domingo, 19 de junho de 2016

ENTREVISTA | CRISTINA FERNANDES, PSICÓLOGA ESPECIALIZADA EM ABUSO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES “As favelas têm culturas locais. Não posso fazer uma leitura moralizante”

Psicóloga explica: "Temos que ter cuidado para não criminalizar a pobreza e as favelas"
Baile funk na Rocinha.
Baile funk na Rocinha.  PREFEITURA DO RIO

Rio de Janeiro 


Felipe Betim
Jornalista | Periodista - El País


A psicóloga Cristina Fernandes, de 54 anos, é uma das principais autoridades do Rio de Janeiroquando o assunto é violência sexual contra crianças e adolescentes. Desde 2009 coordena as atividades do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) Márcia Lyra, o mais antigo centro da capital fluminense que atende mulheres vítimas de violência e presta auxílio psicológico e jurídico. Com mais de duas décadas de trabalho nas costas, já lidou com diversos casos complexos e inesperados. Já viu de tudo. Sobretudo quando transportada diretamente para o contexto de muitas meninas e adolescentes que vivem ou frequentam as favelas da cidade. Em uma entrevista ao EL PAÍS, faz questão de destacar reiteradas vezes: “As violências são democráticas, principalmente as sexuais, que são intimistas. Acontecem em todos os lugares. Então temos que ter cuidado para não criminalizar a pobreza e as favelas. E eu como profissional tenho que ter cuidado de que minha intervenção não tenha um cunho moralista”.


Ao longo dos anos, Fernandes foi descobrindo que existem determinadas dinâmicas que são próprias das favelas, o que podia entrar em choque com o que ela acreditava ser o correto. “Há violências que eu posso entender como violência, mas que não são para os indivíduos envolvidos”, explica. Como exemplo, conta sobre quando, há alguns anos, estava em uma favela muito violenta do Rio fazendo um trabalho com as alunas de uma escola. Em determinado momento, ao falar sobre paternidade, começou a ouvir “risadinhas” no auditório de 60 pessoas. “Sem perder o rebolado, porque são adolescentes, pergunto o que era. ‘Tia, aqui ninguém tem pai não. Aqui é tudo filho do cadinho”.

Quando no final da aula foi perguntar como as meninas se sentiam, se deparou com os costumes daquela comunidade. “As meninas já iam para o baile funk sem calcinha porque elas transavam num trenzinho. Então, é um bocadinho de cada um. Mas elas não têm o entendimento que de é algo abusivo. Pelo contrário: ser mãe significa libertação da família e status dentro dessa comunidade. Não tem como saber quem é o pai, mas para elas tem um significado de pertencimento e de autonomia”.
Portanto, ela não pode tratar este tipo de situação da mesma forma que trata outros casos onde não há nenhum aspecto cultural ou geracional envolvido, segundo argumenta. “Não é uma questão sexual. É uma questão de identidade. O que para a minha cultura e para a minha geração pode ser uma violência, para o outro pode não ser. E se eu luto na área de direitos humanos pelos direitos sexuais de crianças e adolescentes, eu preciso entender quais são as novas dinâmicas”.
Como deve então agir um profissional nesses casos? Que tipo de suporte e orientação deve dar para os indivíduos envolvidos? Para Fernandes, é preciso evitar uma leitura moralizante; ao contrário, é necessário entender determinadas práticas, de onde elas vêm e se são localizadas ou pontuais. “As meninas estão fazendo competição de sexo. É estupro ou não é? O trenzinho é uma cultura do estupro ou uma prática cultural do local? Como profissional, preciso saber se elas têm conhecimentos, dados e informações sobre as possíveis consequências para a saúde e bem-estar físico e emocional delas. Preciso saber se aquela decisão é consciente. E se for, se a menina sente prazer em fazer competição de sexo ou de participar de trenzinho, me cabe respeitar. Mas se eu entendo que aquilo foi algo imposto, que é uma violação, então quem fez vai ter que responder por aquilo”.

