segunda-feira, 6 de junho de 2016

"Dilma me sacaneou", diz Cerveró em vídeo

Cerveró disse que desconfiou das promessas do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) de interferência do governo Dilma para tirá-lo da prisão e criticou a petista
Durante o depoimento de sua delação premiada, em um vídeo obtido pelo jornal a Folha de S. Paulo, ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, revelou ter mágoa da presidente afastada Dilma Rousseff. Ele declarou que foi "sacaneado" e "jogado no fogo" pela presidente afastada, a quem ele chegou a classificar desrespeitosamente de "maluca".
Cerveró disse que desconfiou das promessas do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) de interferência do governo Dilma para tirá-lo da prisão e criticou a petista. Segundo ele, Dilma fugiu a suas responsabilidades no caso Pasadena, que trouxe prejuízo milionário à Petrobras.
De acordo com o jornal O Globo, o ex-diretor da petrolífera reclamou, em pelo menos dois momentos, da versão apresentada por Dilma sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA). Então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a petista disse que só aprovou a aquisição porque não tinha todas as informações disponíveis e que confiou no resumo executivo apresentado por Cerveró.

Janot pediu busca e apreensão contra Aécio Neves

O objetivo é ter material para o inquérito que apura a acusação de que o atual presidente nacional do PSDB atuou para "maquiar" dados da CPI dos Correios, em 2005

POLÍTICA LAVA JATOHÁ 3 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Após a suspeita sobre o senador Aécio Neves ser levada à PGR pelo ex-senador Delcídio do Amaral na Lava Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou uma ação de busca e apreensão no Senado para coletar dados. O objetivo é ter material para o inquérito que apura a acusação de que o atual presidente nacional do PSDB atuou para "maquiar" dados da CPI dos Correios, em 2005.
De acordo com as informações da Folha de S. Paulo, no entanto, a medida foi abortada depois que o Senado garantiu que daria acesso irrestrito aos documentos. Janot afirma que Aécio teria atrasado o envio de dados do Banco Rural à CPI para poder "apagar dados bancários comprometedores" e evitar que a apuração sobre fraudes na instituição levasse a nomes do PSDB.
O pedido da PGR foi feito em uma ação cautelar sigilosa, em maio. A iniciativa foi tomada depois que o jornal "O Globo" divulgou que documentos da CPI haviam sido deslocados do arquivo do Senado para outro setor da Casa a pedido de Aécio.
O inquérito sobre o tucano está sob os cuidados do ministro do STF Gilmar Mendes, que chegou a autorizar o pedido, fazendo ressalvas de que a ação fosse discreta e acompanhada por um oficial de justiça do Supremo.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.
“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

Golpe do cupom falso de desconto se espalha pelo WhatsApp. Cuidado!

Evite seguir os passos solicitados na mensagem para limitar a propagação desse tipo de golpe




TECH APLICATIVOHÁ 6 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


Diversas promoções falsas que estão sendo enviadas através de mensagens pelo WhatsApp com o objetivo de obter informações pessoais dos usuários.


O novo golpe informa que para ter acesso aos supostos cupons da promoção, o usuário deve indicar 10 amigos e preencher um questionário.
Evite seguir os passos solicitados na mensagem para limitar a propagação desse tipo de golpe.

Sem apoio da comunidade científica, Kassab vai explicar fusão de ministérios Ministro participa de audiência para justificar fusão adotada no governo de Michel Temer; “queremos saber se não vai ficar mais fraco ainda do que já está", diz senador sobre o apoio a pesquisas

