quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

PM cancela ofício que exigia pagamento de multa de trânsito por policiais Posted: 17 Feb 2016 03:26 PM PST Segundo o chefe do Centro de Comunicação Social da PM, tenente-coronel Antonio Carlos de Santana, o ofício foi anulado por causa de uma interpretação equivocada. O comunicado gerou polêmica dentro dos batalhões da polícia


Cunha está com os dias contados no comando da Câmara, diz colunista Segundo Kennedy Alencar, STF deverá afastar Cunha da presidência da Casa. Mas conversa de bastidor indica manutenção do mandato de deputado federal


POLÍTICA POR UM FIOHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O presidente da Câmara Eduardo Cunha parece estar vivendo o pior inferno astral. Há uma conversa de bastidor no Supremo Tribunal Federal (STF) que sinaliza a possibilidade do seguinte destino para Eduardo Cunha: ser afastado da presidência da Câmara, mas manter o mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Segundo o jornalista Kennedy Alencar, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez ao STF um pedido de afastamento das duas funções (presidência e mandato). O tribunal também apreciará uma denúncia contra Cunha com acusações consistentes das investigações da Lava Jato.
Na opinião do colunista, as seguidas manobras protelatórias de Eduardo Cunha e seus aliados no Conselho de Ética da Câmara, que parecem vitórias pontuais, estão começando a se voltar contra o presidente da Câmara. Ontem, o ministro Luiz Roberto Barroso negou pedido de Cunha para interromper a análise de um processo no Conselho de Ética.
O processo simplesmente não anda porque a defesa abusa do recursos. Isso deve reforçar a percepção da maioria dos ministros do Supremo de que é inviável a permanência de Cunha na presidência da Câmara. Ou seja, seria tirada a ferramenta que lhe dá tanto poder. E mantida a prerrogativa que outros deputados e senadores têm de continuar nos seus mandatos apesar dos inquéritos e denúncias que respondem no Supremo. A situação de Cunha deverá ser analisada pelo tribunal em março.
"A continuidade do peemedebista no comando da Câmara parece ter os dias contados. Ele jogou tudo ontem para derrotar o governo na eleição para líder do PMDB na Câmara e perdeu dentro do próprio partido. Articulou 30 votos contra o governo. Isso tem peso. Mas a derrota foi enorme para ele", escreveu Kennedy Alencar no seu blog.
O jornalista também considera que Cunha vem se enfraquecendo de um modo geral. "Vai ficando cada vez mais claro que o apoio ao presidente da Câmara está minguando dentro do Congresso e do seu partido. Isso é bom para o governo. Mas, se Cunha for afastado do comando da Câmara, a presidente Dilma Rousseff perderá o inimigo ideal para carimbar o impeachment como golpe e retaliação", podera Kenney.

Ao menos 14 distritais têm propostas para eventos culturais: R$ 22,4 mi Levantamento feito pelo Correio aponta que pelo menos 14 deputados distritais apresentaram propostas para eventos culturais, em um total de R$ 22,4 milhões. Principal suspeita é quanto aos preços pagos, muito mais altos que os valores de mercado

 postado em 18/02/2016 07:33
 Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press - 1/10/15

Após dançar no plenário e ver a execução de suas emendas se tornarem alvo de investigação da Controladoria-Geral do Distrito Federal — por supostas irregularidades no apoio público a shows —, a deputada Luzia de Paula (Rede) prometeu continuar com indicações de recursos para a área. Ela não é a única. O Correio levantou como cada deputado pretende usar a verba a que tem direito e constatou que pelo menos 14 distritais apresentaram propostas de financiamento de eventos culturais (Veja quadro). Se o GDF cumprir a promessa e executar as emendas parlamentares, R$ 22,4 milhões serão empenhados — R$ 1,36 milhão de Luzia.

O caso de Luzia chamou a atenção porque foram pagos preços muito acima do mercado na contratação de bandas — o mesmo ocorreu com Bispo Renato Andrade (PR). Não é possível, agora, prever se os recursos destinados para eventos dos outros deputados também serão usados com valores incompatíveis. Os valores, no entanto, saltam aos olhos. O distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), por exemplo, indicou R$ 300 mil em apoio ao evento Recital Lírico, em Sobradinho, região administrada por indicado do tucano. Em Planaltina, onde dá as cartas, Agaciel Maia (PTC) apresentou R$ 900 mil para “apoio à realização de eventos culturais”.


