terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A ocupação armada dos irmãos Bundy começou porque as chaves estavam lá

Os ocupantes taparam os sinais do Governo com bandeiras dos Estados Unidos. JIM URQUHART/REUTERS
Operação novelesca está a cargo de uma milícia improvisada e dura já há três dias num edíficio federal nos confins do Oregon. Grupo armado quer entregar terras do Estado a rancheiros.
Momentos depois de um protesto pacífico de cerca de cem rancheiros numa zona rural e isolada do Oregon, no Oeste dos Estados Unidos, um grupo de activistas anti-governo pediu a quem se quisesse erguer contra o poder de Washington que tomasse com eles um edifício público. Estava-se no início da tarde de sábado e o espaço da agência estatal que gere os terrenos públicos no condado de Burns estava encerrado e vazio. Cerca de 25 pessoas ocuparam a pequena cabine com armas, carros e mantimentos. Estão lá há já três dias e prometem não sair antes de “devolverem a terra às pessoas”. Nem que isso leve anos.  
O grupo diz ser uma milícia, tem armas pesadas e o seu líder, Ammon Bundy, oscila entre dizer que as pessoas estão prontas para se defenderem caso a polícia os tente expulsar ou, como na conferência de imprensa que convocou domingo, afirmar que “não somos uma ameaça a ninguém”. As autoridades locais dizem que estão a seguir o caso, mas, até ao início da tarde desta segunda-feira, parecem não ter feito muito mais do que anunciar publicamente que os ocupantes estão a “tentar derrubar o governo federal e do condado na esperança de despertarem um movimento nos Estados Unidos”.
Ammon é filho de Clive Bundy, rancheiro que em 2014 se transformou por momentos no ídolo da comunidade rural e conservadora que nos Estados Unidos defende uma exploração sobretudo privada de terrenos para pastoreio e agricultura. A norma é acontecer o contrário: grande parte do território é de domínio do Governo federal – não do estado, ou da localidade– e os rancheiros pagam licenças para pastarem o seu gado. É isto que acontece no Oregon, onde em algumas zonas, como no condado de Burns, quase 90% do terreno pertence ao Estado. A autodesignada milícia de Ammon Bundy quer mudar isso.
“Estamos aqui porque têm abusado da população o quanto baste, as suas terras e recursos foram-lhes retirados a um ponto que os está a pôr literalmente na pobreza”, disse Ammon Bundy aos jornalistas a que falou diante a pequena casa de madeira que o seu grupo ocupa. “Este refúgio [a zona é também um santuário de observação de aves] é propriedade legal do povo e nós pretendemos usá-lo.”
A dita milícia promete ajudar os rancheiros, caçadores e residentes a usarem terrenos do Estado sem pagarem licença, embora não seja evidente como o podem fazer. Foi com este tipo protesto que Clive Bundy ficou conhecido. Recusou-se a pagar licenças ao Governo, a retirar as suas cabeças de gado de terrenos públicos e ainda ameaçou disparar sobre a polícia que tentasse intervir. As autoridades recuaram e Clive foi recebido em braços pela população rural que vê o Governo como uma instituição intrusiva, comandada pelos estados mais populosos do Leste.
Dois filhos de Clive – que caiu das graças dos conservadores ao defender a escravatura – participam na ocupação da agência do território em Burns. Nem todas as pessoas estão armadas, mas algumas patrulham a entrada para o terreno com espingardas automáticas. Há um atirador furtivo na torre de observação de aves, como mostram as fotografias tiradas por jornalistas a quem foi dada uma curta visita guiada ao exterior do edifício. A milícia assegura que nada foi danificado e que conseguiram entrar por terem encontrado um conjunto de chaves. Os funcionários da agência governamental não foram trabalhar esta segunda-feira e as escolas do condado encerraram por receio de uma disputa com a polícia.  
Os Hammond e o terrorismo
O grupo que ocupou Burns esteve durante a manhã numa marcha de solidariedade a dois rancheiros residentes, Dwight e Steven Hammond, pai e filho condenados a novas penas de prisão por dois fogos ateados em 2001 e 2006. Os Hammond estiveram já presos pelos incêndios que se alastraram para terrenos do Estado. O pai, Dwight, de 73 anos, cumpriu uma pena de três meses e o seu filho de um ano. Mas os procuradores consideraram recentemente que deveriam passar mais quatro anos cada na prisão. A família Hammond disse não estar envolvida na ocupação em Burns e anunciou esta segunda-feira que Dwight e Steven estariam no estabelecimento penal até ao final do dia.  