MARCELO CAMARGO/ABR
Kassab.jpg
Ministro argumenta que existe sinergia entre as comunicações, a ciência, a inovação e a pesquisa
Brasília – O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, terá de explicar a fusão dos ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia, ocorrida com o início do governo interino de Michel Temer. O ministro vai participar na próxima terça-feira (7) de uma audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado, quando o assunto será questionado.
Segundo o presidente da comissão, senador Lasier Martins (PDT-RS), a fusão gerou uma contrariedade muito grande na comunidade científica. “Queremos saber se não vai ficar mais fraco ainda do que já está, se não prosseguirá tão grande o descaso que já ocorre nos últimos governos com relação à aplicação de verbas para pesquisas. Queremos tirar isso a limpo”, disse Lasier à Agência Brasil.
Recentemente, em reunião com representantes do setor de radiodifusão, o ministro Kassab defendeu a fusão dos dois ministérios, justificando que existe sinergia entre as comunicações, a ciência, a inovação e a pesquisa.
Durante a audiência pública, os senadores também vão questionar o ministro sobre a destinação dos 14 fundos setoriais para a ciência e tecnologia, especialmente o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia e Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). “Descobrimos que nos últimos cinco anos a soma desses fundos já chegou a R$ 21 bilhões das empresas contribuintes. Mas apenas 13% foram realmente usados para investigações científicas e tecnológicas”, disse Lasier.
Para o senador Lasier, é fundamental que se valorize o setor de pesquisa e inovação no país. “Essa é uma matéria estratégica para o desenvolvimento do Brasil. Hoje vivemos muito de exportação de carne, soja, mas o que dá dinheiro para o país é a agregação de valor, que se consegue através das inovações”, acrescentou.
O governo Temer terá que explicar ao Supremo Tribunal Federal as mudanças administrativas implantadas. Uma ação do PDT questiona os limites da atuação do presidente interino para nomear novos ministros e fazer alterações na estrutura do Executivo após o afastamento de Dilma Rousseff no processo de impeachment.

Apenas um hospital particular vai atender PMs e familiares no DF

Arquivo/Agência Brasília

Convênio com Santa Helena terminará em junho e não será renovado. Enquanto não houver novos acordos, policiais contarão apenas com o hospital Maria Auxiliadora, no Gama


Os policiais militares do Distrito Federal atendidos pelo convênio de saúde da corporação só terão uma opção de hospital particular a partir do dia 12/6. Isso porque o hospital Santa Helena, na Asa Norte, decidiu por não renovar o contrato com a corporação. Caberá, agora, aos 15,2 mil PMs na ativa, sem contar os da reserva e dependentes, buscarem atendimento apenas no centro médico Maria Auxiliadora, no Gama, caso precisem.
A Polícia Militar, por meio de sua assessoria, afirmou que o Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal (Dsap) tenta com urgência uma nova parceria para o convênio. O setor já elaborou um edital de credenciamento e trabalha para conseguir verbas junto à Câmara Legislativa, que serão usadas para quitar dívidas anteriores.
A corporação ainda ressaltou que o hospital Maria Auxiliadora atenderá em urgência e emergência e terá as instalações ampliadas.
O atendimento aos PMs enfrenta problemas desde o ano passado. Em outubro, os dois hospitais particulares que atendiam a categoria chegaram asuspender o serviço de urgência e emergência. Segundo as instituições, a corporação atrasou os pagamentos, o que levou à suspensão. A situação foi normalizada em dois dias.
No último dia 26, um PM relatou por meio de mensagens no WhastApp a dificuldade enfrentada para filho pudesse ser examinado. Segundo o servidor, que não quis se identificar, o convênio informou que só era possível fazer uma única consulta por mês.
Terceirização
A Polícia Militar do DF aposta na melhoria do atendimento aos servidores na área de saúde com a terceirização do Centro Clínico Médico da PMDF (CMed). Está em andamento o processo de contratação de uma Organização Social de Saúde (OS). Será a segunda unidade a contar com a gestão de uma entidade sem fins lucrativos no Distrito Federal. Atualmente, o Hospital da Criança é a única unidade da rede pública local a adotar esse modelo.
A organização que assumir o centro médico atenderá  policiais militares ativos e inativos, pensionistas e dependentes legais. O recurso para desenvolver as atividades descritas no Projeto Básico está estimado em R$ 216.535.023. O repasse será feito em 36 parcelas.
Emendas parlamentares
A situação dramática dos policiais chegou a ser discutida semana passada na Câmara Legislativa. Um grupo de pelo menos 10 deputados anunciou que irá destinar emendas parlamentares, em um total de R$ 30 milhões, para o pagamento de dívidas com os hospitais que atendem a categoria e seus familiares.
Para o deputado Roosevelt Vilela (PSB), do mesmo partido do governador Rodrigo Rollemberg, é  “inadmissível” que os policiais saiam de casa para trabalhar deixando suas famílias sem garantia de atendimento médico. De acordo com ele, esta situação compromete o trabalho da segurança no DF. O deputado considera que o assunto deve ser tratado como prioridade pela corporação e deveria ser prioridade no seu orçamento.

