quinta-feira, 19 de maio de 2016

Mesmo afastado da presidência da Câmara, Eduardo Cunha dá as cartas

Deputado André Moura, ligado ao presidente afastado da Câmara, é o novo líder do governo na Casa. Ele responde por improbidade administrativa e tentativa de homicídio, além de estar citado na Operação Lava-Jato. Aliados negam influência de Cunha na escolha


 postado em 19/05/2016 07:09

Antonio Cruz/Agência Brasil - 18/11/15
O presidente interino, Michel Temer, e o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Busca de apoio para aprovar medidas de ajuste fiscal


Apesar de reticente — tanto que não houve nota oficial confirmando a indicação, apenas uma comunicação à mesa diretora da Câmara —, o presidente em exercício, Michel Temer, confirmou ontem que o deputado André Moura (PSC-SE) é o líder do governo na Casa. O parlamentar responde por improbidade admnistrativa, é mencionado na Lava-Jato e é acusado até de tentativa de homicídio. Ligado diretamente ao presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Moura passa a ser o terceiro nome ligado a Cunha a ocupar um cargo importante na Esplanada. Os dois anteriores foram o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, e o chefe de gabinete da Secretaria de governo, Carlos Henrique Sobral.



Os dois últimos, segundo interlocutores do presidente Temer, podem ter sido profissionais que trabalharam com Cunha, mas não foram indicados por ele. Carlos Henrique conhece o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, há mais de 20 anos. Foi Geddel quem o teria indicado a Cunha e, neste caso, estaria apenas trazendo de volta para o Ministério alguém de confiança.

Já o caso de André Moura gera constrangimentos. Ele foi convidado por Temer para o cargo no fim da noite de terça-feira — “por volta das 21h30, 22h”, segundo o próprio novo líder do governo — poucas horas depois de o presidente ter sido informado que o deputado sergipano, que comanda uma bancada com apenas nove parlamentares, tinha o apoio de quase 300 deputados. “Na verdade, são 304, com o apoio que recebi hoje (ontem) do PV”, disse ele.


Interlocutores de Temer admitem a necessidade de votos na Câmara para aprovar as medidas do ajuste fiscal. E jogam na responsabilidade dos líderes que indicaram Moura a tarefa de blindar o Planalto pelo desgaste de indicar um deputado tão enrolado para liderar a bancada governista na Casa. André Moura garante que não foi nomeado líder por sua proximidade com Eduardo Cunha.

“Claro que não. Estou nesta casa há seis anos, dos quais cinco exercendo a liderança do meu partido. Tenho muito trânsito entre meus colegas e essa facilidade no diálogo e no relacionamento se aprofundou durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff”, alegou ele, assegurando, também, que ainda não conversou com seu padrinho político após a nomeação para o cargo.

França confirma queda de avião da EgyptAir e abre inquérito para apurar causas do acidente Aeronave viajava de Paris para o Cairo com 66 pessoas a bordo Por: Agência Brasil 19/05/2016 - 08h52min | Atualizada em 19/05/2016 - 08h55min

