sexta-feira, 20 de maio de 2016

Janot quer investigar Jucá e Renan por corrupção no caso Belo Monte

O procurador-geral da República pediu a abertura de inquérito contra a cúpula do PMDB
POLÍTICA JUSTIÇAHÁ 6 MINSPOR FOLHAPRESS
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra a cúpula do PMDB para apurar o suposto pagamento de propina na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Entre os alvos da Procuradoria, estão o ministro Romero Jucá (Planejamento), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Jader Barbalho (PMDB-PA).
Janot solicitou que eles passem a figurar como investigados em inquérito no Supremo que já apura a suposta participação do senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, com o esquema em Belo Monte. A investigação tem como base delações premiadas, como a do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e de Luiz Carlos Martins, que por sua vez tem fortes ligações com a construtora Camargo Corrêa.
Delcídio afirmou aos investigadores que os ex-ministros operaram um esquema de desvio de dinheiro das obras da usina de Belo Monte. Os recursos teriam sido destinados para campanhas do PT e do PMDB. Delcídio afirmou que os ex-ministros Erenice Guerra e Silas Rondeau, do governo Lula, e Antônio Palocci, dos governos Lula e Dilma, movimentaram cerca de R$ 25 bilhões e desviaram pelo menos R$ 45 milhões dos cofres públicos diretamente para as campanhas do PT e do PMDB, nos anos de 2010 e 2014.
O ex-senador contou que o "time" formado pelos senadores Renan Calheiros, Edison Lobão, Jader Barbalho, Romero Jucá e Valdir Raupp, exerceu uma influência ampla no governo, como no Ministério de Minas e Energia, Eletrosul, Eletronorte, diretorias de abastecimento e internacional da Petrobras, além das usinas de Jirau e Belo Monte. De acordo com a delação de Delcídio, houve o pagamento de pelo menos R$ 30 milhões a título de propina pela construção de Belo Monte ao PT e ao PMDB.  
As delações apontam que a propina em Belo Monte chegaria a R$ 20 milhões, sendo que a construção da usina, prevista para ser concluída em janeiro de 2019, tem um investimento estimado em R$ 28,9 bilhões. Janot afirmou no pedido que as informações dos delatores podem ser encaradas como crime de corrupção passiva.
"Os políticos não apenas tinham consciência de que os valores eram provenientes das vantagens indevidas destinadas aos diretores e altos funcionários de empresas públicas e sociedades de economia mista federais, mas também atuavam, direta ou indiretamente, para a continuidade do esquema de pagamento de vantagens indevidas, seja pela manutenção dos diretores em seus cargos, seja pela manutenção do cartel de empresas ou, ao menos, pela não interferência em seu funcionamento", escreveu o procurador-geral. Com informações da Folhapress.

FHC chama professores de incompetentes e professora responde em carta.


FHC chamou professores de "coitados" e disse que quem não tem capacidade para virar pesquisador, vira professor. Eis que uma professora de Ouro Preto responde:

Senhor doutor Fernando Henrique Cardoso, boa noite.

Gostaria de expor para o senhor um importante ponto: eu OPTEI por ser professora (isso mesmo, foi uma opção). Não sou uma profissional frustrada, visto que eu gosto de lecionar. Claro que as condições mineiras não são boas para isso, mas não há como se calar o que é uma paixão - sim, paixão. 

Eu poderia ter feito outras graduações, assim como os meus colegas professores e, mesmo assim, optamos por fazer licenciatura.

Se para o senhor o professor é um coitado, que não consegue produzir e apenas reproduz, fica aqui o meu maior repúdio. O maior que eu poderia demonstrar no momento. E digo que, por pessoas como o senhor, a cada vez menos pessoas ingressam em licenciaturas. Por pessoas como o senhor, e como o seu companheiro de partido, que governou o meu estado e deixou diversas cicatrizes nos âmbitos de trabalho estadual aqui, o incentivo é quase inexistente. 

O desânimo é algo que também pode ultrapassar uma paixão, sabia?

Peço muito que os "coitados" não sejam extintos, pois um país sem professores não seria o melhor dos países.

Atenciosamente,
Bárbara Carneiro Filgueiras.

Licenciada em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto e 
Professora de Língua Portuguesa.


Leia o que disse FHC em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u7188.shtml

Ministros condenam proposta de mexer em aposentadoria em vigor

Para Moreira Franco, que ocupa a Secretaria de Parcerias do governo, acredita que é extremamente difícil alterar regras para quem já está no mercado.
POLÍTICA FAZENDAHÁ 39 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Ministros da área política do governo reprovam a proposta feita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de mexer nas regras de aposentadorias a trabalhadores que já estão no mercado de trabalho. Para eles, a proposta seria inviável pois dificilmente passaria pelo crivo do Congresso Nacional.
Segundo a colunista Monica Bergamo, o próprio Temer já tinha prometido a presidentes de partidos políticos e a líderes no Congresso, antes do impeachment, que não alteraria regras para quem já está no mercado.
Para Moreira Franco, que ocupa a Secretaria de Parcerias do governo, acredita que é extremamente difícil alterar regras para quem já está no mercado.

