sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

'Investigar corrupção é abrir caixa de Pandora: você mexe e aparece mais um' Camilla Costa - @_camillacosta Da BBC Brasil em São Paulo

Nicolao Dino Neto | Foto: Divulgação MPFImage copyrightDivulgacao
Image captionCitando sociólogo, subprocurador-geral da República diz que corrupção "não tem cura, mas deve ser tratada diariamente"
Para o subprocurador-geral da República Nicolao Dino Neto, investigar a corrupção no Brasil significa lidar com uma enorme quantidade de casos que parecem "puxar" uns aos outros. "É como uma caixa de Pandora (objeto que contém todos os males do mundo, de acordo com a mitologia grega). Quando você mexe na caixa, aparece mais uma ramificação", afirma.
Atualmente, o Ministério Público Federal investiga diretamente 26 mil casos de corrupção e, no ano passado, propôs mais de 2 mil ações contra acusados de enriquecimento ilícito e outros crimes relacionados.
Mas Dino Neto, que coordena a Câmara de Combate à Corrupção, acredita que os próximos anos haverá um aumento na quantidade e na eficiência das ações contra corruptos, por causa da criação dos chamados Núcleos de Combate à Corrupção em todo o país.
Criados em 2014, os núcleos já estão presentes nas procuradorias de 24 Estados, além do Distrito Federal, e centralizam as investigações.
"Quando você especializa uma área de atuação, a tendência é as investigações fluírem de forma mais rápida", disse à BBC Brasil, em entrevista por telefone.
"As investigações tendem a ser mais eficientes porque serão conduzidas num único procedimento, que vai resultar em medidas de ação penal e não penal. O resultado é melhor porque em vez de dois ou mais procuradores investigando o mesmo fato, você terá um só, que vai apurar o caso na perspectiva do crime e na da improbidade administrativa."
No último mês de dezembro, o grupo coordenado por Dino Neto divulgou uma seleção das 100 principais ações em casos de corrupção realizadas em todos os Estados durante o ano de 2015. A lista completa pode ser vista aqui.
Além dos já conhecidos desdobramentos da Lava Jato, aparecem casos menos lembrados, mas que ainda estão em andamento – como os desvios da Sudam, descobertos em 2006 e a operação Anaconda, deflagrada em 2003.
Foto: ThinkstockImage copyrightThinkstock
Image captionMinistério Público Federal estima que fenômeno da corrupção custe mais de R$ 40 bilhões por ano aos cofres públicos
Confira os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - Como a lista das cem principais ações em casos de corrupção em 2015 foi escolhida?
Dino Neto - Esses casos foram apontados pelas diversas unidades do MPF em todo o Brasil. A câmara de combate à corrupção fez a seleção final. Os critérios usados para que as unidades indicassem seus casos foram a repercussão patrimonial (o montante do prejuízo aos cofres públicos) e o grau de ofensividade (gravidade do problema).
Por isso, em Brasília e no Paraná fala-se muito das ações relacionadas à Lava Jato, mas em diversos Estados existem tantos outros casos de corrupção que têm também uma carga de ofensividade muito grande. De memória eu cito o caso dos desvios da Sudam, no Amazonas. Também destacaria a operação Ararath, no Mato Grosso, que é um caso muito grave de crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.
São casos gravíssimos, envolvendo valores acima de R$ 100 milhões. E infelizmente são muitos. É como se fosse uma caixa de Pandora. Quando se mexe na caixa, aparece mais uma ramificação dos casos.
Esse retrato de cem ações enfatiza que o MP está atuando em todo o Brasil no que se refere ao combate à corrupção – não é só a Lava Jato. Também demonstra que a corrupção é realmente um mal endêmico, que está presente na administração pública federal, na estadual e na municipal.
BBC Brasil – Em dezembro, o deputado Eduardo Cunha insinuou que haveria indícios que implicariam o senador Renan Calheiros em casos de corrupção e não estariam sendo investigados. O PT também já chegou a dizer que não se investiga outros partidos com a mesma rapidez. Como o senhor responde às insinuações de que o MPF seria seletivo em suas investigações?
Dino Neto – Vou te responder de forma genérica. Essa seleção de cem casos permite visualizar que o que estamos fazendo é atuar de forma extremamente isonômica, aplicando a lei nas situações em que há efetivamente a necessidade da atuação do MP. Não há seletividade no sentido de escolhas. Estamos agindo de uma forma bem criteriosa no que se refere à adoção de medidas punitivas ou repressivas.
Esses nomes que estão sendo mencionados são nomes sobre os quais há, sim, investigações. E há diversos partidos envolvidos. O Ministério Público não vê colorido partidário na sua atuação.
BBC Brasil – E por que não aparecem na lista casos como o do chamado "mensalão mineiro" e o caso Alstom, que envolvem partidos de oposição?
Dino Neto – Os casos foram selecionados pelas unidades do MPF em todos os Estados e foi dada prioridade pelos que tiveram início ou desfecho no ano de 2015.
O caso do mensalão mineiro é muito antigo e não teve nenhum desdobramento relacionado com o MPF em 2015. Já o caso da Alstom é de ação do Ministério Público Estadual, e a lista engloba somente casos do Ministério Público Federal.
De qualquer forma, a lista é ilustrativa, para mostrar o fruto da nossa atuação em 2015. 
Foto: Marcio PimentaImage copyrightMarcio Pimenta Foto Series
Image captionOperação Lava Jato inclui força tarefa para avaliar obras de arte apreendidas com acusados
BBC Brasil – O senhor fala de um "salto estatístico" nas ações contra a corrupção. Mas num universo de 26 mil investigações diretas sobre o tema no MPF, houve cerca de 1.230 ações de improbidade administrativa e 900 ações penais relativas a estes casos em 2015. Não é pouco?
