéis depositários.
Ainda baseado no poder de cautela, a evitar outros fatos congêneres o Ex. Promotor requereu que o autor dos fatos fique impedido de ter sob sua guarda outros animais.
Vale ressaltar que, a Denúncia foi apresentada ao Ministério Público em data de 02/09/16 (protocolo em anexo) pela advogada voluntária da SUPRA e Superintendente Municipal de Bem Estar Animal Janaina Coutinho a pedido da vereadora Denise Max SUPRA e remetida à Delegacia do Meio Ambiente em data de 05/09/16, assim, resta claro que as medidas cabiveis já estavam sendo tomadas desde então.

Não é motivo de critica e sim de reflexão quantos sinais essa mãe deu pedindo ajuda? Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Mãe mata os quatro filhos por não ter dinheiro para os alimentar

História trágica na China: mãe desesperada prefere morte de filhos a ver a sua família passar fome





MUNDO CHINAHÁ 4 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Uma mulher de 28 anos assassinou os quatro filhos, com idades entre três e seis anos, com um machado, suicidando-se em seguida ao beber pesticida



De acordo com o noticiado pela Sky News, tudo aconteceu em Agushan, na província chinesa de Gansu.
Yang Gailan e o marido – que também se suicidou – não tinham dinheiro para garantir a alimentação e a escola das quatro crianças.
Desesperada, a jovem mãe optou por tirar a vida aos filhos.
Segundo as autoridades chinesas, a família Gailan não estava inscrita no programa de segurança social.
As crianças, revela a mesma fonte, não tinham acesso ao sistema nacional de saúde nem sequer tinham direito a apoios escolares.
A Sky News dá ainda conta que mais de metade da população de Agushan vive abaixo do limiar da pobreza.



Equipamentos high-tech impulsionam Brasil como potência paralímpica

Jefferson Puff - @_jeffersonpuff
Jogadores brasileiros em vitória no futebol de 7
Image copyrightCOMITÊ PARALÍMPICO BRASILEIRO
Image captionEquipamentos de alta tecnologia ajudam Brasil a se tornar uma potência paralímpica
O sucesso do Brasil nas modalidades paralímpicas se deve não apenas ao notável empenho e esforço dos seus atletas.
Sétima potência mundial no esporte paralímpico, o país conta também com equipamentos high-tech, desenvolvidos em laboratórios especializados, para fazer com que os paratletas de alto rendimento conquistem cada vez mais medalhas nas suas competições.
Além disso, novas técnicas de treinamento ajudam a afinar a avaliação das condições físicas dos paratletas, monitorar seu desempenho e avançar os métodos de classificação de seus níveis de deficiência com o objetivo de neutralizar as dificuldades e focar no desenvolvimento de suas habilidades.
Se para qualquer atleta o aperfeiçoamento do condicionamento físico, maximizando as capacidades durante as provas, já é importante, no caso dos paralímpicos isto é ainda mais crucial. E quanto mais específico for o treinamento para superar a exaustão, maior será o rendimento em campo.
A lógica vale para próteses e cadeiras de rodas cada vez mais avançadas, mas, sobretudo, para o trabalho que ocorre nos bastidores. Tudo é feito ao longo dos quatro anos que antecedem cada Paralimpíada em modalidades como atletismo, rúgbi, futebol de 7, paracanoagem, parabadminton, esgrima, bocha e handball (as três últimas em cadeira de rodas).
"Não tenho dúvidas de que a ciência tem contribuído significativamente para o avanço do esporte paralímpico no país", diz José Irineu Gorla, professor de Educação Física da Unicamp, com pós-doutorado em Atividade Física Adaptada e quase 30 anos de experiência na área.

