sábado, 16 de janeiro de 2016

Sisu 2016 tem mais de 2,7 milhões de inscritos; resultado sai na segunda Foram oferecidas 228 mil vagas em 131 instituições públicas. Sistema terá duas novas edições ainda neste ano, segundo o MEC.

Sisu (Sistema de Seleção Unificada) encerrou as inscrições para a primeira edição de 2016 com 2.712.937 candidatos. O número representa uma queda de 2,8% em relação a 2015, quando 2.791.334 pessoas participaram do processo, segundo o Ministério da Educação (MEC).
Os aprovados serão conhecidos na segunda-feira (18). Os dados serão divulgados pelo MEC na página do programa (http://sisu.mec.gov.br/).
Neste ano, o número de inscrições chegou a 5.275.613, considerando que cada candidato pode fazer duas opções de curso. A queda percentual também foi a mesma, já que em 2015 o total de inscrições foi de 5.431.904.
O Sisu é o sistema eletrônico gerenciado pelo MEC que seleciona os alunos para vagas em universidades públicas, de acordo com o desempenho no Enem. Os  candidatos selecionados devem fazer a matrícula nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Quem não conseguiu uma vaga pode ainda manifestar, no próprio site do Sisu, interesse em entrar na lista de espera entre segunda (18) e sexta-feira (29).
Neste ano, além de uma nova edição do Sisu no segundo semestre, está prevista uma edição extra com cerca de 100 mil vagas remanescentes. Ainda não foram divulgadas as datas do Sisu do 2º semestre e nem do Sisu das vagas remanecentes (leia mais abaixo sobre  novas edições do Sisu).
Datas do Prouini e do FiesO Sisu é uma das formas gerenciadas pelo ministério de acesso ao ensino superior gerenciado por instituições públicas. Neste ano o MEC ainda vai abrir vagas para bolsas parciais ou integrais em universidades particulares por meio do Prouni (Programa Universidade para Todos) e também para financiamentos por meio do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).
As inscrições para o Prouni serão nesta semana, entre terça-feira (19) e sexta (22). O foco são estudantes que saíram de escolas públicas e têm baixa renda.
Já o Fies começa na próxima semana, entre terça-feira (26) e sexta (29). O fundo também adota critérios para privilegiar alunos por critérios de renda, área de interesse e localização dos cursos.

Próximas edições do Sisu em 2016
Nesta primeira edição do ano, o Sisu selecionou candidatos para 228 mil vagas em em 6.323 cursos de 131 instituições públicas. Segundo o MEC, houve aumento de 10,9% no número de vagas ofertadas em relação à primeira edição de 2015.

O MEC prepara, pela primeira vez, uma edição extra do Sisu para reduzir as vagas remanescentes na graduação. De acordo com a pasta, mais de 150 mil vagas nas universidades públicas ficaram ociosas em 2014, conforme o Censo da Educação Superior.
A previsão do MEC é selecionar tanto por meio das notas do Enem como pelo desempenho acadêmico do estudante na instituição superior em que ele já estuda, abrindo possibilidade para transferências. O Sisu das vagas remanescentes é parte da estratégia da pasta de diminuir as vagas ociosas, e para isso, o MEC vai mudar a forma com que são repassados recursos para instituições federais: passarão a receber mais recursos aquelas que têm mais vagas preenchidas.
Até o começo de janeiro não havia previsão de data, mas Aloizio Mercadante afirmou que primeiro o MEC cuidaria das edições do Prouni e do Fies de primeiro semestre para avaliar o Sisu extra. Também não foi divulgada data para o Sisu regular do segundo semestre. No ano passado ela ocorreu em junho e selecionou candidatos para 55.571 vagas oferecidas por 72 instituições.
Sisu (Foto: Rede Globo)Inscrições no Sisu ocorreram através de portal do MEC (Foto: Reprodução/TV Globo)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

15/01/2016 19h30 - Atualizado em 15/01/2016 20h02 Comportas de usina são abertas e cidades podem ter inundações Nove cidades podem ser afetadas na região de Barra Bonita (SP). Comércios da orla tiraram equipamentos e mercadorias do local.