Dino Neto – Esse dado é interessante sob duas perspectivas. Primeiro, ele revela que há critério nas investigações feitas pelo Ministério Público e também há critério na promoção de medidas de responsabilização, sempre que essas medidas se fazem necessárias.
Muitas pessoas reclamam que haveria uma banalização das investigações e das ações de responsabilidade. Mas essa aparente desproporcionalidade dos números revela justamente o contrário, que não há banalização. Que o MPF só age nas situações em que a intervenção se faz necessária.
Estes 26 mil casos incluem os que começaram muito antes de 2015, mas esse delay (atraso) nos processos ainda existe infelizmente no Brasil, porque dependemos também de investigações em outras esferas de atuação.
Por exemplo, o Tribunal de Contas da União realiza uma tomada de contas especial (TCE, que determina responsabilidades caso tenha havido dano na administração pública), mas há uma demora grande entre a conclusão dela e a comunicação ao MP. Isso é ruim, porque retarda o início do procedimento judicial.
BBC Brasil – Pode-se dizer que os partidos que aparecem com mais frequência nas investigações atualmente são realmente mais corruptos ou há, como argumentam alguns, mais investigação sobre a corrupção hoje do que havia em anos anteriores?
Dino Neto -– Sem querer fazer injustiça com o passado, mas eu acho que é possível perceber na última década uma qualificação maior em termos de combate e investigação da corrupção. E digo isso não me referindo apenas ao Ministério Público.
Acho que as instituições de percepção e controle de uma forma geral tem buscado responder de forma mais efetiva ao fenômeno da corrupção. E isso implica aparelhamento maior, qualificação melhor dos agentes públicos, atividades de cooperação entre diversas instâncias de controle e percepção. Tudo isso acaba por repercutir positivamente num cenário de investigação.
BBC Brasil – É possível acabar a corrupção? De que forma?
Dino Neto – Acho que a corrupção é um fato social. Enquanto houver vida em sociedade infelizmente haverá corrupção. Isso vale para o Brasil e vale para o mundo todo. O desafio não é acabar com a corrupção. É melhorar os mecanismos de controle, de repressão e de prevenção.
Tudo isso implica em atuar e responder à corrupção. Acabar não é possível. Há um comentário muito interessante do sociólogo José Pastore: 'corrupção é como diabetes. Não tem cura, mas tem que ser tratada diariamente'.
Foto: Agência BrasilImage copyrightBBC World Service
Image captionPolícia Federal investiga vazamentos indevidos de detalhes das investigações de corrupção; "MP não tem responsabilidade", diz Dino Neto
BBC Brasil – Por que há tanta corrupção no Brasil, na sua opinião?
Dino Neto – O fato de haver pouca transparência na atuação do Estado brasileiro é um fator que pode significar um número maior de casos de corrupção. Há também um déficit em termos de educação que precisa ser superado e precisamos avançar, porque quanto mais educada for uma sociedade, a tendência é que haja menos corrupção.
E estou falando não apenas de grau de instrução, mas de educação para a honestidade, cultura de valores positivos. É nesse contexto que temos que pensar em educação. Você tem pessoas que fizeram pós-graduação e cometem atos de corrupção.
E também é importante o aspecto pedagógico-punitivo. Nenhuma sociedade consegue responder à altura a corrupção sem as pessoas percebam que a corrupção têm consequências legais e punições. É preciso melhorar nesse aspecto.
BBC Brasil – Quais os maiores desafios que o MPF tem pela frente em sua meta de combate à corrupção neste ano?
Dino Neto – Acho que o grande desafio é manter a estrutura de funcionamento em termos de organização funcional. Isso é um desafio muito importante. Sem infraestrutura, pessoal, materiais, investimento em ferramentas de investigação, programas de ação e planejamento não se consegue avançar.
O segundo é manter uma capacidade de diálogo com os diversos órgãos de controle e percepção. Você só pode avançar à medida que houver intercâmbio de informações e compartilhamento de estratégias de investigação.
Ninguém consegue vencer a corrupção sozinho. É necessário que todos os órgãos envolvidos nessa atuação compartilhem esforços. Isso vale para a Receita Federal, Banco Central, Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, polícias. Todos esses órgãos têm que atuar em sintonia.
BBC Brasil - Ultimamente, procuradores e juízes em casos de corrupção tem sido vistos como "heróis da nação" e alguns analistas alertam que é preciso ter cautela com alçá-los a esta posição. Na sua opinião, os procuradores do Ministério Público devem ser vistos como heróis?
Dino Neto - Não. Acho que essa imagem não é apropriada para uma República. A atuação institucional tem que ser impessoal, nossa função não é criar heróis e não trabalhamos com heroísmo. Muito pelo contrário. É preciso despersonalizar e desmitificar essa ideia de que há situações heroicas.
A atuação (nos casos de corrupção) é do MP e a resposta a ser dada é do Judiciário. Isso significa dizer que a atuação é do Estado brasileiro. Estamos cumprindo nosso dever institucional.
BBC Brasil – Por que tantos detalhes das investigações vazam para a imprensa? E o que é feito para evitar que eles aconteçam?
Dino Neto – Os vazamentos que implicaram prejuízo à investigação ou à quebra de sigilo são objetos de investigação do Ministério Público também. Há inquéritos na Polícia Federal para apurar a responsabilidade por vazamentos indevidos, mas ao MPF não pode ser atribuída nenhuma responsabilidade por eles.
Você tem visto várias operações do MPF ocorrerem sem que haja vazamento de informações, antecipações ou nenhum tipo de espetacularização midiática. Nossa atuação tem sido muito discreta como deve ser.
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O que o MP faz contra a corrupção?

