sábado, 20 de fevereiro de 2016

Testes para linha 4 do metrô do Rio de Janeiro começam em março

BRASIL TRANSPORTEHÁ 32 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

Segundo o secretário de Transportes do Rio, Carlos Roberto Osório, os testes serão entre as estações General Osório e Nossa Senhora da Paz, em Ipanema

Os testes com trens na linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, ligando Ipanema, na zona sul, à Barra da Tijuca, começarão a ser feitos a partir de março. Segundo o secretário de Transportes do Rio, Carlos Roberto Osório, os testes operacionais da parte elétrica e de sinalização foram iniciados em janeiro, mas os primeiros com os trens serão no início do mês que vem, entre as estações General Osório e Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.
No mês seguinte, será a vez do trecho entre o Jardim Oceânico, na Barra, na zona oeste, e São Conrado, na zona sul. “A partir de maio, toda a linha estará em testes para a inauguração em julho. Cronograma mantido”, adiantou àAgência Brasil.
Osório informou que o governo do estado vem trabalhando com empenho na implantação da linha 4, classificada como a maior obra de infra-estrutura urbana do Brasil.
“Estamos na reta final das obras com as fases mais difíceis já concluídas e nosso cronograma permanece inalterado com a entrega da linha 4 para julho deste ano a tempo para os jogos olímpicos de 2016. Será um grande legado para a população”, assegurou.
Comitê Olímpico
Para o secretário, não existe qualquer motivo de preocupação quanto ao não cumprimento do prazo. “Nós mantemos permanente contato com o Comitê Olímpico Internacional, que acompanha as obras que seguem em ritmo pleno até a sua conclusão”, completou. Sobre o financiamento, que é um ponto importante para a obra, ele disse que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, tem a palavra e o compromisso da presidenta Dilma Rousseff para a liberação de recursos para a obra.
Recordou que o governador esteve recentemente em Brasília e recebeu a garantia do Ministério da Fazenda da liberação, ainda em fevereiro, da parcela necessária e, depois em maio, da última parcela de pagamentos. “Com isso, o metrô será entregue no prazo - em julho deste ano”, afirmou.
O governo do estado informou que, na próxima segunda-feira (22), o secretário Carlos Roberto Osório, e a presidente da RioTrilhos, Tatiana Carius, vão fazer, às 9h30, uma visita técnica aos canteiros da Linha 4 do Metrô, em Ipanema e São Conrado.
De acordo com o governo estadual, a obra atingiu 90% da conclusão e as estações estão em fase de acabamento. “Na reta final de construção dos túneis na zona sul, o tatuzão [equipamento usado para perfuração do solo] chegou neste sábado (20) ao fim do Leblon, quando concluiu a escavação em areia. Faltam só 200 metros em rocha para finalizar o eixo Barra-Ipanema, que estará disponível à população em julho, antes dos Jogos Olímpicos. Neste trecho, faltam ser instalados apenas 3 quilômetros trilhos”, informou o governo estadual.
Público beneficiado
Pelos cálculos do estado, a partir de julho serão transportadas por dia 300 mil pessoas, com a perspectiva da retirada das ruas de cerca de 2 mil veículos por hora/pico. A linha 4 terá 15 novos trens, que já estão em testes de circulação com passageiros nas linhas 1 e 2.
Em mensagem pela internet para o Comitê Olímpico Internacional, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, tinha demonstrado preocupação com o risco de as obras não terminarem no prazo esperado. A informação foi divulgada hoje em uma matéria do jornal O Globo. Mas pela manhã, antes de uma reunião com toda a equipe da prefeitura, o prefeito do Rio disse que as preocupações são naturais nesta fase de preparação para os jogos e que confia no cumprimento do cronograma da obra da linha 4 do metrô. Com informações da Agência Brasil.

Governo libera R$ 20 bi para operações de crédito de estados e municípios.