Temer recomenda que ministros despachem deitados para evitar novas quedas




O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão do cargo hoje. Ele foi citado na delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e teria recebido propina de R$ 1,5 milhão entre 2008 e 2014. Henrique Alves é o terceiro ministro do governo interino de Michel Temer a deixar o cargo. Romero Jucá se licenciou do Planejamento e Fabiano Silveira pediu demissão da Transparência. Todos por terem sido citados em gravações de Sergio Machado.
Para evitar que mais ministros caiam, o presidente interino Michel Temer recomendou que todos os seus ministros despachem apenas deitados.
“Não aguento mais tanto ministro meu caindo. Não tenho nem tempo de escolher substitutos para todos que caem. Inclusive vou criar o Ministério da Contratação de Ministros para me auxiliar nessa função exaustiva”, disse Temer
Uma das soluções que foram sugeridas por aliados a Temer é a de, em vez de nomear apenas uma pessoa para cada ministério, nomear-se uma lista com dez nomes em ordem de sucessão

Mendonça Filho nega ter recebido propina de empreiteira da Lava Jato

Wilson Dias/Agência Brasil

De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma imagem arquivada em um dos celulares apreendidos em poder de Walmir Pinheiro (ex-diretor da UTC), pode conter indícios de possível recebimento de propina por parte do deputado


O ministro da Educação, Mendonça Filho, negou que tenha recebido doações ilegais da UTC Engenharia em sua campanha para a Câmara dos Deputados em 2014. A denúncia de suposto repasse ilegal a Mendonça Filho foi feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em janeiro e tornado público nessa sexta-feira (17/6) após a retirada de sigilo. A UTC é citada na Operação Lava Jato.
Segundo Janot, foram encontrados indícios de possível recebimento de propina por parte do deputado federal José Mendonça Bezerra Filho, do DEM/PE, consistente em imagem arquivada em um dos celulares apreendidos em poder de Walmir Pinheiro [ex-diretor da UTC].
Em nota publicada em sua página no Facebook, o ministro nega qualquer irregularidade ligada à UTC e diz que a empreiteira não fez aportes diretos a sua candidatura.
“A campanha de 2014 do então deputado federal Mendonça Filho não recebeu doação da UTC. O deputado foi, à época, procurado por interlocutores da UTC oferecendo doação legal no valor de R$ 100 mil. Neste contato, Mendonça Filho disse que não queria essa doação, mas se a empresa quisesse doar para o partido o fizesse. A doação foi feita ao partido de forma legal e está registrada na prestação de contas do partido de 2014, junto a Justiça Eleitoral”, diz o texto.
Na nota, Mendonça Filho cita doações da Queiroz Galvão e da Odebrecht, também envolvidas na Lava Jato, e diz que todas foram feitas legalmente e registradas na Justiça Eleitoral.
Contas
Na petição enviada ao STF, Janot diz que uma imagem encontrada em um celular apreendido é compatível com uma folha impressa onde aparecia o nome do partido e dados de conta bancária para doações de campanha no ano de 2014 “havendo manuscrito de R$ 100.000,00 (cem mil reais) e do nome do deputado Mendonça Filho, além de registro impresso do tesoureiro do partido, Romero Azevedo”, diz o documento.
“Curioso observar que na prestação de contas oficial da campanha do deputado Mendonça Filho, há o registro de doação de exatos R$ 100 mil pelas empresas Construtora Norberto Odebrecht e Construtora Queiroz Galvão S.A., cada”, diz Janot.
O procurador-geral diz ainda que a UTC Engenharia teria efetuado duas doações de R$ 100 mil ao Diretório Nacional do DEM e pede que o STF analise a possibilidade de investigação dos fatos.
“Por estarmos diante de elementos indiciários de possível pagamento de propina para a campanha do citado parlamentar federal, certa é a competência do STF para a análise e processamento de eventual investigação criminal a respeito”.
A assessoria de comunicação da UTC Engenharia disse que “não comenta investigações em andamento”. Também por meio da assessoria de comunicação, a Queiroz Galvão também informou que não comenta investigações em andamento e ressaltou que “as doações eleitorais obedecem à legislação”. Já a assessoria da Odebrecht disse que a empresa não vai se manifestar sobre o assunto.