De acordo com Dino Neto, as investigações do Ministério Público podem resultar na abertura de ações de improbidade administrativa ou ações penais, que serão decididas na Justiça.
As ações de improbidade podem pedir que os acusados sejam condenados a perder bens ou valores que foram adicionados ilegalmente a seu patrimônio pessoal e que estes valores sejam ressarcidos aos cofres públicos; que eles tenham suspensos seus direitos políticos; paguem multa civil; sejam proibidos de ter contratos com a Administração ou de receber benefícios, incentivos fiscais e crédito; além de perderem a função pública.
Em alguns casos, é possível propor também ações penais contra os acusados, quando suas ações são consideradas crimes. De um modo geral, no entanto, o número de ações de improbidade é maior do que o número de ações penais propostas pelo órgão.
"Vou dar um exemplo para deixar claro: o enriquecimento ilícito do agente público é um ato de improbidade administrativa, mas isso não é crime no Brasil. Na lei penal, não há previsão quanto ao crime", explica o subprocurador-geral.
Em 2015, o Ministério Publico Federal deu início a uma campanha para recolher assinaturas em apoio a dez medidas de combate à corrupção, que serão propostas ao Congresso para se tornarem projetos de lei. Entre elas, estão a criminalização do enriquecimento ilícito, o aumento das penas para a corrupção de altos valores (acima de R$ 8 milhões) e mudanças para tornar mais rápidos os julgamentos de ações de improbidade administrativa.

"Isso sempre estará marcado", diz jovem que teria sido estuprada em festa Em entrevista exclusiva ao Correio, jovem narra detalhes do suposto estupro sofrido no réveillon. Diz que não se arrepende da denúncia pública, ficou na festa porque dependia de ônibus e só se deu conta da violência no dia seguinte


Desde que denunciou ter sido estuprada por um segurança na noite de réveillon, uma jovem de 24 anos, estudante da Universidade de Brasília (UnB), vive sob julgamento público. Precisa provar a todo custo que o relato de seu drama pessoal é verdadeiro. Depois do depoimento postado no Facebook, divulgado no segundo dia do ano, ela falou ontem, em entrevista exclusiva ao Correio, sobre o que aconteceu naquela madrugada, no estacionamento de uma festa, no Setor de Clubes Norte.

A moça chegou à noite ao jornal, acompanhada de dois advogados, do pai e da irmã. Conversou com a reportagem durante uma hora, mas não quis responder a todas as perguntas, por restrição da equipe que a representa no caso. A jovem contou que chegou à festa The Box—Reveião, de ônibus, logo no início, antes mesmo de os portões abrirem, acompanhada de dois amigos. Bebeu bastante. Quanto e o que consumiu, mantém em segredo. Pelo relato ao Correio, de repente, um homem que ela nunca tinha visto a pegou pelo braço e a levou para o estacionamento. “Eu nem sabia da existência dele, não tinha visto ele antes. De verdade. Ele simplesmente me abordou e me levou pra fora. Eu não entendi, não ouvi direito, a música estava muito alta”, conta.