ECONOMIA EMPRÉSTIMOHÁ 8 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

A liberação do valor foi anunciada na sexta-feira pelo Ministério da Fazenda, após reunião do ministro Nelson Barbosa com governadores


Os estados e municípios poderão pegar emprestados até R$ 20 bilhões no sistema financeiro este ano. A liberação do valor foi anunciada na sexta-feira pelo Ministério da Fazenda, após reunião do ministro Nelson Barbosa com governadores.
De acordo com a Fazenda, dos R$ 20 bilhões de crédito a que os governos locais terão direito, R$ 17 bilhões terão garantia do Tesouro Nacional (que assumirá a dívida em caso de calote) e R$ 3 bilhões não terão a garantia da União. Da parcela garantida pelo governo federal, R$ 12,3 bilhões se destinam aos estados e R$ 4,7 bilhões aos municípios.
Em relação a empréstimos no exterior, os estados poderão contrair R$ 8,15 bilhões em operações de crédito; e os municípios, R$ 4,1 bilhões. Geralmente, os empréstimos internacionais dos governos locais são feitos por meio de instituições multilaterais, como Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Corporação Andina de Fomento.
A liberação do limite de crédito faz parte de medidas da União para aliviar o caixa dos estados em meio à crise econômica. Na reunião de hoje, Barbosa propôs o alongamento em 20 anos da dívida dos estados com a União. Em troca, as unidades da federação terão de fornecer contrapartidas, que incluem a aprovação de leis estaduais de responsabilidade fiscal, a limitação de gastos com o funcionalismo local, a adesão à reforma do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e apoio à recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e à Desvinculação de Receitas da União (DRU).
Ao sair da reunião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, manifestou disposição em negociar com o governo. “Uma parte da nossa proposta são os financiamentos para investimentos, obras. Investimento é um gasto extremamente positivo. Sugeriu-se a questão de financiamento e sugeri que podemos ajudar os governadores em reformas estruturantes. Entre essas reformas a da Previdência, tributária, do ICMS e outras”, disse.
Além da renegociação da dívida dos estados, o estabelecimento dos limites de empréstimo era uma reivindicação antiga dos governadores. Originalmente, a divulgação desses limites estava prevista para o início do mês, mas o anúncio só saiu agora.
Pela legislação, cabe ao Tesouro Nacional definir o espaço fiscal que os governos estaduais podem pegar emprestado, tanto dentro do país quanto por meio de financiamentos externos com instituições multilaterais. Em 2015, o Tesouro não tinha autorizado a contratação de novos empréstimos. Com informações da Agência Brasil.

'Fuocoammare' leva Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim Documentário retrata drama de refugiados no Mar Mediterrâneo. Produção franco-italiana foi dirigida por Gianfranco Rosi. Da France Presse

Diretor italiano Gianfranco Rosi levou Urso de Ouro de melhor filme, com Fuocoammare. Meryl Street foi a anfitriã (Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch)Diretor italiano Gianfranco Rosi levou Urso de Ouro de melhor filme, com Fuocoammare. Meryl Street foi a anfitriã (Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch)
O documentário "Fuocoammare" (Fogo ao Mar), do italiano Gianfranco Rosi, sobre o drama dos refugiados que chegam à ilha de Lampedusa, ganhou neste sábado o Urso de Ouro de melhor filme do Festival de Berlim.
O Urso de Prata de melhor direção ficou com a francesa Mia Hansen-Love pelo filme "L'Avenir". O Grande Prêmio do Júri foi para "Morte em Sarajevo", do bósnio Danis Tanovic."Espero que este filme sirva para fazer as pessoas tomarem consciência de que as pessoas não podem continuar morrendo no mar para fugir de uma tragédia", disse Rosi ao receber o prêmio.
A dinamarquesa Trine Dyrholm ficou com o Urso de Prata de Melhor Atriz por seu papel em "Kollektivet" (A comunidade), do também dinamarquês Thomas Vinterberg. O Urso de Prata de Melhor Ator foi para o tunisiano Majd Mastoura em "Hédi", o primeiro filme em árabe apresentado na mostra competitiva do Festival de Berlim em duas décadas.
O Brasil estava representado com três filmes na mostra Panorama - "Curumim", documentário de Marcos Prado; "Mãe Só Há Uma", de Anna Muylaert; e "Antes o Tempo Não Acabava", de Sérgio Andrade e Fábio Baldo - mas o premiado na seção paralela da Berlinale foi "Junction 48", do israelense Udi Aloni.
A seguir, a lista dos ganhadores nas principais categorias do Festival de cinema de Berlim:
- Urso de Ouro de Melhor filme - "Fuocoammare", Gianfranco Rossi (Itália/França)
- Grande Prêmio do Júri (Urso de Prata) - "Morte em Sarajevo" (Smrt u Sarajevu), Danis Tanovic (França/Bósnia)
- Prêmio Alfred Bauer (Urso de Prata a longa-metragem com novas perspectivas) - "Hele Sa Hiwagang Hapis" (A Lullaby to the Sorrowful Mistery), Lav Diaz (Filipinas)
- Urso de Prata de Melhor Atriz - Mia Hansen-Love, "L'Avenir" (França/Alemanha)
- Urso de Prata de Melhor Ator - Majd Mastoura, "Hédi" (Tunísia)
- Urso de Prata de Melhor Roteiro - Tomasz Wasilewski, "United States of Love" (Zjednoczone stany milosci), (Polônia/Suécia)
- Urso de Prata de contribuição artística - Mark Lee Ping-Bing, câmera em "Crosscurrent" (Chang Jiang Tu), de Yang Chao (China)
- Melhor filme de estreia - "Hédi", Mohamed Ben Attia (Tunísia)
- Urso de Ouro de melhor curta-metragem - "Balada de um Batráquio", Leonor Teles (Portugal)
- Mostra Panorama (Prêmio do Público) - "Junction 48", Udi Aloni (Israel)