A escalada da Amazon coloca Jeff Bezos entre os mais ricos do mundo A revalorização da empresa duplicou as riquezas de seu fundador. Dono da Zara se consolidou como segundo lugar no mundo

Jeff Bezos, fundador da Amazon. Bloomberg  SANDRO POZ  Nova York
Amazon demonstrou aos investidores em 2015 que é rentável, graças ao seu domínio absoluto no negócio do comércio eletrônico e ao tamanho alcançado por sua infraestrutura de gestão de dados. Wall Street a premiou com um aumento de suas ações de 118%. E a revalorização da empresa duplicou as riquezas de seu fundador, Jeff Bezos. O patrimônio de Bezos, estimado em 60,7 bilhões de dólares (245,5 bilhões de reais) se transformou no quarto maior do mundo. O espanhol Amancio Ortega, maior acionista da Inditex, da Zara,  se consolidou no segundo lugar mundial, atrás de Bill Gates, criador da Microsoft.
Para a Bolsa de Wall Street, 2015 foi um ano estranho, dominado pela volatilidade e a incerteza. As mesmas divergências que predominam na economia global se refletem também na evolução das maiores fortunas do planeta, com magnatas que tiveram um ano inesquecível graças à forte retomada do valor de suas empresas e outros que, com a mudança de calendário, esperam recuperar parte do patrimônio perdido.
Jeff Bezos foi quem se deu melhor no ano passado. O aumento do valor da Amazon na Bolsa (de 118%, até 675 dólares [2.736 reais]) foi paralelo ao seu entre os mais ricos. Segundo o ranking de multimilionários elaborado pela Bloomberg, baseado nas fortunas dos magnatas da Bolsa, Bezos possui a quarta maior fortuna do planeta.
Em 2014 Bezos foi uma das maiores quedas e estava no 13° lugar, nove abaixo do atual. O fundador da Amazon, entretanto, está agora à frente até mesmo deCarlos Slim: o magnata mexicano teve seu pior ano nas finanças. Passou de segundo maior milionário do mundo a quinto, após uma perda de valor de seus investimentos na Bolsa de 19,7 bilhões de dólares (79,68 bilhões de reais).

As duas faces das fortunas

Bezos e Slim são as duas faces de 2015. Bill Gates continua no posto mais alto da lista dos multimilionários, com 77,37 bilhões de euros (339,23 bilhões de reais). São 2,3 bilhões de euros (10,08 bilhões de reais) a menos do que no começo de 2015. O retrocesso do cofundador da Microsoft já fez com que o espanhol Amancio Ortega tomasse emprestado seu cetro por algumas horas. O principal acionista da Inditex se consolidou assim como o segundo maior magnata do mundo após amealhar 11,87 bilhões de euros (52,04 bilhões de reais), somando no total 68,08 bilhões de euros (298,50 bilhões de reais), sempre segundo os cálculos da lista da Bloomberg.
O líder do império têxtil espanhol Inditex teve o segundo maior aumento do ano, seguido muito de perto por Mark Zuckerberg, com 10,95 bilhões de euros (48 bilhões de reais), graças a subida de 30% de suas ações do Facebook. O quarto maior aumento é do chinês Wang Jianlin, investidor do Atlético de Madrid e proprietário do Edifício Espanha em Madri, com um lucro de 10,49 bilhões de euros (46 bilhões de reais), o que o leva ao 12° lugar com 33,58 bilhões de euros (147,23 bilhões de reais). Larry Page e Sergey Brin ganharam 9,94 bilhões (43,58 bilhões de reais) e 9,48 bilhões de euros (41,57 bilhões de reais) respectivamente pela valorização de quase 45% da Alphabet, a antiga Google.
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Amancio Ortega, o segundo homem mais rico do mundo / getty
Jeff Bezos também está entre os que mais ganharam em números relativos, com um aumento de 110% no ano. É superado pela mulher mais rica da China, Zhou Qunfei, com 260%.
Até o investidor de maior reputação teve um ano complicado. Warren Buffett fecha 2015 com uma fortuna próxima aos 57,7 bilhões de euros (253 bilhões de reais). É o suficiente para se manter no terceiro lugar, mas começa a sentir a aproximação de Jeff Bezos. No seu caso o patrimônio diminuiu em 10,2 bilhões de euros (44,72 bilhões de reais), a segunda maior queda anual no índice de multimilionários da Bloomberg. Foi um ano que os acionistas da Berkshire Hathaway querem esquecer.
O conglomerado que utiliza o oráculo de Omaha para realizar seus investimentos teve uma redução de 11% de seu valor no ano, o pior rendimento desde a crise financeira. Nessa época, até mesmo perdendo 30%, teve um comportamento melhor do que o S&P 500, utilizado como comparação. Dessa forma é preciso voltar a 1999 para encontrar uma situação na qual a Berkshire foi um investimento pior do que o índice.