Delator liga Aécio a esquema de corrupção na Petrobrás


O presidente do PSDB Aécio Neves© Foto: Estadão O presidente do PSDB Aécio Neves
O ex-deputado Pedro Corrêa afirmou em depoimentos de sua delação premiada que o então deputado (hoje senador) Aécio Neves (PSDB-MG), foi um dos responsáveis pela indicação do diretor de Serviços da Petrobrás, Irani Varella, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo Corrêa, Varella era responsável por conseguir “propinas com empresários para distribuir com seus padrinhos políticos” por meio de seu genro, identificado apelas como Alexandre.
Esta é a primeira vez que o nome do senador tucano é relacionado por um delator da Operação Lava Jato a um suposto esquema de pagamento de propinas na Petrobrás.
Em nota divulgada por sua assessoria, Aécio disse que Corrêa é desprovido de qualquer credibilidade e sua afirmação é falsa e absurda.
O senador, presidente nacional do PSDB, já foi citado outras vezes no âmbito das investigações da Lava Jato por delatores como o doleiro Alberto Youssef, o senador cassado Delcídio Amaral (sem-partido-MS), o lobista Fernando Moura e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
O TRECHO DA DELAÇÃO DE PEDRO CORRÊA QUE CITA AÉCIO:
Trecho da delação que cita Aécio Neves© Foto: Estadão Trecho da delação que cita Aécio Neves
Aécio é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal abertos a partir da delação premiada de Delcídio. Uma das investigações tem como objetivo saber se Aécio atuou para “maquiar” dados da CPI dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o chamado mensalão mineiro. O senador também é alvo de uma outra linha de investigação no STF, que apura se ele recebeu propina de Furnas, subsidiária da Eletrobrás.
‘Devedores’. No anexo 08 da delação de Corrêa, no qual trata do tema “CPI Petrobrás”, o ex-deputado afirma que os partidos comprometidos com a estatal, tanto da base aliada ao governo federal, como da maioria da oposição, “eram devedores aos empresários que financiavam as suas eleições nos Estados e tinham negócios com a Petrobrás”. “Os quais os diretores da estatal, indicados pelos políticos, facilitavam os seus negócios e cobravam propina para distribuir aos partidos políticos.”
Neste trecho do depoimento, o ex-deputado afirma que no governo FHC, por exemplo, o diretor de Serviços era “Irany Varella, indicado na época pelos deputados Aécio Neves (PSDB-MG), Alexandre Santos (PMDB-RJ) e Paulo Feijó (PMDB-RJ)”.
Segundo Corrêa, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2003, Irani Varella manteve relação com o PT, mas acabou sendo substituído no cargo por Renato Duque, condenado na Lava Jato e cumprindo prisão preventiva em Curitiba.
“O operador de Irany Varella, que conseguia as propinas com os empresários, para distribuir com seus padrinhos políticos era o seu genro, de nome Alexandre”, afirma o ex-deputado na depoimento da delação premiada.
Irani Varella foi nomeado diretor da área de Serviços da Petrobrás em novembro de 2001. Duque o substitui no cargo no início de 2003.
O Estado não conseguiu contato ontem com Alexandre Santos e Paulo Feijó.
COM A PALAVRA, O EX-PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO:
“O senador Aécio Neves nunca me pediu nem indicou diretores da Petrobrás. Nem eu interferi na nomeação do sr Irani Varella, a quem sequer conheço”

Radicais de direita atacam alunos da Universidade de Brasília

O campus da Universidade de Brasília (UnB) foi palco de um ataque de extremistas da direita na noite desta sexta-feira (17). Munidos de porretes, armas de choque e bombas de efeito moral, aproximadamente 30 pessoas invadiram o Instituto Central de Ciências da universidade, conhecido como Minhocão, para agredir os estudantes e depredar o patrimônio público.


 
Vestidos de pretos e portando bandeiras do Brasil - alguns usando camisetas estampadas com a foto de Jair Bolsonaro e outros da seleção brasileira - levaram pânico e destruição ao campus. Entre os agressores estava Kelly Bolsonaro, conhecida militante da ultra direita que faz sucesso em páginas e grupos da internet que pregam a volta do regime militar e o extermínio da esquerda. Além de arrancarem cartazes das paredes, agrediram verbalmente e fisicamente estudantes. Um estudante foi agredido com um Teaser, arma de choque cuja venda é controlada.

Entoando cantos racistas e homofóbicos, pediam a volta da Ditadura Militar. Segundo informações coletadas pela nossa reportagem, a intenção dos extremistas era promover um quebra-quebra no Centro Acadêmico de Sociologia. Por sorte, foram impedidos pela segurança do campus, que pediu reforço da Polícia Militar para conter os agressores. Com a chegada da PM, os extremistas fugiram, sem que nenhuma prisão fosse feita.

Outro fator que chamou a atenção de quem presenciou os ataques eram as mensagens escritas nas roupas usadas pelos agressores. Frases como “Polícia Federal, Orgulho Nacional” e “100% livre de esquerdismo” puderam ser vistas. Importante citar que no Facebook existem grupos com esta denominação, o que pode indicar uma linha de investigação para saber de onde partiram as articulações que resultaram na ação desta noite.

Durante os ataques, mensagens de texto foram enviadas dos aparelhos celulares daqueles que presenciaram o atentado. “Galera tá aqui jogando bombas e ofendendo geral, xingando todos de estudantes comunistas vagabundos”, relatou uma estudante que não quis se identificar.

A ação parece ter sido premeditada e com coordenação central. Durante o dia circularam e-mails com informações sobre o ataque, remetidas à reitoria para que as devidas providências fossem tomadas. Ao que tudo indica, os alertas foram ignorados, visto que a invasão de fato aconteceu.