França confirma queda de avião da EgyptAir e abre inquérito para apurar causas do acidente Andras Soos/AFP
Airbus A320-200 em 8 de maioFoto: Andras Soos / AFP
O presidente francês, François Hollande, confirmou, nesta quinta-feira, que oavião da EgyptAir que fazia a ligação entre Paris e a cidade do Cairo caiu sobre o mar Mediterrâneo e anunciou a abertura de um inquérito para apurar as causas do acidente. 
— Temos de garantir que sabemos tudo quanto às causas do que aconteceu. Nenhuma hipótese está excluída ou favorecida — disse, em uma declaração divulgada na televisão.
Hollande afirmou que França está em contato com as autoridades gregas e egípcias para enviar aviões e barcos que possam participar das buscas do aparelho. O Airbus A 320-200 levava 66 pessoas. A maioria dos passageiros e da tripulação era de egípcios (30) e franceses (15). O avião desapareceu dos radares depois de entrar dentro do espaço aéreo egípcio.
Terrorismo
Vários cenários podem explicar o desaparecimento do avião A320, da Egyptair, que fazia a ligação entre Paris e a cidade do Cairo, mas especialistas dizem que um ataque terrorista é o mais provável. A França e o Egito têm sido recentemente alvos dos extremistas islâmicos.
Em outubro, o grupo fundamentalista Estado Islâmico reivindicou o ataque a um avião A321 da companhia russa Metrojet, que caiu no deserto do Sinai quando fazia o trecho entre a estância turística de Sharm el-Sheikh e São Petersburgo, matando 224 passageiros e a tripulação.
Familiares de passageiros do avião da EgyptAir chegam ao aeroporto do CairoFoto: KHALED DESOUKI / AFP
Argumentos
Segundo peritos, as possibilidades de uma avaria mecânica no caso do desaparecimento do voo MS804 da EgyptAir são poucas. 
— Uma falha técnica grave, a explosão de um motor, por exemplo, parece improvável — disse o especialista em aeronáutica Gérard Feldzer, destacando que o A320 em questão era "relativamente novo", porque vinha voando desde 2003.
— (Trata-se de) um avião moderno, o acidente ocorreu em pleno voo em condições extremamente estáveis. A qualidade da manutenção e do avião não estão em causa neste acidente — reforçou Jean-Paul Troadec, antigo diretor do Gabinete de Inquéritos e Análises para a segurança da aviação civil de França.
Troadec assinalou ainda que a EgyptAir "é uma companhia que está autorizada" a voar na Europa e "não está na lista negra".
Os peritos consideram igualmente improvável que o avião tenha sido atingido do solo, como foi o caso do voo 17 da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia em julho de 2014, ou do mar, como ocorreu em julho de 1988 quando a marinha norte-americana fez explodir por engano um avião de passageiros da Iran Air.
O avião da Egyptair desapareceu a cerca de 130 milhas náuticas da ilha grega de Karpathos, o que o coloca fora do alcance dos lança-mísseis portáteis utilizados por vários grupos combatentes no Oriente Médio.
— Não podemos excluir a possibilidade de ter sido atingido por engano por outro avião, mas provavelmente já saberíamos — disse Feldzer, adiantando que a região ao norte do Egito, incluindo as costas de Israel e da faixa de Gaza, é "uma das mais vigiadas do mundo, também por satélite".
Se for determinado que se trata de uma bomba que causou a tragédia, a questão para os investigadores será como é que o dispositivo foi levado para um avião que decolou do aeroporto mais movimentado da França, o Charles de Gaulle, em Paris, onde o alerta de segurança é elevado desde os ataques terroristas do ano passado na capital francesa.
— A primeira coisa a fazer é recuperar destroços que nos darão algumas indicações sobre o acidente, se houve uma explosão, pode haver talvez vestígio de explosivos — mencionou Troadec.

Duas visões: a “pílula do câncer” deve ser liberada no Brasil?

