segunda-feira, 30 de maio de 2016

MPF pede suspensão de acordo do Rio Doce entre governos e Samarco Trato foi firmado com a União, além dos governos de MG e ES. Órgão alega que houve 'omissão e contradições' no documento. Do G1 MG

 Imagem aéra mostra a lama no Rio Doce em Resplendor, no Espírito Santo, após rompimento de barragens em Bento Rodrigues, em Minas Gerais (Foto: Fred Loureiro/Secom ES)Imagem aéra mostra a lama no Rio Doce em Resplendor, em Minas Gerais, após rompimento de barragens em Bento Rodrigues, em Minas Gerais (Foto: Fred Loureiro/Secom ES)
O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta segunda-feira (30) que recorreu na Justiça Federal da decisão que homologou acordo firmado no dia 2 de março entre representantes dos poderes públicos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo com a Mineradora Samarco, Vale e BHP Billiton. O MPF apresentou o recurso por embargos declaratórios, que são um tipo de recurso que servem para questionar contradições ou omissões no acordo, não modificando a decisão. O órgão espera que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, julgue a questão ainda esta semana.
O trato prevê um fundo de R$ 20 bilhões para recuperar a Bacia do Rio Doce em 15 anos. A previsão é que, só entre 2016 e 2018, a Samarco aplique no fundo R$ 4,4 bilhões. O ato de assinatura do acordo, no Palácio do Planalto, foi acompanhado pela presidente Dilma Rousseff.
De acordo com nota divulgada pelo Ministério Público Federal, os efeitos da decisão devem ser suspensos para que “sejam sanadas suas omissões e contradições, ou, não sendo possível tal correção, a nulidade do acordo”. O trato foi homologado no dia 5 de maio pelo TRF.

Para o órgão, o acordo não garante reparação integral e afirma que não houve participação efetiva dos atingidos pela tragédia. Ainda segundo o MPF, ele prioriza a proteção do patrimônio das empresas em detrimento das populações afetadas e do meio ambiente.
O documento prevê a conclusão de projetos de recuperação da Região do Rio Doce em 15 anos, prazo considerado longo pelo órgão.
Os rejeitos também atingiram mais de 40 cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. Dezenove pessoas morreram. Um corpo ainda está desaparecido. O desastre ambiental é considerado o maior e sem precedentes no Brasil.
Em nota, a Samarco afirma que "seguirá cumprindo com as ações previstas no acordo assinado com os governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo, homologado no último dia 5 de maio.”
Veja os principais pontos do acordo firmado em março:
– Reparação integral das condições socioeconômicas e do meio ambiente afetados, sem limites financeiros até a integral reparação;
– Horizonte de 15 anos para recuperação. A cada três anos, todos os programa serão avaliados para readequar metas e compromissos;
– Os recursos doados pelas empresas para 2016-2018 será de R$ 4,4 bilhões de reais, como aporte incial, que será ampliado conforme a necessidade;
–  Após 2018, a previsão é de aporte anual de R$ 1,2 bilhão, podendo chegar a R$ 20 bilhões concluído o período;
– Medidas de compensação aos pescadores, produtores, povos indígenas, povos tradicionais, bem como para estimular a retomada de atividades econômicas;
– Recursos para que municípios possam fazer obras de saneamento básico, interrompendo processo de contaminação do rio pelo esgoto;
– Garantir que todos os envolvidos, incluindo comunidades e movimentos sociais, participem da definição, acompanhemento e desenvolvimento de todas as ações;
– As ações serão executadas pela iniciativa privada, mas fiscalizadas pelos estados.
– Com o acordo, a ação civil que tramita sobre o caso entra na fase de implementação e fiscalização.
O que continua pendente:
– O acordo não trata da volta do funcionamento da Samarco, que teve a licença ambiental suspensa;
– A responsabilidade pelos danos também é apurada nas esferas penal e administrativa;
– O Ministério Público ainda deve se pronunciar sobre o pedido de prisão de 7 pessoas, que podem responder por homicídio qualificado por dolo eventual;
– Ainda não foram definidas indenizações para todos os afetados pelo rompimento da barragem. Houve uma antecipação (R$ 100 mil) para vítimas de Mariana;
Orçamento do fundo
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o fundo criado a partir do acordo prevê R$ 20 bilhões em recursos, valor que pode variar. Deverão ser alocados pela mineradora R$ 2 bilhões em 2016; R$ 1,2 bilhão, em 2017; e R$ 1,2 bilhão, em 2018. De 2019 a 2021, o valor a ser investido poderá variar de R$ 800 milhões a R$ 1,6 bilhão.
A partir de 2022, os valores só serão definidos conforme o desenvolvimento dos projetos a serem implementados. Além disso, ao longo dos 15 anos de vigência do acordo, deverão ser investidos R$ 240 milhões a mais a cada ano para medidas compensatórias, como saneamento.
O acordo assinado em Brasília vinha sendo negociado entre os poderes públicos federal e estadual e a Samarco desde o ano passado. Assinaramo documento: Luís Adams (advogado-geral da União), Izabella Teixeria (ministra do Meio Ambiente), Fernando Pimentel (governador de MG), Onofre Alves (advogado-geral de MG), Paulo Hartung (governador do ES), Rodrigo Rabello (procurador-geral do ES), Roberto Nunes (diretor-presidente da Samarco), Murilo Ferreira (diretor-presidente da Vale), Jim (diretor comercial global da BHP) e Flávio Bocaiúvas (diretor de projetos Brasil da BHP).