 

Fonte: Mídia Ninja

Samuel Pinheiro: Proposta de Temer prejudica os mais pobres

O diplomata Samuel Pinheiro Guimarães criticou a proposta do governo interino de limitar os gastos públicos por 20 anos. Segundo ele, essa medida vai prejudicar os mais pobres e os desempregados - justamente aqueles que mais precisam do Estado.


Foto: Jornalistas Livres
 
Em vídeo divulgado pelo Instituto Lula, ele afirmou que a gestão de Michel Temer (PMDB) tenta consolidar na legislação brasileira - com o apoio de um Congresso de qualidade rebaixada - um programa afinado com os ideais do Consenso de Washington.

De acordo com ele, está clara a opção de cortar gastos que prejudicam a população mais pobre, mas poupam a minoria mais rica. "Tem uma opção por cortar as despesas favoráveis ao povo e não aumentar os impostos, quando sabemos que a maior parte dos muitos ricos não pagam impostos sobre os rendimentos do capital", disse.

No Brasil, as rendas decorrentes da distribuição de lucros e dividendos são isentas de Imposto de Renda. E outras, como ganhos financeiros ou de capital, estão sujeitas a alíquotas exclusivas, inferiores àquelas cobradas sobre a renda do trabalho.

A isenção da tributação sobre lucros e dividendos foi instituída no país em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e, entre todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), só existe no Brasil e na Estônia.

Samuel Pinheiro destaca ainda que, mesmo assim, muitos não pagam o imposto que lhes cabe.  "Sabemos que a evasão dos impostos é uma coisa extraordinária. São 500 bilhões de reais em evasão de impostos por ano. Mais que suficiente para cobrir qualquer déficit público. Basta que se cobre, que os fiscais cobrem e os advogados entrem na justiça contra as pessoas que simplesmente não pagam os impostos", defendeu.

O diplomata condenou a decisão do governo de enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional para limitar o crescimento dos gastos públicos primários à variação da inflação do ano anterior por um período de 20 anos. Para ele, uma medida como esta só faria sentido se o o Brasil já tivesse sanado seus propblemas sociais, uma vez que ela congelará as despesas justamente com áreas importantes para os mais pobres.

"Significa que não seria necessário aumentar os programas sociais, investir em Educação ou Saúde. E que o povo poderia comprar isso das empresas privadas. Mas sabemos que os salários não são suficientes para isso - os que têm salário, porque há os desempregados e há os muito pobres, que recebem transferência de recursos do governo, porque não têm condições. [Porque] se você estabelece um teto, significa que não haverá expansão [dos gastos].


Confira abaixo no vídeo:



Do Portal Vermelho

Cerveró confessa esquema que favoreceu filho de FHC

 Enquanto manipula a delação para tentar insuflar golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, a imprensa deu pouco destaque ao trecho do depoimento de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, que cita um esquema feito durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardozo. 

 
Ele disse que, em 1999 ou 2000, o então presidente da estatal Philippe Reichstul (indicado por FHC) o orientou a fechar contrato para operação de termelétricas com a empresa PRS Participações, que seria vinculada a Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC.

Segundo Cerveró, o lobista Fernando Soares e o ex-senador Delcídio do Amaral, que na época era filiado ao PSDB e por isso indicado para ocupar o cargo de diretor de Petróleo e Gás da Petrobras, queriam que a empresa Union Fenosa fechasse contrato com a Termoelétrica do Rio (Termorio), para atuar no programa criado por FHC de abastecimento de energia por termoelétricas.

Cerveró diz que atuou para que a empresa de Paulo Henrique Cardoso fechasse o contrato, após a orientação de Reichstul. Na ocasião, Cerveró era subordinado a Delcídio, na Diretoria de Petróleo e Gás, mas havia sido incumbido da negociação.

“Cerveró recebeu Fernando Soares e os dirigentes da Union Fenosa. Eles acreditavam que o negócio estava fechado, mas souberam que ele havia sido fechado antes com a empresa PRS Participações, vinculada ao filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso. O negócio havia sido fechado pelo próprio Cerveró por orientação do então presidente da Petrobrás Philippe Reichstul”, diz trecho da delação.

Segundo o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Delcídio do Amaral e Fernando Soares ficaram contrariados por perderem o negócio.

“Cerveró conta que Fernando Soares e os dirigentes da Union Fenosa ficaram muito surpresos. Cerveró afirma que Delcídio não sabia que o negócio havia sido fechado com o filho de FHC e que Delcídio também ficou contrariado com a situação. O negócio acabou sendo aprovado, inclusive com voto de Delcídio”, disse a delação.
 

Do Portal Vermelho, com informações de agências