Wal-Mart prejudica Buffet

Sua carteira de investimentos foi prejudicada por títulos como a IBM, American Express e Procter & Gamble. Mas um o colocou em dificuldades: a Wal-Mart. A maior rede de hipermercados do mundo perdeu 30% de seu valor em 2015, a empresa com o pior rendimento do ano. Essa queda abocanhou um enorme pedaço dos herdeiros de Sam Walton, o que no caso de Jim Walton equivale a 9,39 bilhões de euros (41,17 bilhões de reais). Robert perdeu 8,74 bilhões de euros (38,32 bilhões de reais) e Alice, 8,56 bilhões (37,53 bilhões de reais).
Os Walton em março estavam entre as dez maiores fortunas. Ano ruim também para Larry Ellison. O valor de seus ativos na Bolsa se desvalorizou em 8 bilhões de euros (35,08 bilhões de reais), mas o fundador da Oracle se mantém como o nono mais rico entre Mark Zuckerberg e Larry Page. O empresário sueco Ingvar Kamprad, o homem que controla a Ikea, caiu ao décimo terceiro lugar após perder 6,7 bilhões de euros (29,38 bilhões de reais). No lado dos ganhadores é possível incluir também os três irmãos da fabricante de doces Mars, com um lucro de 5,5 bilhões de euros (24,11 bilhões de reais) cada um.
E entre os perdedores de 2015 aparecem o suíço Hansjoerg Wyss, da Synthes, que perdeu mais da metade de sua fortuna, e Lakshmi Mittal, que perdeu um terço. O rei dos cassinos, Sheldon Adelson, e o do fracking, Harold Hamm, também não foram muito bem.

LACUNAS NAS LISTAS DOS GRANDES MILIONÁRIOS

Nenhuma lista de milionários é infalível, entre outros motivos, porque só levam em consideração os patrimônios empresariais públicos, e não os pessoais, como mansões e iates. A elaborada pela Bloomberg tem uma vantagem: é atualizada em tempo real todo dia. Acompanha de perto os empresários e investidores da Bolsa. Essa característica, entretanto, é ao mesmo tempo uma de suas principais fraquezas: deixa de fora os magnatas cujos patrimônios não dependem dos mercados. Essas lacunas podem ser preenchidas com a utilização de outro dos rankings mais elaborados, o da Forbes. Com esse segundo cálculo, é necessário incluir Michael Bloomberg, com mais de 5 bilhões de dólares (20,22 bilhões de reais), entre os ganhadores de 2015. E também os três fundadores da Airbnb, Brian Chesky, Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk; e Travis Kalanick, da Uber