Crise faz municípios baianos reduzirem festas de São João

Amargosa, Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Mata de São João, Utinga e Camaçari reduziram os tradicionais festejos de junho



A crise econômica que assombra o país fez com que alguns municípios da Bahia encolhessem as tradicionais festas de São João, em relação ao ano passado. De acordo com o jornal A Tarde, Amargosa, Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Mata de São João, Utinga e Camaçari reduziram os seus festejos.


Enquanto isso, na cidade de Candeias, a festa foi cancelada pelo segundo ano consecutivo. Em Utinga, que terá 50% do investimento reduzido, ainda não há atrações confirmadas. De acordo com os prefeitos dessas cidades, a atual crise econômica e a necessidade de economizar verba são os motivos que levaram aos cortes.
Na última sexta-feira (3), a secretaria de Turismo da Bahia informou que prorrogou os municípios interessados em receber verba pública para os festejos juninos de 2016 podem se inscrever até esta terça-feira (7). O edital contempla as comemorações de Santo Antônio, São João e São Pedro.

Furacão Lava Jato atinge partidos tradicionais a quatro meses da eleição Conforme a investigação avança, a desconfiança da população com os partidos aumenta


Manifestantes em março, em Brasília.
“Renan, não sobra ninguém, Renan! Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum”. A frase, dita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado em uma conversa gravada com o presidente do Senado, Renan Calheiros, pode até ser exagero. Mas poderia muito bem representar a percepção do brasileiro em relação ao sistema político atual. O que até pouco tempo parecia se concentrar mais no PT, se esparramou para as principais legendas. Conforme as investigações da Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014, avançam e se aproximam da casta política dos partidos tradicionais, que sempre pareceu intocável. A sensação é de que o sistema político brasileiro parece estar à beira de um colapso e, com seus principais nomes sob suspeita, enfrenta danos cada vez maiores a suas imagens. E a pergunta que fica é: os partidos conseguirão sobreviver a isso?
Só nas últimas semanas, as gravações feitas por Machado, um ex-aliado do PMDB e do PSDB que se tornou delator na Lava Jato, comprometeram ainda mais não só Calheiros, mas Romero Jucá, presidente nacional do PMDB, que acabou afastado do cargo de ministro, e Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, que nesta quinta-feira foi alvo de um novo pedido de investigação feitopelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Além deles, o principal nome do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, também já é investigado, assim como outro peemedebista de peso, Eduardo Cunha, que se tornou réu na operação e acabouafastado da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal.
O desgaste na imagem dos partidos não é causado apenas pelo envolvimento de seus quadros com a corrupção. Mas os escândalos ajudam a piorar uma situação que nos últimos anos já não é das melhores. A última pesquisa Datafolha sobre a próxima corrida presidencial, feita em abril deste ano, mostra que os principais nomes presidenciáveis despertam cada vez menos paixões. Aécio Neves, por exemplo, que quase ganhou de Dilma Rousseff na última eleição, tem caído nas preferências desde dezembro do ano passado, quando tinha 27% das intenções de voto -hoje tem 17%. Geraldo Alckmin, outro peemedebista presidenciável, também tem recuado -foi de 14%, em dezembro, para 9%, em abril. O mesmo aconteceu com o outro nome forte do partido, José Serra -foi de 15% para 11%, no mesmo período. Os três chegaram a ser vaiados numa manifestação que pedia o impeachment de Rousseff neste ano. Lula é o único que parece caminhar um pouco na contramão, viu suas chances subirem de 17%, em março, para 21%, em abril.
