quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Exclusivo. Em depoimento, distritais responsabilizam GDF e Liliane Roriz por “emenda batizada”


Daniel Ferreira/Metrópoles
Em depoimentos prestados à força-tarefa que deflagrou na terça-feira (23/8) a Operação Drácon, os investigados atribuíram ao governo e à deputada Liliane Roriz (PTB) a responsabilidade pela destinação da emenda alvo do escândalo de corrupção descoberto a partir dos grampos envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Legislativa.


Metrópoles teve acesso aos seis depoimentos colhidos por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) e integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Organizados (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Todos foram realizados na manhã de terça-feira (23), logo após o cumprimento dos mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão na Casa e nos gabinetes dos investigados (veja os depoimentos abaixo).
A maioria dos suspeitos de integrar o esquema envolvendo desvio de verbas de emenda da saúde narrou um enredo parecido aos policiais e promotores. Líder do governo até o início do escândalo dos grampos, o distrital Júlio César (PRB) disse, em seu depoimento, que a Câmara Legislativa teve de fazer uma correção no texto vetado pelo governador para constar que a emenda destinava-se ao pagamento de pessoal da UTI. “Não houve influência política para esta alteração. A destinação à área de UTI foi feita atendendo à demanda indicada pelo governador em função da crise da saúde, no ano de 2015.”

Como exemplo de que essa seria uma prática recorrente do GDF, Julio César informou que, no dia anterior ao seu depoimento, teve uma reunião com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e que um dos assuntos foi justamente a questão das emendas parlamentares. Ele disse que o governador voltou a pedir que as emendas se destinassem à saúde. “Inclusive, o governador informou que colocaria seu secretário parlamentar, José Flávio, em contato com as assessorias dos parlamentares para proceder à indicação desses setores.” O parlamentar destacou que, apenas neste ano, já destinou R$ 2,5 milhões de suas emendas para o setor de oncologia, a pedido de Rollemberg.
Quem também devolveu a bola da emenda batizada para o governo foi o deputado Cristiano Araújo (PSD). “Cabe ao Executivo, de acordo com o seu programa de trabalho, decidir quem receberá a verba”, declarou o distrital. Segundo Cristiano, “no bojo do ajuste político com o Executivo para a destinação de sobras orçamentárias não é possível combinar quais empresas receberão os valores, pois os pagamentos seguem uma ordem cronológica que deve ser respeitada”.
RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLESRafaela Felicciano/Metrópoles
Bispo Renato e Celina Leão
Nos áudios gravados pela deputada Liliane Roriz, o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa Valério Neves sugere que Júlio César e Bispo Renato Andrade (PR) teriam cobrado do empresário Afonso Assad, da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), um percentual para a liberação de emenda do interesse de Assad. Segundo é possível supor a partir das conversas grampeadas, como o empresário não aceitou participar do esquema, os deputados teriam se mobilizado para alterar a destinação da emenda, desta vez para o pagamento de empresas ligadas à saúde.
Nesse contexto, surge Cristiano Araújo, que teria, segundo os áudios, “arrumado a parceria com as UTIs” em um esquema no qual os deputados destinariam as sobras orçamentárias da Câmara. O valor, R$ 31 milhões, seria destinado a empresas ligadas à saúde, com o compromisso que elas retornassem aos parlamentares envolvidos um percentual entre 5% e 10% da verba liberada.
Deputados acusam algozAutora do depoimento mais extenso entre os investigados da Drácon, a presidente afastada da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), disse que o texto da emenda aprovada no plenário da Casa destinava toda a sobra orçamentária ao pagamento de pessoal da Secretaria de Saúde. E que a referida emenda aditiva, agora alvo de investigação, teria partido do gabinete da vice-presidência, à época exercida pela deputada Liliane.
Segundo Celina, ela foi procurada, “salvo engano, pela deputada Liliane Roriz ou por algum assessor da deputada, apresentando um projeto de lei com uma emenda aditiva, destinando sobras orçamentárias da CLDF”. Júlio César e Cristiano Araújo reforçaram diante das autoridades a versão de que a origem da emenda sob suspeita seria do gabinete de Liliane.
Em suas declarações à força-tarefa, Celina Leão ainda destacou que a sua relação com Liliane Roriz era conturbada. Ela contou que “Liliane Roriz sempre disputou politicamente” com ela e que a colega chegou a a se declarar sua “inimiga pessoal”.
Intensicare na miraTodos os investigados foram questionados pelos promotores e policiais a respeito do grau de conhecimento deles sobre a atividade da Intensicare. Responsável pela gestão da UTI do Hospital Regional de Santa Maria, a empresa recebeu, nos últimos cinco anos, R$ 200 milhões em contratos com o GDF. A partir de denúncias de que a empresa estaria envolvida no suposto esquema de corrupção montado para desviar verbas da saúde local, a Intensicare entrou na mira dos investigadores.
Os depoentes também foram perguntados sobre a relação deles com o secretário executivo da Terceira Secretaria, Alexandre Cerqueira. Ele á apontado por testemunhas da denúncia ao Ministério Público como uma espécie de operador do esquema de corrupção supostamente montado pelos distritais. Os que responderam às perguntas dos investigadores negaram qualquer proximidade com Alexandre. E um dos depoentes que poderia dar detalhes sobre o papel do assessor na trama investigada pelos promotores e policiais manteve-se calado. Responsável pela indicação do assessor, o distrital Bispo Renato, assim como o seu subordinado, invocaram o direito de permanecerem em silêncio.
Dinheiro debaixo do bancoEntre as apreensões da Operação Drácon, está uma quantia de R$ 16 mil em espécie. O dinheiro vivo pertence ao deputado Cristiano Araújo. O valor foi encontrado embaixo do banco do Ford Fusion (carro oficial da Câmara) a serviço do parlamentar. Segundo o distrital disse em seu depoimento, “o montante havia sido recebido a título de subsídio do presente mês”.
Cristiano explicou às autoridades que tem o costume de sacar o seu salário em função de processos trabalhistas a que responde referentes à empresa da qual já foi sócio, a Vipasa. Segundo o deputado, ele teme que “uma eventual medida judicial pudesse incidir sobre sua conta bancária”. O parlamentar se comprometeu a apresentar o extrato provando o saque de seu salário.

