quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

PM do DF planeja ida aos EUA para conhecer sistema de testes de carros

Cientistas desvendam mistério da 'visão' das bactérias Jonathan Webb Repórter de Ciência da BBC News

Conrad Mullineaux
Image captionCientistas tiveram a ideia quando analisaram o comportamento da bactéria pelo microscópio quando elas foram iluminadas em apenas um lado
Pesquisadores britânicos disseram ter resolvido o mistério de como bactérias captam luz e se movem em direção à ela: o organismo todo age do mesmo jeito que um olho humano.
Estudando uma bactéria unicelular que vive em lagos, os biólogos da Universidade Queen Mary, em Londres, observaram como raios de luz atingiam a superfície esférica da bactéria e se desviavam na direção de um ponto do outro lado da célula.
O micróbio se movia na direção do foco da luz.
Apesar de ter apenas três micrômetros (0,003 mm) de diâmetro, a bactéria usada no estudo usa os mesmos princípios físicos do olho humano ou de uma câmera.
De acordo com os cientistas, isto faz com que elas sejam "provavelmente o menor e mais antigo exemplo no mundo" de uma lente.
A cianobactéria, incluindo a espécie Synechocystis usada no estudo, é uma forma de vida antiga e abundante. Elas vivem na água e conseguem energia através da fotossíntese.
"(A bactéria) Tem um jeito de detectar de onde a luz vem; sabemos disso por causa da direção na qual ela se move. Isso nos intrigou pelo tamanho das células que são muito, muito pequenas", disse Conrad Mullineaux, da Universidade Queen Mary, de Londres.
O estudo foi publicado na revista especializada eLife.

Por acaso

Mullineaux disse à BBC que a equipe fez a descoberta graças a uma observação feita por acaso em um microscópio.
"Notamos isto por acidente, pois tínhamos células em uma superfície e jogamos luz sobre um lado dela para observar o movimento."
"De repente, vimos estes pontos de luz focada (no outro extremo da célula) e pensamos 'diabos!'. Imediatamente ficou muito óbvio o que estava acontecendo", acrescentou.
Mullineaux afirmou ser incrível que, em mais de três séculos de exames em bactérias e outros micro-organismos nos microscópios, ninguém tivesse percebido isso antes.
"Depois (da descoberta) parece muito, muito óbvio."
Sinclair Stammers/Science Photo Library
Image captionA cianobactéria é encontrada na água
Para confirmar e descrever a "visão" do organismo unicelular, Mullineaux trabalhou com outros cientistas britânicos, da Alemanha e Portugal em uma série de experimentos.

Teste com laser

Além de pesquisar - usando diferentes tipos de microscópios - a habilidade da bactéria de focalizar na luz, os cientistas também usaram um raio laser para examinar com mais exatidão como diferentes tipos de luz afetam o comportamento da bactéria.
Com o raio laser focalizado sobre o centro de uma placa de Petri, a equipe lançou uma luz mais forte de um outro lado sobre as células de Synechocystis.
As bactérias se moviam na direção da primeira luz, com o foco sendo projetado sobre a parte de trás de sua célula, mas assim que elas cruzavam com o outro raio - mais forte - elas se desviavam passavam a seguir na direção oposta a esta segunda luz.
"Assim que o laser atingiu um lado da célula, elas se moviam para o outro lado. Elas mudaram de direção", afirmou Mullineaux.
Ou seja: uma luz mais forte focada em um lado das bactérias faz com que elas se movimentem para o outro lado - em circunstâncias normais elas se moveriam em direção à luz.
Os cientistas dizem que, pelo fato de uma quantidade pequena de luz estar cercando cada micróbio, ele passa a ter uma "imagem em 360 graus" do ambiente que o cerca focado sobre o lado interno da membrana da célula.
Schuergers et al/eLife
Image captionA bactéria focaliza a luz que chega do lado oposto
A imagem é muito difusa, com uma resolução de cerca 21 graus, comparados aos 0,02 graus de precisão de nossos olhos, mas é suficiente para que as moléculas fotorreceptoras, embutidas nas membranas da célula, pudessem guiar os movimentos da bactéria.
A equipe afirma que as descobertas provavelmente podem ser aplicadas a muitas espécies de pequenas bactérias, mas mais pesquisas serão necessárias para descobrir se e como o sistema funciona em bactérias que não são esféricas.
Os cientistas já sabem que outros organismos maiores já usam alguns mecanismos para determinar a direção da luz, como grupos de células que captam a luz.
Mas o sistema de rastreamento da luz da Synechocystis é mais impressionante por se tratar de um organismo incrivelmente pequeno e simples e que os pesquisadores não conseguiam explicar antes.
"Este era um mecanismo que estava faltando. Não sabíamos e é uma demonstração muito elegante - e surpreendente", disse à BBC Gaspar Jekely, do Instituto de Biologia Evolucionária Max Planck, na Alemanha, especialista no processo no qual organismos simples se movem em direção ou para longe da luz.
"A cianobactéria tem 2,7 bilhões de anos, então é muito mais antiga que o olho de qualquer animal. Presumimos que este mecanismo existe há muito tempo", acrescentou.