Do G1 Bauru e Marília
Água invadiu parte da avenida Pedro Ometto (Foto: Reprodução / TV TEM)Água invadiu parte da avenida Pedro Ometto (Foto: Reprodução/TV TEM)
As comportas da usina hidrelétrica de Barra Bonita (SP) foram abertas nesta sexta-feira (15) após a chuva que atingiu a região nesta semana e podem provocar inundações na região. A AES Tietê informou que pode haver aumento do nível do rio, afetando comércios perto do rio, bem como o teleférico da cidade e o parque de Igaraçu do Tietê. Comerciantes que trabalham nos quiosques da orla do rio Tietê em Barra Bonita tiveram que retirar equipamentos e mercadorias para não ter prejuízo com o alagamento. 
A prefeitura de Barra Bonita disponibilizou o pavilhão de exposições para que todo o material de bares, restaurantes, quiosques e lojas da orla possa ficar guardado até o nível d'água voltar ao normal. A ponte Campos Salles e a avenida Pedro Ometto estão interditadas.A Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos foi informada pela Agência Nacional das Águas (ANA) que o Operador Nacional do Sistema (ONS) determinou que a vazão do reservatório de Barra Bonita foi aumentada de 2.000 m3/s para 2.800 m3/s. O aumento no volume liberado, determinado pelo ONS, deixou parte da avenida Pedro Ometo coberta pela água.
De forma preventiva, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil acionou os prefeitos das cidades de Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Macatuba, Pederneiras, Itapuí, Boraceia, Bariri, Arealva e Itaju. Além disso, a Defesa Civil do Estado também fez contato com a Policia Militar Ambiental, bem como o Corpo de Bombeiros e defesas civis municipais para dar suporte caso haja necessidade de remoção de famílias ribeirinhas. A Defesa Civil do Estado vai coordenar todo trabalho de orientação e suporte a famílias atingidas.
Água do rio subiu após abertura das comportas (Foto: Reprodução / TV TEM)Água do rio subiu após abertura das comportas (Foto: Reprodução / TV TEM)

15/01/2016 19h35 - Atualizado em 15/01/2016 20h09 Caucus é a mais antiga modalidade de prévias eleitorais nos EUA; entenda Estado do Iowa começa prévias presidenciais com método peculiar. Comunidades se reúnem e discutem sobre pré-candidatos.