PF indicia ex-presidente do Carf na Zelotes


Resultado de imagem para CARF  fotospor Matheus Leitão



Ao indiciar nesta semana o diretor do Grupo Gerdau, André Gerdau, a Polícia Federal  fez o mesmo em relação ao ex-presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) Edison Pereira Rodrigues.

Além dos dois, na ocasião foram indiciados outras 16 pessoas, mas nem todos os nomes foram divulgados pela PF. O órgão explicou que não revelaria os alvos de indiciamento por seguir uma norma interna de proteger as investigações.

Segundo o blog apurou, com Gerdau também foram indiciados o ex-auditor da receita Eivany Antonio da Silva, o consultor João Batista Gruginski, o ex-conselheiro Jorge Victor Rodrigues, além de Romeu Salero, Sérgio Leal Campos, Luiz Fernando Corrêa Parente e Neib Rodrigues.

Entre os supostos crimes que motivaram o indiciamento estão corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência em um inquérito da Operação Zelotes, que teve como foco o grupo empresarial Gerdau, gigante do setor siderúrgico. 

A Zelotes investiga fraudes em julgamentos do Carf, órgão que é ligado ao Ministério da Fazenda. O CARF funciona como uma espécie de tribunal administrativo ao qual as empresas recorrem de multas da Receita Federal. Como o G1 havia informado, o ex-conselheiro José Ricardo da Silva também está entre os indiciados.

Dilma: querem tirar 36 milhões do Bolsa Família numa canetada só


A presidente afastada Dilma Rousseff responde ao vivo na tarde desta quarta-feira 18 a perguntas de internautas sobre o programa Bolsa Família em sua página no Facebook. Fora do cago desde o último dia 12, Dilma está ao lado da ex-ministra Tereza Campello, que comandava a pasta do Desenvolvimento Social e Combate à Fome até a semana passada.

Em uma das respostas, sobre a possibilidade de o Bolsa Família ser revisto pelo governo do presidente interino, Michel Temer, inclusive com cortes, ela postou: "Sim, é verdade. Eles têm falado muito em cortar benefícios. Com o Bolsa Família, falam de cortar de 10% a 30%. Isso significa de 4,7 milhões até 13 milhões de pessoas. Veja, Mia, eles falaram até em deixar só 5% das pessoas, ou seja, só 10 milhões de pessoas no Bolsa Família. Sabe o que isso significa, Mia? Iriam tirar 36 milhões de pessoas do Bolsa Família numa canetada só".

Confira abaixo algumas respostas de Dilma aos internautas:

Leonardo Diniz - Presidenta, qual a importância do Programa Bolsa Família para as próximas gerações? Qual o legado que o programa deixará?

Dilma Rousseff Leonardo, você consegue imaginar como será o Brasil com adultos que, quando crianças, se alimentaram adequadamente, frequentaram a escola, tiveram acompanhamento de saúde, foram vacinadas? Serão certamente adultos que conseguiram completar sua educação, acessaram a universidade. Haverá uma quebra do ciclo de pobreza e eles certamente não vão repetir a história dos seus pais. Será um País melhor! Beijos

Helen Pazianoto - Presidenta Dilma boa tarde! Gostaria de saber qual o motivo do Bolsa ter vários valores. Isso mesmo para quem mora na mesma cidade.

Dilma Rousseff Helen, boa pergunta! Tem muita gente que tem dúvida sobre isso. O Bolsa Família depende da renda e do número de pessoas dessa família. É muito comum achar que os beneficiários não têm renda. Mas a verdade é que a população pobre que recebe o benefício trabalha muito, mas não têm uma renda suficiente para sustentar sua família com dignidade. Em média, o benefício do Bolsa Família é de R$ 161 por família. Um abraço.

Guilherme Augusto - Tafner Jorge Presidenta Dilma, boa tarde! Sou médico da família na periferia de São Paulo. Tenho muitos pacientes beneficiários do programa. Vejo muitas pessoas reclamando que alguns participantes utilizam o beneficio para terem acesso a bens de consumo que antes não tinham como obter. Eu vejo isso como algo natural dentro da nossa sociedade, onde todos tem desejos, penso que o ser humano é mais do que um corpo e um prato de comida, e o benefício devolve a cidadania a estes Brasileiros. Qual a sua opinião sobre isso? Abraço fraterno!