Prefeita sul-africana provoca polêmica e indignação com bolsas de estudo para meninas virgens Nomsa Maseko Da BBC

BBC
Image captionThubelihle Dlodlo, de 18 anos, é uma das jovens que têm uma das bolsas de estudos para virgens
Thubelihle Dlodlo, de 18 anos, vive no vilarejo de Emcitsheni, na região rural de KwaZulu-Natal, na África do Sul. Ela ganhou uma bolsa de estudos condicionada a uma exigência nada comum: só poderá manter o benefício enquanto provar sua virgindade.
"Permanecer virgem é minha única chance de conseguir educação, pois meus pais não podem pagar minha escola", disse a jovem.
Dlodlo tem que se submeter a testes de virgindade, mas diz que não se importa com isso. "Testes de virgindade são parte de minha cultura, não é uma invasão de minha privacidade. E fico orgulhosa depois que confirmam minha pureza."
Grupos de defesa dos direitos humanos, porém, não pensam da mesma forma, e condenam de forma veemente iniciativas como essa.

Maioridade

Na África do Sul, a idade em jovens são considerados aptos para consentir com o sexo é de 16 anos. Há ainda uma regra que tornam ilegais as relações sexuais entre aqueles que têm entre 12 e 16 anos.
Mas Dlodlo, por exemplo, já passou dois anos da idade mínima para manter relações. E ela está apenas começando seus estudos universitários.
Ativistas afirmam que os testes de virgindade a que Dlodlo e outras estudantes têm de se submeter são uma invasão da privacidade das jovens, e que não é justo ligar chances de educação e sexo dessa forma.
BBC
Image captionPrefeita afirma que iniciativa não condena meninas sexualmente ativas
"O que é realmente preocupante é que eles estão se concentrando apenas na menina, e isso é uma discriminação. E não tratam de problemas como a gravidez na adolescência e as taxas de infecção pelo HIV (vírus causador da Aids)", disse Palesa Mpapa, do grupo ativista People Oposing Women Abuse ("Pessoas no combate ao abuso de mulheres", em tradução livre).
A prefeita de uThukela, Dudu Mazibuko, que introduziu o programa de bolsa de estudos para meninas virgens, discorda dos ativistas.
"A bolsa de estudos não é uma recompensa, mas um investimento de uma vida inteira na vida de uma menina. Não estamos condenando aquelas que fizeram escolhas diferentes, pois as acomodamos em outras bolsas de estudo", afirmou.
O conselho do município oferece mais de cem bolsas – 16 delas foram concedidas a jovens virgens.

Tradição e cultura

O teste de virgindade é comum nessa parte do país.
Na cultura zulu, é feito por mulheres idosas. Esses testes qualificam as jovens para a participação em uma cerimônia anual, em setembro, no palácio real do rei zulu Goodwill Zwelithini.
A prática não é ilegal no país, mas precisa ser feita com o consentimento da jovem.
BBC
Image captionDudu Zwane dá palestras em escolas e realiza testes de virgindade
A líder comunitária Dudu Zwane, de 58 anos, tem como missão estimular as garotas a não ter relações sexuais. Conhecida como Mãe Dudu, ela dá palestras em escolas.
"É muito importante para essas meninas se concentrar nos estudos e ficar longe dos meninos", disse.
Enfermeira aposentada, ela também faz testes de virgindade em jovens. Mãe Dudu admite que seus métodos não são científicos, mas diz que procura sinais específicos para provar que a menina nunca teve uma relação sexual.
"A condição social de mulheres jovens que continuam virgens aumenta. Muitas meninas se orgulham dos resultados depois dos testes", disse.
A ministra de Desenvolvimento Social sul-africana, Bathabile Dlamini, questionou recentemente os méritos dos testes.
Em uma declaração que chocou os mais tradicionalistas do país, ela afirmou que a prática funciona como um "elogio a outras práticas prejudiciais, como a mutilação genital feminina".
AFP
Image captionTestes de virgindade são comuns na cultura zulu