Daniel WiedemannDa TV Globo, em Nova York
Eleitores durante caucus do Partido Democrata em Iowa, em 2008 (Foto: Citizensharp/Wikimedia Commons)Eleitores durante caucus do Partido Democrata em Iowa, em 2008 (Foto: Citizensharp/Wikimedia Commons)
O caucus, método que será usado no Iowa, primeiro estado a fazer suas prévias para escolher os candidatos presidenciais americanos, em 1º de fevereiro, é um processo político que só existe nosEstados Unidos. Até a palavra “caucus” é peculiar para os americanos e não deriva do inglês britânico. É uma eleição que pressupõe uma discussão entre os integrantes de uma comunidade e que tem um resultado que serve mais como bússola do que destino final. Não está claro? Pois lamento informar que mesmo ao fim dessa leitura a confusão não vai acabar. É complicado mesmo!
Primeiro é preciso entender que o caucus varia de estado para estado, de município para município e até de zona eleitoral para zona eleitoral numa mesma cidade. E a principal diferença está entre os partidos.
A eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos será realizada no dia 8 de novembro.
Republicanos
Os republicanos têm o processo mais simples – ou menos complicado – em que na maioria das vezes a escolha do candidato é feita por cédula, em votação secreta. Só que antes de marcar as cédulas, os eleitores se reúnem, às vezes num ginásio, num auditório de uma escola, numa igreja ou qualquer lugar com capacidade de abrigar aquela zona eleitoral.
Os candidatos enviam representantes que fazem discursos curtos apresentando as plataformas de governo e tentando convencer o eleitorado ali reunido. Os eleitores conversam entre si, perguntam uns aos outros em quem vão votar, a pessoa pergunta ao vizinho se gosta de fulano e o porquê de não escolher cicrano. Só depois desse debate, desse papo informal, é que as cédulas são distribuídas. A contagem é feita na hora, na presença de todos, e o resultado daquela zona – sem trocadilho – é anunciado.
Só que o que fica decidido nesse processo é apenas a preferência daquele eleitorado. Um chamado “delegado” daquele território eleitoral vai depois a uma convenção estadual. No caso de Iowa, acontece em junho. E nessa convenção estadual o delegado pode ou não votar na preferência da região eleitoral dele. O provável é que o voto do delegado seja coerente com a vontade do povo; mas não há uma obrigação jurídica para essa coerência.
E ainda tem uma outra distância criada entre a vontade popular e a escolha final do candidato do partido: a convenção nacional, em meados de julho. Os delegados estaduais de Iowa que vão votar no candidato republicano na convenção de Cleveland também têm liberdade de escolha. Alguns delegados são os chamados “sem compromisso” e muitos outros têm uma mera “preferência” de votar em um candidato específico. Se, por exemplo, ninguém conseguir a votação mínima de 50% + 1, os delegados votam em sequência, mudando suas escolhas, até que o número mínimo seja alcançado.
Democratas
Se já é difícil no caso republicano, como pode ser mais complexo no caso democrata? Os democratas preferem o caucus sem cédula. A votação é normalmente feita por aglomeração. Cada eleitor se reúne num canto do ginásio designado ao candidato de sua preferência. Os eleitores veem na hora se o grupinho é grande ou pequeno. Gente de um grupo chama os eleitores dos demais, tentam convencê-los a mudar de escolha. E assim segue até que todo mundo esteja contente com a escolha. Muitas vezes a “rodinha” é dissolvida pelas regras, quando ela é pequena demais para ser representativa. E os democratas de Iowa ainda têm uma convenção regional, antes de chegar à estadual, antes de chegar à nacional (que acontece na Filadélfia, este ano).
Em desuso
O caucus é o processo original de escolha nos EUA, o mais antigo. Mas caiu em desuso, o que não é de se estranhar, dada a complexidade dele. Além de rebuscado e demorado, ele é pouco representativo da vontade geral da população. Numa situação em que o debate é incentivado, o voto às claras é normal e o trabalho de convencimento entre vizinhos é comum, as vozes mais altas tendem a ganhar um peso desproporcional à singularidade do voto.
Os mais engajados, os mais apaixonados, os mais radicais, muitas vezes os mais religiosos, tendem a conseguir convencer mais gente para o grupo deles. E essa é uma  das principais razões para que os vencedores em Iowa tenham correlação baixa com os vencedores nas convenções nacionais. Bill Clinton perdeu em Iowa. Bush pai perdeu em Iowa. Mike Huckabee e Rick Santorum venceram em Iowa e não chegaram nem a disputar a Casa Branca. Mesmo assim, ninguém quer começar a longa corrida eleitoral perdendo. Iowa é o primeiro troféu da temporada, mesmo que bem pequenininho.

France Presse 15/01/2016 18h35 - Atualizado em 15/01/2016 19h04 Petróleo fecha nos EUA abaixo de US$ 30 pela primeira vez desde 2003 Barril caiu a US$ 29,42 em NY, o menor preço desde novembro de 2003. Em Londres, Brent fechou a US$ 28,94. Do G1, em São Paulo