Aliados da Arábia Saudita rompem com o Irão SOFIA LORENA


Depois de cortar laços diplomáticos com o Irão, sauditas anunciam o fim das relações comerciais e dos voos. Líder do Hezbollah descreve execução do xeque Nimr como “uma mensagem de sangue”.
Imagem para o resultado de notícias
Quando o rei Salman tomou posse, há um ano, o analista saudita Aimen Dean escreveu que a Arábia Saudita iria “assumir uma posição mais combativa em relação ao Irão e aos seus aliados”. A 26 de Março, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Zarif, estava na Suíça a discutir o acordo sobre o programa nuclear iraniano – assinado a 14 de Junho –, aviões sauditas começavam a largar bombas sobre os rebeldes houthis, tribo iemenita de confissão xiita, que Riad acusa Teerão de financiar e controlar.
Apesar das previsões de Dean e de outros analistas, a execução, no sábado, doxeque Nimr, um líder religioso da minoria xiita saudita, apanhou muitos desprevenidos. O mesmo aconteceu com a decisão saudita, domingo, de suspender os laços diplomáticos com o Irão, justificada pelo ataque à embaixada de Riad em Teerão num protesto pela execução de Nimr.
No mesmo dia em que executavam Nimr, os sauditas declararam o fim unilateral do cessar-fogo em vigor no Iémen desde 15 de Dezembro.
“Isto é uma escalada que vai lançar o caos na região”, comentou à Al-Jazira o analista libanês Joseph Kechichian.
Sudão e Bahrein juntaram-se entretanto aos sauditas e anunciaram o corte de relações com o Irão, enquanto os Emirados Árabes Unidos chamaram o seu embaixador em Teerão. Do outro lado, o Governo iraquiano enfrenta pressões para encerrar a embaixada de Riad em Bagdad, reaberta apenas em Dezembro, 25 anos depois de iraquianos e sauditas terem cortado relações, quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait.
Manifestações diante de representações sauditas repetiram-se um pouco por todo o lado onde há grandes comunidades xiitas: de novo no Irão, onde se queimaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel; no Bahrein (onde a maioria xiita é governada por uma família sunita e os protestos foram fortemente reprimidos); no Iraque (único país árabe com um Governo xiita), onde a embaixada foi atingida por um rocket.
Duas mesquitas sunitas no Iraque foram alvo de atentados que fizeram uma vítima mortal e o responsável pelo chamamento para as orações de uma terceira mesquita foi também morto, com Bagdad a acusar “infiltrados” de quererem “reavivar a violência entre xiitas e sunitas” que devastou o país entre 2006 e 2010.
Houve ainda protestos no Líbano, Turquia, Paquistão e na Caxemira indiana, assim como em Qatif, a região do xeque Nimr, onde os seus familiares apelaram à calma.
Em Teerão, os manifestantes também gritaram contra o seu próprio Governo, por terem sido os sauditas, e não os iranianos, a romper os laços diplomáticos.
Os políticos iranianos têm-se mantido controlados nas suas declarações, ao contrário do verdadeiro líder do país, o ayatollah Ali Khamenei, que descreveu Nimr como “um mártir oprimido” e antecipou que “uma vingança divina vai abater-se sobre os políticos sauditas”. No Líbano, o líder do grupo xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, afirmou que a morte do xeque saudita é “uma mensagem de sangue”. Os “Saud [nome da família real] querem um conflito sunita-xiita, foram eles que o iniciaram e estão a provocá-lo em todo o lado”, acusa Hassan Nasrallah.
Entretanto, a monarquia saudita fez saber que a suspensão das relações não se fica pela expulsão dos diplomatas: Riad vai cortar todas as relações comerciais e o tráfego aéreo entre os dois países e proibiu os seus cidadãos de viajarem para o Irão. De Teerão já saíram 80 sauditas, diplomatas e seus familiares.
Petróleo e sanções
A luta de poder pela hegemonia regional entre o reino dos santuários do islão, Meca e Medina, e o grande país persa e xiita, é antiga e ambos a travam como se disso dependesse a perpetuidade dos seus próprios regimes autoritários. Teerão, aliás, acusou o rei Salman de executar Nimr, um dos 47 condenados à morte executados no sábado, e cortar os laços com o seu país para distrair os sauditas da situação económica. Em 2014, o lucro obtido com o petróleo diminuiu 23% no país.
“O Irão compromete-se a providenciar segurança diplomática como indicam as convenções internacionais. Mas a Arábia Saudita, que se alimenta de tensões, usou este incidente [o ataque à embaixada] para as aumentar”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hossein Jaberi Ansari.

Marcelo Rebelo de Sousa mentiu sobre questão da inconstitucionalidade do OE2012

No debate desta segunda-feira, na Sic Notícias, Marcelo Rebelo de Sousa mentiu quando confrontado por Marisa Matias, que recordou as declarações críticas do então comentador televisivo sobre o pedido de fiscalização sucessiva do OE2012 entregue pelo Bloco e alguns deputados do PS. Na altura perguntou incrédulo: “Passa pela cabeça de alguém que a maioria dos Juízes do Tribunal Constitucional chumbe o OE? Isto lembra ao careca?”. Agora diz que até concordou com decisão do TC.
Esta segunda-feira à noite, na Sic Notícias, teve lugar o debate frente-a-frente entre a candidata presidencial Marisa Matias e o candidato Marcelo Rebelo de Sousa. Este foi confrontado com a sua defesa da constitucionalidade do Orçamento de Estado de 2012 – ver vídeo do debate.
Este foi o primeiro orçamento do anterior Governo PSD-CDS, após a assinatura do memorando com a troika no primeiro semestre de 2011. Trata-se do orçamento que pôs em prática os famigerados cortes dos subsídios de férias e de natal aos funcionários públicos e pensionistas, considerados posteriormente inconstitucionais, na sequência de uma decisão do Tribunal Constitucional.
Tal decisão foi suscitada por um pedido de fiscalização sucessiva do OE entregue em janeiro de 2012, pelo Bloco de Esquerda e alguns deputados do PS, pedido que o então comentador televisivo, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, criticou de modo claro e exaustivo, considerando impensável uma decisão no sentido da declaração do OE2012 como inconstitucional.
No debate desta noite, Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que não tinha dito que o OE fosse constitucional, mas que tinha falado sobre divergências quanto aos fundamentos jurídicos que sustentavam o pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma.
Porém, as atuais declarações de Marcelo Rebelo de Sousa discordam do que disse, e de modo bastante retórico, no seu habitual programa de comentário televisivo transmitido no domingo de 22 de janeiro de 2012. Na altura perguntou incrédulo: “Passa pela cabeça de alguém que a maioria dos Juízes do Tribunal Constitucional chumbe o OE? Isto lembra ao careca?”. E argumentou que tal significaria chumbar o acordo assinado com a troika. “Era o que faltava!”, sublinhou, defendendo que a Constituição deve ser lida de acordo com o momento, sem “homenagens” a interpretações “rígidas” e “fixistas”. Ver vídeo das declarações na televisão, em 2012.
Agora, quando confrontado com as suas passadas declarações por Marisa Matias, o Professor Marcelo diz que até concordou com a decisão do Tribunal Constitucional.
Confrontando as suas palavras, as de 2012 e as de 2016, fica claro que o candidato Marcelo Rebelo de Sousa não só defendeu o Orçamento de Estado de 2012 do Governo de Passos e Portas, bem como a inevitabilidades dos cortes nele contidos, como também criticou severamente os deputados e as deputadas que suscitaram a inconstitucionalidade do documento.
Além disto, se em 2012 considerava que “chumbar” o acordo com a troika não lembrava nem ao careca, agora afirma perentoriamente que “a Constituição prevalece sobre os tratados internacionais”. Ou seja, no debate desta noite, Marcelo Rebelo de Sousa mentiu sobre o que defendeu há quatro anos.