O campeão dos recursos para a área cultural é Ricardo Vale (PT). O petista indicou R$ 7,65 milhões, pouco menos da metade dos R$ 18 milhões a que cada deputado tem direito. Apesar das denúncias sobre o pagamento público de valores até cinco vezes maiores do que os praticados no meio privado, Vale não demonstra preocupação em como as emendas serão usadas. “A função de fiscalizar a execução não é minha. Propus emendas genéricas, nem sei para onde vão destinar”, afirma. “A Luzia tem que saber quanto o Zezinho vai ganhar no show? Aí é ocupar demais o deputado”, continua.

Oferta de minério de ferro da Vale sobe 4,3% em 2015 e fica acima da meta quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 09:43

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale, maior produtora global de minério de ferro, relatou nesta quinta-feira que sua oferta atingiu um recorde de 345,9 milhões de toneladas da commodity em 2015, com alta de 4,3 por cento ante o ano anterior.
Disputando mercado com suas rivais em ambiente de preços baixos, a Vale superou a meta de 340 milhões de toneladas prevista para o período, que inclui compras de terceiros.
No quarto trimestre, a Vale reportou produção de 88,411 milhões de toneladas, excluindo a oferta atribuível à Samarco e incluindo compras de terceiros, alta de 2,4 por cento ante o mesmo período do ano anterior.
O quarto trimestre apresentou forte produção apesar do impacto no complexo de Mariana (MG) com o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em novembro do ano passado.
A oferta total representou, no entanto, uma queda de 2,6 por cento em relação ao terceiro trimestre de 2015, quando a mineradora registrou recorde histórico.
Afetado por um aumento da oferta de grandes produtores e pela desaceleração econômica da China, o minério de ferro atingiu mínima de uma década de 37 dólares por tonelada no final do ano passado.
Nesta semana, o produto para entrega imediata foi negociado em torno de 46 dólares, segundo o The Steel Index (TSI).
(Por Marta Nogueira)

'FHC usou empresa para me mandar dinheiro no exterior', diz ex-amante

Fernando Henrique admitiu manter contas no exterior e ter mandado dinheiro para Tomás, mas nega ter usado a empresa para bancar a jornalista