Dilma Rousseff Concordo plenamente, Guilherme! E o que a gente observa nesses 13 anos de programa é que a maior preocupação das mães é garantir educação, conforto e qualidade de vida para seus filhos. Temos pesquisas que provam que o Bolsa Família é responsável pela redução da mortalidade infantil causada pela desnutrição e também pela queda de 51% do déficit de altura das crianças. Ou seja, as crianças estão se desenvolvendo melhor, de acordo com a sua idade. Beijos!

Juliana Carvalho - Qual a relação em números atuais entre o investimento do bolsa família e o adicional ao PIB?

Dilma Rousseff Oi, Juliana! O Bolsa Família é muito conhecido no mundo por ter ajudado a reduzir a pobreza e ter um custo relativamente baixo: 0,47% do PIB. Mas o Bolsa Família não é bom só pra quem recebe. É bom para o comerciante, para quem produz, para a indústria de alimentos, de roupas. Ou seja, é bom para o Brasil como um todo. Cada um real que a gente "gasta" no Bolsa Família retorna para a economia R$ 1,78. Ou seja, não é um gasto, é um investimento. Um abraço.

Marlenildo Ferreira - O #BolsaFamilia impede os trabalhadores de trabalharem? Dilma Roussef

Dilma Rousseff Marlenildo, mais de 70% dos adultos do Bolsa Família trabalham, o mesmo percentual dos adultos que não recebem o programa. Assim, é um preconceito muito difundido por aqueles que querem acabar com o Bolsa Família achar que quem recebe o benefício não trabalha ou que os pobres são pobres porque não querem trabalhar. O Bolsa Família para muitos é um complemento da sua pequena renda, para outros é a única renda que têm e a diferença entre ter alimento ou não. Mas o Bolsa Família é mais que renda é uma oportunidade. Ele dá acesso a quem quer formalizar seu próprio negócio e a se qualificar. Por exemplo, meio milhão de beneficiários já se tornaram MEIs. Um abraço.

Weslly Guimarães - Vejo nas críticas ao programa as pessoas que o criticam falando que deviam ensinar o pobre a pescar e que devia acabar. Então lá vai uma pergunta simples:

O bolsa família nasceu pra existir "pra sempre"?
E como as famílias que são beneficiadas "retribuem" essa ajuda?

Pelas minhas próprias pesquisas eu até vislumbro a resposta, mas gostaria de ver esse posicionamento de vossa parte.

Obrigado!

Dilma Rousseff Querido Weslly, quase todos os países desenvolvidos possuem programas de transferência de renda, que se tornam mais importantes ainda durante crises econômicas. Para você ter uma ideia, Weslly, o Bolsa Família, além de ser um programa que assegura uma renda mínima, exige em contrapartida a permanência das crianças na escola. Hoje nós temos 17 milhões de crianças e jovens frequentando regularmente a escola graças ao Bolsa Família. Por isso, ficamos muito preocupadas com os cortes que estão previstos para o Bolsa Família. Sabe por quê? Porque se o programa for "focado" em apenas 5% vamos ter a seguinte situação catastrófica: a cada 30 minutos, 22 crianças deixariam de frequentar a escola. Um abraço.

Mia Vargas - Olá Querida Exelência, estou contigo e me representa! me responda o que seria essa Reavaliação no Bolsa Família que o ministro falou. Isso poderá cortar alguns benefícios?

Dilma Rousseff Sim, é verdade. Eles têm falado muito em cortar benefícios. Com o Bolsa Família, falam de cortar de 10% a 30%. Isso significa de 4,7 milhões até 13 milhões de pessoas. Veja, Mia, eles falaram até em deixar só 5% das pessoas, ou seja, só 10 milhões de pessoas no Bolsa Família. Sabe o que isso significa, Mia? Iriam tirar 36 milhões de pessoas do Bolsa Família numa canetada só. O pior de tudo é que o Bolsa Família foi feito para proteger as crianças mais pobres do nosso País e cortá-lo para 5% tiraria da proteção do Bolsa Família 16 milhões de crianças. #DilmaeTerezaRespondem

Ana Luíza Marin - Dilma, você tem dados de empoderamento feminino pelo Bolsa Família?

Dilma Rousseff Ana Luíza, 93% dos titulares do cartão são mulheres. Com isso, elas são as responsáveis por tomar a decisão sobre como usar o dinheiro, e nossas pesquisas mostram que elas usam corretamente, comprando alimentos, material escolar, medicamentos. Esse recurso dá muito mais autonomia e capacidade de decisão para as mulheres. Um abraço.#DilmaETerezaRespondem

Maria Carolina - Trevisan Presidenta, o aumento que a senhora concedeu ao Bolsa Família no dia 1/5 está assegurado?