Aposentado começa a receber 13º salário; veja dicas para usar o dinheiro

25/08/2016 05h00 - Atualizado em 25/08/2016 05h00

Mais de 28 milhões receberão adiantamento do 13º salário a partir de hoje.
Principal orientação é evitar utilizar toda a renda extra para pagar dívidas.

Marta CavalliniDo G1, em São Paulo

Aposentados pelo INSS receberão a primeira parcela do 13º salário a partir desta quinta-feira (25) e até o início de setembro. Já a segunda parcela do benefício será paga em novembro.
Mais de 28 milhões de segurados da Previdência Social receberão o adiantamento do 13º. A parcela será depositada junto com o pagamento dos benefícios da folha mensal.

Tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário como aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou salário-maternidade.

Já para quem recebe auxílio-doença e salário-maternidade, o valor do 13º vai ser proporcional ao período recebido.

Dicas
Mas em meio à recessão econômica, especialistas em finanças pessoais recomendam usar o dinheiro com cautela, levando em consideração a situação financeira do idoso atual e no futuro.

De acordo com especialistas da DSOP Educação Financeira, a principal orientação é evitar utilizar toda a renda extra para pagar dívidas. Os compromissos financeiros precisam ser honrados mês a mês, conforme planejamento inicial. A expectativa em usar o 13º para pagar dívidas é um sinal de alerta, que indica que a soma dos compromissos financeiros está alta e que há risco de entrar na inadimplência.

Quem está inadimplente
As pessoas que estão inadimplentes, ou seja, com dívidas em atraso, não precisam se apressar em usar o 13º para quitá-las. O primeiro passo é elaborar uma estratégia para sair dessa situação, identificando todos os compromissos financeiros. É importante considerar as principais dívidas, as de necessidade primária, como de energia, água, gás e moradia, além das que incidem mais juros, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito.

