sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Barragem de lagoa de mineração rompe e lança resíduos no Paraíba Resíduos são de extração de areia em cava próxima ao rio, em Jacareí. Mineradora fazia despejo irregular em lagoa de outra empresa. Do G1 Vale do Paraíba e Região

05/02/2016 20h08 - Atualizado em 05/02/2016 20h24
O rompimento da barragem de uma lagoa de mineração lança, desde a manhã desta sexta-feira (5), resíduos de extração de areia no Rio Paraíba, em Jacareí (SP). Preliminarmente a Agência Ambiental de São Paulo (Cetesb) constatou aumento na turbidez da água do manancial. Amostras de água foram coletadas por técnicos da agência para avaliar os danos ao meio ambiente.
De acordo com o órgão, a mineradora Rolando Comércio de Areia fazia as atividades de extração no Vale do Paraíba normalmente na manhã desta sexta, em uma cava próxima ao rio, no bairro Parque Meia Lua.
Rompimento de barragem de areia em Jacareí (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)Rompimento de barragem de areia em Jacareí
(Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
Na ocasião, a empresa lançava, irregularmente, os resíduos do tratamento de areia na lagoa da Mineração Meia Lua 1, empresa que está com as atividades paralisadas, em processo de renovação de licença.
Com o lançamento não autorizado, houve elevação do nível da lagoa, o que acabou por provocar o rompimento da barragem, instalada entre a lagoa e o rio.
Por volta das 19h30, funcionários da mineradora trabalhavam no local para tentar conter o vazamento. Ainda não há uma estimativa da quantidade de resíduos vazados.
Apesar de provocar alteração na qualidade da água do Paraíba do Sul, que abastece São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, não foi constatada até a noite desta sexta-feira mortandade de peixes no local.
A Cetesb informou que após a análise da amostra da água lançada no Paraíba e, com base no que foi apurado no local, vai avaliar a penalização cabível à Rolando Comércio de Areia.
Sabesp
A Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) informou à Cetesb que adotou providências preventivas na estação de tratamento de água de São José dos Campos (SP) após o incidente. A empresa foi procurada na noite desta sexta-feira, mas não retornou até a publicação desta reportagem. Não há informação sobre interrupção no abastecimento de água na região.

Nenhum representante das duas duas empresas de mineração foi localizado até às 20h desta sexta para comentar o assunto.

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AFP.com

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Aécio acusa PT de tentar incriminá-lo com “declarações criminosas” Segundo senador tucano, petistas querem ‘afundar todos no mar de lama’ que se encontram

Aécio Neves anunciou que pretende interpelar judicialmente o lobista Fernando Moura para que confirme a citação na delação premiada, que teria feito a indicação de Dimas Toledo para a diretoria de Furnas e que seria beneficiado pelo esquema de pagamento de propinas na estatal, segundo o jornal “O Globo”. Ele também interpelará o ex-diretor de Furnas para que, “mesmo já tendo desmentido enfaticamente” os fatos citados, ele se manifeste oficialmente sobre o assunto.
“Estou sendo alvo de declarações criminosas, feitas por réus confessos e que se limitam a lançar suspeições absurdas, sem qualquer tipo de sustentação que não a afirmação de que “ouviu dizer”. Afirmativas graves estão sendo feitas sem um indício, sem uma prova, uma evidência. A reputação de pessoas sérias não pode ficar refém de interesses inconfessos “, escreveu Aécio em sua página na rede social.
POLÍTICA RESPOSTAHÁ 3 HORAS
Em sua página no Facebook o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) , disse que está sendo alvo de declarações criminosas e manifestou sua “mais profunda indignação” com o que chamou de “reiteradas tentativas que têm sido feitas para envolver o PSDB”, e o seu nome em particular , nos escândalos investigados pela Operação Lava Jato. Aécio denunciou a existência de uma estratégia do PT de tentar “afundar a todos no mar de lama no qual hoje estão atolados “ os seus principais dirigentes .
Segundo Aécio, no caso do depoimento do lobista Fernando Moura chama atenção as inúmeras contradições em que ele tem incorrido e que vêm sendo tratadas pela imprensa.
“Basta dizer que ele não havia sequer mencionado meu nome em depoimento anterior. É preciso que se investigue a fundo para que sejam reveladas as verdadeiras motivações das falsas acusações.
A tentativa de afundar a todos no mar de lama no qual hoje estão atolados os principais dirigentes do PT é parte de uma estratégia que busca unicamente diminuir aos olhos dos brasileiros a enorme dimensão dos graves crimes cometidos pelo partido e seus aliados” protestou Aécio.
O líder tucano diz que continuará com a determinação de sempre, apoiando a operação Lava Jato e lutando contra aqueles que se apoderaram do Estado Nacional para manter um projeto de poder que tanto mal vem fazendo ao Brasil e aos brasileiros”, conclui.