Cameron anuncia referendo sobre acordo com a UE para 23 de junho Primeiro-ministro britânico apresentou ao seu Gabinete a proposta. Negociações visavam manter os britânicos no bloco.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciu neste sábado (20) que o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia será realizado no dia 23 de junho.
No dia seguinte a um acordo em Bruxelas, o líder britânico reiterou que o Reino Unido será "mais forte, mais seguro e mais próspero dentro de uma União Europeia reformada", durante um breve depoimento em Downing Street, Londres.
Os 28 países da União Europeia chegaram a um acordo para atender às exigências do Reino Unido de modo a incentivar sua permanência no bloco, ao fim de mais de 30 horas de negociações quase ininterruptas.
Segundo Cameron, a Grã-Bretanha terá um "status especial" dentro da UE. "Este acordo cumpri os requisitos que estabeleci no início desse processo de renegociação", afirmou. Assista ao vídeo acima.
O primeiro-ministro britânico David Cameron faz anúncio sobre referendo em Londres, neste sábado (20) (Foto: REUTERS/Toby Melville)O primeiro-ministro britânico David Cameron faz anúncio sobre referendo em Londres, neste sábado (20) (Foto: REUTERS/Toby Melville)
"Acordo. Apoio unânime para um novo acordo para o Reino Unido na União Europeia", disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em sua conta no Twitter. "Há um acordo para que o Reino Unido fique na UE. Acabou-se o drama", escreveu também no Twitter a presidente lituana Dalia Grybauskaite.
Mas o líder conservador tem uma missão difícil: precisa convencer a bancada eurocética de seu partido, além da opinião pública britânica, para aceitar os termos do acordo desta sexta.
O acordo prevê cortes em benefícios para filhos de imigrantes no Reino Unido que vivem no exterior, aplicável imediatamente para novas chegadas e, a partir de 2020, para os 34 mil requerentes já existentes. Também prevê emendas em tratados da UE para deixar claro que o requisito feito aos países-membros de buscarem uma união cada vez mais próxima entre si "não se aplica ao Reino Unido".
Além disso, o texto contém uma "interrupção de emergência" em benefícios concedidos a trabalhores que pode ser aplicada por sete anos -- menos do que os 13 anos propostos por Cameron e mais do que o proposto por outros países -- , além de uma autorização para que o Reino Unido tome medidas de segurança de emergência para proteger Londres.
A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que o pacote de reformas "despertá o apoio necessário para que o Reino Unido permaneça na UE".
O referendo foi prometido para o fim de 2017, mas espera-se que ele seja realizado em junho deste ano. Cameron afirmou que anunciará a data em breve e se disse "decepcionado", mas não surpreso com o fato de um de seus maiores aliados, o secretário de Justiça, Michael Gove, fazer campanha pela saída.
O premiê declarou ter obtido as mudanças que desejava e que colocarão o Reino Unido "no banco do motorista" de um dos maiores mercados do mundo e criarão uma UE "mais flexível".
"O povo britânico precisa agora decidir entre ficar nesta UE reformada ou sair. Este será um momento que só ocorre uma vez a cada geração, capaz de moldar o destino de nosso país."
Segundo a rede BBC, críticos disseram que as reformas não permitirão ao Reino Unido impedir que leis indesejáveis sejam aprovadas pela UE ou reduzir a imigração.