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Ministro da Transparência pede demissão do cargo

Os chefes regionais dos estados de AL, AP, CE, MG, PB, PE, SP, RJ, RN, RO e RS informaram que entregaram seus cargos.



POLÍTICA ESTADOSHÁ 12 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO



Chefes regionais do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle em ao menos 16 estados entregaram seus cargos ou os colocaram à disposição nesta segunda-feira (30), em protesto pela permanência, até às 19h, do ministro Fabiano Silveira na pasta. Contudo, o ministro, através de uma carta, pediu sua demissão do governo.


De acordo com a publicação do portal G1, em gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Silveira faz críticas à condução da Lava Jato e dá conselhos a investigados na operação.
O Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacom Sindical) afirma que todos os 26 chefes regionais colocaram os cargos à disposição. No total, 250 servidores em funções de chefia colocaram seus cargos à disposição nesta segunda, de acordo com o sindicato.
Os chefes regionais dos estados de AL, AP, CE, MG, PB, PE, SP, RJ, RN, RO e RS informaram que entregaram seus cargos. Em BA, PA, PR, MS e RR, eles colocaram o cargo à disposição.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.


Edição de maio/2016

Edição de maio/2016

O governo interino de Michel Temer revelou-se, em velocidade estontante, enganação até mesmo perante brasileiros que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff. E humilha o país em escala global. Esta edição faz um registro desse triste momento da história nacional em editorial, reportagens e textos de Mauro Santayana, Marcio Pochmann, Emir Sader e Flávio Aguiar. Traz também o empenho das forças progressistas da sociedade em organizar a resistência. A revista dá atenção especial à educação na análise dos novos movimentos da juventude  e nas entrevistas, uma com Lenine, outra como Renato Janine Ribeiro. A ousadia e a contundência do legendário jornal Ex-, os desafios da robótica, o abandono de patrimônios históricos no Rio de Janeiro e o novo momento da Rádio Brasil Atual também estão presentes nesta edição.

RECÁLCULO Sem questionar, governo Alckmin pagou 290% a mais à OAS por Rodoanel Norte Segundo jornal, obra, que hoje não apresenta nem metade de sua conclusão ainda deve receber aditivos que acrescentarão ao menos 10% no valor total inicialmente licitado


alckmin rodoanel
Polícia Federal de São Paulo investiga em inquérito os aditivos no contrato que reajustaram a terraplanagem
GGN - A Polícia Federal investiga o contrato da empreiteira OAS com a empresa Dersa, controlada pelo governo paulista Geraldo Alckmin (PSDB), nas obras do Rodoanel Norte, que sem ouvir técnicos recebeu R$ 390 milhões de recálculo de um trecho adicional. Para o incremento do que representou 290% a mais do custo da terraplanagem do espaço, a estatal paulista assinou um relatório produzido pela própria OAS. A reportagem é do jornal Folha de S. Paulo, em sua edição de hoje (30)
O documento da empreiteira precisava ter a confirmação de um técnico responsável especialista, como geólogo ou geotécnico, mas não tem, afirma a Folha. O relatório apenas diz que o projeto original da Dersa não previu a grande quantidade de rochas existentes no local, que dificultavam a terraplanagem e justificariam o aumento de 290% no custo do serviço.
A empresa controlada pelo governo estadual de Alckmin concordou com o argumento, sem consultar as áreas técnicas ou especialistas, incluindo os próprios setores de Projeto da Dersa - que supostamente teria errado ao não prever as condições expostas - e o Planejamento.
A obra que hoje não apresenta nem metade de sua conclusão deve, ainda, receber outros aditivos que acrescentarão ao menos 10% no valor total da obra licitada, em 2012, prevista à época pela quantia de R$ 3,9 bilhões.
De acordo com a reportagem, que não especificou em sua manchete de capa, título ou linha-fina a relação da obra com o governo tucano, as obras também atrasaram pela demora nas desapropriações - uma responsabilidade, também, do governo estadual para o Rodoanel Norte. Com isso, a obra prevista para março deste ano ficou para 2018.
Agora, a PF de São Paulo investiga em inquérito os aditivos no contrato que reajustaram a terraplanagem, em setembro de 2015. Os documentos são alvos de interesse não somente os investigadores do núcleo paulista, como também da equipe da Lava Jato, uma vez que contratos da OAS para grandes obras, como nos casos da Petrobras, são investigados.
Além da OAS, o Consórcio Mendes Júnior-Isolux, a Acciona Infraestrutura e a Construcap-Copasa também são responsáveis por outros lotes do Rodoanel Norte. Apesar de o maior aumento ocorrer no lote 2, da OAS, todos eles sofreram aditivos semelhantes, em apuração na PF.