Equipamentos de ponta

O pletismógrafo, que mede com precisão o nível de gordura corporalImage copyrightFEF/UNICAMP
Image captionO pletismógrafo, que mede com precisão o nível de gordura corporal
Gorla ressalta que a criação do Departamento de Estudos da Atividade Física Adaptada da Unicamp, no início dos anos 90, ajudou a formar quase 80% dos profissionais que atuam no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e no corpo técnico das modalidades, tendo um impacto direto no avanço que o país vem apresentando, sobretudo nos últimos oito anos.
Além disso, diz, a exposição dos paratletas brasileiros a centros de outros países também tem contribuído.
"Essa internacionalização do desporto paralímpico, com os paratletas brasileiros que vão treinar em outros países e têm contato com o que há de mais moderno, acaba trazendo estes avanços para os clubes e seleções do Brasil. O conhecimento adquirido é aplicado aqui."
Claudio Diehl, coordenador geral de classificação de atletas do CPB, diz que o avanço científico tem possibilitado determinar o perfil específico de cada paratleta, criando treinamentos "sob medida".
"O trabalho une testes clínicos e avaliação dos movimentos, identificando em qual classe o paratleta se encontra. Feito isso, o acompanhamento permite focar na qualidade técnica e estratégica, focando no alto rendimento e neutralizando o impacto da deficiência", explica.
O oxicon envia por telemetria dados exatos de volume de oxigênioImage copyrightFEF/UNICAMP
Image captionO oxicon envia por telemetria dados exatos de volume de oxigênio
Para se ter uma ideia da tecnologia por trás do desempenho dos paratletas brasileiros, pesquisadores citam equipamentos de ponta como o pletismógrafo, aparelho em que o paratleta entra e que uma vez fechado funciona como uma câmara de ar que mede com precisão o nível de gordura corporal.
Outro é o "Firstbeat", cintas elásticas que ficam presas na altura do peito dos competidores e que enviam por telemetria os dados de frequência cardíaca a um computador.
"Podemos ter um time inteiro usando o aparelho e um software nos permite avaliar todos os jogadores em tempo real, avaliando o desgaste a cada jogada, cada movimento. Os dados servem para determinar a carga de treinamento adequada e a definição do desgaste físico", explica Claudio Diehl.
Há também o "Oxicon", composto por uma máscara e uma espécie de mochila com o aparelho, que também envia por telemetria dados exatos de volume de oxigênio, possibilitando determinar com exatidão a capacidade respiratória de cada paratleta.
Os pesquisadores também citam as avaliações por fotocélulas, capazes de indicar a velocidade exata com a qual um paratleta percorre um trecho e suas capacidades de sprint e resistência em provas de corrida, por exemplo.
"Aliando estas tecnologias ao conhecimento de que dispomos e o trabalho com fisioterapeutas, psicólogos, médicos e profissionais de Educação Física estamos chegando a resultados fantásticos", diz José Irineu Gorla.

Futebol 7

Wanderson de OliveiraImage copyrightCPB
Image captionWanderson de Oliveira, de 29 anos, joga futebol de 7 brasileiro já foi eleito o melhor do mundo na modalidade em 2009 e 2013
Uma das modalidades que mais vêm se beneficiando do trabalho é a seleção de futebol de 7, com chance de medalha de ouro nesta Paralimpíada. Formada por paratletas com paralisia cerebral que pode variar entre os graus 5 e 8, a modalidade requer treinamento intenso e focado em preservar o condicionamento físico dos jogadores durante toda a partida.
"Na classe 5 o jogador tem comprometimento dos dois membros inferiores, o que dificulta arrancadas e alguns movimentos de giro. Na 6, há movimentos involuntários, semelhantes ao do mal de Parkinson. Na 7, o jogador tem uma metade do corpo paralisada, e na 8 a deficiência é mínima, podendo ser apenas um braço ou mão", explica Claudio Diehl.
As deficiências nesta modalidade são geradas principalmente por complicações na gestação ou durante o parto, com falta de oxigênio para a criança, mas também já na fase adulta por acidente vascular cerebral (derrame), traumatismo crânio-encefálico (acidentes) ou, em sua forma mais rara, por complicações causadas pela epilepsia.
Há três anos os integrantes da seleção vão aos laboratórios da Unicamp no início do ano para uma bateria de testes e avaliações e são acompanhados por pesquisadores ao longo dos treinamentos durante os meses seguintes.
Wanderson de Oliveira, de 29 anos, que representa o futebol de 7 brasileiro pela terceira vez numa Paralimpíada e já eleito o melhor do mundo na modalidade em 2009 e 2013, diz que o trabalho vem ajudando em seu desempenho.
"Cada vez que identificam onde podemos melhorar, é possível focar o o treinamento ainda mais, buscando o alto rendimento. Tudo que a ciência pode fazer para nos ajudar é bem-vindo", conta.
Fabrizio de Oliveira Nascimento, de 20 anos, que está em sua primeira Paralimpíada
Image captionPara Fabrizio, bateria de avaliações ajudam na preparação física para as provas
Já Fabrizio de Oliveira Nascimento, de 20 anos, em sua primeira Paralimpíada, diz que a exaustão é o principal fator em que percebe contribuição das pesquisas e testes.
"Essas baterias de avaliações fazem com que a gente consiga controlar o cansaço durante a partida. Para nós é primordial ter isso controlado, para poder focar na habilidade e neutralizar as dificuldades", diz.

'Super atletas'

Para o técnico da seleção de 7, Paulo Cabral da Veiga, a tendência é que esta junção do trabalho desenvolvido por pesquisadores em laboratórios universitários com o dia a dia do treinamento em campo crie "super atletas".
"É natural que para um atleta de alto rendimento haja toda uma base científica por trás. A gente percebe facilmente a evolução que isso permite aos jogadores", avalia.
Apesar do profissionalismo e da aplicação criteriosa da ciência no desenvolvimento do esporte paralímpico, especialistas acreditam que a percepção dessas modalidades no Brasil ainda precisa avançar.
À frente da Academia Paralímpica Brasileira, criada em 2010 para agrupar o desenvolvimento científico do esporte, Alberto Martins, que foi chefe da delegação paralímpica do Brasil nos Jogos de Sydney (2000), Atenas (2004) e Pequim (2008), diz o país está "cada vez mais próximo dessa mudança, e a Paralimpíada do Rio vai contribuir com isso".
"Mas embora sejamos uma potência, a visão da sociedade e até da imprensa ainda é muito focada na deficiência, nas histórias de superação, e menos em todo o trabalho de alto rendimento por trás destes resultados alcançados."