A reportagem quis saber o que aconteceu no estacionamento. Mas a estudante engasga quando se lembra do que houve. Ela chora e treme. Pede para parar e respirar. Levanta-se e vai ao banheiro. O pai e a irmã a confortam.“Tenho pesadelos com aquele momento, não consigo dormir”, revela. Orientada pela advogada, a jovem também evita falar sobre por que esperou Wellington Monteiro Cardoso, o segurança que a teria violentado, voltar ao estacionamento depois de tudo. Mas explica quando tomou consciência do que lhe aconteceu. “Eu fiquei em estado de choque e não pensei em nada. Comecei a ficar preocupada quando não consegui tirar o absorvente interno (no dia seguinte). Foi quando a ficha começou a cair”, explica.

Enquanto ela fala, o pai tem um olhar perdido. “É um crime odioso, deixou a gente consternado. Eu não posso nem brincar mais com a minha filha que ela se assusta”, lamenta. “A gente exige das autoridades que tomem as providências para que a justiça seja feita. Nós temos princípios familiares e é por isso que ela está aqui, porque ela tem coragem”, acrescenta.
A jovem continua o relato para a reportagem. Por que permaneceu mais cinco horas numa festa depois de sofrer uma violência sexual? “Eu fui pra festa com dois amigos, de ônibus. A parada mais próxima ficava a 20, 30 minutos caminhando. Era um local que eu nunca tinha ido, era deserto. Não tinha como, naquela hora da noite, embriagada, em um local deserto, mal iluminado, voltar sozinha.” Moradora de Santa Maria, ela estava a 40km de casa.

A estudante conta que não imaginava a grande repercussão de sua denúncia. Mas hoje acha que tomou a decisão correta. “Eu me arrependeria se tivesse ficado calada”, desabafa. Depois da conversa, a moça abraçou a irmã e chorou.


Entrevista 

De onde você tirou coragem para contar uma história tão difícil?
Na verdade, eu não tinha intenção nem imaginava que isso fosse tomar essa repercussão toda. Eu pensei em publicar no meu perfil e compartilhar na página do evento e na página oficial da festa. Em poucos minutos, a página do evento tinha saído do ar, desaparecido, e a página da festa tinha apagado o meu compartilhamento. Em princípio, eu só queria que a organização tomasse uma providência, soubesse do ocorrido.

Você nunca imaginou que essa história mobilizaria as pessoas?

Nunca.

E por que você acha que isso aconteceu?
Acho que, geralmente, as vítimas de estupro não se pronunciam. Além disso, a mulher é sempre culpada, ela é sempre culpabilizada. Acho que a minha iniciativa causou isso.

No seu relato, você diz que jamais quer que outra pessoa passe pela mesma situação. Também foi sua intenção alertar outras pessoas? Ou foi apenas um desabafo?
Foi o que eu respondi sobre alertar a organização da festa, não quis premeditar nada.

Sobre os seus sentimentos, o que você está passando?
Eu tenho buscado não ler, não assistir aos jornais. Estou tentando me manter o mais afastada disso tudo, mas não tem sido um momento agradável. Tenho pesadelos com aquele momento, não consigo dormir, apenas (relaxo) quando percebo que a minha família já acordou. É quando eu me sinto um pouco mais segura para dormir.

Você acha que vai esquecer tudo isso e voltar a viver com tranquilidade?

Eu não tive tempo de pensar nisso, mas acho que esquecer… Ninguém esquece. Não tem como. A não ser que seja um problema de saúde. De alguma forma, isso sempre estará marcado, mas não é algo que eu vá deixar me paralisar. Espero superar.

Você falou de uma médica, que te deu conforto.

Sim, ela me atendeu no hospital da Asa Sul. Ela me atendeu superbem, foi empática. Não que em outros momentos eu não tenha sido bem atendida, mas lá era um consultório pequeno, só tinha eu e ela lá dentro. Eu me senti melhor com ela.

Como você voltou para a festa e conseguiu ficar até o fim depois de tudo o que aconteceu?
Eu fui para a festa com dois amigos, de ônibus. A parada mais próxima ficava a 20, 30 minutos caminhando (da Acadêmicos da Asa Norte, no Setor de Clubes Norte). Era um local que eu nunca tinha ido, deserto. Não tinha como, naquela hora da noite, embriagada, em um local deserto, voltar sozinha. Eu não tinha condições. Para chegar em casa, eu ainda pegaria uns três ônibus. Fiquei com medo de voltar sozinha.

Por que você demorou a contar para os seus amigos?
Eu demorei para assimilar as coisas. Demorei para entender o que tinha acontecido. Senti vergonha.

O que você consumiu te deixou fora de si?

Sim, com certeza. Não tinha condição de responder pelos meus atos.

Ele estava te encarando quando te levou para fora da festa?

Eu nem sabia da existência dele, não o tinha visto antes. De verdade. Ele simplesmente me abordou e me levou pra fora. Eu não entendi, não ouvi direito, a música estava muito alta.

Quando você acordou no outro dia… Foi quando se deu conta do que tinha acontecido? Ou você foi martelando isso durante a noite?
Eu fiquei em estado de choque e não pensei em nada. Comecei a ficar preocupada quando não consegui tirar o absorvente interno. Foi quando a ficha começou a cair, me dei conta do que tinha acontecido de verdade, de que não tinha sido consensual.