O petróleo fechou abaixo da barreira dos 30 dólares pela primeira vez em 12 anos nesta sexta-feira (15) em Nova York, derrubado pelo iminente retorno do Irã aos mercados e pelas dúvidas sobre a demanda mundial.
O barril de "light sweet crude" (WTI) para fevereiro caiu 1,78 dólares, a US$ 29,42, o menor preço desde novembro de 2003, informa a agência France Presse.
Na terça-feira (12), o barril já tinha sido cotado abaixo de US$ 30, mas a commodity ainda não tinha fechado uma sessão abaixo dessa barreira.
Em Londres, o barril de petróleo Brent para entrega em março fechou nesta sexta-feira em queda de 6,7%, cotado a US$ 28,94, um patamar que não era registrado desde fevereiro de 2004.
Na semana, o petróleo caiu 11% em Nova York e acumula uma queda de 20,5% desde o começo do ano.
Os preços do petróleo acumulam mais de um ano e meio de quedas, devido a um excesso de oferta dos mercados, mas agora se acrescentou a preocupação com as turbulências financeiras na China.
"Os agentes estão antecipando-se ao retorno do Irã aos mercados, o que acontecerá em questão de dias", disse James Williams, da WTRG Economics. "A ideia que predomina é a de que as sanções contra o Irã (por seu programa nuclear) serão suspensas durante o final de semana", acrescentou.
A estimativa é que o mercado receberá um fluxo adicional de meio milhão de barris diários com a volta do Irã, país que tem a quarta maior reserva do mundo.
Os analistas não descartam que o petróleo prossiga sua queda. O preço do petróleo está em níveis nunca vistos desde o final de março de 2004 e, por enquanto, não há perspectivas de recuperação, sobretudo pela falta de acordo entre os países produtores sobre um corte da produção, segundo os especialistas.
Também influiu nos preços a tensão política entre Arábia Saudita e Irã, dois dos maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), por causa da recente execução de um clérigo xiita.

France Presse 15/01/2016 14h49 - Atualizado em 15/01/2016 21h04 Maduro decreta estado de 'emergência econômica' na Venezuela Decisão foi publicada no 'Diário Oficial' venezuelano. Medida dá uma série de poderes ao presidente Maduro para combater crise.

Do G1, em São Paulo
Ministro da economia da Venezuela, Luis Salas, lê o decreto em transmissão da emissora oficial venezuelana VTV (Foto: Reprodução/VTV)Ministro da economia da Venezuela, Luis Salas, lê o decreto em transmissão da emissora oficial venezuelana VTV (Foto: Reprodução/VTV)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou "estado de emergência econômica" por 60 dias para atender à grave crise do país, publicou nesta sexta-feira (15) o "Diário Oficial", pouco antes de o presidente apresentar seu informe de gestão pela primeira vez ante um Parlamento de maioria opositora.
O decreto, que pode ser prorrogado por mais 60 dias, será enviado à Assembleia Nacional, com maioria oposicionista, para que faça análise e aprovação. Entretanto, a medida já entrou em vigor após ser publicada nesta sexta.
O ministro da economia Luis Salas leu o decreto em transmissão por televisão -- porém não em rede nacional, segundo a imprensa local. "Considerando que a estratégia de desestabilização econômica gerou um obstáculo na execução do Plano da Pátria, o presidente decretou estado de emergência em todo o território nacional a fim de que o Executivo atenda eficazmente a situação econômica que atravessa o país e mitigue os feitos da inflação induzida, a especulação e as consequências da guerra petroleira", disse Salas.