Ex-presidente do PSDB de MG, amigo de Aécio é preso por suspeita de desvio de R$ 2 bi


Narcio Rodrigues, ex-deputado federal, ex-presidente do PSDB de Minas, de 2004 a 2007 e de 2009 a 2011, e ex-secretário de Ciência e Tecnologia no governo Anastasia, o relator do impeachment de Dilma no Senado, acaba de ser preso em Belo Horizonte.

Sua prisão é fruto de uma operação conjunta da Polícia Militar, do Ministério Público e da Polícia Federal. A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que seis pessoas foram presas, entre elas Nárcio Rodrigues.

Entre as seis prisões, uma foi realizada em São Paulo. A identidade do preso ainda não foi revelada. A operação, batizada de Aequalis, também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Frutal, no Triângulo Mineiro, cidade natal de Narcio.

O noticiário de Minas Gerais dá conta de que a investigação teria como objeto desvios da ordem de 2 bilhões de reais.

Narcio é um dos homens fortes de Aécio e Anastasia e sua prisão está sendo tratada como uma bomba em Minas Gerais.

A partir de Narcio, pode-se abrir a caixa preta do que aconteceu nos 12 anos de governo tucano no estado.

Seu filho, Caio, votou pelo Impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados:

"Por um Brasil aonde (sic) meu pai e meu avô diziam que decência e honestidade não era possibilidade, era obrigação. Por um Brasil aonde (sic) os brasileiros tenham decência e honestidade", foi o que pediu o dep. Caio Nárcio (PSDB-MG) na votação do golpe na Câmara, no dia 17 de abril. Hoje (30/5), seu pai - ex-deputado federal e ex-secretário do governador tucano Antonio Anastasia - foi preso por corrupção.

Filho de 7 anos de Michel Temer tem mais de R$ 2 milhões em imóveis

A assessoria de imprensa de Temer informou que a transferência foi feita como doação, uma espécie de antecipação da herança, e que as filhas do presidente em exercício também já receberam imóveis em outros momentos

postado em 30/05/2016 08:34

EVARISTO SA/AFP - 18/5/2016

Aos 7 anos de idade, completados em 2 de maio, Michel Miguel Elias Temer Lulia Filho, mais conhecido como Michelzinho, é proprietário de pelo menos dois imóveis cujos valores somados superam R$ 2 milhões. O pai, Michel Miguel Elias Temer Lulia, de 75 anos, presidente em exercício da República, passou para o nome do único herdeiro do seu casamento com Marcela Temer dois conjuntos comerciais que abrigam seu escritório político em São Paulo.

Localizados no Edifício Lugano, no Itaim-Bibi, zona sul da capital paulista, cada conjunto tem 196 m² e valor venal de R$ 1 024.802, segundo a Prefeitura de São Paulo - os dados são públicos e podem ser consultados na internet. O valor de mercado costuma ser de 20% a 40% mais alto do que o valor de referência usado pela Prefeitura para calcular o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).


Mesmo assim, na declaração de bens que Temer apresentou à Justiça Eleitoral em 2014, cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil. Isso é comum nas declarações de políticos, pois os imóveis costumam ser declarados pelo valor de quando foram comprados. A legislação não obriga a atualização do valor.

Doação
A assessoria de imprensa de Temer informou que a transferência foi feita como doação, uma espécie de antecipação da herança, e que as filhas do presidente em exercício também já receberam imóveis em outros momentos. A assessoria não esclareceu quais imóveis foram doados para as filhas, nem em que data isso ocorreu.

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Luciana, Maristela e Clarissa, fruto do primeiro casamento de Temer, são proprietárias de imóveis residenciais na zona oeste de São Paulo, segundo a Prefeitura. A primeira também é dona de um escritório no mesmo prédio onde ficam os imóveis transferidos para seu irmão.

Outros bens
No caso da declaração de bens de Temer apresentada quando foi candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, a casa que possui na zona oeste de São Paulo também está subavaliada. Em 2014, o presidente em exercício declarou a residência de 415 m² no Alto de Pinheiros, comprada em 1998, por R$ 722.977,41. Na Prefeitura, o valor venal é de R$ 2.875,109. Sobre esse valor incide a cobrança de IPTU.

Se a casa e os dois conjuntos do Itaim-Bibi tivessem seu valor corrigido para pelo menos o valor venal, o patrimônio declarado de Temer aumentaria em pelo menos R$ 3,6 milhões e chegaria a um total de mais de R$ 11 milhões. Isso não inclui outra casa, de R$ 1.434.558, no bairro do Pacaembu, pela qual ele responde a uma ação por não pagamento de IPTU, e que Temer diz ter vendido

O patrimônio do presidente interino cresceu rapidamente desde 2006. Naquele ano, Temer foi candidato a deputado federal e declarou bens no valor de R$ 2.293.645,53. Se corrigido pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, eles corresponderiam, em 2014, a R$ 3.678.526,22. Porém, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em 2014 já havia crescido para R$ 7.521.799,27. Ou seja, mais do que dobrou acima da inflação entre duas eleições - e isso sem levar em conta a valorização dos imóveis.