Juros médios no cartão de crédito passam de 450% ao ano, diz Anefac

12/09/2016 08h57 - Atualizado em 12/09/2016 09h07

Considerando todas as modalidades de crédito, taxa ficou em 155,48%.
Essa é a maior maior taxa de juros desde agosto de 2003.

Do G1, em São Paulo

Acesso a cartões de crédito permite que pessoas consigam preços melhores. (Foto: AFP)Juros do cartão de crédito passam de 450% ao ano. (Foto: AFP)
As taxas de juros subiram de julho para agosto e encareceram ainda mais o crédito para consumidores e empresas, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Considerando todas as modalidades, a taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação: de 8,09% ao mês (154,35% ao ano) em julho para 8,13% ao mês (155,48% ao ano) em agosto de 2016. Essa é a maior maior taxa de juros desde agosto de 2003, de acordo com a pesquisa.
No caso das linhas para pessoas físicas, subiram as taxas cobradas na maioria das modalidades, com destaque para o cartão de crédito rotativo, cujos juros passaram de 447,44% ao ano, em julho, para 451,44% ao ano, em agosto. Na sequência, está o cheque especial. De 293,79% ao ano, a taxa passou de 296,33% ao ano, em agosto.
Para os próximos meses, a Anefac afirma acreditar que, "tendo em vista o cenário econômico atual, que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência, a tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas"
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MPF apresenta propostas para 'superação da falência do modelo atual de segurança pública'

Da maior gravidade: segundo a ONU, 11% dos homicídios cometidos no mundo em 2012 ocorreram no Brasil, que possui somente 2,9% da população mundial

por Redação RBA publicado 12/09/2016 08:47

Em carta, MPF avalia que é preciso superar a polícia que combate um inimigo interno por uma que valorize a cidadania
pm


São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) publicou quinta-feira (8) a carta de conclusões do seminário Polícia Democrática e Direito à Segurança, ocorrido em março deste ano, em que apresenta medidas para a "superação da falência do modelo atual de segurança pública" e a"consolidação de uma polícia democrática". Segundo a carta, é preciso "rever as normas infraconstitucionais reguladoras da atividade policial herdadas do regime militar, para adequá-las ao paradigma da Constituição de 1988. Elas, em boa parte, não foram recepcionadas pela ordem constitucional democrática e esse fato precisa ser reconhecido e revertido".
O documento foi elaborado a partir dos debates entre servidores e membros dos Ministérios Públicos Federal e do Estado de São Paulo, defensores públicos, policiais militares, policiais civis, guardas civis Metropolitanos, representantes de organizações da sociedade civil, jornalistas, professores, profissionais de segurança pública e estudantes.
Para o MPF, um dos principais problemas é o alto número de homicídios no país, ao lado da baixa capacidade de solução dos casos. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), 11% dos homicídios no mundo, em 2012, ocorreram no Brasil, que possui somente 2,9% da população mundial. De acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), 56.804 pessoas foram assassinadas no Brasil em 2013.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os policiais brasileiros foram responsáveis por 3.009 mortes em 2014. Número maior do que o de vítimas de latrocínio ou de lesão corporal seguida de morte. No mesmo ano, 394 policiais perderam a vida, a maioria fora do horário de serviço. "Esses dados explicitam que o mesmo Estado que tem dificuldade em controlar o uso da força letal por seus agentes também falha em garantir cuidado e proteção aos seus profissionais, os quais ainda padecem do desrespeito aos seus direitos no exercício da profissão", diz a carta.
Entre as medidas sugeridas para reformar o atual modelo de segurança pública, estão o fortalecimento da missão da polícia como defensora da cidadania e não como combatente a "inimigos internos"; e a instituição de mecanismos de controle social, político e judicial das instituições de segurança pública, garantindo que as polícias sejam responsivas à sociedade civil, transparentes e obrigadas à prestação de contas de suas atividades.
O documento também cobra que o Ministério Público (MP) exerça, de forma eficaz, "o controle externo da atividade policial, nas vertentes difusas e concentrada, com a prestação de contas de sua atuação em órgãos de controle social". E que acompanhe, desde o início, todas as denúncias e investigações "de mortes decorrentes de ação policial e de tortura, com a designação de promotores e equipes de apoio que devem comparecer ao local dos fatos e interagir com a produção das provas".
O documento propõe ainda redefinição da relação entre as polícias e o Ministério Público, de forma que o MP participe de forma mais próxima e ativa da investigação de crimes graves, para garantir uma colheita de provas adequadas às necessidades da acusação. E que se priorize os recursos da segurança pública para a prevenção e investigação de homicídios e outros crimes graves.
"O Brasil possui uma democracia jovem. A herança do nosso passado autoritário, sobretudo dos períodos mais recentes, ainda foi pouco discutida, apesar do importante trabalho de resgate realizado pela Comissão Nacional da Verdade, que apresentou pontos importantes a serem superados na construção, enraizamento e capilaridade das instituições substancialmente democráticas", afirma a carta.