Considerando as dívidas a serem pagas primeiro, algumas orientações são importantes para negociá-las com o credor, segundo os consultores de finanças pessoais.
Além da primeira parcela do 13º, poupe uma quantia mensalmente para ter sucesso na negociação. Se for parcelar o pagamento da dívida negociada, tenha certeza de que as parcelas caberão no orçamento mensal.

Quem é investidor
Caso já seja um investidor, é recomendado usar parte do valor nos investimentos e direcionar a outra parte para a realização de um novo sonho. O dinheiro poupado precisa ter objetivos correspondentes, como uma reserva para emergências, uma viagem dos sonhos ou a reforma da casa, por exemplo.

Nem investidor, nem devedor
De acordo com a DSOP Educação Financeira, quem não tem dívidas, mas não poupa dinheiro, pode achar que está em uma situação tranquila, porém, encontra-se em uma fase preocupante.

“Isso porque, se não desenvolver o hábito de poupar e acabar utilizando a primeira parcela do 13º para o consumo, pode entrar no endividamento caso, no futuro, sofra qualquer imprevisto. Além de ter reservas para situações emergenciais, é importante sair do consumismo inconsciente e se tornar uma pessoa mais feliz, que realiza sonhos constantemente”, afirma.

Dicas gerais
- Faça um diagnóstico financeiro para saber exatamente o quanto você ganha e onde o seu dinheiro está sendo gasto.

- Anote durante 30 dias tudo aquilo que consome, incluindo despesas pequenas e supérfluas para conhecer seu perfil financeiro e saberem quais pontos pode melhorar para levar uma vida de realização de sonhos.

- Estabeleça pelo menos três sonhos: um a ser conquistado em curto prazo, outro em médio e outro em longo.

- Procure saber quanto custará para conquistar cada um dos seus objetivos e defina o quanto será preciso poupar mensalmente para realizá-los. Os sonhos de curto prazo se realizam em até um ano, os de médio entre 1 e 10 anos, e os de longo acima de 10 anos.

- Com os sonhos estabelecidos, procure poupar dinheiro para realizá-los o quanto antes.

- Invista o valor poupado de acordo com o tipo de sonho que deseja realizar. Para sonhos de curto prazo, a poupança é bastante indicada. Para sonhos de médio prazo, CDB, LCI e LCA são interessantes. Para sonhos de longo prazo, considere a previdência privada, por exemplo. Os rendimentos variam de acordo com o tempo em que o dinheiro fica investido.

- Elimine gastos desnecessários e supérfluos e prefira pagar à vista para conseguir descontos e direcionar os valores economizados para a poupança dos sonhos
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Processo de impeachment de Dilma chega à etapa final após 9 meses

25/08/2016 00h05 - Atualizado em 25/08/2016 02h00

Julgamento de Dilma Rousseff tem início na manhã desta quinta-feira.
Etapa inicial será de depoimentos; Dilma deve falar na próxima segunda.

Gustavo GarciaDo G1, em Brasília

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O Senado inicia nesta quinta-feira (25) o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff. A abertura da sessão está prevista para as 9h sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que também preside o processo de impedimento da presidente afastada.
No primeiro momento da sessão, Lewandowski responderá às chamadas "questões de ordem" – questionamentos de senadores sobre procedimentos do julgamento e etapas do processo.
Depois disso, começarão a ser ouvidas as testemunhas. São oito ao todo, duas escolhidas pela acusação e seis pela defesa.
Todas elas estão isoladas, individualmente, em quartos de um hotel na região central de Brasília – sem acesso à Internet, televisão, telefone e visitas – à espera do momento em que serão interrogadas pelos senadores.
Testemunhas da acusação
As primeiras testemunhas a serem ouvidas nesta quinta são as de acusação. Os autores da denúncia – os juristas Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo – selecionaram o procurador Júlio Marcello de Oliveira, representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU); e o auditor de fiscalização do TCU Antônio Carlos Costa D’ávila. Eles serão ouvidos nessa ordem.
Ambos já foram ouvidos pela Comissão Especial do Impeachment do Senado, durante a segunda etapa do processo, chamada de "pronúncia", que concluiu que Dilma deveria virar ré e ser julgada pelo plenário da Casa.
Na ocasião, Júlio Marcello disse que o governo da presidente afastada praticou “fraude” nas contas públicas e fez “contabilidade destrutiva”. Na mesma linha, Antônio D’ávila afirmou que os atos da gestão Dilma Rousseff contrariavam a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Não há um prazo pré-determinado para a duração dos depoimentos das testemunhas. Isso dependerá do número de senadores que farão questionamentos.
Testemunhas da defesa
Ouvidas as testemunhas de acusação, será a vez dos depoimentos das pessoas convocadas pela defesa de Dilma Rousseff. De acordo com o andamento da sessão, esses depoimentos podem ter início nesta quinta ou ficar para o dia seguinte.
A defesa relacionou seis testemunhas:
- o ex-secretário-executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa:
- o economista Luiz Gonzaga Belluzzo;
- o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa;
- a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck;
- o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Lodi Ribeiro;
- o professor de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Prado.
Eles responderão aos questionamentos nessa sequência.
Somente Belluzzo não prestou depoimento na Comissão Especial do Impeachment. Os demais apresentaram ao colegiado argumentos a fim de descaracterizar a prática de crime de responsabilidade por parte de Dilma Rousseff.