Promessa de vida mais longa ou irresponsabilidade médica? A fosfoetanolamina sintética, a chamada "pílula do câncer", está no meio de um debate que ganha mais um capítulo hoje.
Ingrid FagundezDa BBC Brasil, em São Paulo
Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal julga uma ação da Associação Médica Brasileira (AMB) que questiona a lei que libera o porte, o uso, a distribuição e a fabricação da substância, supostamente eficaz no combate contra tumores.
Sancionada pela presidente afastada Dilma Rousseff a poucos dias da votação do impeachment no Senado, o texto permite que pacientes diagnosticados com a doença usem a fosfoetanolamina por livre escolha.
A sanção foi criticada pela comunidade científica por liberar um composto que não tem registro na Anvisa nem eficácia comprovada.
‘Para minha mãezinha’: como a lei da ‘pílula do câncer’ uniu Congresso dividido e foi aprovada em tempo recorde
Produzida há mais de 20 anos, a fosfoetanolamina sintética foi estudada pelo professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, no Instituto de Química da USP em São Carlos, e distribuída gratuitamente durante décadas para pacientes.
Em abril, o presidente do STF , Ricardo Lewandowski, autorizou a USP a interromper o fornecimento das pílulas, o que levou a uma enxurrada de ação judiciais e pôs a "fosfo" nos holofotes.
Para entender os argumentos contrários e favoráveis à liberação da pílula, a BBC Brasil conversou com dois dos nomes mais importantes nesta disputa: o presidente da AMB, Florentino Cardoso, e um dos principais pesquisadores da área, o imunologista Durvanei Augusto Maria.
Eficácia e efeitos colaterais
Entre as razões para barrar o acesso, Cardoso cita o desconhecimento sobre a ação e os efeitos colaterais da fosfoetanolamina em seres humanos. Na ação proposta ao STF, a AMB diz que essas incertezas seriam incompatíveis com direitos constitucionais fundamentais, como o direito à saúde, à segurança e à vida.
"Está sendo autorizado o uso de uma substância que as comunidades brasileira e internacional não conhecem em relação ao câncer. O medicamento serve para quê? Em que dose? Deve ser usado como? Qual doente pode usar? Não temos absolutamente nada disso."
Para Cardoso, os estudos feitos até agora sobre a ação da substância em tumores não comprovam sua eficácia e nem expoõem seus riscos.
No país, não são muitos os trabalhos publicados sobre o assunto. O "pai" da pílula do câncer, Gilberto Chierice, tem em seu currículo só seis pesquisas publicadas sobre a molécula em revistas internacionais. Elas saíram entre 2011 e 2013 e falam da ação da substância em células em laboratório e animais. Nenhuma envolvendo pacientes humanos foi publicada ainda.
O imunologista Durvanei Augusto Maria, que analisa no Instituto Butantan a ação da "fosfo" em células cancerígenas, tem doze trabalhos publicados sobre o tema. Para ele, que foi apresentado à substância por um aluno de Chierice, a literatura existente indica a eficácia da molécula.
Segundo Maria, desde 2000 ele observa que a substância impede o crescimento de tumores e evita a formação de metástases, ao induzir a liberação de enzimas que matariam a célula doente. Além disso, teria um "afinidade química" para penetrar nas células tumorais, poupando as saudáveis.
"A fosfo tem um mecanismo de ação distinto dos quimioterápicos. Estes não conseguem distinguir a célula normal da tumoral."
Maria também cita estudos de universidades alemãs, financiados por indústrias farmacêuticas, que estariam avançados na fase de testes com humanos.
"Já está sendo feita a avaliação de risco. É expressivo o aumento da sobrevida, o controle do crescimento e da invasão."
Cardoso diz desconhecer esses estudos e afirma que, dentro do Brasil, há muitas lacunas nas informações.
"Câncer não é uma doença só, são várias. Uma droga serve para uma e para outra não. Quando testam em camundongos, não mostram que vai ser efetivo (em pessoas)."
Após aprovação por Câmara e Senado (acima) e sanção de lei por Dilma Rousseff, Supremo Tribunal Federal julga uma ação da Associação Médica Brasileira (AMB) que questiona a lei que libera o porte, o uso, a distribuição e a fabricação da substância
Estudos do Ministério da Ciência
O presidente da Associação Médica Brasileira menciona também os resultados dos primeiros testes feitos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia neste ano. Relatórios divulgados em março falavam que a "pílula do câncer" produzida na USP de São Carlos não era tóxica, mas também não combatia os tumores. Novas análises já estão programadas.
Logo depois da divulgação, o professor Gilberto Chierice questionou, em um ofício da Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro, os resultados obtidos pelo ministério. Durvanei também participou da elaboração do documento. Segundo ele, um dos problemas das análises foi a ordem de grandeza testada, menor que aquela já usada em outros testes.
Apesar de rebater as críticas sobre o que já foi estudado até então, Duvarnei Maria afirma que mais análises são necessárias. Só que é preciso agilizar o caminho até o registro da Anvisa.
"Sou favorável que todos os testes sejam executados. Mas pretendo que não haja tanta morosidade, porque existem estudos há mais de 25 anos, quando o composto começou a ser estudado. Se for cumprir todas as etapas isso não sai por menos de 15 anos. E estou sendo muito otimista."
Cardoso admite que existem burocracias no processo, mas enfatiza a importância de cumprir todo o rito, para evitar complicações no futuro.
"Todo país sério, quando se descobre determinada substância e se testa, tem um rito a seguir. (É preciso) fazer a pesquisa clínica para chegar às conclusões, ver como funciona in vitro, em animais e depois em um grupo controlado de pessoas."
Ele culpa os pesquisadores por não terem aproveitado as décadas de distribuição gratuita das pílulas para fazerem análises mais profundas.
"Quando uma pessoa está utilizando uma substância há 20 anos e não fez nenhuma estudo sério... o problema é que ainda impacta muito na vida das pessoas e das famílias. E elas se apegam a qualquer coisa."
Pressão popular
Para Cardoso, foi essa pressão popular que levou a lei a ser aprovada em tempo recorde no Senado, dando aos parlamentares poderes que eles não têm: por em risco a saúde da população. Além de abrir precedentes para a liberação de outras substâncias não testadas.
"A Anvisa é que tem que regular, não é um deputado, um senador. Estamos sendo motivo de chacota no mundo inteiro."
A mesma aprovação é vista como uma conquista popular pelo imunologista Durvanei Augusto Maria. Para ele, é como se os direitos dos doentes fossem finalmente reconhecidos.
"Como cidadão, acho que é o primeiro momento que a população portadora de uma doença grave se mobilizou para ter um acesso a um composto que pode propiciar uma maior condição de vida, sem sequelas. É um marco importante."
Sobre o julgamento desta quinta-feira, no STF, os dois também têm opiniões bem diferentes Para Cardoso, a revogação da lei sancionada por Dilma seria uma prova de "seriedade" do país. Para Maria, um "retrocesso".




Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Tudo na vida é uma rede! Desde a comunicação de todas as formas de vida a circulação sanguínea. Como o Judiciário Brasileiro em questão interrompe uma rede? Falta de Gestão que não forme Pirâmide e sim uma Rede onde um ou dois não possa interromper.


Eu assisti à palestra no Senado.  Li muito, e tenho muito conhecimento da fosfoetanolamina sintética.  Aliás, nem é um remédio, e sim, turra a defesa da célula cancerígena que impede que o próprio sistema imunológico a destrua.  Não há efeitos colaterais.  Eu assisti à palestra dele e do médico que as receita, que foi feita no Senado.  Deve estar no youtube ainda.  O Laboratório da Fiocruz faria todos os testes, mas queria a patente, o que foi negado.  Nos EUA, agora que estão pesquisando a imunoterapia.  Que quiser uma injeção a cada três meses, deve estar disposto a pagar 30.000 dólares à dose.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sérgio Moro manda confiscar casa onde mora a mãe de José Dirceu

18/05/2016 22h04 - Atualizado em 18/05/2016 22h04

Casa em Passa Quatro (MG) pertence a empresa investigada na Lava Jato.
Mãe do ex-ministro completou 96 anos de idade na terça-feira (17).

Samuel NunesDo G1 PR


Juiz alega que compra da casa foi ato para lavar dinheiro recebido da Petrobras (Foto: Reprodução/EPTV)Juiz alega que compra da casa foi ato para lavar dinheiro recebido da Petrobras (Foto: Reprodução/EPTV)
Na sentença em que condenou o ex-ministro osé Dirceu e outras 10 pessoas na Operação Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro também determinou o confisco de diversos bens. Entre eles estão a sede da JD Consultoria, empresa de Dirceu e uma casa no município de Passa Quatro, em Minas Gerais, onde mora a mãe do ex-ministro. Cabe recurso.
O imóvel está registrado no nome da empresa TGS Consultoria. De acordo com a sentença, o imóvel foi comprado por Dirceu com parte dos R$ 15 milhões que ele recebeu de propina do esquema de desvios da Petrobras, desvendado pela Operação Lava Jato.