Umberto Eco: veja a repercussão da morte do escritor italiano Filósofo e romancista morreu aos 84 anos em sua casa, diz 'La Repubblica'. Eco é conhecido como autor de 'O nome da rosa' e 'O pêndulo de Foucault'.

O escritor Umberto Eco na cerimônia dos vencedores do Prêmio Príncipe das Astúrias, em Oviedo, em 27 de outubro de 2000 (Foto: Reuters/Desmond Boylan)O escritor Umberto Eco na cerimônia dos vencedores do Prêmio Príncipe das Astúrias, em Oviedo, em 27 de outubro de 2000 (Foto: Reuters/Desmond Boylan)
O filósofo e romancista italiano Umberto Eco morreu nesta sexta-feira (19) aos 84 anos, segundo os jornais italianos "La Repubblica" e "Corriere della Sera".
O intelectual nascido na cidade de Alexandria, no dia 5 de janeiro de 1932, é conhecido por seu romance "O nome da rosa", publicado em 1980. Escritor prolífico, ele também é autor de "O pêndulo de Foucault".
Segundo familiares do filósofo, ele morreu em sua casa na Itália, por volta das 22h30 do horário local (19h30 pelo horário de Brasília).
Veja repercussão sobre a morte do romancista:
Matteo Renzi, primeiro-ministro da Itália, à EFE:
"Foi um exemplo extraordinário de intelectual europeu, unia uma inteligência única com uma capacidade incansável de antecipar o futuro. [...] É uma perda enorme para a cultura, que perderá sua escrita e sua voz, seu pensamento agudo e vivo, sua humanidade."
Mariano Rajoy, chefe do governo da Espanha, no Twitter:
"Minhas condolências à família e amigos de Umberto Eco. Sua obra permanecerá na nossa memória, descanse em paz."
Edney Silvestre, jornalista e escritor, na GloboNews:
“Umberto Eco era absolutamente ativo. Vai fazer uma falta enorme. Ele mostrou a importância do leitor para a obra do escritor. O que seria do escritor sem o leitor que o compreende e que recria na imaginação? Eco era um homem absolutamente consciente da importância dele, não tinha nenhuma modéstia, não era simpático. Mas era uma pessoa atraente por sua conversa brilhante. Houve inúmeras exigências para essa entrevista que fiz com ele em Frankfurt. Mas, do momento que ele entrou na sala, éramos ali apenas ele e eu. Falamos de toda a obra dele. Ele sabia que ele era um marco na cultura ocidental, sabia que tinha ensinado e continuava ensinando todos nós a entender as transformações do mundo. No geral, tudo que ele fez, mesmo alguns livros que não fizeram tanto sucesso... O Umberto Eco mesmo quando era ‘menos bom’ era melhor que a maioria, porque ele tinha uma inteligência extraordinária e uma compreensão do mundo contemporâneo muito maior que a de quase doto mundo. Vai fazer muita falta. Um teórico e um autor de uma importância mundial.”
Leoni, cantor, no Twitter:
"Essa é uma perda irreparável para a Cultura mundial. Umberto Eco era um gigante da arte e do pensamento.
Warren Ellis, quadrinista, no Twitter:
"Devastado. Umberto Eco, o gigante, que mudou meu mundo mais de uma vez, morreu."
Guy Gavriel Kay, escritor, no Twitter:
"Oh, droga. Umberto Eco era um ser humano multi-talentoso, genuinamente interessante (e interessado). Escreveu de forma ampla, e bem. Ele fará falta."
Scott Cohen, ator, no Facebook:
"Umberto Eco... Simplesmente um gênio. Para mim suas palavras e pensamento continuarão a confundir, iluminar e encorajar minha minha mente. [...] Obrigado a você senhora [Harper] Lee e senhor Eco por tornarem possíveis muitas horas de contemplação e sonhos acordados."
Deke Sharon, cantor, no Twitter:
"Descanse em paz, Umberto Eco. Seus ensaios eram superlativos, um dos grandes pensadores de sua geração."
Roberto Saviano, jornalista e escritor italiano, no Twitter:
“Adeus Professor. Toda a frase que conclui um romance é ‘nomine intocada rosa stat, nomina nuda tenemus’, uma expressão latina que, essencialmente, diz que a ideia de que o fim é apenas o nome das coisas”.
Rafael Tovar, secretário mexicano de Cultura, no Twitter:
“Sinto profundamente o falecimento de Umberto Eco, narrador, filósofo e educador universal”.

Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira  Morreram Umberto Eco! Muitos num só...

Nova obra de Umberto Eco sairá ainda em 2016, promete editor 'Pape Satan Aleppe' será publicada pela editora La Nave di Teseo. Escritor italiano morreu nesta sexta; funeral ocorrerá na terça (23).

 Foto de arquivo do escritor italiano Umberto Eco na apresentação de seu livro "O cemitério de Praga" em Madri, em dezembro de 2010  (Foto: Reuters/Andrea Comas)Foto de arquivo do escritor italiano Umberto Eco na apresentação de seu livro "O cemitério de Praga" em Madri, em dezembro de 2010 (Foto: Reuters/Andrea Comas) 20/02/2016 12h05 - Atualizado em 20/02/2016 14h30
O escritor e semiólogo italiano Umberto Eco, morto aos 84 anos nesta sexta-feira (19), deverá ter uma nova obra publicada ainda em 2016. O anúncio foi feito na manhã deste sábado (20) pelo editor Mario Andreose, que também anunciou data e hora do funeral de Eco, segundo a agência Rai News.
A cerimônia ocorrerá no Castelo Sforzesco, em Milão, na terça-feira (23). A escolha não foi à toa. O local, que abriga um museu que expõe obras de Da Vinci e Michelangelo, podia ser observado por Eco da janela de sua casa. Ele dividia seu tempo entre o apartamento de Milão, onde tinha uma biblioteca de 30 mil volumes, e uma casa de veraneio perto de Rimini, em que ficavam 20 mil exemplares. Segundo Andreose, o velório será laico a pedido do escritor, que era ateu.
O editor marcou para março o lançamento do novo livro de Eco, “Pape Satan Aleppe”. Nome com uma frase retirado da “Divina Comédia”, de Dante Alighieri (1265-1321), a publicação reunirá artigos publicados pelos italiano desde 2000. O livro sairá pela editora nova editora do Eco, La Nave di Teseo.
De acordo com familiares do intelectual, ele morreu em sua casa na Itália, por volta das 22h30 do horário local (19h30 pelo horário de Brasília). A causa da morte não foi informada, mas, segundo a agência de notícias France Presse, o escritor, nascido na cidade de Alexandria, no dia 5 de janeiro de 1932, lutava contra um câncer.
Literatura
O autor de “O Nome da Rosa” havia lançado em 2015 o último de seus livros, “Número Zero”, romance sobre o jornalistas inescrupulosos.
Eco já tinha quase 50 anos quando começou a escrever romances, após uma bem sucedida carreira acadêmica. Já era autor de vários livros de não ficção e de ensaios quando decidiu buscar novos desafios. Ele foi professor na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, em 1992 e 1993. Lecionou ainda nas universidades de Oxford, Columbia e Indiana, na Universidade de San Marino e na Universidade de Bologna, onde era presidente da Faculdade de Ciências Humanas.
Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o autor uma vez disse que escrever era apenas uma ocupação parcial. “Sou um filósofo, escrevo romances nos fins de semana”, afirmou. Ao mesmo jornal inglês, ele disse no ano passado que pretendia surpreender o leitor. “Acho que um escritor deveria escrever o que o leitor não espera. A questão é não perguntar o que eles precisam, mas muda-los... produzir o tipo de leitor que você quer para cada história."
Veja abaixo algumas das principais obras do escritor:
Apocalípticos e Integrados
A obra de 1964 reúne ensaios sobre a questão da cultura de massa na era tecnológica.
A Estrutura Ausente
Ensaio de 1968 discute como fenômenos da cultura cujo primeiro objetivo não é a comunicação podem ser vistos como fatos de comunicação.
O Nome da Rosa
Lançado em 1980, o romance conta a história do frei Guilherme de Baskerville, enviado para investigar o caso de um mosteiro franciscano italiano, cujos monges são suspeitos de cometer heresias. A história, que se passa em 1327, envolve mortes misteriosas, crueldade e sedução erótica.
O Pêndulo de Foucault
No romance de 1988, redatores de uma editora de Milão, depois de lerem muitos manuscritos ocultistas, encontram indícios de um complô que teria surgido em 1312 e seguido até o fim do século 20. O título refere-se ao pêndulo desenvolvido pelo físico Léon Foucault para demonstrar a rotação da Terra.
A Ilha do Dia Anterior
O livro de 1994, que se passa no século 17, conta a história de um nobre italiano que é o único sobrevivente do naufrágio de um navio. Depois de ficar à deriva, encontra Daphne, navio cuja tripulação desaparecera e que está cheio de objetos antigos e obras de arte.
História da Beleza
Ensaio de 2004 discute a evolução dos conceitos de beleza e de arte ao longo da história, além de discorrer sobre como o olhar é influenciado pelos padrões culturais do observador.
Cemitério de Praga
O livro de 2010 coloca personagens históricos em uma trama fantástica em que judeus querem dominar o mundo, jesuítas conspiram contra maçons e em que o único personagem ficcional é o protagonsita Simone Simonini.
Número Zero
No romance de 2015, um grupo de redatores reunidos ao acaso prepara um jornal, chamado "Amanhã" com o objetivo, não de informar, mas de prestar serviços duvidosos a seu editor, manipulando, chantageando e amedrontando adversários políticos.