Segundo o texto, o poder executivo passa a ter direito a tomar uma série de medidas para garantir o abastecimento de bens básicos à população.
Salas informou que o poder executivo passa a poder importar bens com mais facilidade, dispensar trâmites cambiais e requerer infraestrutura produtiva, incluindo meios de transporte, canais de distribuição, matadouros, estruturas de beneficiamento, e "demais estabelecimentos para garantir o abastecimento oportuno de alimentos aos venezuelanos, bem como de outros bens de primeira necessidade".
O decreto também cita que o governo pode "desenhar medidas especiais para reduzir a evasão fiscal", além de fazer compras com mais agilidade, sem passar pelas modalidades de contração pública previstas.
Boa parte das medidas não está descrita detalhadamente. Elas são mencionadas apenas como medidas necessárias ou cabíveis diante da emergência.
Inflação
A inflação anualizada na Venezuela alcançou 141,5% até o terceiro trimestre encerrado em setembro de 2015, divulgou o Banco Central do país nesta sexta-feira (15). O Índice de Preços ao Consumidor (INPC) nos nove primeiros meses de 2015 foi de 108,7%, e o Produto Interno Bruto (PIB) sofreu uma queda de 7,1% até setembro, segundo o relatório divulgado pelo órgão.
A Agência Venezuelana de Noticias afirma que o órgão atribui grande parte desses números ao "bachaqueo", nome dado ao contrabando de alimentos e artigos básicos.
No último dia 9, Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), havia previsto que a Venezuela poderia fechar 2015 "com a maior inflação do mundo", em torno de 160%.
Principais resoluções
Estas são as principais resoluções do decreto, que permanecerá em vigor por 60 dias e que, segundo o presidente Nicolás Maduro também visa a "contrabalançar as consequências da guerra de preços petroleiros":
1) O governo poderá requerer de donos de meios de transporte, canais de distribuição, matadouros e demais estabelecimentos os bens e mercadorias "necessários para garantir o abastecimento" de produtos de primeira necessidade, cuja escassez, segundo consultorias privadas, é de dois terços.
O decreto não informa se o Executivo pagará por este uso.
2) O governo, em coordenação com o Banco Central, poderá fixar "limites máximos de entrada e saída" de bolívares (moeda local) em espécie, assim como restrições de operações e transações comerciais e financeiras, e restringi-las ao uso de meios eletrônicos.
As autoridades denunciaram operações especulativas para "atacar" o bolívar na fronteira com a Colômbia - fechada desde agosto -, em um contexto de inflação alta (108,7% entre janeiro e setembro de 2015) e de desvalorização acelerada, com o qual o dólar paralelo é cotado 125 vezes acima do que a menor taxa oficial.
Sendo assim, contrabandistas têm ao seu serviço dezenas de pessoas para comprar produtos altamente subsidiados e vendê-los muito mais caros no país vizinho.
Esta elevada demanda fez com que os bancos limitassem em certas ocasiões saques das contas.
3) Também eximirá dos trâmites cambiários legais entidades públicas e privadas para agilizar a importação de bens e insumos "indispensáveis para o abastecimento".
Venezuela enfrenta uma seca de dólares diante da derrubada dos preços do petróleo, com o qual obtém 96% de suas divisas, devido ao qual acumula dívidas comerciais de 12,5 bilhões de dólares.
4) O decreto acrescenta que o presidente "poderá determinar outras medidas de ordem social, econômica ou política que considere conveniente".

