quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Terremoto de 6 graus mata mais de 30 na Itália

O tremor devastou a cidade de Amatrice, na região de Lazio


MUNDO VÍTIMASHÁ 1 HORA
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Um terremoto de 6 graus na escala Richter atingiu na madrugada desta quarta-feira (24) o centro da Itália e matou pelo menos 38 pessoas, sendo 11 na região de Lazio e 10 em Marcas.

Contudo, muitas pessoas ainda estão debaixo de escombros, e o balanço de vítimas deve se agravar nas próximas horas. O tremor foi registrado às 3h36 (hora local), com epicentro a 2 km da cidade de Accumoli, situada a 145 km de Roma, onde o sismo também foi sentido.
 Seu hipocentro - ponto onde se origina um terremoto - ocorreu a apenas 4 km de profundidade. Às 4h32 e 4h32, duas réplicas foram percebidas, uma nas proximidades de Norcia, na região da Úmbria, e outra em Castelsantangelo sul Nera, em Marcas. Nestes casos, o hipocentro foi a 8 e 9 km de profundidade, respectivamente.
 Nas horas seguintes, mais de 50 réplicas com magnitudes superiores a 2 graus foram registradas. Das 21 vítimas confirmadas, 11 foram no Lazio, das quais seis na cidade de Accumuli e cinco em Amatrice. Esta última foi uma das mais atingidas e teve sua avenida principal devastada pelo tremor.
 "É um drama, metade da cidade não existe mais", declarou o prefeito Sergio Pirozzi. Para piorar, o próprio hospital municipal não está em condições de ser usado. "A situação é dramática, muitas pessoas estão sob os escombros", acrescentou. Os feridos recebem os primeiros socorros na rua e depois são transferidos de ambulância para Rieti, a 60 km de distância.
 Em Accumoli, a principal via de acesso está obstruída em diversos pontos por rochas derrubadas pelo sismo. É possível ver em vários locais construções destruídas e carros cobertos por poeira e escombros. Algumas pessoas passaram a madrugada de pijamas na rua.
 As outras 10 vítimas morreram em Pescara del Tronto, que fica a somente 67 km de Áquila, cidade devastada por um terremoto que matou mais de 300 pessoas em 2009. Segundo o chefe da Proteção Civil na Itália, Fabrizio Curcio, afirmou que o sismo desta quarta é comparável em intensidade àquele de sete anos atrás.
O presidente Sergio Mattarella, que estava em Palermo, sua cidade natal, embarcou para Roma assim que foi informado do desastre. Também foram emitidos alertas pedindo doações de sangue de todos os grupos.
 Já o prefeito de Áquila, Massimo Cialente, colocou à disposição dos desabrigados 250 leitos em uma estrutura construída após o terremoto de 2009. (ANSA)




terça-feira, 23 de agosto de 2016

Deputados distritais são suspeitos de exigir propina para liberar verba

Cinco parlamentares foram levados à delegacia, mas nada falaram.
Os deputados foram afastados da direção da Câmara Legislativa.











A polícia levou para depor, nesta terça-feira (23), a presidente da Câmara Legislativa e mais quatro deputados do Distrito Federal. Todos são suspeitos de exigir propina para liberar o pagamento de gastos com UTIs.
Os policiais revistaram os gabinetes e as casas de vários deputados distritais, e até a sala da presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Cinco parlamentares tiveram de comparecer à delegacia para prestar depoimento, inclusive a presidente da Câmara, Celina Leão, do PPS. A maioria preferiu ficar em silêncio.
“Tão logo a gente tenha conhecimento disso a gente vai retornar para, enfim, prestar os esclarecimentos necessários”, disse José Francisco Fischinger, advogado dos deputados.