'Rituais de sofrimento' em treinamento alimentam violência policial, diz capitão da PM Thiago Guimarães - @thiaguima Da BBC Brasil em Londres Há 2 horas

Image copyrightGoverno do Maranhao
Image captionCurso de formação de policiais no Maranhão em 2015: treinamento reforça ideal bélico e reproduz violência, avalia pesquisador e capitão da PM
Privação de sono, pauladas, tarefas em salas impregnadas de gás lacrimogêneo e pimenta, almoço misturado com água e consumido com as mãos imundas de terra e pus, humilhação e assédio moral praticados por superiores.
As cenas, registradas em um curso recente de formação policial no Brasil, se repetem pelo país. Expõem ainda o predomínio, no treinamento das PMs, de uma "pedagogia do sofrimento" que acaba por alimentar a violência de seus agentes nas ruas.
A conclusão é do capitão da PM da Paraíba Fábio França, que colheu relatos de participantes de um estágio de aperfeiçoamento realizado em agosto de 2014 em uma Polícia Militar do país - o Estado não é revelado na pesquisa porque os chefes da corporação pediram para "resguardar a imagem da instituição".
Mestre e doutor em sociologia, França especializou-se no estudo da formação dos profissionais de segurança pública no Brasil.
Com 35 anos de idade e 13 de PM, o capitão cunhou a expressão "pedagogia do sofrimento" para caracterizar o modelo de cunho militarista que, segundo ele, predomina na educação policial no país, baseado em valores como masculinidade, virilidade e exaltação ao combate bélico.
Para ele, essa pedagogia está ligada a um "ethos (conjunto de costumes e hábitos) guerreiro", que legitima a "construção de uma vontade bélica de proteger a sociedade".
"A crença geral é que o treinamento baseado em violência psicológica, moral e até física é necessário para condicionar o corpo e a mente dos soldados para vencer o medo e o perigo, e ter coragem para o embate no que seria uma guerra urbana", afirma França, que relaciona o fenômeno ao que aponta como "herança ditatorial" das PMs brasileiras.

'Se não aguentar, corra'

Em conjunto com a colega de PM Janaína Gomes, o capitão reuniu depoimentos de participantes de um curso de formação de um pelotão especial de patrulhamento em motos.
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Image captionCadete em treinamento na Vila Cruzeiro, no Rio, em 2012: lógica do confronto se sobrepõe a valores como negociação e relação com comunidade, conclui estudo
Para os autores, que publicaram os resultados do estudo na última edição da revista do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os rituais do treinamento reforçam a "pedagogia do sofrimento" em detrimento de valores como comunicação, solução de problemas e relação com a comunidade.
"Na obtenção de um 'brevê de virilidade militar', é necessário um aprendizado voltado para o sofrimento físico e para as dores morais", escrevem os policiais e especialistas em segurança.
Nesse contexto, aponta França, mulheres que apostam na carreira policial acabam obrigadas a "introjetar o papel dominador da maioria masculina" para conseguir espaço em um "universo marcado pelo preconceito" de gênero e contra homossexuais.
Uma aluna do curso, por exemplo, relatou como os participantes eram molhados com água gelada durante a madrugada, entre outras privações.
"Além de banho de água gelada na madrugada teve também gás. Eles colocaram a gente dentro de uma sala, mandaram a gente tirar a camisa, colocar a camisa no olho, gasaram (lançaram gás lacrimogêneo ou de pimenta) a sala e desmontaram a pistola para a gente montar, e só saía da sala quem conseguisse montar a pistola", afirmou a militar aos pesquisadores.
Outro participante reclamou de uma situação em que a saúde dos alunos foi, segundo ele, colocada em risco.
"No horário de almoço da gente, pegaram as quentinhas e jogaram dentro de um isopor sujo. Aí botou (sic) a gente pra comer com a mão, a mão suja do dia todinho pegando na moto, pagando flexão, com a mão suja cheia de pus, tinha muita gente com a mão inflamada. A gente parecia um bando de animais", disse.