PGR pede ao STF perda de mandatos dos senadores Collor e Delcídio Pedido foi feito nas denúncias feitas ao STF contra os dois parlamentares. Teor das acusações ainda está em sigilo devido a delações premiadas.

15/01/2016 19h34 - Atualizado em 15/01/2016 21h13  
Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília

Nas denúncias que apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que seja declarada, em caso de condenação, a perda do mandato dos senadores Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, preso em Brasília.
Os dois são suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pelaOperação Lava Jato.
As denúncias contra Fernando Collor e Delcídio do Amaral estão em segredo de justiça, mas oG1 apurou que Janot encerra as denúncias em que solicita ao Supremo abertura de ação penal contra os dois senadores com pedido para que sejam obrigados a deixar o cargo.
Essa solicitação é considerada padrão em denúncias de parlamentares e deve se repetir se novos deputados ou senadores forem formalmente acusados de crimes.
As denúncias ainda estão em segredo de justiça porque citam trechos de delações premiadas ainda não homologadas pela Justiça.
Versões dos senadores
G1 procurou a assessoria de Collor e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
Quando  denunciado, o senador classificou as acusações de um "teatro" montado pela Procuradoria-Geral e negou ter cometido irregularidades.
"O senador Fernando Collor reitera sua posição acerca dessa denúncia, que foi construída sob sucessivos lances espetaculosos. Como um teatro, o PGR [Janot] encarregou-se de selecionar a ordem dos atos para a plateia, sem nenhuma vista pela principal vítima dessa trama, que também não teve direito a falar nos autos", disse a assessoria do parlamentar quando a denúncia foi protocolada no STF.
G1 deixou recado no celular do advogado de Delcídio Amaral e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
Quando a denúncia contra o petista foi apresentada pela PGR ao Supremo, a defesa disse que não se manifestaria até o obter o teor das acusações. Em depoimento à Polícia Federal, o senador disse que queria a soltura do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró por "questões humanitárias", por conhecer a família e ter trabalhado com Cerveró.
Pedidos de perda de mandato também foram feitos por Janot  nas denúncias contra os deputados Vander Loubet (PT-MS), Nelson Meurer (PP-PR) e Arthur de Lira (PP-AL), e na denúncia contra o senador Benedito de Lira (PP-AL).
As acusações
Conforme as investigações, Collor teria recebido, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões como pagamento de propina por contratos firmados na BR Distribuidora.
Já Delcídio do Amaral foi preso no ano passado por tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Em gravação feita por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da PetrobrasNestor Cerveró, Delcídio promete falar com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para libertar o ex-executivo, além de sugerir um plano de fuga para a Espanha passando pelo Paraguai.
Nas peças, o procurador requer “a decretação da perda da função pública para os condenados detentores de cargo ou emprego público ou mandato eletivo, principalmente por terem agido com violação de seus deveres para com o Poder Público e a sociedade".
A Constituição prevê que os direitos políticos de um parlamentar são suspensos em caso de condenação criminal transitada em julgado, isto é, após o esgotamento de todos os recursos. Além disso, determina a perda do mandato dos que perdem ou têm suspensos os direitos políticos.O pedido é feito com base em artigo do Código Penal que estabelece a perda do cargo quando aplicada pena de prisão igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública ou superior a quatro anos nos demais casos.
Entendimento do Supremo
Em 2012, quando o Supremo julgou o processo do mensalão, a maioria dos ministros entendeuque uma condenação pela própria Corte levava automaticamente à perda do mandato.
Um ano depois, porém, com a mudança da composição, os ministros mudaram esse entendimento, fixando que cabe ao Senado ou à Câmara votar, em plenário, pela cassação.
O novo entendimento foi fixado em julgamento com placar apertado (5 votos a 4). Depois de 2013, a composição do Supremo sofreu nova modificação, com a chegada de Luís Roberto Barroso e Luiz Fachin.
A depender do posicionamento desses dois magistrados, poderá haver nova modificação no entendimento do STF sobre perda de mandato.

Tesla Motors lança carro elétrico de luxo sem nada de origem animal após pedidos de veganos

Fabio Chaves 15/01/2016 às 19:47
Do Vista-se
Com previsão de ir para as ruas no segundo semestre de 2016, o mais novo carro da montadora norte-americana Tesla Motors virá com opção de bancos veganos (sem couro de origem animal).
A montadora, pioneira e líder em fabricação de carros elétricos, já dava opção de bancos com couro sintético antes, mas essa opção era válida apenas para versões mais simples de seus automóveis. No novo Model X, como foi batizado o lançamento da marca, os bancos com tecido sintético poderão vir com a versão topo de linha.
Além dos bancos sem pele de animais, todo o interior da versão vegana do carro será em material sintético. Do volante ao acabamento das portas e do painel. Já na página de pré-lançamento do veículo (veja aqui) é possível ver a versão com bancos brancos (Ultra White Seats), que é a vegana.
A clara mudança de atuação da empresa ocorreu por conta da cobrança de consumidores dos luxuosos carros e também da ONG PETA. Em junho de 2015, acionistas cobraram uma postura mais ecológica da empresa sobre o acabamento interno dos carros (relembre o caso). Na ocasião, o presidente da Tesla Motors disse que iria pensar seriamente na sugestão.
De fato, não faz sentido investir pesado em energia limpa e “sujar” o carro com bancos de couro. A preparação da pele de vacas e bois, como se sabe, é altamente danosa ao meio ambiente. Além do fato de vir da pecuária, que é a atividade que mais maltrata o planeta, o couro recebe tratamento com metais pesados para se transformar no tecido que conhecemos. Todo o processo envolvido na produção do couro não combina em nada com um carro elétrico.
O automóvel carrega 7 passageiros de forma confortável e é um show de tecnologia, mas ainda não rodará no Brasil por ter um motor totalmente elétrico. O novo Model X custará em torno de US$ 130.000,00, o que equivale a mais de meio milhão de reais.