E os seus amigos, estão solidários?
Sim, eles também não estão bem.

Seus amigos dizem que não viram nada. 
Foi por causa da confusão da festa?

Imagino que sim.

Como você tem se sentido nesses dias?

Não sei descrever, não tem palavras. Devastada. Não tem como descrever. A gente acha que estupro é algo imperdoável, mas sentir isso na pele é diferente. Não tem palavra que explique.

Notas do Enem 2015 vão ser divulgadas pelo Inep nesta sexta Candidatos usarão notas na disputa por vagas em universidades públicas. Resultado também é usado pelo Fies, Prouni e Ciência Sem Fronteiras.

Expectativa pela liberação das notas do Enem 2015 motivou posts no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)Expectativa pela liberação das notas do Enem 2015 motivou posts no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)
As notas do Enem 2015 (Exame Nacional do Ensino Médio) serão divulgadas nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Cada um dos 5,7 milhões de candidatos poderá conferir seu desempenho no site da instituição. Basta utilizar o número de inscrição e a senha.
(VEJA ABAIXO TIRA-DÚVIDAS SOBRE A CORREÇÃO DAS PROVAS)
O resultado será utilizado na disputa por vagas em universidades públicas: já na segunda-feira o Ministério da Educação (MEC) abre a primeira edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2016. Serão 228 mil vagas em 131 instituições públicas de ensino superior, que já podem ser pesquisadas no site do Sisu. Além das vagas do Sisu, programas federais de bolsa de estudos (Prouni) e de financiamento exigem nota (Fies) mínima no Enem.
Os alunos poderão conferir apenas as notas das provas das quatro áreas de conhecimento e da redação. Uma decisão da Justiça Federal determina que o espelho da redação seja divulgado, mas o Inep ainda tem prazo para recorrer. O texto digitalizado e os apontamentos dos avaliadores será divulgado em até 60 dias, conforme o órgão ligado ao MEC.
Considerado por alguns professores como o Enem mais difícil, a edição 2015 foi marcada por polêmicas e avanços. Nenhuma ocorrência grave contra a segurança da prova foi verificada, apesar de 740 candidatos terem sido eliminados.
Em relação ao conteúdo, a escolha do tema da redação foi elogiada por destacar a permanência da violência contra as mulheres na sociedade. O debate sobre feminismo esteve presente nos mais de 3,7 milhões de post no Twitter gerados pelo Enem (veja memes e polêmicas).
A edição 2015 também teve o reajuste da taxa de inscrição (subiu após 11 anos de R$ 35 para R$ 63). Entre as mudanças, o MEC também diminuiu o acesso à gratuidade, suspendeu o envio do cartão de inscrição pelos Correios e buscou diminuir custos com a prova.
Expectativa pela liberação das notas do Enem 2015 motivou posts no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)Expectativa pela liberação das notas do Enem 2015 motivou posts no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)
Expectativa pela liberação das notas do Enem 2015 motivou posts no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)Expectativa pela liberação das notas do Enem 2015 motivou posts no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)
Expectativa pela liberação das notas do Enem 2015 motivou posts no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)Expectativa pela liberação das notas do Enem 2015 motivou posts no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)

TIRA-DÚVIDAS: CORREÇÃO DO ENEM
Veja abaixo os principais esclarecimentos do Inep:
É possível uma prova não ser corrigida?
Sim, nas seguintes situações:

a) quando o participante deixa de indicar a cor do caderno de questões no caderno de respostas;
b) quando sair da sala sem o acompanhamento de um aplicador ou ausentar-se em definitivo antes das duas horas do início do exame;
c) quando não entrega ao aplicador o cartão-resposta e a folha de redação ao terminar as provas;
d) quando não entrega ao aplicador o caderno de questões, caso deixe a prova em prazo anterior aos últimos 30 minutos para o término;
e) quando ausenta-se da sala de prova levando o cartão-resposta e/ou a folha de redação;
g) quando não transcreve a frase constante da capa do seu caderno de questões ou recusa-se a assinalar a cor da capa de seu caderno de questões no cartão-resposta durante o exame.

Como é feita correção do cartão-resposta?
Segundo o Inep, o processamento do cartão-resposta é realizado por leitura óptica, para identificar a marcação de respostas das questões objetivas. Por isso, é imprescindível que o preenchimento do cartão-resposta tenha sido realizado com caneta esferográfica de tinta preta, de acordo com as instruções apresentadas, sob pena da impossibilidade de leitura óptica.