Jonas Suassuna, um dos donos do sítio em Atibaia (SP), já recebeu Lula em Angra dos Reis (RJ)

Antonio Cruz/Agência Brasil



Empresário é dono do Grupo Gol, que pagou, durante alguns anos, o apartamento onde filho do ex-presidente morava nos Jardins, em São Paulo



Um dos donos do sítio frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia (SP), o empresário Jonas Leite Suassuna Filho é conhecido na alta sociedade da Barra da Tijuca, bairro onde mora na zona oeste do Rio, pelo gosto por vinhos, charutos cubanos, fina gastronomia e obras de arte.

Em junho de 2013, a festa de casamento dele com Claudia Bueri, também empresária, foi reservada a 70 convidados e tema de colunas sociais, que registraram a cerimônia realizada no sofisticado duplex do casal no Condomínio Península.
Amigos de muitos anos sabem do gosto do casal pela casa na Ilha dos Macacos, em Angra dos Reis (sul fluminense), mas não sabiam da propriedade no interior paulista. A ligação com o ex-presidente e com um dos filhos do petista, Fábio Luís, o Lulinha, também não é muito comentada por Jonas, segundo amigos
“Já fui convidada algumas vezes para a casa de Angra, mas não conheço. Não sabia que ele tinha esse sítio. Se ele emprestou ao presidente Lula, não há por que recriminá-lo”, diz a socialite Vera Loyola, símbolo da “sociedade emergente” da Barra da Tijuca, amiga do empresário há 20 anos.
Grupo GolSuassuna é dono, em sociedade com os filhos, Bianca e Caio, do Grupo Gol, conglomerado que reúne editora e empresas de tecnologia da informação e criação de aplicativos, como o “Bíblia no celular”, com trechos do livro sagrado na voz de Cid Moreira.
Durante alguns anos, o Grupo Gol pagou o apartamento onde Lulinha morava, nos Jardins, em São Paulo. Agora, Lulinha mora em apartamento em Moema, de propriedade do empresário. Lulinha e Suassuna são sócios na empresa Gamecorp.
Outro amigo que já tinha ouvido falar muitas vezes da casa de Angra dos Reis, mas desconhecia a existência do sítio em Atibaia, é o empresário Eder Meneghine, produtor de festas badaladas na Barra. Foi dele a produção do casamento de Suassuna e Claudia. “Soube do sítio em Atibaia quando li nos jornais. Jonas sempre foi uma pessoa maravilhosa. Poucos clientes nos pagam antecipado, à vista. Jonas é um deles”, comenta o produtor
IlhaAs paredes da fachada em vidro verde, de frente para o mar, cercadas por palmeiras e com a Mata Atlântica ao fundo, chamam a atenção de quem navega ao largo da Ilha dos Macacos, vizinha à turística Ilha Grande, joia do litoral do Estado do Rio.
A história que se conta na Ilha Grande, sem comprovação documental e sem testemunhas que o tenham visto, é de que a casa pertenceria ao ex-presidente. “A gente passa aqui com turistas e mostra essa casa como se fosse do Lula. Eu não tenho certeza, mas o comentário é esse”, afirma o condutor de táxi boat Bruno Moreira, de 32 anos.
Odileia Generoso, de 63 anos, moradora de uma das outras três casas da Ilha dos Macacos, conta já ter visto o filho do ex-presidente na casa do vizinho. “Lulinha já esteve aí várias vezes. O Lula, eu só ouvi falar.”
Da prainha onde ela mora, saía uma trilha que chegava à casa de Suassuna. “Depois da reforma, colocaram cerca e não tem como ir para lá andando.”
Durante a reforma, feita há cerca de dois anos, embarcações traziam os materiais de construção de Angra. Nesta semana, a colunista social Anna Ramalho divulgou, em seu site, que a obra custou entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões, custeados por Suassuna, que teria supervisionado pessoalmente os trabalhos, sendo que em uma ocasião na companhia do sócio Lulinha.
O caseiro que cuida da propriedade de Suassuna, e que se identificou apenas como Sebastião, negou que haja relação do imóvel com Lula e Lulinha. “Sempre passa um povo aqui de barco xingando o Lula, mas essa casa não tem nada a ver com ele. Aqui é da família Suassuna. O resto é boato, cada um fala o que quer”, afirma.
O advogado Wilson Pimentel, que há dez anos atende Suassuna, informa que o empresário comprou o imóvel na Ilha dos Macacos há cerca de cinco anos e que já recebeu na casa a visita do ex-presidente e de Lulinha. Afirma, porém, que Lula e o filho jamais dormiram na casa. Segundo Pimentel, eles estavam a passeio em Angra e fizeram visitas durante o dia. O advogado diz que Suassuna nega que tenha decorado uma suíte exclusiva para Lula, como circula em redes sociais.
Sobre o sítio em Atibaia, o advogado diz que Suassuna e Fernando Bittar, também sócio de Lulinha, compraram na mesma época dois terrenos contíguos, mas com matrículas diferentes na prefeitura, e que eles não são sócios na propriedade. A respeito do apartamento onde Lulinha vive, em São Paulo, o advogado afirma que ele paga aluguel mensal a Suassuna, declarado no Imposto de Renda.

