sábado, 14 de maio de 2016

UFC 198: Curitiba recebe maior evento da história do Brasil Card realizado neste sábado (14) será o primeiro a acontecer em um estádio de futebol no país e contará com alguns dos maiores nomes das artes marciais mistas brasileiras. 14 de maio de 2016 Lucas Carrano.

Werdum (esq.) e Miocic (dir.) fazem a luta principal. Foto: Buda Mendes/UFC
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Essa pergunta foi repetida inúmeras vezes nos últimos anos na comunidade do MMA, principalmente a cada vez que uma nova cidade brasileira era anunciada como sede do Ultimate e a capital paranaense seguiu de fora.
Hoje, a resposta parece mais clara: a organização aguardava a chance de fazer um card histórico no berço de uma geração que marcou época do MMA brasileiro.
Durante o início dos anos 2000, a curitibana Chute Boxe foi protagonista no cenário internacional, construindo inúmeros campeões, revelando nomes que brilham até hoje no esporte – como Wanderlei SilvaAnderson Silva e Maurício Shogun -, e protagonizando a maior rivalidade do MMA nos tempos do PRIDE com a carioca Brazilian Top Team.
Jacaré VitorNeste sábado (14), o UFC 198 desembarcará no estádio Arena da Baixada, do Atlético-PR, cuja capacidade de público supera as 45 mil pessoas. Os ingressos estão esgotados desde o primeiro dia de venda aberta e a programação para justificar tamanha empolgação não deixa a desejar.
Para ficar somente nos ex-atletas da Chute Boxe, o evento contará com Fabrício Werdum, que protagoniza a luta principal da noite valendo o cinturão dos pesos pesados diante de Stipe Miocic; Cris Cyborg, que fará sua tão aguardada estreia no Ultimate diante de Leslie Smith; e Maurício Shogun, que encara Corey Anderson. O trio ainda contaria com o reforço de Anderson Silva, que encararia Uriah Hall, mas o Spider acabou cortado do card na última hora, após passar por uma cirurgia de emergência na vesícula.
Cyborg SmithAlém dos representantes da casa, a luta co-principal da noite trará dois nomes que, mesmo não sendo de Curitiba, levantarão a torcida. Dois dos mais populares, e bem ranqueados, pesos médios brasileiros, Vitor Belfort e Ronaldo Jacaré duelarão em um combate que deve valer o posto de próximo desafiante ao título da categoria até 84 kg para o seu vencedor.
Como se não bastasse, o card preliminar ainda contará com a presença do especialista em jiu-jitsu e ex-desafiante ao título Demian Maia, que enfrenta Matt Brown e pode se posicionar muito bem na categoria de pesos meio-médios em caso de vitória. E já na terceira luta da noite, Rogério Minotouro terá pela frente um grande desafio diante do wrestler norte-americano Patrick Cummins.

Nova geração também dará as caras

Warlley (esq.) estará no card principal. Foto: Buda Mendes/UFC
Warlley (esq.) estará no card principal. Foto: Buda Mendes/UFC
Mas a programação do UFC 198 não se resume aos grandes “monstros” – embora eles estejam em maioria nas lutas principais da noite. Além dos astros consagrados, o card em Curitiba também apresentará ao público uma nova geração do MMA brasileiro, que estará representada ao longo de toda a noite de lutas.
No card preliminar, o ex-participante do The Ultimate Fighter Thiago Marreta enfrentará o ex-campeão do Strikeforce Nate Marquardt. Também nas lutas que abrem a noite, o paranaense John Lineker, com suas mãos pesadas e estilo empolgante, terá pela frente Rob Font.
Já no card principal da noite, promovido graças à saída repentina de Anderson Silva x Uriah Hall, o invicto Warlley Alves, campeão do TUF Brasil 3, enfrentará o norte-americano Bryan Barberena – que ficou famoso após desbancar Sage Northcutt.
DATA E HORÁRIO: 14/05/2016, a partir das 19h45 (horário de Brasília)
LOCAL: Estádio Arena da Baixada, Curitiba (PR), Brasil
TRANSMISSÃO: Canal Combate (card completo) e Rede Globo (card principal)
CARD PRINCIPAL (a partir de 23h):
Fabricio Werdum x Stipe Miocic
Ronaldo Jacaré x Vitor Belfort
Cris Cyborg x Leslie Smith
Mauricio Shogun x Corey Anderson
Warlley Alves x Bryan Barberena
CARD PRELIMINAR (a partir de 19h45):
Demian Maia x Matt Brown
Thiago Marreta x Nate Marquardt
Francisco Massaranduba x Yancy Medeiros
John Lineker x Rob Font
Rogério Minotouro x Patrick Cummins
Serginho Moraes x Luan Chagas
Renato Moicano x Zubaira Tukhugov