Como é corrigida a redação?
Segundo o Inep, a redação é corrigida por dois especialistas, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Cada corretor atribuirá uma nota entre 0 (zero) e 200 (duzentos) pontos para cada uma das cinco competências totalizando 1000 (mil) pontos. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores.
Caso ocorra uma diferença de 100 pontos ou mais entre as duas notas totais (numa escala de 0 a 1000) ou se a diferença de suas notas em qualquer uma das competências for superior a 80 (oitenta) pontos (numa escala de 0 a 200), a redação passará por uma terceira correção. Caso não haja discrepância entre o terceiro corretor e pelo menos um dos outros dois corretores, a nota final do participante será a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximarem, sendo descartadas as notas não convergentes.
Caso o terceiro corretor apresente discrepância com os outros dois corretores, haverá novo recurso de ofício e a redação será corrigida por uma banca composta por três corretores que atribuirá a nota final ao participante, sendo descartadas as notas anteriores.

Quando o participante pode tirar zero na redação?
Nos seguintes casos, segundo o Inep:

a) quando o texto não atender à proposta solicitada ou possuir outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo, o que configurará "fuga ao tema/não atendimento ao tipo textual";
b) quando inexistir texto escrito na folha de redação, ela será considerada "em branco";
c) quando o texto apresentar até 7 (sete) linhas, qualquer que seja o conteúdo, o que configurará "texto insuficiente" – quando a redação contiver linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões, serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas;
d) caso o texto contenha xingamentos, desenhos e outras formas propositais de anulação, bem como que desrespeite os direitos humanos e apresente parte do texto desconectada com o tema proposto de forma a caracterizar descompromisso com o exame, quando a redação será considerada "anulada".
capa azul segundo dia (Foto: reprodução)(Foto: Reprodução/Inep)

Itaipu supera Três Gargantas e retoma liderança mundial em produção Maior produtora de energia limpa do mundo em termos acumulados, com mais de 2,312 bilhões de megawats-hora (MWh) desde sua entrada em operação, em maio de 1984, a usina deve voltar a produzir mais de 90 milhões de Mwh em 2016

 AFP PHOTO / NORBERTO DUARTE

A usina de Itaipu, projeto binacional localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai, retomou em 2015 o posto de maior geradora de energia elétrica do mundo. De acordo com a administração da hidrelétrica, a produção da usina alcançou 89,2 milhões de MWh, superando os 87 milhões de MWh da chinesa Três Gargantas. A hidrelétrica asiática havia superado o projeto sul-americano pela primeira vez na história em 2014, ano marcado pela falta de chuvas no Brasil.

"Esses números nos deixam ainda mais otimistas de que estamos no caminho certo para continuar buscando a excelência na produção sustentável e projetar um 2016 melhor ainda. Já nesta primeira semana de 2016, estamos produzindo 17% a mais do que no mesmo período de 2015", destacou em nota o diretor técnico executivo de Itaipu, Airton Dipp. O aumento da produção é possível em função do expressivo volume de chuvas que atinge a região Sul do Brasil.

Maior produtora de energia limpa do mundo em termos acumulados, com mais de 2,312 bilhões de megawats-hora (MWh) desde sua entrada em operação, em maio de 1984, a usina deve voltar a produzir mais de 90 milhões de Mwh em 2016, segundo projeções da administração da hidrelétrica. A usina tem capacidade instalada de 14.000 MW, abaixo dos 22.400 MW da usina de Três Gargantas.

Nº de haitianos que entram no Brasil pelo Acre cai 96% em 12 meses Emissão de vistos permitiu a imigrantes entrarem legalmente por RJ e SP. Embaixadas em Porto Príncipe, Quito e Lima passaram a fornecer documento.