Reprodução da violência

Os relatos colhidos pelos pesquisadores militares da Paraíba reforçam os resultados de uma pesquisa recente com 21 mil policiais no Brasil, que mostrou que 30% deles já tinham sofrido abusos físicos ou morais dentro de suas próprias instituições.
Segundo o levantamento de 2014, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Fundação Getúlio Vargas e Secretaria Nacional de Segurança Pública, 28% dos policiais ouvidos afirmaram ter sido "vítima de tortura em treinamento ou fora dele" e 60% narraram situações de desrespeito ou humilhação por superiores hierárquicos.
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Image captionTreinamento na PM do Maranhão: mulheres que apostam na carreira policial acabam obrigadas a "introjetar o papel dominador da maioria masculina", diz capitão da PM da PB
Para França, esse tipo de formação acaba motivando um efeito dominó, em que as vítimas passam a naturalizar e transmitir a violência adiante.
"Os alunos interiorizam as regras morais e vão exteriorizá-las no cidadão comum, que é o 'paisano', o 'civil', uma categoria diferente. Você sempre irá buscar uma válvula de escape para a ordem, a coerção moral", afirma o capitão.
A pesquisa registrou pelo menos um caso de violência física contra alunos, em que instrutores aproveitavam a superioridade hierárquica e a ausência do coordenador do curso para "resolver (problemas com) desafetos".
"Um instrutor que estava querendo 'tirar' um aluno que não foi com a cara pegou um pedaço de pau dentro da mata. (...) Aí ele pegou e bateu num aluno que quebrou o pedaço de pau, que o pedaço de pau voou longe na perna do dez (aluno), aí o dez deu um suspiro forte e caiu no chão do meu lado", relatou um participante.

Visão da polícia

Para o comandante do centro de educação da Polícia Militar da Paraíba, coronel Carlos Alexandre Sobreira, a formação "tem que ser dura e levar às vezes a extremos" para que o policial vivencie situações que encontrará nas ruas, mas não deve propor o "sofrimento pelo sofrimento".
Ele diz acreditar que as polícias no Brasil ainda estejam em processo de transição democrática, e reconhece que um policial desrespeitado na formação tenderá a reproduzir esse comportamento nas ruas.
"Por isso temos buscado uma metodologia de ensino voltada para humanismo, respeito e dignidade do cidadão", afirmou Sobreira, citando ênfase em temas de direitos humanos e policiamento comunitário. "O policial tem que tratar bem o cidadão, conhecer bem os problemas sociais e não ser alguém que traga mais transtornos."
No treinamento, contudo, diz o comandante, é preciso encontrar um equilíbrio. "Não podemos florear, é preciso trazer o máximo de realidade possível para a formação."

Mudança social

Os autores da pesquisa concluem que as narrativas dos alunos expõem a resistência das instituições policiais às mudanças - algo que, segundo ele, as PMs precisarão superar para não perderem ainda mais confiança na sociedade.
"Mesmo que exista a crença policial militar de que esse tipo de pedagogia seja necessária para fazer o PM crer que o curso o habilita e o fortalece para as situações encontradas nas ruas, as experiências escolares com os PMs mostram a falta de preparo profissional dos instrutores que enaltecem o sofrimento e desconhecem a lógica de poder e dominação presente nas ações desencadeadas por eles mesmos", afirmam.
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Image captionTropa de choque da PM em ação em protesto em Niterói (RJ) em 2013: para pesquisador, sofrimento em cursos é exteriorizado por policiais nas ruas
França, que atua como professor de Criminologia no Centro de Educação da PM da Paraíba, diz acreditar que exista uma nova geração de policiais ingressando nas instituições, com maior bagagem cultural e educacional, e que pode tornar as polícias mais permeáveis a críticas.
"Há integrantes de PMs, por exemplo, que não aceitam as críticas que faço. Mas não há como as PMs voltarem atrás, elas têm que se adequar à realidade democrática do país."

05/01/2016 07h28 - Atualizado em 05/01/2016 07h28 Pontos de ônibus são pichados em SP após aumento das passagens Na Paulista, além dos pontos de ônibus, os vândalos picharam calçadas. Valor da tarifa dos ônibus passa para R$ 3,80 no próximo sábado (9).