A operação aconteceu uma semana depois de outra deputada distrital, Liliane Roriz, do PTB, que era vice-presidente da Câmara, denunciar um suposto esquema de corrupção que envolveria a presidente e toda a mesa diretora.
Em entrevista à TV Globo, ela disse que os deputados aprovaram um projeto destinando R$ 30 milhões para pagar dívidas do governo do Distrito Federal com empresas que prestam serviços em UTIs em troca de propina. Depois da votação, ela procurou Celina Leão e gravou a conversa. Nela Celina fala em incluir Liliane no projeto.
Celina: Você tá no projeto, entendeu? Você não tá fora do projeto não. Você tá no projeto. Mandei Valério falar com você.
O "projeto", segundo Liliane, era o recebimento de propina. E "Valério", o então secretário-geral da Câmara, Valério Neves, que chegou a ser preso na Lava Jato, na mesma fase que prendeu o ex-senador Gim Argelo.
“Foi quando eu comecei a entender as coisas, que já tinha um negócio que estava sendo concluído por um deputado. E que esse deputado estava trazendo esse negócio e que esse negócio seria dividido em seis partes. E que seriam R$ 30 milhões”, disse Liliane Roriz.
Depois das denúncias de Liliane Roriz, o Ministério Público decidiu aprofundar as investigações e já ouviu mais de dez pessoas sobre o suposto esquema de corrupção. Por ordem da Justiça, os deputados citados foram afastados da direção da Câmara Legislativa.
“A presença dessas pessoas na mesa diretora poderia comprometer os trabalhos no âmbito da Câmara Legislativa e as investigações”, explicou o promotor Clayton Germano.
O Ministério Público também investiga a suspeita de que provas tenham sido retiradas da Câmara nos últimos dias por assessores da deputada Celina Leão. À tarde, a deputada se defendeu e negou as acusações.
“Eu estou colocando aqui que nenhum assessor meu tirou nenhum computador meu, até porque eu não uso computador, eu mal dou conta de usar o meu telefone. Vamos recorrer da decisão. Porque não existe motivo, não tem crime. Qual é o crime? Não tem motivo de afastamento de uma mesa que foi democraticamente eleita pelos colegas”, disse.
O Jornal Nacional não conseguiu localizar a defesa de Valério Neves
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Testemunhas do impeachment ficarão isoladas em hotel até hora de depor 23/08/2016 17h27 - Atualizado em 23/08/2016 21h02

Escolhidos por acusação e defesa não terão acesso à TV, internet e telefone.

Depoimentos estão previstos para acontecer na quinta (25) e na sexta (26).

Gustavo GarciaDo G1, em Brasília
As duas testemunhas escolhidas pela acusação e as seis selecionadas pela defesa para depor no julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff serão submetidas a um esquema especial de segurança baseado no Código de Processo Penal (CPP) e preparado pela Polícia Legislativa do Senado.
Os depoimentos das testemunhas estão agendados para quinta-feira (25) e sexta (26), mas podem avançar pelo final de semana, dependendo do número de senadores que se inscreverem para interrogá-las. As testemunhas da acusação serão as primeiras a serem interrogadas pelos senadores. Depois, serão ouvidas as testemunhas de defesa.
De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, até oito horas antes do início da sessão de julgamento, previsto para quinta às 9h, todas as testemunhas, inclusive as que moram em Brasília, deverão se hospedar em um hotel na região central da capital federal, cuja diária gira em torno de R$ 200.
As despesas com hotel e transporte serão custeadas pelo Senado.
Cada testemunha ficará em um quarto sem acesso a telefone, televisão e internet. Elas também não poderão receber visitas no período em que estiverem no hotel.
As testemunhas assinarão um termo de compromisso, no qual concordam com as condições. Além disso, policiais legislativos farão a vigilância no hotel.
A ideia é que as testemunhas fiquem à disposição do Senado no período previsto para os depoimentos. Além disso, o objetivo das restrições é evitar que as testemunhas sejam influenciadas pelos depoimentos de outras, ameaçadas por pessoas contrárias ou a favor do impeachment ou, até mesmo, que combinem versões de depoimentos.
A testemunha ficará no hotel até o momento do seu depoimento. Quando for a sua vez de depor, ela será transportada pelos policiais legislativos até o Senado, onde acontece o julgamento.
Na sessão, a testemunha se sentará na mesa do plenário do Senado ao lado direito do presidente do processo, o ministro Ricardo Lewandowski – que é presidente do Supremo Tribunal Federal(STF). Ao lado esquerdo do magistrado, estará o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