Depois disso, a sessão poderá ser interrompida por 30 minutos a cada quatro horas ou a critério de Lewandowski.
Roteiro da sessão

A sessão desta quinta tem dois intervalos programados. O primeiro deles das 13h às 14h. O segundo, de 18h a 19h.
A expectativa de técnicos do Senado é que o magistrado suspenda a sessão por volta das 22h e a retome às 9h de sexta para dar continuidade aos depoimentos.
A intenção do STF é finalizar a fase das testemunhas na sexta-feira, mas é possível que os depoimentos avancem pelo final de semana, mas sem ultrapassar o domingo (veja o cronograma completo do julgamento).
Isso porque, na segunda-feira (29), está prevista a participação de Dilma Rousseff no julgamento. Ela terá 30 minutos prorrogáveis por tempo indeterminado para fazer um pronunciamento e depois responderá às perguntas dos senadores.
Acusações e defesa
Dilma é acusada de ter cometido crimes de responsabilidade ao editar três decretos de crédito suplementar sem a autorização do Congresso Nacional e ao atrasar pagamentos, da União para o Banco do Brasil, de subsídios concedidos a produtores rurais por meio do Plano Safra, as chamadas “pedaladas fiscais”.
Para a acusação, a edição dos decretos comprometeu a meta fiscal, o que é vedado pela Lei Orçamentária Anual.
Os denunciantes também dizem que as “pedaladas” configuram tomada de empréstimo pela União com instituição financeira que controla, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já a defesa, comandada pelo ex-ministro José Eduardo Cardozo, sustenta que a edição dos decretos foi um remanejamento de recursos, sem impactos na meta fiscal.
Cardozo também alega que não houve má-fé da presidente na edição dos decretos. Com relação às “pedaladas”, a defesa diz que não são empréstimos, mas sim prestações de serviços e que Dilma não teve participação direta nos atos.
Votos
Para que o impeachment seja aprovado são necessários os votos de pelo menos 54 senadores. Nesse caso, a petista será afastada definitivamente da Presidência da República e ficará inelegível por oito anos, a partir de 2019.
Caso o placar de 54 votos a favor do impeachment não seja alcançado, o processo é arquivado e Dilma Rousseff reassume a Presidência de imediato.
O processo
O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) informou que havia autorizado a abertura do processo de impeachment de Dilma na Câmara no dia 2 de dezembro de 2015.
A defesa de Dilma diz que a decisão de Cunha foi uma “vingança”, uma vez que, naquele mesmo dia, o PT havia anunciado que votaria contra Cunha no processo de cassação do seu mandato no Conselho de Ética da Câmara.
O peemedebista deu andamento a denúncia de Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo que diz que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos e ao praticar “pedaladas”. A denúncia dos juristas foi protocolada no dia 21 de outubro do ano passado.
Desde a decisão de Cunha, Dilma sofreu sucessivas derrotas no processo que chega à última etapa nove meses após a autorização da abertura do processo pelo deputado.
Relembre todas as etapas do processo:
2 de dezembro de 2015 –Cunha anuncia que autorizou abertura de processo de impeachment de Dilma Rousseff;
11 de abril de 2016 – Comissão especial do impeachment da Câmara aprova por 38 votos favoráveis e 27 contrários parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) favorável à continuidade do processo de impeachment. Caso vai ao plenário principal da Câmara;
17 de abril de 2016 – Plenário principal da Câmara aprova, por 367 votos favoráveis e 137 contrários, prosseguimento do processo de impeachment, que é encaminhado ao Senado Federal;
6 de maio de 2016 – Comissão especial do impeachment do Senado aprova, por 15 a 5, parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável à abertura do processo de impeachment pela Casa, fase chamada de “admissibilidade da denúncia”. Relatório vai ao plenário principal do Senado
12 de maio de 2016 – Depois de uma sessão de mais de 20 horas, o plenário principal do Senado aprova, por 55 a 22, a abertura do processo de impeachment pela Casa. Dilma Rousseff éafastada da função por até 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assume seu lugar;
4 de agosto de 2016 – Após a requisição de documentos, produção de perícia e depoimentos de 45 testemunhas, a comissão especial do impeachment do Senado decidiu, ao aprovar relatório de Anastasia por 14 votos a 5, que Dilma deveria ser levada a julgamento. A fase, chamada de “pronúncia”, também vai à votação pelo plenário principal;
10 de agosto de 2016 – Plenário principal do Senado decide – por 59 votos a 21 – que a denúncia contra Dilma Rousseff é procedente e que a petista deve ser julgada por crimes de responsabilidade. Com a aprovação do relatório da comissão especial, é concluída a fase de “pronúncia”;
De 10 a 12 de agosto de 2016 –Acusação e defesa entregam manifestações finais do processo e listas de testemunhas que escolheram para depor ao Senado. Julgamento é marcado para o dia 25 de agosto de 2016;
25 de agosto de 2016 – Senado começa julgamento do impeachment de Dilma com o depoimento de testemunhas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Vida Lata Pessoal a conta ainda não foi paga, se puderem ajudar vai ser muito bom!!! Quem pode?