POLÍTICA BRASIF S.A.HÁ 3 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Após entrevista bombástica concedida para revistra na espanha, a ex-jornalista da Globo detalha como se manteve financeiramente no exterior com o filho que teve com o político tucano. A Brasif S.A. Exportação e Importação ajudou Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) a enviar ao exterior recursos para a jornalista Mirian Dutra, com quem o ex-presidente manteve um relacionamento extraconjugal nos anos 1980 e 1990, e para o filho dela, Tomás Dutra.
Segundo ela, a transferência foi feita por meio da assinatura de um contrato fictício de trabalho, celebrado em dezembro de 2002 e com validade até dezembro de 2006. Em reportagem da "Folha de S. Paulo", a jornalista afirmou que FHC usou uma empresa para bancá-la no exterior.
No documento, aparece como contratante a Eurotrade Ltd., empresa da Brasif com sede nas Ilhas Cayman. O contrato estabelece que a jornalista deveria prestar "serviços de acompanhamento e análise do mercado de vendas a varejo a viajantes", fazendo pesquisas "tanto em lojas convencionais como em duty free shops e tax free shops" em países da Europa.
Os dados coletados seriam enviados à Brasif, que na época explorava os free shops (lojas com isenção de impostos) de aeroportos brasileiros. Fernando Henrique admitiu manter contas no exterior e ter mandado dinheiro para Tomás, mas nega ter usado a empresa para bancar a jornalista.
Bancarrota financeira
De acordo com a "Folha", Mirian disse, que como jornalista trabalhou na TV Globo, que "jamais pisou" em uma loja convencional ou em um duty free para trabalhar. E que o contrato, de US$ 3.000 mensais, foi feito para "suplementar" a renda dela e de Tomás.
"Eu trabalhava na TV Globo e tive um corte de 40% no salário em 2002. Me pagavam US$ 4.000. Eu estava superendividada, vivia de cartões de crédito e fazendo empréstimo no banco. Me arrumaram esse contrato para pagar o restante", afirma Mirian.
O acordo foi mediado pelo jornalista e lobista Fernando Lemos, que era casado com Margrit Dutra Schmidt, irmã de Mirian. "Ele [Lemos] disse que tinha que arrumar um jeito de melhorar a minha vida financeira, já que eu tinha uma hipoteca [de um apartamento que comprou em Barcelona, na Espanha] e a Globo tinha cortado o meu salário."
Lemos, morto em 2012, e Margrit faziam a ponte entre a jornalista e Fernando Henrique, então presidente, que não tinha como manter contato frequente com Mirian.
Esclarecimento
A jornalista diz que, numa conversa, dois anos depois da vigência do contrato, Fernando Henrique revelou que o dinheiro enviado pela Brasif era, na verdade, dele, e não da empresa. "Ele me contou que depositou US$ 100 mil na conta da Brasif no exterior, para a empresa fazer o contrato e ir me pagando por mês, como um contrato normal. O dinheiro não saiu dos cofres da Brasif e sim do bolso do FHC", diz.
O empresário Jonas Barcellos, dono da Brasif, não nega o acerto. Mas diz não se lembrar de detalhes. "Tem alguma coisa, mesmo, sim", afirmou ele, quando questionado pela Folha sobre ter assinado um contrato com Mirian para ajudar FHC a enviar recursos a ela. "Eu só não sei se era contrato", declarou.
Barcellos disse que estava em Aspen, nos EUA, e que voltará ao Brasil na próxima semana. "Vou fazer um levantamento na empresa para esclarecer tudo". Questionado sobre ter tratado do tema com FHC, respondeu: "Faz muito tempo, eu preciso pesquisar e me lembrar para responder."
Mirian e Fernando Henrique mantiveram um relacionamento extraconjugal por seis anos. No período, ficou grávida. Depois do nascimento de Tomás, pediu à emissora que a transferisse para Portugal.
FHC não registrou Tomás. Mas nunca questionou a paternidade e sempre o tratou como filho, responsabilizando-se por parte do sustento do jovem no exterior. Em 2009, a Folha revelou que o ex-presidente havia decidido reconhecer o filho na Espanha, onde Tomás vivia com a mãe.
"Eu sempre cuidei dele", afirmou na época ao jornal. Dois anos depois, o ex-presidente fez dois exames de DNA com Tomás. Os resultados deram negativo, o que provaria que o jovem não é seu filho biológico. FHC afirmou publicamente que o exame em nada alterava a situação e que ele seguiria reconhecendo Tomás como seu filho. Mirian questiona a validade do exame.

Inseticida usado no DF não combate Aedes aegypti, diz Fiocruz O tipo hoje usado na capital é um deles. Dengue avança 80,3% em uma semana e dois novos casos de zika são confirmados em grávidas

 postado em 18/02/2016 06:00 / atualizado em 18/02/2016 08:55
Carlos Silva/CB/D.A Press - 29/1/16


Dos cinco inseticidas autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para combater o Aedes aegypti, quatro já não são eficazes — o inseto se tornou resistente aos produtos. Na capital federal, o mosquito é imune ao veneno usado. Segundo pesquisadores da Fundação Fiocruz, o Lambda-Cialotrina, aplicado pela Secretaria de Saúde na cidade, não mata o bicho. Além disso, os principais levantamentos que monitoram a incidência do mosquito estão suspensos. O Executivo local alega seguir recomendações do Ministério da Saúde. Mas, segundo a pasta federal, o governo é independente para fazer os estudos. A dengue não dá trégua e em apenas uma semana aumentou 80,3% — são 2.161 casos em 2016. Duas grávidas contraíram zika no DF, segundo o mais recente Boletim Epidemiológico divulgado ontem.

Denise Valle, pesquisadora da Fiocruz, explica que o uso indiscriminado dos inseticidas provocou a ineficácia dos produtos. “Isso era uma ação de emergência, mas substituiu a eliminação dos focos”, frisa. Até 2000 se usavam compostos organofosforados para controle do Aedes, mas, com o tempo, o produto perdeu a eficácia e deu lugar a um veneno diferente, da classe piretroides. São os mesmos vendidos em supermercados. Contudo, o mosquito também ficou imune a eles. “A resistência a esses inseticidas se deu em apenas três anos. Leva-se até 30 anos para se constituir um novo produto”, pontua.