Em depoimento, Dirceu reconheceu ter usado a empresa TGS para comprar o imóvel, mas negou que a origem dos recursos fosse ilegal. A defesa do ex-ministro diz que os valores foram obtidos por meio de trabalhos de consultoria da JD junto a empresas.
A empresa pertence a Júlio César dos Santos, que reconheceu ter vendido a casa ao ex-ministro, mas sem efetuar a transferência. Ele era um dos sócios da JD Consultoria, junto ao ex-ministro e ao irmão dele, Luis Eduardo de Oliveira e Silva. A única moradora da casa é a mãe de Dirceu, Olga Guedes da Silva, que completou 96 anos na terça-feira (17).
O juiz Sérgio Moro diz na sentença que a TGS foi usada por Dirceu para esconder parte dos valores ilegais recebidos do esquema de desvios da Petrobras. A sede da JD Consultoria, segundo o juiz, é outro imóvel que está na mesma situação da casa, assim como o imóvel onde morou a filha de José Dirceu. Para o magistrado, a compra desses imóveis caracterizou lavagem de dinheiro.
Com o confisco, a Justiça Federal poderá leiloar os bens. Além dos imóveis pertencentes a José Dirceu, o juiz também determinou o confisco de R$ 46 milhões pertencentes ao ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, em contas mantidas no exterior. Todos os bens e quantias em dinheiro deverão ser repassadas à Petrobras.
Maiores condenações
A pena arbitrada contra José Dirceu foi a maior que Sérgio Moro já determinou no âmbito da Operação Lava Jato. Além de perder os bens, ele também foi condenado a 23 anos e três meses de prisão.
O lobista Milton Pascowitch, que foi um dos delatores que implicou Dirceu na Lava Jato, foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão. Esta segunda maior pena até o momento em toda a operação Lava Jato.
LISTA DE CONDENADOS E PENAS
- Gerson de Mello Almada - ex-vice-presidente da Engevix - corrupção ativa e lavagem de dinheiro - 15 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado.
- Renato de Souza Duque - ex-diretor da Petrobras - corrupção passiva - 10 anos de prisão em regime inicial fechado.
- Pedro José Barusco Filho - ex-gerente da Petrobras - corrupção passiva. Pena de 9 anos de prisão em regime inicial fechado. A condenação foi suspensa por conta do acordo de delação premiada, que tem pena máxima estipulada em 15 anos. Barusco já foi condenado em outra ação.
João Vaccari Neto - ex-tesoureiro do PT - corrupção passiva - 9 anos de prisão, regime inicial fechado.
- Milton Pascowitch - operador - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa - 20 anos e dez meses de reclusão. Como tem acordo de delação, ele vai ficar em prisão domiciliar até 21 de maio, com tornozeleira. Depois, até 21 de maio de 2017, deve cumprir regime semi-aberto diferenciado (prisão  com  recolhimento  domiciliar  nos  finais  de  semana  e  durante  a  noite,  com tornozeleira  eletrônica).
- José Adolfo Pascowitch - irmão de Pascowitch - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa - 19 anos de prisão. Ele também tem acordo de delação e deve cumprir regime aberto diferenciado.
- José Dirceu de Oliveira e Silva - ex-ministro - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa - 23 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado.
- Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura - lobista - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa -16 anos e dois meses de prisão em regime inicial fechado.
- Luiz Eduardo de Oliveira e Silva - irmão de Dirceu - lavagem de dinheiro e organização criminosa - 8 anos e nove meses de prisão, regime inicial fechado.
- Júlio Cesar dos Santos - ex-sócio da JD Consultoria - lavagem de dinheiro e organização criminosa - 8 anos de prisão, regime inicial fechado.
- Roberto Marques – ex-assessor de Dirceu - organização criminosa - 3 anos e seis meses de prisão em regime inicial aberto.
Sentença
O juiz Sérgio Moro afirmou que Dirceu continuou a receber propina durante o julgamento do mensalão. "O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470, havendo registro de recebimentos pelo menos até 13/11/2013", disse na sentença.
Para Moro, a condenação não inibiu o ex-ministro para reiteração criminosa. "Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente."
Ao publicar a sentença, Moro retirou os benefícios da delação premiada firmada entre Fernando de Moura e o MPF por considerar que houve violação do acordo. Esta é a primeira vez, em mais de dois anos da Lava Jato, que um acordo de delação é violado. Por isso, o juiz determinou a nova prisão do lobista e também eliminou a possibilidade de redução de pena.