Após o anúncio do reajuste das tarifas de ônibus, vários pontos amanheceram pichados para protestar contra o aumento na cidade de São Paulo.
Na Avenida Paulista, além dos pontos de ônibus, os vândalos picharam algumas calçadas. A tarifa que é de R$ 3,50 vai passar para R$ 3,80 no próximo sábado (9).
O último reajuste ocorre em janeiro do ano passado após quase um ano de tarifas congeladas. Em junho de 2013, o aumento das tarifas de transporte público gerou protestos entre os estudantes que mobilizaram todo o país.
Capital
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiram reajustar as tarifas de ônibus, metrô e trem a partir de 9 de janeiro de 2016.
O bilhete unitário foi reajustado em 8,57%, passando dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80. A tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92. As tarifas dos bilhetes mensal, semanal, diário e madrugador permanecem congeladas.
O reajuste é menor do que a inflação acumulada no período, de 10,49%, segundo o IPC-Fipe.
Como vão ficar as tarifas a partir do dia 9 de janeiro:
- bilhete unitário de ônibus: reajustado para R$ 3,80
- bilhete unitário de metrô: reajustado para R$ 3,80
- bilhete unitário de trem: reajustado para R$ 3,80
- bilhete 24 horas de ônibus: mantido em R$ 10
- bilhete semanal de ônibus: mantido em R$ 38
- bilhete mensal de ônibus: mantido em R$ 140
- integração entre ônibus e trilhos: reajustado para R$ 5,92
- integração entre ônibus e trilhos 24 horas: mantido em R$ 16
- integração entre ônibus e metrô semanal: mantido em R$ 60
- integração entre ônibus e  trilhos mensal: R$ 230
- Trilhos madrugador: mantido em R$ 2,92
- Da Hora: mantido em R$ 2,92
- Para os ônibus da EMTU, o percentual médio do reajuste irá variar em cada uma das cinco regiões metropolitanas vinculadas à empresa - São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba e Vale Paraíba, mas nenhum valor será reajustado acima da inflação.

Kuwait convoca embaixador e Turquia pede calma em crise com Irã Arábia Saudita, Sudão e Bahrein cortaram relações diplomáticas com país. Tensão foi provocada pela morte de clérigo xiita.

Após vários países cortarem relações com o Irã, o Kuwait convocou nesta terça-feira (5) o seu embaixador para discutir a crise após protestos que atingiram representações diplomáticas sauditas no país. A medida mostra uma nítida degradação nas relações entre os dois países. Preocupada com a alta tensão na região, a Turquia pediu calma.

Os protestos no Irã aconteceram após a Arábia Saudita anunciar a morte do clérigo xiita Nimr Baqir al-Nimr, uma importante figura do movimento de contestação contra o regime. Após os ataques, a Arábia Saudita anunciou o rompimento das relações com o Irã e foi seguida pelo Sudão e pelo Bahrein. Os Emirados Árabes anunciaram a "degradação" das relações com o Irã, convocaram o embaixador e disseram que reduzirão o número de diplomatas no país.
O Irã acusa a Arábia Saudita de agravar as tensões e os confrontos na região.
Bahrein acusa com frequência o Irã de estar por trás de uma insurgência xiita desde que ocorreram protestos em 2011 contra os governantes sunitas.
Depois de cortar relações diplomáticas com Teerã, o governo saudita anunciou na segunda-feira (4) que decidiu nesta segunda-feira interromper todas suas conexões aéreas com o Irã, anunciou a Autoridade da Aviação Civil do reino.

A Liga Árabe vai se reunir em caráter de urgência, a pedido da Arábia Saudita, no próximo domingo (10) para discutir os ataques no Irã às missões diplomáticas do reino.
Execução e protestos
Entre as outras 46 pessoas executadas junto com o clérigo estavam jihadistas sunitas acusados de ligação com a Al-Qaeda.
A execução do clérigo al-Nimr causou protestos entre os árabes xiitas de vários países da região. No Irã, um grupo de manifestantes invadiu a embaixada da Arábia Saudita em Teerã. Quarenta pessoas foram presas na ação.
O ministro saudita das Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, considerou os ataques às representações diplomáticas "uma violação flagrante das convenções internacionais", disse o chanceler. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que a Arábia Saudita sofrerá uma "divina vingança" pela execução.
Manifestantes protestam contra a morte do clérigo xiita Nimr al-Nimr em Bagdá no dia 4 de janeiro de 2016 (Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters)Manifestantes protestam contra a morte do clérigo xiita Nimr al-Nimr em Bagdá nsta segunda (4) (Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters)
Após a invasão da embaixada, diplomatas sauditas foram retirados do Irã e desembarcaram emDubai no domingo, informou a rede de TV Al Arabiya, como parada para chegar à Arábia Saudita.
O Irã afirmou que o rompimento das relações diplomáticas decidida pela Arábia Saudita não vai apagar o "erro estratégico" da execução do clérigo xiita. "A Arábia Saudita baseia sua existência na continuidade das tensões e dos enfrentamentos, e tenta resolver seus problemas internos exportando-os ao exterior", disse Hossein Jaber Ansari, porta-voz da diplomacia iraniana.
Irmão de Nimr
O irmão de Nimr condenou os ataques contra as sedes diplomáticas sauditas e criticou o fato do clérigo ter sido enterrado em um cemitério desconhecido, segundo a France Presse. "Rejeitamos e condenamos o ataque contra as embaixadas e consulados do reino no Irã", escreveu Mohammed al-Nimr em uma mensagem em árabe no Twitter.
Clérigo xiita Nimr Baqir al-Nimr, uma importante figura do movimento de contestação contra o regime saudita, em foto de arquivo (Foto: Saudi Press Agency/ Reuters)Foto de arquivo do clérigo Nimr Baqir al-Nimr
(Foto: Saudi Press Agency/ Reuters)
Também pediu que o corpo do "mártir" seja rapidamente entregue à família para um funeral em Awamiya, sua cidade natal no leste da Arábia Saudita.
Manifestações xiitas
Os protestos contra a execução de Nimr Baqer al-Nimr e outras 46 pessoas na Arábia Saudita provocou manifestações violentas na comunidade xiita em vários países do Oriente Médio, como Irã, Iraque, Bahrein e Líbano.
De acordo com Amir Abdollahian, a Arábia Saudita "prejudicou os interesses de seu próprio povo e das populações muçulmanas da região com o complô para provocar a queda do preço do petróleo".
O Irã considera que a Arábia Saudita teve um papel primordial na queda do preço do petróleo ao manter a produção em um nível muito elevado.