As testemunhas só serão liberadas após a conclusão de todos os depoimentos dos convocados pela defesa e pela acusação, informou a Secretaria-Geral da Mesa do Senado. Enquanto os depoimentos ocorrem, quem já foi ouvido, será levado de volta para o hotel.
Então, a testemunha responderá às perguntas de Lewandowski, de senadores e da acusação e da defesa, nessa ordem. As testemunhas vão depor individualmente.
As testemunhas
Os autores da denúncia – os juristas Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo – selecionaram duas testemunhas: o procurador Júlio Marcello de Oliveira, representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU); e o auditor de fiscalização do TCU Antônio Carlos Costa D’ávila.
Já a defesa elencou seis testemunhas: o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck, o ex-secretário-executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa, o professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Lodi Ribeiro e o professor de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Prado.

Rodrigo Janot nega que MP tenha vazado informações sobre Toffoli 23/08/2016 16h53 - Atualizado em 23/08/2016 19h22

Gilmar Mendes, do STF, defendeu apuração de quem vazou informações.
Segundo revista, ministro Toffoli foi mencionado por empreiteiro investigado.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta terça-feira (23) que não houve vazamento de informações do Ministério Público Federal (MPF) sobre termos da negociação para um acordo de delação premiada entre o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, e a Procuradoria.
Reportagem publicada na edição do último fim de semana da revista "Veja" aponta uma suposta citação ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria sido mencionado pelo ex-presidente da OAS nas negociações com procuradores da República para a fechar a delação premiada.
"Posso afirmar, peremptoriamente, que esse fato não foi trazido ao Ministério Público. Esse pretenso anexo jamais ingressou em qualquer dependência do MP. De vazamento, não se trata. Ou se trata de fato que meio de comunicação considerou por bem publicar ou de alguém que vendeu por verdadeiro esse fato", disse Janot, nesta terça, em reunião do Conselho Nacional do Ministério Público.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, defendeu nesta terça-feira uma apuração sobre os próprios investigadores da Operação Lava Jato e disse que os procuradores da República precisam calçar "sandálias da humildade" e não podem se achar o "ó do borogodó" por receberem atenção da imprensa (assista ao vídeo acima).
Nesta segunda-feira (22), a Procuradoria Geral da República informou que suspendeu as tratativas para o acordo de delação premiada com Léo Pinheiro. O empresário já tinha assinado um termo de confidencialidade, que é a fase inicial da delação, mas ainda não havia firmado o acordo.
O empreiteiro já foi condenado pela Justiça Federal, em primeira instância, a 16 anos e quatro meses de prisão acusado de cometer os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
"Declarei encerradas as negociações, isso não cheira mal, cheira bem. É uma maneira de o MP impor sua atividade institucional. O MP age de forma cristalina, nada escondo e nem protejo a ninguém. Inventaram estelionato delacional com intuito de pressionar o MP a aceitar acordo que não seja bom", declarou Janot.
selo Rodrigo Janot 620 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

'Estelionato delacional'
O procurador-geral ressaltou ainda que não há, nas dependências do MP, qualquer anexo que trate do episódio relatado pela revista "Veja". Ele chegou a classificar de "estelionato delacional" o vazamento das informações para, segundo Janot, dar a entender que se tratavam de detalhes oferecidos no acordo de delação premiada.
"Não vejo como partirmos do pressuposto – porque o fato não é verídico – de uma presunção de delinquência dos agentes públicos, simplesmente porque o fato não existe, não existiu. Esse anexo jamais chegou a qualquer dependência do MP, seja em Curitiba ou Brasilia. É quase um estelionato delacional", reclamou.