Lula atuou para obter silêncio de Nestor Cerveró, diz denúncia da PGR

Jornal Nacional obteve acesso à íntegra da denúncia da procuradoria.
Instituto Lula diz que ex-presidente 'jamais' tentou interferir no caso.

Do G1, com informações do JN
O Jornal Nacional teve acesso à íntegra da denúncia da Procuradoria Geral da República(PGR) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de obstrução à Justiça no caso da Operação Lava Jato que envolve o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Em nota, o Instituto Lula informou que o ex-presidente "jamais" tentou interferir na conduta de Cerveró ou em qualquer outro assunto relacionado à Operação Lava Jato (leia mais ao final desta reportagem).
A PGR partiu das delações do senador cassado Delcidio do Amaral (sem partido-MS) e de seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira, para buscar provas materiais, como extratos bancários, telefônicos, passagens aéreas e diárias de hotéis.
A conclusão da procuradoria é de que eles se juntaram ao ex-presidente Lula; a José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo do ex-presidente; ao filho de Bumlai, Mauricio Bumlai, e atuaram para comprar por R$ 250 mil o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Segundo a denúncia, o primeiro pagamento, de R$ 50 mil, foi feito por Delcidio em maio do ano passado. Ele teria recebido o  dinheiro de Mauricio Bumlai num almoço. A quebra de sigilo mostra que Mauricio Bumlai fez dois saques de R$ 25 mil dias antes.
A operação, de acordo com a PGR, foi feita numa agencia bancaria da Rua Tutóia, em São Paulo, onde teria ocorrido o repasse dos valores a Delcídio do Amaral.
A denúncia diz que Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcidio, fez os pagamentos que restavam em outras quatro datas entre junho e setembro do ano passado, sempre recebendo o dinheiro sacado por Bumlai na agência da Rua Tutóia, conforme os extratos bancários.
A denúncia detalha a participação de Lula no planejamento desses repasses.
A Lava Jato quebrou o sigilo de e-mails do Instituto Lula e apontou que Lula se reuniu com Delcídio cinco vezes entre abril e agosto do ano passado, ou seja, antes e durante as tratativas e os pagamentos pelo silêncio de Nestor Cerveró.
Uma das reuniões foi no Instituto Lula, em 8 de maio, dias antes de Delcidio fazer o primeiro pagamento, segundo a denúncia.
Delcidio afirmou em delação premiada que, no encontro, o ex-presidente expressou grande preocupação de que José Carlos Bumlai pudesse ser preso por causa de delações na Lava Jato e que Bumlai precisava ser ajudado.
A PGR também aponta como provas telefonemas entre Lula e José Carlos Bumlai, como em 7 de abril, um mês antes dos pagamentos, quando Lula e Bumlai se falaram quatro vezes. Em 23 de maio – um dia depois do primeiro pagamento – Lula ligou para José Carlos Bumlai. Conversaram duas vezes nesse dia.Segundo Delcidio, o motivo para a intervenção na delação de Cerveró era evitar que viessem à tona fatos supostamente ilícitos envolvendo ele mesmo, José Carlos Bumlai e Lula.
No final da denúncia, a procuradoria conclui que Lula “impediu e/ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa , ocupando  papel central , determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai” e pede a condenação dos denunciados por obstrução da Justiça.
Versões dos acusados
Em nota, o Instituto Lula declarou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já esclareceu em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República que jamais conversou com o ex-senador Delcídio do Amaral com o objetivo de interferir na conduta do condenado Nestor Cerveró ou em qualquer outro assunto relativo à Operação Lava Jato.   
A defesa de José Carlos Bumlai negou as acusações e afirmou que ele nunca pagou qualquer valor a Cerveró. A defesa declarou que o ex-senador Delcídio do Amaral está vendendo informações falsas em troca de sua liberdade.
Os advogados de Maurício Bumlai informaram que só comentarão o caso depois de terem acesso à denúncia inteira.
A defesa de Diogo Ferreira confirmou os pagamentos, mas disse que foram feitos a mando do ex-senador Delcídio do Amaral.
O advogado de Edson Ribeiro declarou que seu cliente sequer conhece Lula e Bumlai e voltou a afirmar que Ribeiro jamais participou de qualquer ato de obstrução à Justiça.
A defesa de André Esteves declarou que seu cliente não cometeu nenhuma irregularidade.
O Jornal Nacional não obteve resposta dos advogados de Delcídio do Amaral.

