sábado, 9 de janeiro de 2016

Como foi a operação que recapturou 'El Chapo', um dos traficantes mais procurados do mundo Alberto Nájar Da BBC Mundo na Cidade do México Há 2 horas

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Image captionUm dos criminosos mais procurados do mundo, Joaquín 'El Chapo' Guzmán foi preso nesta sexta-feira
Quando foram divulgadas as primeiras imagens da prisão de Joaquín "El Chapo" Guzmán Loera, um dos traficantes mais procurados do mundo, muitos se perguntaram por que sua roupa estava tão suja.
E a resposta é que ele havia fugido por bueiros durante uma operação militar que tinha o objetivo de capturá-lo, na cidade de Los Mochis, no noroeste do México.
Ele já havia feito uma fuga subterrânea quando escapou da prisão de segurança máxima Altiplano, em julho de 2015. A ação espetacular foi feita por um túnel de 1,5 km de extensão escavado sob a área do chuveiro de sua cela.
Mas desta vez a estratégia não funcionou. Os fuzileiros navais e policiais militares que seguiam seus passos também o seguiram por baixo da terra.
Segundo Arely Gómez, procuradora geral da República, o plano era que ele fugisse pelo esgoto.
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Image captionImagem mostra traficante sujo após fugir por bueiros locais
Os militares abriram as tampas do sistema de coleta de água e seguiram "El Chapo" e um acompanhante pela rede pluvial da região.
A perseguição obrigou o traficante a voltar para a superfície.
Moradores da cidade contaram a jornais locais sua surpresa ao ver dois homens saírem dos bueiros da rua Boulevard Rosales.
Eram "El Chapo" e um de seus chefes de segurança, identificado como Orso Iván Gastélum.
Assim que saíram da rede coletora eles roubaram o carro de uma pessoa que estava no local, segundo Gómez.
Mas a vítima denunciou o roubo à polícia. Em minutos, os fuzileiros navais reiniciaram a perseguição.
"El Chapo" e seu segurança não conseguiram sair da cidade: os fuzileiros navais haviam bloqueado a estrada que leva à cidade de Navojoa, no norte do Estado de Sinaloa.
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Image captionTraficante fugiu por bueiros da cidade
O fugitivo foi detido e os fuzileiros o levaram a um motel perto dali, a 6 km do centro da cidade. Eram cerca de 9h no horário local (14h de Brasília).
Em um dos quartos do motel, com imagens de uma mulher nua na parede, foi tirada a primeira foto de "El Chapo" após a recaptura.
Era a terceira vez que ele era detido.
Guzmán foi preso pela primeira vez em 1993, na Guatemala, mas fugiu em 2001, provavelmente após se esconder entre roupas sujas em um carro de lavanderia que saía da prisão de segurança máxima onde estava detido.
Foi recapturado apenas um fevereiro de 2014, enquanto assistia a uma festa em um balneário mexicano. Mas, 17 meses depois, escapou pelo túnel subterrâneo.
Na noite de sexta-feira, ele foi enviado em um helicóptero para a prisão de segurança máxima de El Altiplano, a mesmo de onde fugiu em 11 de julho de 2015.
Com os seguidos fracassos das autoridades mexicanas em mantê-lo na prisão, é possível que "El Chapo" seja extraditado para os Estados Unidos.

Enfrentamento

Segundo Arely Gómez, uma das razões que possibilitaram que "El Chapo" fosse descoberto foi o fato de ele ter entrado em contato com diversos atrizes e produtores para fazer um filme sobre sua vida.
Isso, diz, possibilitou que sua localização fosse rastreada.
Mas a mais recente operação para recapturar um dos criminosos mais procurados do mundo começou em dezembro, quando o grupo de elite da secretaria dos fuzileiros navais e a Polícia Federal mexicana, que tentavam prendê-lo, souberam que "El Chapo" "iria para uma zona urbana", disse Arely Gómez.
Durante quase um mês eles vigiaram uma casa no bairro Las Palmas, uma zona de classe média alta no norte da cidade de Los Mochis.
No dia 6 de janeiro, chegou uma caminhonete à casa. O grupo checou de novo a informação.
Concluíram então que "o criminoso estava no imóvel", disse Gómez.
Assim, às 4h30 da manhã (horário local) de sexta-feira, 8 de janeiro, os fuzileiros navais e policiais chegaram à casa, mas foram recebidos com disparos.
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Image captionGuzmán voltou à prisão de segurança máxima de onde fugiu no ano passado
A troca de tiros foi intensa, segundo jornalistas locais, mas os capangas de "El Chapo" tinham fuzis, granadas e lançadores de mísseis.
Ao final da operação, segundo os fuzileiros navais, morreram cinco companheiros de Guzmán.
Seu corpos ficaram pelo quintal, garagem e um quarto da casa.
Outras seis pessoas foram detidas.
Enquanto um helicóptero Black Hawk sobrevoava a área, "El Chapo" e seu chefe de segurança fugiram pelos canos de coleta de água e resíduos local.