Abrigo imigrantes antes e depois (Foto: Aline Nascimento/G1)À esquerda, abrigo em junho de 2015, superlotado. À direita, foto tirada nesta quarta-feira (6) mostra corredores vazios (Fotos: Aline Nascimento/G1)
O Acre tem deixado de ser a principal rota para entrada de imigrantes haitianos no país desde que o Brasil ampliou a emissão de vistos pelas embaixadas em Porto Príncipe (Haiti), Quito (Equador) e Lima (Peru). Em 2015, houve uma queda de 96% no número de haitianos ilegais que chegaram ao Brasil pelo estado.
Enquanto em janeiro houve o registro de 1.393 imigrantes, em dezembro esse número despencou para 54, segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre (Sejudh).
VistosDados da Divisão de Imigração do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) apontam que a emissão de vistos a haitianos subiu 1.537% de 2012 a 2015. Isso mostra que os imigrantes têm entrado no país regularizados por capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, em vez de fazer a longa e cara viagem para entrar ilegalmente pelo Acre.
Nos últimos quatro anos, foram emitidos 38.065 vistos permanentes para haitianos pelas embaixadas do Brasil – 30.385 em Porto Príncipe, 7.655 em Quito, e 25 em Lima, segundo o Itamaraty. Enquanto em 2012 foram emitidos 1.255 vistos, em 2015 o número saltou para 20.548.
No abrigo montado em Rio Branco, o cenário é muito diferente do registrado anos anteriores, quando o estado recebia até 100 haitianos diariamente. Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos do estado, Nilson Mourão, atualmente, o abrigo tem recebido no máximo duas pessoas por dia.
O Acre se tornou uma rota vegetativa, mas nada disso garante que vai continuar assim por mais tempo [...] Estamos na fase de observação. Agora, eles estão vindo pela rota legal, desembarcando em São Paulo e Rio de Janeiro"
Nilson Mourão, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre
"Chegamos a receber 100 por dia. Por isso, quando as viagens [dos imigrantes para outros estados] não ocorriam, chegamos a um número de 2,2 mil pessoas em Brasileia e 1,5 mil em Rio Branco", afirma.
Até a noite desta terça-feira (5), de acordo com o secretário, estavam no abrigo apenas dez imigrantes – entre haitianos, dominicanos e senegaleses.
Desde 2010, quando passou a ser rota de imigração, o Acre recebeu mais de 43 mil pessoas, conforme a secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos.
"O Acre se tornou uma rota vegetativa, mas nada disso garante que vai continuar assim por mais tempo. Numa frequência de cinco meses tem se mantido assim, mas não temos garantias. Estamos na fase de observação. Agora, eles estão vindo [ao Brasil] pela rota legal, desembarcando em São Paulo e Rio de Janeiro", explica Mourão.
Wilner Estime, de 40 anos, é pai de três filhos. Ele deixou os filhos e a esposa Jauline Bayard, de 32 anos, na República Dominicana (Foto: Aline Nascimento/G1)Wilner Estime, de 40 anos, deixou os três filhos e a esposa na República Dominicana (Foto: Aline Nascimento/G1)
Sonho da casa própria no Brasil
O dominicano Wilner Estime, de 40 anos, diz que deixou os três filhos e a esposa na República Dominicana em busca de uma vida melhor e do sonho de ter a casa própria no Brasil. Ele conta que está no Acre desde o dia 4 deste mês, mas que saiu de sua terra natal em setembro de 2015.
Estime contou ainda que decidiu se aventurar e vir pela rota ilegal, pois a prioridade para retirada do visto em seu país era para grupos que estavam com famílias completas. Como ele vinha sozinho e não sabia quando conseguiria o visto, resolveu fazer a rota pelo Acre.
O dominicano diz que a saudade já começou a doer, mas que no fim, a espera e a distância da família vai valer a pena. Estime informou que até que ele consiga um emprego, a família vai ficar mandando dinheiro para que ele possa seguir para Santa Catarina, estado escolhido para firmar residência no Brasil.
"Quero uma residência em Santa Catarina e depois mando buscar minha família. Demorei muito para chegar no Brasil porque não conseguia tirar o visto e não queria chegar sem visto. As pessoas aqui são muito atenciosas", diz.
Como foi facilitada a tiragem do visto, eles pegam um avião, gastam menos, vêm em segurança e tranquilos"
Nilson Mourão, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre
Mais segurança e custo menor
Para entrar no país de forma legal, o imigrante retira o visto em Porto Príncipe e, por via aérea, consegue chegar diretamente ao Brasil, por um custo que não chega a US$ 2 mil, segundo o secretário Nilson Mourão.
"Como foi facilitada a tiragem do visto, eles pegam um avião, gastam menos, vêm em segurança e tranquilos", afirma.
Pela rota ilegal, os haitianos faziam uma viagem de 15 dias, que poderia custar entre US$ 3,5 mil e US$ 5 mil, segundo o secretário. "Essa diferença de valores, de US$ 1,5 mil, dependia do grupo, que podia ser mais ou menos explorado, principalmente, no interior do Peru, Equador e por taxistas brasileiros em Assis Brasil", diz Mourão.
Os imigrantes saiam do Haiti e iam até a República Dominicana. De avião, seguiam até oEquador. Depois, por terra, cruzavam a fronteira e entravam no Peru, por onde chegavam ao município acreano de Assis Brasil e seguiam para Brasileia.
Ao anunciar a ampliação da emissão de vistos nas embaixadas brasileiras, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que um dos objetivos era justamente combater a atuação de grupos exploradores em rotas clandestinas.
Emissão de vistos
Segundo o Itamaraty, em 28 de setembro de 2015 foi inaugurado em Porto Príncipe, em parceria entre a Embaixada do Brasil no Haiti e a Organização Mundial para a Imigração, um novo centro de atendimento para demandas de vistos de haitianos que querem ir ao Brasil.
Ainda segundo o órgão, em 2015, a média diária de vistos para haitianos foi de aproximadamente 78. As emissões de vistos têm prazos estipulados e seguem as resoluções normativas do Conselho Nacional de Imigração (CNIg).
Abrigo imigrantes antes e depois (Foto: Aline Nascimento/G1)Primeira foto mostra entrada do abrigo de imigrantes, em junho de 2015. Ao lado, nesta quinta-feira (6), sem movimentação de pessoas (Fotos: Aline Nascimento/G1)
Abrigo deve ser mantido
Mesmo com queda na quantidade de imigrantes instalados no abrigo de Rio Branco, Mourão explicou ao G1 que o local não deve ser desativado. Ele afirma que o governo possui um contrato a cumprir até o final do mês de junho.
"Temos que aguardar pelo menos até o final de junho para ver se esses números se estabilizam. Caso isso aconteça, é porque a rota foi desativada", afirmou.
Desde 2010, o Acre se tornou porta de entrada no Brasil para imigrantes ilegais, que utilizam a fronteira do Peru com a cidade de Assis Brasil, distante 342 km da capital. Os haitianos são maioria entre os que utilizaram a rota. Os grupos deixaram sua terra natal depois que um forte terremoto que matou mais de 300 mil pessoas e devastou parte do país em 2010.
Abrigo imigrantes antes e depois  (Foto: Aline Nascimento/G1)Acima, em foto de maio de 2015, imigrantes se amontoavam para dormir em abrigo. Abaixo, foto tirada nesta quinta-feira (6) mostra local vazio (Fotos: Aline Nascimento/G1)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Uma antiga lenda diz que, quando um ser humano acolhe e protege um animal até ao dia da sua morte, um raio de luz, que não podemos enxergar neste plano da existência, ilumina o caminho desse ser humano para sempre.