PGR não tem mais dúvidas de que Lula comandou trama contra a Lava Jato

Parceria: Em acordo de delação premiada, o ex-senador Delcídio do Amaral revelou que seguia ordens do ex-presidente© Ricardo Stuckert/Instituto Lula Parceria: Em acordo de delação premiada, o ex-senador Delcídio do Amaral revelou que seguia ordens do ex-presidente
Em sua última aparição pública, na manhã de quinta-feira, Lula estava abatido. Cabelos desgrenhados, cabisbaixo, olhar vacilante, entristecido. Havia motivos mais que suficientes para justificar o comportamento distante. Afinal, Dilma Rousseff, a sucessora escolhida por ele para dar sequência ao projeto de poder petista, estava sendo apeada do cargo. O fracasso dela era o fracasso dele. Isso certamente fragilizou o ex-presidente, mas não só. Há dois anos, Lula vê sua biografia ser destruída capítulo a capítulo. Seu governo é considerado o mais corrupto da história. Seus amigos mais próximos estão presos. Seus antigos companheiros de sindicato cumprem pena no presídio. Seus filhos são investigados pela polícia. Dilma, sua invenção, perdeu o cargo. O PT, sua maior criação, corre o risco de deixar de existir. E para ele, Lula, o futuro, tudo indica, ainda reserva o pior dos pesadelos. O outrora presidente mais popular da história corre o risco real de também se tornar o primeiro presidente a ser preso por cometer um crime.
VEJA teve acesso a documentos que embasam uma denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente. São mensagens eletrônicas, extratos bancários e telefônicos que mostram, segundo os investigadores, a participação de Lula numa ousada trama para subornar uma testemunha e, com isso, tentar impedir o depoimento dela, que iria envolver a ele, a presidente Dilma e outros petistas no escândalo de corrupção na Petrobras. Se comprovada a acusação, o ex-presidente terá cometido crime de obstrução da Justiça, que prevê uma pena de até oito anos de prisão. Além disso, Lula é acusado de integrar uma organização criminosa. Há dois meses, para proteger o ex-presidente de um pedido de prisão que estava nas mãos do juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, a presidente Dilma nomeou Lula ministro de Estado, o que lhe garantiu foro privilegiado. Na semana passada, exonerado do governo, a proteção acabou.
Há várias investigações sobre o ex-­presidente. De tráfico de influência a lavagem de dinheiro. Em todas elas, apesar das sólidas evidências, os investigadores ainda estão em busca de provas. Como Al Capone, o mafioso que sucumbiu à Justiça por um deslize no imposto de renda, Lula pode ser apanhado por um crime menor. Após analisar quebras de sigilo bancário e telefônico e cruzar essas informações com dados de companhias aéreas, além de depoimentos de delatores da Lava-Jato, o procurador-geral Rodrigo Janot concluiu que Lula exerceu papel de mando numa quadrilha cujo objetivo principal era minar o avanço das investigações do petrolão. Diz o procurador-geral: "Ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Costa Marques Bumlai e Maurício de Barros Bumlai (...), Luiz Inácio Lula da Silva impediu e/ou embaraçou a investigação criminal que envolve organização criminosa".

