terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Delcídio confirma advogado para fazer delação premiada na Lava Jato

Delcídio do Amaral.Traidor perante o PSDB renegado perante o PT ora dedo duro!

Delcídio do Amaral. A defesa do senador Delcídio Amaral (PT-MS) confirmou na tarde desta terça-feira, 8, que contratou o advogado penalista Antonio Augusto Figueredo Basto, como antecipou a coluna de Sonia Racy no portal do Estadão e o site O Antagonista.
Preso há duas semanas por supostamente tentar barrar a Operação Lava Jato, o ex-líder do Governo no Senado vai fazer delação premiada para tentar se livrar da cadeia. As revelações de Delcídio podem agravar ainda mais a crise política do governo Dilma. Na agenda pessoal do empreiteiro Ricardo Pessoa, que fez delação, há registro de 30 encontros com o senador entre 2011 e 2014.
No governo Fernando Henrique Cardozo (PSDB), Delcídio foi nomeado diretor de óleo e Gás da Petrobrás cargo que ocupou entre 1999 e 2001.
Delcídio foi capturado por decisão do Supremo Tribunal Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República. Em conversa gravada por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró (Internacional), o senador é flagrado discutindo um plano para obstruir a Lava Jato. Ele e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, iriam financiar a fuga de Cerveró - preso desde janeiro na Lava Jato. Cerveró fechou acordo de delação dia 18 de novembro.
Delcídio teme a delação do ex-diretor, por isso, segundo os investigadores, tentou tramar sua fuga e influenciar em seus depoimento na colaboração com a Procuradoria-Geral da República.
Nesta segunda-feira, 7, o procurador-geral da República Rodrigo Janot denunciou criminalmente Delcídio. A pedido de Janot, o Supremo autorizou abertura de outros dois inquéritos contra o ex-líder do Governo.
A saída de Delcídio pode estar na delação premiada. Dois dias depois de sua prisão, familiares e amigos do senador já o pressionavam a fazer delação, segundo revelou o jornalista Alberto Bombig em reportagem publicada pelo Estado.
Figueredo Basto é especialista nessa área da advocacia. Entre seus clientes, por exemplo, está o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato. Muitos outros personagens da investigação sobre corrupção e propinas na Petrobrás são representados pelo advogado.
A defesa de Delcídio vinha sendo conduzida pelo criminalista Maurício Silva Leite. Na semana passada, Leite pediu ao Supremo Tribunal Federal revogação da ordem de prisão contra o senador.
Em nota, a assessoria de Maurício Leite destacou que a condução do pedido de revogação 'permanece sob a responsabilidade do criminalista Mauríxio Silva Leite'.
LEIA NOTA À IMPRENSA DIVULGADA PELA ASSESSORIA DA DEFESA DE DELCÍDIO AMARAL
"A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) informa que o advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto foi contratado.

Veja repercussão sobre escolha da comissão especial do impeachment Oposição comemorou vitória de chapa com dissidentes críticos a Dilma. Governistas dizem esperar que STF suspenda processo de afastamento. Fernanda Calgaro e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

08/12/2015 19h36 - Atualizado em 08/12/2015 21h00

Deputados de oposição comemoraram nesta terça-feira (8) a escolha da comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, enquanto governistas contestaram a forma como o colegiado foi formado na Câmara, dizendo esperar que o Supremo Tribunal Federal suspenda o processo.

Paulo Pereira da Silva (SD-SP)Por 272 votos a 199, numa votação secreta, o plenário da Casa elegeu para o colegiado uma "chapa alternativa", integrada por oposicionistas e dissidentes da base governista críticos da presidente e favoráveis ao afastamento.

Veja abaixo a repercussão do resultado entre alguns dos principais deputados que participaram da discussão:

Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara
 "Foi uma chapa vencedora porque expressou o sentimento da nação. A Dilma e o PT queriam uma chapa que representasse o interesse da presidente Dilma e do ex-presidente Lula".

José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara
"O resultado [é] de uma maioria artificial que foi feita desobedecendo totalmente as regras, as mais elementares regras do regimento. Portanto, estamos seguros que o Supremo reverterá essa decisão", afirmou.

Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB na Câmara
"Esse tipo de procedimento é que está equivocado e leva a distorções [...] A questão está a cargo do Supremo. E é lamentável que num tema como esse aqueles que defendiam a posição A ou posição B ficaram escondidos atrás do voto secreto. O próprio parlamento já acolheu há tempos atrás uma conquista da sociedade. Então, num tema grave como esse não tem por que o parlamentar se esconder".