PF apreende documentos que ligam Bumlai a obra de sítio em SP Pecuarista pagou R$ 550 mil a firma que ajudou a reformar local usado por Lula

POLÍTICA AMIGO DO LULAHÁ 9 MINS
Documentos apreendidos pela Polícia Federal no escritório do pecuarista José Carlos Bumlai, em Campo Grande (MS), reforçam a tese de que ele pagou parte da reforma em sítio usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia (SP). Uma planilha com nomes de fornecedores do pecuarista traz o nome da empresa Fernandes dos Anjos & Porto Montagens de Estruturas Metálicas vinculado a pagamentos que somam R$ 550 mil. Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, um representante dessa empresa disse ter recebido R$ 40 mil de Bumlai por serviços na reforma do sítio, informou “O Globo”.
A Fernandes dos Anjos tem duas sedes, registradas em Colorado e em Nossa Senhora das Graças, no interior do Paraná. Está registrada como empresa especializada em “obras de alvenaria” e “montagem de estruturas metálicas”. A força-tarefa da Operação Lava-Jato e o Ministério Público paulista tentam identificar os responsáveis pela reforma do sítio, que pertence a dois sócios de um dos filhos de Lula: Fernando Bittar e Jonas Suassuna. O local é usado com frequência pelo ex-presidente.
Segundo informou “O Globo”, o documento que cita a Fernandes dos Anjos foi apreendido em 24 de novembro de 2015, na 21ª fase da Lava-Jato. Ele faz menção a dois pagamentos à empresa: o primeiro no valor de R$ 455,3 mil e o segundo, de R$ 94,6 mil, sem citar datas. Esse documento está anexado a um dos processos em que Bumlai é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por causa de empréstimo forjado de R$ 12 milhões, contraído em seu nome. O objetivo era permitir ao PT o repasse de propina de um fornecedor da Petrobras.