Perseguição intensa

Os militares e policiais que prenderam Guzmán estavam perseguindo-o havia meses, principalmente na região montanhosa conhecida como Triângulo Dourado.
Nesta zona, o megatraficante tem uma grande proteção social de camponeses, pecuaristas e autoridades locais, segundo especialistas.
Ele morou no local por vários anos antes de ser preso pela segunda vez e retornou horas depois de fugir da prisão em julho de 2015.
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Image captionCartaz diz "Procura-se (outra vez)"; "El Chapo" já havia fugido da prisão duas vezes
A busca por ele foi intensa, com interceptação de comunicações de internet e telefones celulares de pessoas próximas a ele.
Sua família também foi vigiada. Além disso, foram utilizados drones com equipamento especial de rastreio, sobretudo nas montanhas da região.
Na área, separada por altas montanhas, são cultivadas maconha e papoula.
Em outubro, Guzmán quase foi preso em uma comunidade local.
A procuradora Arely Gómez disse que um fuzileiro naval que estava em um helicóptero o teve sob a mira de seu rifle, mas não atirou porque "El Chapo" estava abraçado a uma menina.
Mas enquanto ele fugia, tropeçou e machucou o rosto e uma perna. Passou várias semanas em recuperação.

Tecnologia: a chave

Segundo especialistas, a operação nas montanhas pretendia obrigar o traficante a sair dali e se refugiar em áreas urbanas, onde sua segurança pessoal é menor.
Em zonas urbanas, sua visibilidade também é maior, apesar de muitas comunidades de Sinaloa estarem cheias de 'sicários'.
Segundo comunicado dos fuzileiros navais, foi isso que aconteceu na operação em Los Mochis: uma "denúncia cidadã" sobre pessoas armadas os levou ao
esconderijo de "El Chapo".
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Image captionEm julho, Guzmán fugiu por túnel de 1,5 km de extensão
Mas, segundo a procuradora, o rastreio de comunicações também foi um fator chave.
Também pesou a experiência dos que perseguiram Guzmán.
Os fuzileiros navais e policiais que recapturaram "El Chapo" foram treinados nos Estados Unidos.
E alguns dos que participaram da operação são os mesmos que, em fevereiro de 2014, o detiveram no balneário de Mazatlán.

STF autoriza quebra de sigilos bancário e fiscal de Eduardo Cunha e família Ele é acusado de receber propina de US$ 5 milhões em contratos de navios-sonda da Petrobras

Lula Marques/ Agência PT - 19/10/15
O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da sua esposa, Cláudia Cruz, e da filha do parlamentar Danielle Dytz. Os três são investigados por suspeita de terem mantido contas sigilosas na Suíça, que seriam usadas para receber recursos desviados da Petrobras.


O ministro acatou um pedido formulado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo. Os investigadores acreditam que, com a medida, poderão colher informações sobre possíveis irregularidades nas movimentações financeiras do presidente da Câmara e da família dele.

A PGR também quer avaliar se pessoas próximas ao deputado, mas que ainda não são alvo de investigação, também estão envolvidas nos supostos crimes investigados.

De acordo com investigações do Ministério Público suíço, os recursos atribuídos ao presidente da Câmara circularam por pelo menos 23 contas bancárias no exterior. Entre saques e depósitos que abasteceram quatro contas em nomes de offshores que têm o deputado como beneficiário, os ativos transitaram por bancos em Cingapura, Suíça, Estados Unidos e Benin.