‘Bolsa Família não pode ser objetivo de vida’, diz novo ministro

Osmar Terra defende saída de beneficiários do programa.© Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados Osmar Terra defende saída de beneficiários do programa.
Apesar de o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) ter prometido a manutenção de bandeiras sociais criadas nos 13 anos de governo do PT, o novo ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, afirmou ser necessário “oportunizar a saída” para beneficiários do programa Bolsa Família.
“Eu acho que não deve se mexer nisso agora, mas tem de se oportunizar a saída do programa. As pessoas têm que ter renda e não pode ser objetivo de vida viver só do Bolsa Família e o que está acontecendo é isso”, disse ele durante a cerimônia de posse. “As pessoas estão entrando e não estão saindo. Temos que ajudar as pessoas a sair do programa”, emendou.
No comando da pasta oriunda da fusão de dois ministérios sociais controlados pelo PT, o deputado federal licenciado do PMDB gaúcho criticou as declarações da presidente afastada Dilma Rousseff de que a meta de elevar o padrão de vida dos 5% mais pobres, ou 10 milhões de pessoas, prevista no documento “Travessia Social”, excluiria milhões de beneficiários do Bolsa Família.
“O documento não fala em redução do Bolsa Família. E vamos combinar que se o discurso da presidente diz que menos de 10% da população é pobre, por que temos 50 milhões de pessoas recebendo o Bolsa Família?”, questionou Terra.
Redução
Mesmo com a prioridade de “preservar a área social a qualquer custo” determinada por Temer, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário admitiu que fusão das duas pastas, que originou a comandada por ele, vai colaborar para o enxugamento da máquina pública previsto pelo presidente em exercício.
Para estruturar o novo ministério, Terra afirmou que procurou os conselhos do Movimento Brasil Competitivo, cujo presidente é o empresário Jorge Gerdau. “O pessoal da área também tem de ser aproveitado, para montar um ministério mais enxuto para avançar nos resultados.”
Ainda segundo o novo ministro, as ameaças dos movimentos sociais contrários à fusão das pastas e ainda temendo a descontinuidade de programas não fazem sentido. “Está se tentando preservar programas dos cortes, porque com a tragédia que é a economia hoje, o legado que nos está deixando o governo Dilma era para ter cortes gigantescos”, concluiu.
Herança
Se pretende enxugar a estrutura do novo Ministério, Terra, no entanto, terá de enfrentar o aumento de gastos determinado nas duas últimas semanas por Dilma para as duas antigas pastas. No dia 1º de maio, a presidente afastada anunciou o reajuste médio de 9% aos beneficiários do Bolsa Família.
A medida foi desaconselhada por técnicos do governo, inclusive pelo secretário do Tesouro, Otavio Ladeira, que justificou não haver mais espaço para gastos em um cenário de rombo das contas públicas de quase R$ 100 bilhões.
Dois dias depois, Dilma anunciou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2016/2017, cujos recursos para o financiamento a pequenos agricultores somam R$ 30 bilhões, com juros de 2,5% ao ano, bem abaixo da taxa básica de juros, de 14,25% ao ano. A diferença entre os juros captados e o emprestado ao produtor é equalizada com recursos do Tesouro.

Justiça decreta prisão de ex-delegado da PF Protógenes Queiroz Juíza alegou que Protógenes faltou à audiência na sexta, em São Paulo. Ele alega que é asilado político na Suíça e que não recebeu intimação.

A Justiça Federal expediu na noite de sexta (13) um mandado de prisão contra o ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal Protógenes Queiroz (Foto: Antônio Cruz / Arquivo/ Agência Brasil)A Justiça Federal expediu na noite de sexta (13) um mandado de prisão contra o ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal Protógenes Queiroz (Foto: Antônio Cruz / Arquivo/ Agência Brasil)
A 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo expediu na sexta-feira (13) um mandado de prisão contra o ex-delegado da Polícia Federal (PF) e ex-deputado federal  Protógenes Queiroz, que chefiou em 2008 a Operação Satiagraha. As informações foram confirmadas neste sábado (14) ao G1 pela assessoria de imprensa da Justiça Federal, em São Paulo.
Ele também teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol por causa de sua condenação por violação do sigilo funcional na operação e é considerado foragido internacional, segundo o Jornal Hoje. De acordo com a assessoria de imprensa da Justiça Federal, a juíza Andrea Silva Sarney Costa Moruzzi determinou a prisão de Protógenes porque ele não compareceu na sexta-feira a uma audiência.

Em outubro de 2014, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Protógenes a dois anos e 6 meses de prisão por violação de sigilo funcional qualificada. A pena, no entanto, foi convertida para uma pena alternativa, ainda segundo a Justiça Federal. Em 2015, ele foi expulso da PF.
Ao Jornal Hoje, o ex-delegado Protógenes alegou que é asilado político na Suíça desde 2015 e que não recebeu nenhuma intimação porque o processo está sob sigilo.
A audiência de sexta-feira tinha como objetivo confirmar com Protógenes se ele estava cumprindo a pena alternativa. Como o ex-delegado não justificou a ausência, a magistrada transformou a pena alternativa em pena de prisão, de acordo com a assessoria.