As cotações do petróleo estavam elevadas nesta segunda-feira após a decisão saudita de romper relações com o Irã. As duas potências regionais também se enfrentam pelas crises na Síria, Iraque e Iêmen, com trocas de acusações sobre ambições expansionistas.
Histórico de tensões
As relações entre os dois países foram interrompidas durante quatro anos, entre 1987 e 1991, depois de confrontos violentos entre peregrinos iranianos e sauditas em Meca em 1987.
Em setembro do ano passado, a morte de pelo menos 2.236 peregrinos, incluindo 464 iranianos, em Mina, perto de Meca, aumentou a tensão entre os países.
Depois da execução do clérigo xiita e das manifestações no Irã, o governo dos Estados Unidos pediu às autoridades do Oriente Médio que adotem medidas para apaziguar a situação.
Preocupação internacional
Antes do rompimento das relações entre os dois países, os governos dos Estados Unidos,França, e Alemanha, assim como a União Europeia e a ONU, já haviam manifestado preocupação com o aumento da tensão em uma região afetada por conflitos e guerras.

Nesta segunda-feira, a Casa Branca pediu para a Arábia Saudita e o Irã mostrarem moderação na crise impulsionada pela execução de um clérigo xiita pela Arábia Saudita.
"Continuamos preocupados com a necessidade dos iranianos e sauditas de reduzirem as tensões da situação. Pedimos a todos os lados que mostrem maior moderação para não inflamarem mais ainda as tensões na região", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, em entrevista coletiva diária.
Rússia se ofereceu como intermediária na disputa entre Arábia Saudita e Irã. "A Rússia está disposta a atuar como intermediária entre Riad e Teerã", disse uma fonte do ministério das Relações Exteriores, sem entrar em detalhes sobre o papel que poderia ser desempenhado por Moscou. A França também fez um apelo aos dois países para que reduzam as tensões.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, criticou a execução de 47 pessoas, incluindo um clérigo xiita, e disse que a tensão entre Riad e Teerã é "extremamente preocupante".
"Nós condenamos e não apoiamos a pena de morte em quaisquer circunstâncias, e isso inclui a Arábia Saudita", declarou Cameron a repórteres em Londres. A tensão entre Riad e Teerã pela execução do clérigo xiita, "é enormemente preocupante porque queremos estabilidade no Oriente Médio", acrescentou.
Essa estabilidade "é absolutamente essencial para resolver a crise na Síria, que é a causa de muitos destes problemas", estimou Cameron.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, disse ao ministro das Relações Exteriores saudita por telefone que a decisão de cortar laços diplomáticos com o Irã é extremamente problemática, afirmou um porta-voz da ONU.
"O secretário-geral reiterou que o ataque à embaixada saudita em Teerã foi deplorável, mas acrescentou que o anúncio da ruptura de relações diplomáticas da Arábia Saudita com Teerã é profundamente preocupante", disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, a repórteres.
Após ser invadido e vandalizado por manifestantes, prédio da embaixada da Arábia Saudita em Teerã, no Irã, é visto com fumaça saindo das janelas (Foto: Atta Kenare / AFP)Fogo na embaixada da Arábia Saudita em Teerã, no Irã, após invasão no sábado (2) (Foto: Atta Kenare / AFP)