Luiz Sérgio (PT-RJ), deputado federal
"Para ocorrer o impeachment, precisa ter 171 votos. Essa foi uma votação secreta, onde o sentimento de traição ainda é muito maior, e a chapa 1 obteve 191 votos, suficiente para barrar o processo de impeachment".

Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara
"Foi o uma sinalização arrasadora da Câmara na direção do impeachment. Uma eleição contundente e inquestionável, com mais de 70 votos de diferença, mostrando que a Câmara ouve a sociedade e está sintonizada com a opinião pública brasileira e com os argumentos consistentes da representação do impeachment".

Nilson Leitão (PSDB-MT), deputado federal
"Dilma terá dificuldade porque ela não tem nenhuma relação política com o Parlamento".
"Vitória do povo brasileiro, vitória expressiva. Acho que resultado de uma tentativa do governo de montar uma chapa branca, isso revoltou as bases do governo aqui na Casa. Além disso tivemos uma boca de urna excelente feita pelo PT e pelo PC do B na medida que começaram a quebrar as urnas. Isso nos ajudou bastante, a vitória foi expressiva. Falta pouco, agora, para o povo brasileiro se livrar da Dilma e do PT".

Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Câmara
"Eu não tenho dúvida de que foi uma derrota para o governo até porque o governo quer de todas as formas se manter no poder e quando chega numa situacao tão crítica como essa tenta manipular, através dos líderes da base, os indicados para trabalhar na comissão especial. A situação é tão crítica que fez com que a base reagisse com a força de hoje. Esse é o inicio, o alvorecer no sentido de que não tem volta com relação ao impeachment."
Sibá Machado (AC), líder do PT na Câmara
Deputado considerou que o processo foi "viciado" e que o Supremo irá fazer algo para "barrar a situação". Ele não quis avaliar o resultado da votação e disse que "todo o processo é preocupante".

Wadih Damous (PT-RJ), deputado federal
"É um golpe parlamentar em marcha. Houve uma votação aqui abertamente inconstitucional, tanto no que diz respeito ao voto secreto quanto às chapas avulsas e nós temos a certeza de que o Supremo, o mais rápido possível, reestabeleça a ordem jurídica".
Impeachm
Impeachment Dilma trâmite arte (Foto: Arte/G1)

08/12/2015 23h01 - Atualizado em 08/12/2015 23h10 Ministro do STF suspende instalação da comissão do impeachment Edson Fachin determinou interrupção até plenário do STF analisar o caso. Instalação da comissão especial estava marcada para a tarde desta quarta.

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na noite desta terça-feira (8) suspender a instalação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Fachin determinou que os trabalhos sejam interrompidos até que o plenário do Supremo analise o caso, votação que está marcada para a próxima quarta (16).
O objetivo, segundo o magistrado, é evitar a realização de atos que, posteriormente, possam ser invalidados pela Suprema Corte.
A decisão foi tomada logo após a Câmara decidir, por 272 votos a 199, eleger a chapa alternativa de deputados de oposição e dissidentes da base  aliada para a comissão especial, que vai analisar o prosseguimento do processo.
Fachin analisou pedido apresentado pelo PC do B antes da votação, que voltou a pedir liminar para suspender o andamento do processo até que o Supremo se manifeste sobre as lacunas da lei 1079 de 1950, que estabelece um rito para o processo de impeachment. O partido questionou ainda a votação secreta para eleger a comissão especial e o fato de haver duas chapas, sendo uma de oposição.