Atualmente, da lista regulada pela Anvisa, apenas o Malathion ainda é eficaz, segundo a Fiocruz (veja quadro). O GDF chegou a utilizar o produto, que acabou e foi reposto pelo Lambda-Cialotrina — ineficaz. A pasta não sabe precisar a porcentagem do uso dos dois produtos no combate. “Nem sempre o Ministério (da Saúde) manda os dois. Às vezes, não manda nenhum”, informou a assessoria de comunicação da pasta, por telefone. Também não informou quando foi feito o último repasse e qual é o estoque. O insumo é repassado pelo Ministério da Saúde, que apura a constatação da Fiocruz.


O professor de biologia Marcello Lasneaux tem mestrado em bioética pela Universidade de Brasília (UnB) e desde 2013 acompanha o uso de inseticidas na saúde pública. Segundo o especialista, essa forma de controle é ineficiente mesmo quando o veneno funciona. “O carro fumacê não tem efeito residual, ou seja, mata o mosquito apenas naquela hora. Além disso, os venenos não têm dispersão, não chegam aonde os insetos se escondem. Mata só se ele estiver voando. A ineficiência desse controle é mostrada nos dados epidemiológicos”, critica. “A melhor saída é evitar que o mosquito nasça, evitando as larvas. Fumacê tem um efeito psicológico apenas.”

O ‘japonês da Federal’ flerta com a carreira política Símbolo da Lava Jato, Newton Ishii visita o Congresso e estuda convites para concorrer à eleição

O presidente do sindicato da PF, Fernando Vicentino, o deputado Tirica,o japa da federal e o deputado Aluisio Mendes.
O presidente do sindicato da PF, Fernando Vicentino, o deputado Tirica,o japa da federal e o deputado Aluisio Mendes. 
Marchinha e fantasias de Carnaval, flashes por onde passa e até tietagem de deputados. O agente da Polícia Federal Newton Ishii, alçado à fama por aparecer em quase todas as prisões de políticos e empreiteiros da operação Lava Jatoestá prestes a se deparar com mais uma grande novidade em sua vida: poderá se tornar político. Conhecido como o japonês da Federal, Ishii esteve nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados para visitar o deputado Aluisio Mendes (PTN-MA) e recebeu seu “sexto ou sétimo convite” para se filiar a um partido e concorrer a um cargo nas eleições municipais deste ano, segundo seus amigos.
“Convites para se filiar ele tem vários. Mas até a semana que vem deve se decidir se aceita algum. Hoje, ele é um símbolo do combate à corrupção e pode aproveitar esse momento”, afirmou Fernando Vicentino, o presidente do sindicato dos policiais federais do Paraná que fez a ponte entre o japonês da federal e parte do mundo político.
Ishii não quis falar com repórteres. Usando seus inseparáveis óculos escuros, marca registrada dos momentos em que aparece carregando os detidos pelos braços, ele apenas caminhou pelo plenário da Câmara, tirou dezenas de fotos (inclusive selfies) com deputados e sorriu para todos que o abordavam. Entre seus fãs momentâneos estavam os ultraconservadores deputadosJair Bolsonaro (ex-militar filiado ao PP) e Eduardo Bolsonaro (policial federal filiado ao PSC-SP), além do deputado Tiririca (do PR-SP), um ex-palhaço que também aproveitou da fama para seguir carreira política.
No fim do ano passado, durante a tumultuada votação que escolheu a primeira comissão especial que analisaria o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), parte da oposição provocava os governistas aos gritos de: “olha o japa! Olha o japa!”, em referência a Ishii.
Ontem, ninguém se assustou quando o japa apareceu. Mas nenhum dos parlamentares investigados pela Lava Jato quis tirar fotos ao lado dele. Oficialmente, o tour de Ishii pela capital federal se deve à participação dele na assembleia da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). E até a conclusão desta reportagem na noite desta quarta-feira, ele não tinha participado de nenhuma prisão de políticos corruptos no Planalto Central.