Em reportagem publicada pelo G1 em 6 de abril, o site suíço "Sept" informou que Protógenes pediu asilo à Suíça, e que a solicitação foi aceita. O advogado do ex-delegado, Adib Abdouni, confirmou a informação à época. "Agora a residência dele é na Suíça", disse.

Medidas do Governo Temer que podem afetar a sua vida

Nova equipe começa a anunciar as linhas gerais da nova gestão
São Paulo Presidente Michel Temer ao lado de Eliseu Padilha e Henrique Meirelles. Presidente Michel Temer ao lado de Eliseu Padilha e Henrique Meirelles.  Getty Images
Após a primeira reunião ministerial do Governo do presidente interino Michel Temer, a nova equipe começou a anunciar as linhas gerais da nova gestão. Nesta sexta-feira, vários ministros concederam entrevistas coletivas para falar sobre os planos e medidas para os próximos meses. O primeiro a se pronunciar foi Henrique Meirelles, da Fazenda. Os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, do Planejamento, Romero Jucá, e da Saúde, Ricardo Barros, falaram em seguida. Eles sinalizaram algumas mudanças que podem afetar a vida dos brasileiros:

Aumento de impostos

Os brasileiros podem prepara o bolso para mais impostos. Ao explicar a necessidade de equilibrar as contas públicas, o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não descartou o aumento de impostos ou a retomada da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Ele afirmou que, se necessário, um tributo será aplicado de forma temporária.

Mudança da idade mínima da aposentadoria

Meirelles disse que o Governo está estudando uma proposta de idade mínima para aposentadoria. Hoje os brasileiros podem se aposentar com a idade média de 55 anos. Desde o início do Governo de Dilma Rousseff discute-se aumentar essa média para 63 anos (60 mulher e 65 anos os homens, ou igualar a idade).

Corte de subsídios e "bolsa empresário"

O novo ministro da Fazenda indicou que o governo Temer poderá rever subsídios e incentivos dados a diversos setores, como a desoneração na folha de pagamento às empresas, durante o primeiro Governo Dilma. A redução de impostos começou no final de 2008, para tentar estimular o crescimento do país e compensar os efeitos da crise mundial. Foi estendida na sequência para incentivar as empresas e evitar demissões. Caso a desoneração seja revista, empresários podem justificar cortes por aumento de gastos.

Programas sociais

Apesar de ter afirmado que os programas sociais não serão cortados, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que é preciso haver uma "avaliação bastante forte e bastante cuidadosa" desse benefícios. "O fato de se manter um programa social não quer dizer que se possa manter seu mau uso". O ministro do Planejamento, Romero Jucá, também afirmou que o Governo vai auditar os programas. O objetivo é eliminar eventuais recebimentos duplicados de benefícios.

Corte de cargos no Governo

O ministro de Planejamento anunciou que o Governo do presidente interino Michel Temer pretende reduzir 4.000 cargos de confiança e outras formas de contratação sem concurso até o final do ano para equilibrar as contas públicas. "O que nós temos é uma meta física. Se a gente puder passar dos 4.000 cargos ou postos de trabalho, nós passaremos", disse Romero Jucá. Segundo ele, todos os órgãos e empresas públicas terão que reduzir gastos e apresentar resultados.

Sem aumento de verbas para a Saúde

O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que não haverá mais dinheiro para a pasta neste ano. "Não vamos ter dinheiro para tudo, não vamos resolver todas as filas e as macas nos corredores, mas podemos melhorar a qualidade dos gastos e gestão", afirmou em coletiva nesta sexta-feira. Para o ministro será necessário usar a criatividade e melhorar a eficiência do gasto do dinheiro que já existe para a área. ia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,em-31-de-dezembro-de-2016-deveremos-ter-cortado-4-mil-cargos-de-comissoes--afirma-romero-juca,10000051017