POLICIAL CONFORTA CAVALO ATROPELADO E EMOCIONA USUÁRIOS 08 DEZEMBRO 2015

Animal morreu após se assustar e ser atropelada durante um patrulhamento.
Na última quinta-feira (3), um cavalo de patrulha do Polícia de Houston, EUA, morreu após ser atropelado por um caminhão. Uma imagem do oficial que conduzia o animal deitado ao seu lado foi compartilhada nas redes sociais e emocionou os usuários. As informações são do site do Daily Mail.
Charlotte, de seis anos, estava há quatro no patrulhamento de rua. O acidente aconteceu após o animal se assustar durante o serviço. Segundo o departamento, a ocorrência está sob investigação, mas o motorista não será indiciado.
EUA policial conforta cavalo
Na imagem divulgada pela polícia, o Oficial D. Herrejon, que também ficou ferido, mas sem gravidade, aparece deitado na rua e abraçando Charlotte. Um veterinário foi chamado para sacrificar o animal que teve as duas patas traseiras gravemente feridas.
No Facebook, o Departamento de Policia de Houston divulgou imagens de Charlotte e comentou sobre o incidente. “É com o coração pesado que anunciamos a morte de Charlotte, um cavalo da patrulha montada, que morreu no cumprimento do dever em um acidente de automóvel”.
EUA policial conforta cavalo2
Nota do Olhar Animal: A imagem é realmente tocante. Mas revela um fato para o qual temos chamado a atenção reiteradamente: a exploração de animais para fins militares e de segurança. Continua sendo pouco debatido este tema. Este tipo de exploração normalmente é preservado nas leis que tratam de coibir o uso de animais para guarda patrimonial e segurança pessoal. O veto fica limitado à atividade privada. O cavalo não morreu no "cumprimento do dever". Animais não tem deveres. Ele morreu, sim, durante uma atividade que lhe foi imposta.

Jihadistas aproveitaram transferências "irresponsáveis" de armas ao Iraque Relatório da Anistia Internacional mostra que o Estado Islâmico utiliza armas e munições procedentes de ao menos 25 países, boa parte da Rússia, como o fuzil de assalto Kalachnikov

 postado em 08/12/2015 06:55 / atualizado em 08/12/2015 08:21
 France Presse
Bagdá, Iraque - As transferências irresponsáveis de armas realizadas para o Iraque são a origem do arsenal do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), afirma a Anistia Internacional em um relatório publicado nesta terça-feira (8/12). "O imenso e variado armamento que utiliza o grupo armado ilustra até que ponto alimenta as atrocidades a grande escala do comércio irresponsável de armas", afirma Patrick Wilcken, investigador da Anistia.

Ahmad al-Rubaye/AFP


"Uma má regulamentação somada à falta de vigilância dos enormes fluxos de armas para o Iraque há décadas têm sido um filão para o EI e os demais grupos armados, que têm tido acesso sem  precedentes à potência de fogo". As armas fabricadas no exterior e capturadas pelo EI quando conquistou a cidade de Mossul, em junho de 2014, foram utilizadas para conquistar outros territórios e cometer crimes contra os civis, destaca a Anistia.

A organização jihadista também capturou importantes volumes de armas no Iraque quando assumiu o controle de bases militares e policiais em Fallujah, Saqlawiya, Ramadi e Tikrit; e na Síria. As operações lançadas pelas forças governamentais para reconquistar Ramadi, capital da  província de Al Anbar, estão sendo frustradas por uma "centena de veículos de combate blindados, incluindo tanques" capturados pelo EI, destaca a Anistia. O armamento capturado é redistribuído em diferentes frentes: armas obtidas em Mossul estavam duas semanas depois a 500 km da cidade, no norte da Síria.

Menahem Kahana/afp


Sinal de alarme
O EI utiliza armas e munições procedentes de ao menos 25 países, boa parte da Rússia, como o fuzil de assalto Kalachnikov. Os jihadistas combatem ainda com fuzis Tabuk, de fabricação iraquiana, o americano Bushmaster E2S, o chinês CQ, o alemão G36 e o belga FAL. O arsenal iraquiano cresceu durante a guerra Irã-Iraque (1980-1988), no que o relatório descreve como "um momento álgido para o desenvolvimento do mercado global de armas modernas".

O Iraque também foi inundado por armas após a invasão de 2003 liderada pelos Estados Unidos, e este fluxo de armamento prosseguiu com os acordos firmados após a saída das tropas americanas, em 2011. A Anistia destaca que os países exportadores - incluindo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, Grã-Bretanha, França, China e Rússia) - tinham plena consciência dos riscos da transferência de armas para o Iraque, onde a corrupção é endêmica. "As consequências, no Iraque e na região vizinha, da proliferação de armas e dos abusos destruíram as vidas e a subsistência de milhões de pessoas e representam uma ameaça permanente", afirma Wilcken.

"As consequências das transferências irresponsáveis de armas ao Iraque e à Síria e sua captura pelo EI devem ser um sinal de alarme para os exportadores de armas através do mundo".