Recebi a foto desse filhote que havia sido abandonado no mato com uma ferida profunda próxima dos olhos. Lotada de dividas e sem ter como assumir nem mais um centavo pensei em ao menos dar um capstar pra matar os bichos, fazer um curativo e pedir ajuda depois pra uma consulta.
Mas ao chegar e ver o descaso e o medo expressado em um só de seus olhos pq o outro estava tomado por sujeira e remela e ainda ouvir como foi encontrado, não havia outra saída se não leva-lo comigo.
O pequeno foi deixado pra morrer numa caixa de papelão no final de uma rua sem saída no meio do mato, e ali ele teria passado seus ultimos dias com fome, frio e tomado pelos bichos se não fosse a curiosidade de uma criança que brincava na outra ponta da rua, o buscou e levou pra uma vizinha.
A vida dele valia menos que aquela caixa de papelão suja onde ele se encolhia... e quem o acolheu não tinha a menor condição de cuidar, apesar da enorme compaixão por ele.
E aquele olhinho triste ainda tinha um brilho que contrastava com a sujeira e as marcas no rostinho ainda tão novo.
E pensei: “ – De onde vou tirar dinheiro pra pagar a conta?!” E assim ele foi batizado ali mesmo de Toffu, de Tô fudida mesmo!!!
Foi internado com febre, apático e sem apetite, diagnosticado com babesia e anemia profunda, quase a beira de uma transfusão. Depois de 3 dias de soro fui busca-lo e em casa ele já com os dois olhinhos abertos andava pelo quintal.
E me comoveu ao ver que mesmo estando comigo a apenas alguns minutos, não saía de perto, enrolando nas minhas pernas e buscando acolhida com medo dos cachorros que o cheiravam. E por horas me seguiu o tempo todo demonstrando ainda confiar no ser humano, a mesma espécie que o maltratou e abandonou pra morrer... Com a inocência de uma criança ainda pedia colo e aconchego, mostrando que o passado ficou pra trás e que o futuro tem que ser diferente. Peguei ele e prometi: Toffu, tamo junto ! Porque tenho certeza que ainda tem muita o ser humano do bem que vai nos ajudar.