Pesquisas do Ibope também têm mostrado que a rejeição dos brasileiros aos partidos políticos chegou a níveis recordes - em abril de 2015, por exemplo, 66% dos brasileiros afirmavam não ter simpatia por nenhuma legenda; repetida em fevereiro deste ano, 47% fizeram a mesma afirmação. Em 1988, quando essa pesquisa foi realizada pela primeira vez, esse número era de 38%. Nesse mesmo ano, o PMDB era o partido que aglutinava a maior preferência (com 25%) e hoje caiu para apenas 11%. PT, que um ano antes da eleição de Lula para presidente, em 2001, tinha a simpatia de 25% dos entrevistados, hoje tem a de apenas 12%. E, depois da votação da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff pelo Senado, no mês passado, poucos brasileiros (26%) demonstraram ter esperança de que o país se tornaria mais honesto – após o impeachment de Fernando Collor, em 1992, essa taxa era de 44%.
"A relação do eleitorado com os partidos, que vinha crescendo, começa a se deteriorar principalmente a partir de 2005 [ano do mensalão, que arrastou nomes importantes do PT]", explica Maria do Socorro Braga, professora de ciência política da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e especialista em comportamentos políticos. "Quanto mais os partidos têm nomes envolvidos [com corrupção], maior a tendência do eleitorado de se afastar desses partidos", afirma. Para a professora, a Lava Jato se tornou o ápice desse processo.
O cientista político Antonio Lavareda, especialista em comunicação eleitoral, concorda. "A Lava Jato se tornou uma variável de incerteza e imprevisibilidade. Ela passa como um trator sobre os partidos políticos mais tradicionais e torna os eleitores mais incrédulos em relação a eles e aos candidatos". Neste cenário, ressalta, torna-se muito difícil imaginar as consequências que nas próximas eleições, ressalta ele.
Para o cientista político, se o desempenho do Governo Michel Temer não melhorar, é possível que o cenário nacional, que não costuma impactar as eleições municipais, acabe causando mudanças nos quadros das cidades, especialmente nas capitais. "O exemplo clássico disso aconteceu em 1988, quando as turbulências do Governo [José] Sarney eram tão grandes que levaram à eleição em São Paulo de Luiza Erundina". Na época, ela pertencia ao PT, partido que ainda não tinha muita expressão no cenário nacional. "Era vista como uma candidata antissistema", ressalta o cientista político.
Braga, da UFSCar, também acha que em um cenário tão tumultuado tudo é mais difícil de prever, mas ela crê que, na esteira da Lava Jato, candidatos ligados à Justiça podem acabar ganhando destaque. De uma coisa, entretanto, ela tem certeza: os partidos tradicionais, se quiserem mudar essa tendência de distanciamento da população, precisam começar a fazer uma autoanálise e tomar medidas que mostrem que não compactuam com a corrupção. "Os próprios partidos precisam se reorganizar para punir seus políticos, reforçar suas comissões de ética. É preciso que exista uma reeducação da classe política para que a população comece a se sentir mais contemplada."
Nas conversas do ex-ministro Romero Jucá gravadas pelo ex-presidente da Transpetro fica claro que os próprios políticos já estão cientes das dificuldades que enfrentam perante a opinião pública. “Nenhum político tradicional ganha eleição, não”, diz ele a Machado. Em outro trecho, ele sugere que a operação Lava Jato tem o objetivo de começar do zero a política brasileira. “[Eles querem] acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta”. A frase é irônica, mas muitos brasileiros talvez concordem com a intenção.