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Ex-ministro José Dirceu é condenado a 23 anos de prisão Responsável pela Casa Civil do governo Lula foi condenado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa Por: Humberto Trezzi 18/05/2016 - 10h29min | Atualizada em 18/05/2016 - 10h47mi

Ex-ministro José Dirceu é condenado a 23 anos de prisão  Heuler Andrey/AFP
Dirceu está preso desde 3 de agosto do ano passadoFoto: Heuler Andrey / AFP
José Dirceu de Oliveira e Silva, o Zé Dirceu, um dos mais carismáticos líderes da história da esquerda brasileira, corre o risco de passar a velhice atrás das grades. Aos 70 anos de idade, ele acaba de ser condenado à prisão, a segunda vez em uma década. Desta vez, uma pena altíssima para os padrões brasileiros: 23 anos, pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 
Ex-líder estudantil, ex-guerrilheiro com treinamento em Cuba (onde fez plástica para evitar reconhecimento), ex-deputado federal, ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (que ele ajudou a fundar, nos Anos 80), Dirceu está preso desde 3 de agosto do ano passado. Ele cumpre prisão preventiva no Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná, e lá deve permanecer, agora para cumprir a pena a que foi sentenciado.
A condenação foi ordenada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que julga casos da Operação Lava-Jato (voltada para desvios de dinheiro na Petrobras). Dirceu foi preso após a constatação de que movimentou, dentro da sua empresa JD Consultoria, R$ 71,4 milhões desde 2007, quantia em parte não justificada. Naquele ano ele já estava denunciado no processo do mensalão (pelo qual o governo federal pagava parlamentares para ganhar apoio em determinadas votações). As movimentações irregulares aconteceram mesmo após o ex-ministro ter sido condenado naquele episódio, em 2012, fato ressaltado como "grave" pelo juiz Moro.
Na sentença proferida nesta quarta-feira, Moro diz que Dirceu usou laranjas para realizar operações ilegais, inclusive após a realização das primeiras fases da Lava-Jato. O Ministério Público Federal (MPF) responsabiliza José Dirceu por 31 atos de corrupção passiva entre 2004 e 2011. Foram decretados também o sequestro de imóveis e o bloqueio de contas bancárias dele.
A condenação tem como base a delação do lobista Milton Pascowitch, que afirma ter usado sua firma, a Jamp, para intermediar pagamentos à JD, empresa de consultoria do ex-ministro Dirceu e do irmão dele, Luis Eduardo. As transferências somaram quase R$ 1,5 milhão entre os anos 2011 e 2012. Parte desse dinheiro seria propina ao PT e ao ex-ministro, conforme o delator. O processo aponta que Dirceu teria ficado rico mediante irregularidades em contratos com empresas terceirizadas, contratadas pela diretoria de Serviços da Petrobras, que pagavam uma prestação mensal para Dirceu através de Pascowitch.
Dirceu é acusado de receber propinas da Petrobrás em cinco diferentes projetos da empreiteira Engevix com a estatal. O ex-ministro também teria recebido propinas das empresas Hope e Personal, prestadoras de serviços da Petrobras, além da empresa Multitek. Na denúncia, o procurador da República Roberson Pozzobon afirmou que foi Dirceu quem efetivamente apadrinhou o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, dentro da cota do PT, no esquema de cartel e corrupção na estatal.
Delcídio delatou esquema
Dirceu também é investigado por outros episódios que ainda não viraram processo judicial. Na colaboração premiada à Justiça Federal, o senador Delcídio Amaral (PT) diz que partiu de Dirceu a pressão para que o pecuarista José Carlos Bumlai (amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) fosse beneficiado com um empréstimo de R$ 12 milhões. O financiamento foi feito pelo banco Schahin e teria sido usado por Bumlai para quitar dívidas do PT.