Epidemia de zika no Brasil causa apreensão nos EUA João Fellet Da BBC Brasil em Washington

(Foto: Thinkstock)Image copyrightThinkstock
Image captionHá a preocupação de que, além do Aedes aegypti, outro mosquito também transmita a doença
Após se espalhar pelo Brasil e ser associado a milhares de casos de microcefalia em bebês, o zika vírus agora chama atenção nos Estados Unidos, por conta do registro de um caso em Porto Rico que gerou apreensão na imprensa americana.
Em 31 de dezembro, um primeiro caso da doença foi registrado em Porto Rico. Autoridades da ilha – que integra o território americano – afirmaram que o paciente não viajou recentemente, o que descartaria a possibilidade de que tenha contraído a doença no exterior.
O caso fez epidemiologistas especularem se o vírus não poderia seguir a mesma trajetória da dengue, que chegou aos EUA por Porto Rico e depois se espalhou pela Flórida e por Estados do Golfo do México. O Havaí, no Pacífico, também estaria na zona de risco.
"O zika vírus está se espalhando fora do Brasil e pode ameaçar os EUA", diz o título de uma reportagem no site da Newsweek, uma das principais revistas americanas. O governo americano, por enquanto, apenas sugere cautela a viajantes que tenham o Brasil como destino.
A revista diz que, além de picadas de mosquito, é possível que o vírus também seja transmitido sexualmente. Existe até o momento apenas um caso documentado com essa possibilidade, envolvendo um cientista americano que voltou do Senegal e suspeita-se que ele possa ter infectado sua mulher por intermédio de relações sexuais.
Até o momento, porém, a única forma confirmada de transmissão do vírus é pelo mosquito.
Em entrevista ao site noticioso Vox, o diretor do Instituto de Infecções Humanas da Universidade do Texas em Galveston, Scott Weaver, afirma que o vírus pode chegar ao sul dos Estados Unidos a partir do início da primavera no hemisfério Norte (20 de março). "Ele está se espalhando muito rápido."
A reportagem cita a possibilidade de que o zika também é associado à ocorrência da síndrome de Guillain-Barré, que ataca os músculos e pode levar à paralisia.
O New York Times também tratou do tema. Uma reportagem no jornal diz que "doenças tropicais – algumas nunca vistas nos Estados Unidos – estão marchando para o norte, conforme a mudança climática permite a mosquitos e carrapatos expandir seu alcance".
O jornal afirma que o número de doenças causadas por insetos tem crescido no país ano após ano, citando casos de dengue, chikungunya, Chagas, doenças de Lyme e do vírus do oeste do Nilo.
A publicação diz que, até maio, o zika ainda não havia chegado ao hemisfério ocidental, mas hoje causa "pânico" no Brasil e circula por outros 13 países latino-americanos
(Foto: Edmar Melo/JC Imagem)Image copyrightEdmar Melo JC IMagem
Image captionBrasil encontrou correlação entre casos de microcefalia e infecção pelo zika vírus
Segundo a Organização PanAmericana de Saúde, apenas o Brasil encontrou uma correlação entre o zika e a microcefalia (bebês com cabeças bem menores que a média).
A publicação afirma que expansão do vírus nos EUA depende da capacidade do mosquito Aedes albopictus em transmiti-lo de forma tão eficiente quanto o Aedes aegypti.
Aedes aegypti só habita as áreas ao sul da capital americana, Washington, enquanto o Aedes albopictus sobrevive até as regiões de Nova York e Chicago, no norte do país.

Cautela

Por ora, o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças do governo americano adota um tom cauteloso sobre a doença.
Em seu site, o órgão divulgou um comunicado em que reconhece os relatos de crescimento nos casos de microcefalia no Brasil, mas diz que a doença pode ter várias causas, como infecções ou exposição a substâncias tóxicas durante a gravidez.
A organização recomenda, no entanto, que todas as pessoas, especialmente grávidas, em viagem para o Brasil e outras partes da América Latina tomem precauções para evitar picadas de mosquitos e reduzir o risco de contaminação pelo zika ou outros vírus.
O zika foi identificado pela primeira vez em 1947, em Uganda.
O primeiro caso no Brasil foi registrado em maio de 2015. Desde então, segundo o Ministério da Saúde, foram identificados 3.174 casos suspeitos de microcefalia relacionados ao vírus, a maioria no Nordeste.
A doença provoca sintomas parecidos com os da dengue, como febre, dor de cabeça e manchas avermelhadas pelo corpo. Alguns pacientes, porém, não apresentam qualquer sinal da infecção.