Presidente do Conselho de Ética diz que acionou STF sobre o caso Cunha Presidente do conselho questiona recurso que anulou votação de relatório. Relator teve que reapresentar parecer, que pode ser votado nesta semana.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PSD-BA), entrou na sexta-feira (19) com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de retardar o andamento do processo de cassação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As informações são da assessoria de imprensa de Araújo.
Em despacho assinado em 22 de dezembro, mas que só foi divulgado no dia 2 de fevereiro, Maranhão decidiu anular a aprovação, pelo Conselho de Ética, do parecer do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) pela continuidade do processo que investiga Cunha.
Ele acolheu recurso feito pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS) que questionava decisão do colegiado de negar pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) feito por parlamentares aliados de Cunha no ano passado. O argumento de Marun é que, como houve troca de relator, o processo deveria voltar à estaca zero. Com a decisão do vice-presidente da Câmara, o parecer tem que ser novamente debatido e votado.

De acordo com o advogado Marcelo Camargo, um dos autores do mandado de segurança, o documento defende que seria necessário haver um recurso para que a aprovação do parecer de Marcos Rogério fosse anulada. Na visão do advogado, a anulação não poderia partir de decisão do vice-presidente da Câmara. Segundo Camargo, o mandado de segurança também aponta pela necessidade de análise de eventual recurso pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ).

"Não houve um recurso propriamente dito. O processo de anulação foi avocado pelo vice-presidente. A partir daí, ele anulou a sessão e todos os atos. Regimentalmente, recurso dessa decisão do colegiado iria para a CCJ e não para a presidência da Casa. Mesmo que houvesse um recurso formal, caberia à CCJ analisar. [...] É o princípio do juiz natural. Quem decidiu não é um orgão imparcial, não é o órgão competente. Quem está decidindo é justamente o representado, é a presidência da Câmara", disse Camargo.

Na volta do recesso parlamentar, o conselho já se reuniu duas vezes para tratar do caso. O relatorreleu o seu parecer pela continuidade do processo e, após a leitura, foi concedido pedido de vista por dois dias úteis.
A expectativa é que o relatório seja discutido nesta semana. Cada integrante do conselho e líder partidário terá 10 minutos para se pronunciar. Além disso, o advogado de Cunha, Marcelo Nobre, poderá se manifestar em defesa do cliente.
Para o presidente do Conselho de Ética, a decisão de anular a votação de dezembro está “equivocada” e precisa ser revista pelo plenário ou pelo Supremo. José Carlos Araújo alegou que Marun não chegou a apresentar uma questão de ordem (questionamento) formal ao conselho, na época da votação do parecer.

Segundo ele, somente com base na recusa da questão de ordem o deputado poderia recorrer ao vice-presidente da Câmara
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