A Anistia pede um embargo total do fornecimento de armas às forças do regime sírio, e uma regra sobre a "presunção de rejeição" da exportação de armas ao Iraque que vincule as transferências a avaliações estritas. A Anistia pede ainda a ratificação do Tratado sobre Transferências de Armas (TTA) pelos países que ainda não o fizeram, como Estados Unidos, Rússia e China.

Temer envia carta a Dilma e aponta desconfiança do governo em relação a ele e ao PMDB

Vice-presidente Michel Temer conversa com a presidente Dilma Rousseff durante cerimônia no Palácio do Planalto, em novembro. 24/11/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino
SÃO PAULO (Reuters) - O vice-presidente Michel Temer enviou nesta segunda-feira uma carta "pessoal" à presidente Dilma Rousseff em que aponta o que chama de "fatos reveladores da desconfiança que o governo tem em relação a ele e ao PMDB", disse a Vice-Presidência da República em nota divulgada no Twitter.
Segundo a Vice-Presidência, a carta de Temer, que também preside o PMDB, não propôs rompimento entre partidos ou com o governo. Temer vinha mantendo um silêncio público desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou pedido de abertura de impeachment contra Dilma na quarta-feira.
"Diante da informação de que a presidente o procuraria para conversar, Michel Temer resolveu apontar por escrito fatores reveladores da desconfiança que o governo tem em relação a ele e ao PMDB", disse em Vice-Presidência em nota. "Ele rememorou fatos ocorridos nestes últimos cinco anos mas somente sob a ótica do debate da confiança que deve permear a relação entre agentes públicos responsáveis pelo país."
Nos últimos dias, Dilma tem repetido reiteradamente ter confiança em Temer, elogiado o vice e, no fim de semana, afirmou esperar "integral confiança" no peemedebista.
De acordo com uma fonte ligada a Temer, as declarações foram interpretadas pelo vice como uma cobrança pública de lealdade em relação a ele, o que o incomodou.
Na nota divulgada pela Vice-Presidência, Temer afirma ter sido surpreendido pela divulgação da carta que enviou à presidente e afirma que "manterá a discussão pessoal em caráter privado".
Desde a última quarta, quando Cunha aceitou pedido de abertura de processo de impeachment contra Dilma, Temer evita aparições públicas e cancelou a participação em um evento em São Paulo marcado para esta noite.
Ele ficou também incomodado, de acordo com a fonte, com declarações atribuídas a ele por ministros ligados à presidente Dilma, de que ele teria dito que o pedido de impeachment não tem embasamento jurídico e que, como constitucionalista que é, ajudaria juridicamente na defesa da presidente.

Após voltar de São Paulo para Brasília nesta segunda-feira, Temer, que assumiria a Presidência caso o processo leve ao impedimento da presidente, tem encontro marcado com peemedebistas no Palácio do Jaburu, segundo essa fonte. 

Viaturas da Polícia Civil amanhecem com pneus furados. Caso será investigado Uma ocorrência será registrada na 1ª Delegacia de Polícia e na corregedoria da polícia para investigar se foi um ato criminoso Mirelle PinheiroMIRELLE PINHEIRO 08/12 8:23 , ATUALIZADO EM 08/12 9:08

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As divergências entre o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol) e a Direção Geral da Polícia Civil a respeito da cessão de 115 agentes policiais de custódia à Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) podem ter tido como consequência uma grave violação ao patrimônio público na manhã desta terça-feira (8/12).
As viaturas da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), estacionadas na área da carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), amanheceram com pneus vazios e pinos quebrados. Segundo a PCDF, ainda não é possível contabilizar o prejuízo.

Uma ocorrência será registrada na 1ª Delegacia de Polícia e na corregedoria para investigar se foi um ato criminoso. “Vamos instaurar inquérito para apurar dano a bem público e também um processo disciplinar, caso se comprove participação de policiais”, disse o diretor geral da PCDF, Eric Seba.
Com as viaturas paradas, o atendimento nas audiências de custódia (que envolvem, diariamente, 50 presos em média) e o transporte de presos das delegacias para a carceragem serão afetados.
O presidente do Sinpol, Rodrigo Franco afirmou que teve conhecimento do caso nesta manhã e quer apuração imediata do caso. “Somos contrários a esse tipo de conduta. Isso vai contra o nosso movimento. Ontem, denunciamos o desvio de função de agentes de polícia que trabalharam com o transporte de presos. Porém, nos restringimos a Justiça para resolver esses problemas”, disse.