Questões jurídicas e ambientais continuam após 3 meses do acidente Acidente matou 17 pessoas e devastou o distrito de Bento Rodrigues, que foi coberto pela lama tóxica

BRASIL MARIANAHÁ 1 HORA
Em 5 de novembro de 2015, o Brasil viu o maior acidente ambiental de sua história. A Barragem do Fundão, na região de Mariana, em Minas Gerais, se rompeu, espalhando enorme quantidade de lama e rejeitos de mineração. O acidente matou 17 pessoas e devastou o distrito de Bento Rodrigues, que foi coberto pela lama tóxica, que praticamente desapareceu. Repleta de metais, essa lama contaminou cerca de 650 quilômetros de rios entre Minas Gerais e o Espírito Santo.
Três meses depois do acidente, a Samarco Mineração, empresa responsável pela tragédia, se vê envolvida em questões jurídicas e ambientais. Até agora, foram feitos acordos com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Espírito Santo envolvendo indenização de vítimas, de populações ribeirinhas e trabalhadores da empresa. A Polícia Federal, por sua vez, indiciou a Samarco e suas controladoras por crime ambiental.
Segundo o MPMG, a Samarco comprovou ter pago R$ 100 mil a 18 famílias de pessoas que morreram no acidente, das 19 registradas. Além disso, a empresa pagou R$ 20 mil a 260 famílias que perderam suas moradias. Esse valor é dividido em R$ 10 mil em caráter assistencial e R$ 10 mil a título de antecipação parcial de indenização. De acordo com o MPMG, foram atingidas cerca de 3 mil pessoas, sendo que 940 perderam as casas.
De acordo com a Samarco, foram entregues 2.500 cartões de auxílio financeiro para atingidos pelo desastre, cinco pontes foram reconstruídas e duas estão em construção. Além disso, 99,7% das famílias desabrigadas foram acomodadas pela empresa em casas antes do Natal. A empresa promete construir novas casas para todos os atingidos até o fim deste ano. Do ponto de vista ambiental, a empresa afirma ter recuperado a vegetação em 2,2 milhões de metros quadrados ao longo do Rio Doce e assistido a 6,8 mil animais.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multas à Samarco que totalizam R$ 250 milhões. “Foram considerados os danos ambientais resultantes do desastre, especialmente os que afetaram bens da União, como rios federais. Como a mancha continua se deslocando pelo Rio Doce em direção ao oceano, outros autos poderão ser lavrados”, disse o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, em novembro.
Recuperação ambiental
A Justiça determinou, no fim do ano passado, que a Samarco, além da Vale e a BHP Billiton – suas controladoras – fizessem um depósito de R$ 20 bilhões para custear programas ambientais e sociais de recuperação da bacia ao longo de dez anos. Na última quarta-feira (3), no entanto, as empresas pediram adiamento do prazo do primeiro depósito, de R$ 2 milhões.
O Rio Doce e seus afluentes, atingidos diretamente pelo desastre, foram completamente contaminados pela lama. Para a coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, a empresa ainda está tomando medidas emergenciais quanto à qualidade da água, quando já deveria estar na fase de recuperação das reservas naturais.
“As alternativas apresentadas até agora foram paliativas, medidas emergenciais. A gente já chegou a 90 dias, não é mais tempo de medida emergencial. É para ser executado um plano de recuperação e o que temos visto são medidas paliativas”, diz. Para ela, a empresa precisa retirar a lama que se acumula no rio para iniciar o processo de recuperação das águas.
“Estão deixando que a natureza faça o serviço de descontaminação. Eles têm que retirar essa lama que está no leito do rio, senão cada vez que chover haverá nova contaminação da água, que é essencial para toda a bacia”.
Malu destaca ainda que o acidente desperta um debate sobre a outorga de água e o licenciamento ambiental. Na sua opinião, deve ser pensada uma legislação mais rigorosa sobre licenciamento ambiental, mais eficiente, menos burocrática e mais transparente.
“A atividade mineral é importante, mas é de altíssimo impacto. Então, o licenciamento ambiental para essas atividades não pode ser flexibilizado. É o cerne dessa questão. E você não pode ter uma legislação, um código de mineração, feito pelos mineradores”. Com informações da Agência Brasil.