Dilma Rousseff Olá, Maria Carolina, o reajuste estava previsto desde agosto do ano passado, quando mandamos o Orçamento para o Congresso, que aprovou essa proposta no fim do ano. Criamos as condições para que esse reajuste seja feito, não há nada que impeça. O Bolsa Família tem 13 anos, nunca atrasamos, nunca deixou de ser pago e sempre foi uma prioridade. Um abraço

LULA ESTÁ COM DEPRESSÃO PROFUNDA E COM BASTANTE MEDO DE SER PRESO

Lula está com depressão profunda e com bastante medo de ser preso
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A saúde de Luiz Inácio Lula da Silva tem deixado os petistas em alerta. O ex-presidente parece estar com sérios problemas, segundo o colunista Cláudio Humberto, do Metro Jornal.
Segundo o colunista, o desinteresse de Lula até em discutir a sobrevivência do PT acionou o “alerta vermelho” em correligionários, em Brasília na reunião da cúpula para definir o futuro e o discurso do PT até a presidente afastada Dilma Rousseff ser julgada.
Lula, que ficou em silêncio e pareceu bastante abatido quando Dilma deixou o Palácio do Planalto, na semana passada, também já não fala nas raras reuniões que vai. Ele também não apareceu no 1º de Maio do PT, no Anhangabaú, em São Paulo.
Dirigentes do PT não confirmam a retomada do câncer, mas teriam afirmado que Lula enfrenta “profunda depressão”. O Instituto Lula também diz que a doença não voltou.
Um amigo íntimo disse que Lula anda sem sono com as investigações contra sua família. Acha a Lava Jato “muito parada”, o que avalia como um mau sinal.

Decreto muda estrutura da PMDF e coloca mais 700 policiais nas ruas


Michael Melo/Metrópoles


A norma, assinada por Rollemberg, faz um novo arranjo em uma série de unidades, mas desagrada grupo de coronéis



A estrutura da Polícia Militar sofreu uma mudança geral na estrutura organizacional. Um decreto assinado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e publicado no Diário Oficial do DF rearranja as unidades policiais. Ao todo, oito novos comandos foram criados. Embora a medida tenha despertado críticas de alguns grupos de oficiais, o GDF destaca os pontos positivos da iniciativa, que vai tirar cerca de 700 policiais de funções burocráticas para enviá-los à atividade fim da PM, que é proteger o cidadão e combater a criminalidade.


Tradicionalmente, o DF é dividido pela PM em quatro grandes áreas – Leste, Oeste, Sul e Metropolitano –, que concentram 24 batalhões espalhados por cada uma das regiões administrativas. Na prática, o Decreto n° 37.321 cria uma série de comandos que vão reger um determinado grupo de batalhões, além de concentrar a demanda burocrática das unidades. Com isso, os militares ocupados com a papelada vão para as ruas. Os comandos serão ocupados pelos chamados coronéis “full”, último posto da carreira.
Segundo o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas, a mudança na estrutura aumentará o efetivo responsável pela aplicação do policiamento ostensivo. “Além disso, teremos coronéis na atividade fim. Eles estarão à frente de comandos criados para unir unidades de policiamento especializadas”, explicou.
Ribas citou como exemplo o novo Comando de Policiamento Escolar, que responderá pelas quatro unidades que protegem as mais de 2 mil escolas públicas do DF. O mesmo ocorrerá com o Comando de Policiamento de Trânsito, no qual um coronel vai gerir o Batalhão de Trânsito (BPTran) e a Companhia de Polícia Rodoviária do Distrito Federal (CPRv).
Entre as novidades, está o Comando de Policiamento Sul, que compreende regiões administrativas como Gama e Santa Maria. Na região, existem seis batalhões, que serão divididos em dois grupos de três unidades cada. Dois coronéis ficarão a cargo de gerenciar cada grupo. “Eles ficarão responsáveis por tocar essas unidades, inclusive cuidar da parte burocrática. Com isso, os policiais poderão se preocupar com a ponta do trabalho, ou seja, o policiamento de rua”, destacou. A mesma premissa irá envolver cada uma das outras áreas, Leste, Oeste e Metropolitana.
Efeitos colaterais
Apesar das mudanças focarem no aumento do efetivo destacado para o policiamento ostensivo, existe um grupo de oficiais contrários à decisão do governo. Um requerimento enviado ao presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Renato Rainha, assinado pelo coronel Jean Rodrigues Oliveira, ressalta que as mudanças podem resultar em efeitos colaterais para a corporação.
“Temo pelo empenho dos comandantes das unidades. Falo isso porque cabe a eles função de extrema importância, seja do ponto de vista interno (no que diz respeito a todos os preceitos administrativos, disciplinares e operacionais) quanto do ponto de vista de nossa atividade fim (em contato com a sociedade da qual temos o dever de proteger). O efeito no moral destes comandantes e de seus oficiais pode ser devastador. Daí até atingir a ponta de nosso efetivo é questão de pouquíssimo tempo”, disse, no documento.