"É necessário que os senhores da imprensa [entendam]: a gente vaza aquilo que tem. Se você não tem a informação, não vaza. Não sei a quem interessa essa cortina de fumaça. Posso intuir que essa cortina tenha intuito indireto para sugerir a aceitação do MPF por determinada colaboração", complementou o procurador-geral.
Janot atribuiu o vazamento das informações que ele garante que não estavam sob o poder do Ministério Público a uma tentativa de formar uma "cortina de fumaça".
selo Gilmar Mendes critica vazamento de informações da Lava Jato (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)

Pérola gigante de 34 kg achada nas Filipinas pode ser a maior do mundo 23/08/2016 17h29 - Atualizado em 23/08/2016 17h33

Prefeitura de Puerto Princesa espera confirmação de cientistas.
Pérola foi encontrada há mais de 10 anos por pescador.

Do G1, em São Paulo

Pérola gigante de 34 kg encontrada nas Filipinas pode ser a maior do mundo (Foto: Reprodução/ Facebook/ Aileen Cynthia Maggay-Amurao)Pérola gigante de 34 kg encontrada nas Filipinas pode ser a maior do mundo (Foto: Reprodução/ Facebook/ Aileen Cynthia Maggay-Amurao)
A prefeitura de Puerto Princesa, nas Filipinas, espera a confirmação de cientistas de que uma pérola natural gigante de 34 quilos encontrada na região seja a maior do mundo.
A pérola foi achada há cerca de 10 anos por um pescador da ilha Palawan, onde fica Peurto Princesa, de acordo com a representante do Escritório de Turismo da cidade, Aileen Cynthia Maggay-Amurao, citada pelo jornal locai "Palawan News".

Segundo Amurao, o homem não estava ciente do valor da pérola e entregou a ela depois de muito tempo porque estava mudando de casa com frequência.
“A cidade de Puerto Princesa provavelmente vai ganhar outro título de prestígio e um recorde por ter a maior pérola natural gigante de um molusco gigante (34 quilos) depois de ser certificada por sua autenticidade”, publicou Amurao em seu perfil no Facebook.

“Apenas para a informação de todos, todas as pérolas gigantes registradas no mundo são das águas de Palawan”
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Crivella tem 27%, Freixo, 12%, e Bolsonaro, 11%, diz Ibope no Rio

23/08/2016 19h39 - Atualizado em 23/08/2016 20h10

Jandira e Pedro Paulo têm 6% cada um, Índio, 5%, e Osório, 4%.
Instituto ouviu 805 eleitores entre 20 e 22 de agosto sobre Prefeitura do Rio.

Do G1 Rio
Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (23) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Prefeitura do Rio de Janeiro:

Marcelo Crivella (PRB) - 27%
Marcelo Freixo (PSOL) - 12%
Flávio Bolsonaro (PSC) - 11%
Jandira Feghali (PC do B) - 6%
Pedro Paulo (PMDB) - 6%
Índio da Costa (PSD) - 5%
Carlos Osório (PSDB) - 4%
Alessandro Molon (Rede) - 2%
Carmen Migueles (Novo) - 1%
Cyro Garcia (PSTU) - 1%
- Branco/nulo - 20%
- Não sabe/não respondeu - 5%
OBS.: O nome da candidata Thelma Bastos (PCO) não constou nesta rodada de pesquisa, por que a candidatura passou a ser divulgada no site do TSE somente no dia 19 de agosto, ou seja, após o registro da pesquisa.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.
Ibope ouviu 805 eleitores entre os dias 20 e 22 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro(TRE-RJ) sob o protocolo RJ-06567/2016.
Rejeição
O Ibope também apontou a rejeição dos candidatos. As maiores rejeições são de Marcelo Crivella (35%) e Jandira Feghali (35%). Na sequência, aparecem Pedro Paulo (33%), Flávio Bolsonaro (31%), Marcelo Freixo (25%), Cyro Garcia (22%), Índio da Costa (21%), Carlos Osório (20%), Alessandro Molon (18%), Carmen Migueles (18%), 1% disse que votaria em qualquer candidato ou que não rejeita nenhum, e 7% não sabem ou não responderam.
Avaliação da administração Eduardo Paes
Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da administração do prefeito Eduardo Paes (PMDB). Veja os números:
- Ótimo/bom - 27%
- Regular - 40%
- Ruim/péssima - 32%
- Não sabe avaliar/não respondeu - 1%