BRASIL O recado de Serra aos bolivarianos

Pronunciamento do senador José Serra (PSDB-SP) durante a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
Pronunciamento do senador José Serra (PSDB-SP) durante a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)(Edilson Rodrigues/Ag. Senado)
Em sua primeira nota pública desde que assumiu o primeiro escalão do governo Temer, o novo ministro de Relações Exteriores José Serra atacou o discurso bolivariano de países alinhados anos a fio aos governos Lula e Dilma e disse nesta sexta-feira que o processo de impeachment que afastou Dilma Rousseff da presidência por até 180 dias não é um golpe. Fizeram coro com a retórica petista os governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, assim como da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América/Tratado de Comércio dos Povos (ALBA/TCP). Segundo Serra, esses governos e a Alba "se permitem opinar e propagar falsidades sobre o processo político interno no Brasil". "Esse processo se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição Federal. Como qualquer observador isento pode constatar, o processo de impedimento é previsão constitucional", disse. (Laryssa Borges, de Brasília)

CNJ investiga juíza do TRF-1 que acumula 2,6 mil ações sem julgamento

Valter Campanato/ABr

Mesmo com a pilha de processos que se acumula no gabinete, Mônica Sifuentes quer passar um ano nos Estados Unidos, onde vai estudar e continuará recebendo os vencimentos pagos pela Corte



A quantidade de viagens ao exterior que a desembargadora Mônica Jacqueline Sifuentes Pacheco de Medeiros fez desde que passou a integrar os quadros do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) chamou a atenção do Conselho da Justiça Federal (CJF) e da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Especialmente porque, enquanto fica fora do país, os processos que Mônica deveria julgar se acumulam no gabinete dela. Em janeiro, eram mais de 2,6 mil ações pendentes de análise.

Desde 2011, Mônica Sifuentes vem obtendo sucessivas autorizações de afastamento para missões no exterior. Na lista de países que a magistrada já visitou, estão México, Holanda e Alemanha. Agora, ela conseguiu uma licença para passar um ano nos Estados Unidos, onde vai estudar.
Segundo o Metrópoles apurou, o plenário do TRF-1 autorizou, em abril, o afastamento de seis magistrados para estudar. Entre eles, está Mônica Sifuentes. Eles se somam a outros 22 que já se encontram distantes da jurisdição.
A situação motivou a corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, a pedir providências ao presidente do CJF, ministro Francisco Falcão, sobre esses afastamentos no TRF-1.
No caso específico de Mônica Sifuentes, por determinação do corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Og Fernandes, o CJF instaurou, esta semana, um processo de correição no gabinete da magistrada.
Arte/MetrópolesARTE/METRÓPOLES

Processo de correiçãoEntre a segunda (9/5) e a quarta-feira (11), o juiz federal auxiliar da Corregedoria-Geral César Arthur Cavalcanti de Carvalho e uma equipe de servidores se debruçaram sobre os trabalhos amontoados no gabinete de Mônica Sifuentes. O objetivo foi verificar o eventual prejuízo que a nova licença da magistrada causará ao TRF-1ª (foto).
Daniel Ferreira/MetrópolesDANIEL FERREIRA/METRÓPOLES
Para se ter uma ideia do material que se avoluma sob os cuidados da desembargadora, em ofício enviado ao Conselho de Justiça Federal no fim de janeiro, Mônica Sifuentes informou que, sobre sua mesa, havia 2.688 processos para julgar. Alguns abertos há mais de quatro anos e classificados como “prioridade legal”, quando envolvem partes com mais de 60 anos de idade e pessoas presas.
Mesmo com tanto trabalho pendente, a magistrada quer passar um ano fora do país e o plenário do TRF-1 concordou. A Corte concedeu a ela a autorização para estudar nos Estados Unidos entre junho deste ano e o mesmo mês de 2017. Detalhe: ela continuará recebendo salário do tribunal.

Arte/MetrópolesARTE/METRÓPOLES
Novas regras
No entanto, a licença de Mônica pode esbarrar em uma determinação do Conselho da Justiça Federal. No último dia 4, o presidente do CJF, ministro Francisco Falcão, editou a Resolução 396, com novas regras de autorização do afastamento de magistrados para eventos no exterior com duração superior a 30 dias.
De acordo com a resolução, “o afastamento não pode implicar prejuízo para o jurisdicionado, destinatário maior dos serviços judiciários”. Dessa forma, Mônica teria 24 dias para zerar o estoque de processos em seu gabinete. A missão não é das mais fáceis, pois ela precisaria julgar uma média de 112 ações por dia.
Metrópoles procurou a assessoria de imprensa do TRF-1ª Região para comentar o caso. No entanto, não houve retorno aos e-mails enviados nem resposta aos contatos telefônicos até a publicação desta reportagem.