Orgulho

Nas regiões mais rurais de KwaZula-Natal a virgindade é celebrada, e permanecer "pura" é motivo de orgulho para as famílias.
Dlodlo diz que as amigas dela também são virgens e a invejam pelo fato de ela ter recebido uma bolsa de estudos.
Ela afirma não ter namorado porque não quer ser pressionada a manter relações sexuais. "Quero ser um modelo."
Alguns setores da sociedade veem os testes de virgindade como uma resposta para diminuir os números da gravidez na adolescência e de infecção pelo HIV.
O número de jovens gestantes tem disparado na África do Sul. Em 2013, eram 100 mil adolescentes grávidas, ante 81 mil em 2012 e 68 mil em 2011, segundo dados de um levantamento ligado ao Banco Mundial.
De cada mil estudantes, 180 ficam grávidas ou engravidaram jovens.
BBC
Image captionNúmero de adolescentes grávidas vem crescendo na África do Sul
O Conselho de Educadores da África do Sul e o departamento de educação consideram os dados como indicativos de uma crise sem precedentes. As escolas do país oferecem educação sexual, e a assistência maternal é grátis.
A África do Sul já tem o maior número de pessoas vivendo com o HIV no mundo todo. Mais alarmante ainda é que os números de infecção são maiores entre mulheres da faixa etária entre 15 e 24 anos.
Depois da polêmica, a Comissão de Direitos Humanos do país diz que investigará se o programa de bolsas de estudo para meninas virgens é contra a Constituição.

Angola: Nito Alves condenado a seis meses de prisão por injúria Manuel Chivonde Baptista “Nito Alves”, do grupo de activistas angolanos em julgamento, foi condenado sumariamente a seis meses de prisão, por injúrias aos magistrados.

Nito Alves, foto de Maka Angola.
Manuel Chivonde Baptista “Nito Alves”, que faz parte do grupo de 15 ativistas em julgamento em Angola por atos preparatórios de rebelião, foi hoje condenado sumariamente a seis meses de prisão e ao pagamento de 50 mil kwanzas (285 euros) em taxa de justiça, mas não pelo crime pelo qual está a ser julgado. Desta vez, a acusação foi de injúrias aos magistrados.
Nito Alves, citado por Maka Angola, afirmou "não temo pela minha vida, este julgamento é uma palhaçada", quando o juíz interrogava o seu pai, Fernando Baptista. Segundo o juíz, Nito Alves "tomou irreverentemente a palavra", e proferiu "factos graves imputados gratuitamente ao tribunal com o propósito de o denegrir e o injuriar", ainda segundo a Maka Angola.
O jovem ativista tinha estado durante seis meses em prisão preventiva e regressa agora à cadeia depois de 51 dias de prisão domiciliária.
Afonso Matias Mbanza Hamza, outro dos ativistas, não apareceu na audiência na segunda-feira, o que o tribunal considerou “um desrespeito” e também corre o risco de ter um julgamento sumário.
Mbanza Hamza justificou a ausência pelas dificuldade financeiras que tem, em consequência de lhe terem retirado os cartões de multibanco quando foi detido. Desde então, tem tentado reaver os documento e pediu permissão ao tribunal para ir ao banco, mas não obteve resposta, segundo o jornal Público. Mbanza descreve como ele e a sua família (a companheira, dois filhos com menos de cinco anos e dois irmãos) vivem em situação de pobreza extrema, sobrevivendo com uma refeição por dia de arroz branco que lhes é doado.

GDF gasta R$ 9 milhões em equipamentos para combater o Aedes aegypti O executivo comprou 30 carros de fumacê, 27 carros especificamente para deslocamento de equipes de combate ao mosquito, 30 bombas costais para dispersão de inseticida, 12 mil armadilhas e estoque de inseticida e de larvicida

O governo do Distrito Federal investiu R$ 9 milhões em equipamentos para combater o Aedes aegypti na região. O executivo comprou 30 carros de fumacê, 27 carros especificamente para deslocamento de equipes de combate ao mosquito, 30 bombas costais para dispersão de inseticida, 12 mil armadilhas e estoque de inseticida e de larvicida. 

Leia mais notícias em Cidades.

Ao todo, o GDF tem, agora, 41 carros de fumacê. Os veículos novos devem cegar até o fim deste mês. O material será usado no combate ao mosquito em Brazlândia, São Sebastião, Planaltina, Ceilândia e Taguatinga, cidades com maior incidência de dengue. Até 2 de fevereiro, a Secretaria de Saúde confirmou 1,07 mil casos de dengue em moradores de Brasília, cinco casos de Zika e outros cinco de chikungunya. 