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COMPRA DE TERRENO PARA MAIS DE 40 CÃES QUE NÃO TEM ONDE FICAR


Amigos, hoje esses cães ficam em uma casa de favor, no bairro Jardim Anhangá/Duque de Caxias - RJ, com contrato de comodato com prazo, mas esse contrato pode ser desfeito a qualquer momento. Quando os conheci, eles estavam passando fome e já chegaram a ficar 5 dias sem ter o que comer, comendo suas próprias fezes para não morrerem. São cães dóceis que precisam de muito amor e um local onde eles não correrão o risco de serem despejados a qualquer momento. Hoje, para sustentá-los, vendo rifas e faço bazar online. Com isso, consegui castrar todos, vacinar e vermifugar. 3 deles foram adotados e vivem muito bem, graças a Deus!!! Mas esse trabalho tem que continuar, cada cão que eu conseguir adoção, posso pegar outro e ajudar. Tenho certeza de que com a ajuda de vcs, conseguiremos ajudar muitos peludos. Esse terreno tem 1200m² e tem uma casinha e fica no bairro de Conquista(área rural)/Nova Friburgo - RJ. O valor do imóvel é R$ 85.000,00 mas à vista o dono faz por 65.000,00. A pessoa q está vendendo está com pressa e o local é ótimo. Lá poderei ajudar outros cães e vou fazer gatil tbm. Montarei uma ONG e o terreno será registrado em nome da ONG.Assim que conseguir comprar a casa, farei canis para todos e eles não vão brigar mais. Onde estão atualmente, não há canis e eles vivem brigando. Estou à disposição para levar qualquer pessoa ao local onde os cães vivem hoje, assim será possível ver a necessidade de saírem de lá.
Conto com a ajuda de todos para tornar esse sonho uma realidade e dar a esses animais uma vida mais digna!!!!

NOTÍCIASECONOMIA Marina diz que Dilma não tem mais liderança e defende processo de cassação do TSE

Marina defende cassação no TSE: Dilma não tem mais liderança

A ex-senadora e ex-candidata a presidente da República Marina Silva (Rede) retomou as críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) e afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que a adversária "não tem mais a liderança política no País nem maioria no Congresso".
Marina disse que Dilma e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) são os responsáveis pelos desmandos geradores, na avaliação dela, da crise brasileira e defendeu o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições de 2014 como forma de afastá-los do cargo.
"No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque teria a cassação da chapa com a comprovação de que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente", afirmou Marina.
Como já tinha feito, a ex-senadora procurou não defender o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados, mas discordou da tese do governo de que o procedimento aberto pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é golpe.
"Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição, foi feito contra (o ex-presidente da República e atual senador, Fernando) Collor, foi pedido pelo PT várias vezes e eles achavam que não era golpe", afirmou.
Marina disse que a Dilma "não disse a verdade" durante a campanha a presidente em 2014 sobre a economia brasileira, o que apenas agravou a situação do País no ano passado, o primeiro do segundo mandato dela.
"Se (Dilma) tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grave risco em relação aos inúmeros problemas que tivemos desde 2008. É engraçado porque (enquanto) países do mundo correram atrás para resolver a crise, disseram que era apenas uma marolinha e chegaram a dar lição de moral até para a Alemanha", afirmou a ex-senadora, em uma crítica também ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma das favoritas à eleição presidencial em 2018, segundo as mais recentes pesquisas de intenção, Marina disse que ainda não tem clareza se será novamente candidata. No entanto, ela voltou a criticar os ataques sofridos por ela durante o pleito de 2014, principalmente pelo PT, seu ex-partido político, e pela presidente Dilma.
"Diziam que, se eu ganhasse, o governo não teria maioria no Congresso e hoje a presidente não tem maioria. Diziam que, se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres e isso ocorre com a inflação que atinge a mesa dos brasileiros. Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e Prouni e isso o atual governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer", concluiu.