Na versão de Delcídio, porém, os R$ 12 milhões teriam sido usados para pagar pelo silêncio de um empresário, Ronan Maria Pinto. O executivo, ligado ao setor de transportes, estaria chantageando a cúpula petista com a ameaça de delatar fatos relativos a uma "caixinha" paga pelo empresariado para socorrer as finanças do partido e também episódios envolvendo o assassinato do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel. Ronan também está preso pela Lava-Jato.
Teria partido de José Dirceu e de Delúbio Soares (então tesoureiro nacional do PT) a ordem para a triangulação envolvendo os R$ 12 milhões emprestados pelo Banco Schain a Bumlai. Em troca, o grupo Schahin banco e empresas de engenharia, petróleo e gás) teria vencido concorrência para administrar a sonda petrolífera Vitória 10.000, alugada pela Petrobras.
Investigação no Peru
Dirceu é investigado, ainda, no Exterior. Para a Fiscalía Especializada Anticorrupción do Peru, o equivalente naquele país à Procuradoria-Geral da República no Brasil, Dirceu é suspeito de intermediar repasses de dinheiro de empreiteiras brasileiras para integrantes do governo Alan García, que presidiu o Peru entre 2006 e 2011. É também apurado se o esquema teria se prolongado até o atual governo, de Ollanta Humala.
Conforme a agenda do ex-presidente Alan García — à qual Zero Hora teve acesso — e também rastreamento de voos, Dirceu realizou cinco viagens ao território peruano entre 2007 e 2011. Em 23 de janeiro de 2007, início do governo de García, o ex-ministro brasileiro foi recebido em palácio pelo então presidente peruano.
Dirceu atuava como lobista das empreiteiras Engevix e OAS, ambas envolvidas no desvio de dinheiro de contratos da Petrobras. O interesse das empresas era conquistar projetos no Peru e, para isso, firmou contrato com o ex-ministro. Ele, por sua vez, fez repasses de dinheiro periódicos por meio da JD Consultoria (empresa pertencente a Dirceu) para uma conhecida sua no Peru, a brasileira Zaida Sisson, casada com um ex-ministro de Alan García. Conforme declarações de um dos delatores da Lava-Jato, o lobista Milton Pascowitch, Zaida trabalhava para Dirceu na tentativa de obter contratos para a Engevix e para a Galvão Engenharia no Peru.
José Dirceu foi ministro da Casa Civil no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (entre 2003-2006). Era, também, deputado federal eleito pelo PT em São Paulo. Enfrentou longo processo por compra de votos no Congresso, em ação para favorecer projetos governamentais, conhecida como mensalão. Foi condenado como mentor do esquema de compra de parlamentares para formar a base governista e preso no dia 15 de novembro de 2013. Após trabalhar de dia em um escritório de advocacia e pernoitar no presídio, foi liberado para cumprir o resto da pena em casa, em outubro de 2014. Acabou preso novamente em agosto de 2015, dessa vez pela Lava-Jato. Desde então, ocupa uma cela em prisão próxima a Curitiba.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

“Respeito”. Palavra que para algumas pessoas nem existe no dicionário, respeito é um aprendizado que deveria começar no berço, saber ser ético, respeitar o próximo isso é uma qualidade que todo ser humano precisa ter Senhor Dirceu! É uma atitude tão simples saber respeitar isso é pensar no próximo! A ausência desta qualidade Senhor Dirceu faz do homem um ser desprezível! Lembram-se desta frase Respeite a si mesmo como respeita o próximo! É deste jeito que tinha que ser! No meu vê quem não sabe se der ao respeito no meu ponto de vista o qualifico de desonesto!

Vida por principio dignidade por fim!