Com informações da Agência Brasília.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

STF bate o martelo: TJDFT não precisará devolver recursos pagos indevidamente a servidores

Michael Melo/Metrópoles

O Tribunal de Contas da União (TCU) havia determinado a restituição dos valores extras recebidos pelos funcionários entre janeiro e junho de 1995. Segundo o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, “ficou evidenciada a boa-fé dos servidores”


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) não terá que ressarcir aos cofres públicos valores recebidos indevidamente por um grupo de funcionários entre janeiro e junho de 1995. Embora o Tribunal de Contas da União (TCU) tenha determinado a restituição do dinheiro, o ministro Luiz Fux (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mandado de segurança que “afasta a determinação”. A decisão, tomada no último dia 5, foi divulgada nesta quarta-feira (10/2). Em 13 de abril de 2012, Fux já havia suspendido a decisão do TCU.
Carlos Humberto/STF
Segundo o magistrado, o Tribunal não pode exigir essa devolução, uma vez que ficou evidente a “boa-fé dos servidores, o caráter alimentício dos valores percebidos e a ocorrência de errônea interpretação da lei por parte do TJDFT”. Além disso, ressalta Fux, “as verbas foram repassadas por iniciativa da própria administração pública, sem que houvesse qualquer influência dos servidores”.
Segundo a Corte de contas, foram detectadas “anormalidades no pagamento aos servidores de parcela de 10,87% sobre seus vencimentos e demais valores recebidos, como recomposição salarial, relativos à variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor do Real (IPC-r) entre janeiro e junho de 1995, concedida pela Medida Provisória 1.053/1995″.
Entenda
O TCU determinou a restituição, pelo TJDFT, de valores salariais pagos aos servidores da Corte com função comissionada e aqueles nomeados para cargos em comissão, bem como a 46 servidores cedidos ao órgão. O processo, entretanto, não informa a quantia que deveria ser devolvida aos cofres públicos nem quantos funcionários foram beneficiados.
O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus-DF) questionou a determinação do TCU e impetrou mandado de segurança. A entidade alega que a decisão da Corte de contas “atinge diretamente interesses ou direitos subjetivos individuais e concretos de terceiros, estabelecendo a revogação e a anulação de atos administrativos que lhes beneficiavam, bem como a cobrança de valores supostamente devidos”.
Até a publicação desta reportagem, o TJDFT e o Sindjus-DF não haviam sido localizados para comentar o assunto.
Com informações do STF

Executivo da Andrade Gutierrez volta à prisão cinco dias após sair da cadeia Otavio Azevedo fez acordo de delação premiada e cumpria prisão domiciliar. Ordem de prisão preventiva é motivada por processo que tramita no Rio.

Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade
Gutierrez, ao deixar a cadeia no último dia 5 (Foto:
Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)
A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou nesta quarta-feira (10) a prisão preventiva do presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otavio Marques de Azevedo. O executivo foi preso por volta das 17h, na casa dele, em São Paulo, e levado para a carceragem da PF na capital paulista.
Camila BomfimDa TV Globo, em Brasília
Azevedo estava em  prisão domiciliar desde a última sexta-feira (5), em razão do acordo de delação premiada firmado no âmbito da Operação Lava Jato. Pelo acordo, o executivo poderia passar a cumprir pena em casa assim que a delação fosse formalizada. Os depoimentos da delação ainda não foram prestados.
Segundo o advogado Juliano Breda, a defesa entrará nesta quinta (11) com pedido de revogação da prisão preventiva.
Otávio Marques de Azevedo voltou à prisão porque tinha um segundo mandado de prisão, e a Justiça Federal no Rio de Janeiro entendeu que a decisão do juiz Sérgio Moro – que cumpriu o que estava previsto no acordo de delação – não valia para as investigações da Lava Jato que estão no Rio. Essas investigações são sobre as fraudes em obras da estatal Eletronuclear.
Essa apuração tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) mas, em outubro do ano passado, o relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, entendeu que o caso não está relacionado diretamente ao esquema de corrupção na Petrobras, origem das investigações da Lava Jato, e o remeteu para a Justiça Federal no Rio.
Eles assinaram acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral do República (PGR), mas os termos ainda não foram homologados pela Justiça.Otavio de Azevedo havia sido solto na sexta-feira junto com outro executivo da Andrade Gutierrez, Elton Negrão.
Os dois estavam presos no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. De lá, seguiram para a Justiça Federal, onde colocaram a tornozeleira eletrônica e foram liberados.
Ambos são acusados dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e tinham sido presos na 14ª fase da Lava Jato. Estavam detidos no Paraná desde junho de 2015.