09/01/2016 09h03 - Atualizado em 09/01/2016 10h39 Oito ônibus foram depredados em SP durante protesto nesta sexta-feira Manifestantes são contra aumento da tarifa que acontece neste sábado (9). Três PMs ficaram feridos e 17 pessoas foram levadas para a delegacia.

Homem depreda ônibus no Centro de SP em ato contra o aumento da passagem (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)Homem depreda ônibus no Centro de SP em ato contra o aumento da passagem (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)
Oito ônibus foram depredados durante o protesto contra o aumento da tarifa do transporte público, em São Paulo, na noite desta sexta-feira (8). A Secretaria Municipal de Transportes informou que a contagem só foi possível após todos os veículos que estavam nas ruas retornarem para as garagens.
Um carro da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), um da SPTrans e dois da PM também foram depredados. Três agências bancárias foram danificadas.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 17 pessoas foram levadas para a delegacia. Na madrugada deste sábado (9), foram liberadas as 11 pessoas que ainda estavam detidas no 78º DP (Jardins). Três policiais foram feridos por causa de pedras atiradas durante o confronto. A PM ainda não informou o estado de saúde das vítimas.
Houve depredação em ruas do Centro e muitas bombas foram lançadas pela PM. Por volta das 19h20, um grupo tentou ocupar ambos os sentidos da Avenida 23 de Maio. A PM decidiu reprimir e o confronto começou.
A tarifa de ônibus, trens e metrô sobe de R$ 3,50 para R$ 3,80 neste sábado (9) e o protesto foi convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL) por causa do aumento. A concentração do ato aconteceu por volta das 17h, de forma pacífica, na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal, para depois seguir por ruas da região.
(O G1 acompanhou o protesto no Centro emTEMPO REAL, com fotos e vídeos)
Motoristas retornam pela ciclovia da Avenida Paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)Motoristas retornam pela ciclovia da Avenida Paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)
Segundo o Movimento Passe Livre, cerca de 30 mil participaram do ato. A PM diz que foram 3 mil manifestantes.
Confusão durante protesto no Centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)Confusão durante protesto no Centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Confusão durante protesto no Centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)Confusão durante protesto no Centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)
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Policial aponta arma para pessoa após apartar briga no Viaduto do Chá (Foto: Marcelo Brandt/G1)Policial aponta arma para pessoa após apartar briga no Viaduto do Chá (Foto: Marcelo Brandt/G1)
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Manifestação contra aumento das tarifas em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)Manifestação contra aumento das tarifas em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Fogo em lixo na rua que dá acesso do Theatro Municipal, no Centro de SP (Foto: Marcelo Brandt/G1)Fogo em lixo na rua que dá acesso do Theatro Municipal, no Centro de SP (Foto: Glauco Araújo/G1)
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Protesto acontece no Centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)Protesto acontece no Centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)
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Faixa do MPL em frente ao Theatro Municipal em concentração do protesto nesta sexta-feira (Foto: Gabriela Gonçalves/G1)Faixa do MPL em frente ao Theatro Municipal em concentração do protesto nesta sexta-feira (Foto: Gabriela Gonçalves/G1)
Manifestantes escrevem faixa que será carregada em protesto contra aumento da tarifa do transporte público (Foto: Glauco Araújo/G1)Manifestantes escrevem faixa que será carregada em protesto contra aumento da tarifa do transporte público (Foto: Glauco Araújo/G1)
PMs com armaduras estão bem perto dos manifestantes. Ato segue concentrado na Praça Ramos (Foto: Marcelo Brandt/G1)PMs com armaduras estão bem perto dos manifestantes. Ato segue concentrado na Praça Ramos (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Mascarados vão à frente da manifestação. Grupo passa em frente da Galeria do Rock, no Centro. (Foto: Glauco Araújo/G1)Mascarados vão à frente da manifestação. Grupo passa em frente da Galeria do Rock, no Centro. (Foto: Glauco Araújo/G1)
Protesto Passe Livre (Foto: Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo)Faixa simboliza usuários pulando catraca em ato na Lapa (Foto: Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Mascarada durante protesto no Centro de SP (Foto: Marcelo Brandt/G1)Mascarada durante protesto no Centro de SP (Foto: Marcelo Brandt/G1)

RARAMENTE UM TRAFICANTE DE DROGAS SERÁ MANTIDO PRESO NESTE PAÍS.