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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Na Trilha da Energia - Trailer
Todo líder esquerdista é um ressentido e um invejoso, mas não tem a menor competência para ficar rico senão através do roubo. Mas roubo na esfera pública, é claro, sem riscos ou perigos, com a garantia de não poder sequer ser demitido, pois além da passividade do povo, que ele mesmo produziu ao destruir a educação, sempre pode contar com o auxílio de políticos cúmplices e a defesa de inúmeros "advogados do diabo". O esquerdista é um burguês do dinheiro dos outros. Como dizia Margaret Thatcher: "Todo esquerdista é um incompetente fracassado que acha que as pessoas de sucesso lhe devem alguma coisa".
Com Vasco rebaixado, veja o que Eurico Miranda pode fazer na Sibéria
Em agosto, o cartola vascaíno disse que, se fosse para pensar em Série B, ele iria para bem longe, na Sibéria. Se for para ver futebol por lá, os principais clubes estão na... Segundona
Eurico na Sibéria
"Já falei que a palavra rebaixamento, aqui, é proibida. Se eu achar que o Vasco vai ser rebaixado, vou procurar o ponto mais distante da Sibéria e vou para lá".
Veja a declaração do cartola:
A declaração data de 14 de agosto. Foi corajosa e, talvez, imprudente, pois o time estava na lanterna do Brasileirão. Mas é esse o estilo de Eurico Miranda, o presidente vascaíno que nunca teve muitas papas na língua, especialmente na hora de falar sobre o clube cujo comando ele retomou em novembro do ano passado.
Com o empate deste domingo contra o Coritiba, por mais que tenha lutado, não teve jeito: o Vasco até subiu na tabela, mas não fez o suficiente para evitar mais um rebaixamento no campeonato nacional. Em 2016, vai ter de disputar a Série B pela terceira vez em sete anos.
Mas, calma, Eurico. A longínqua Sibéria pode não dar praia, mas há muito o que se fazer e conhecer em seu vasto território, na porção asiática da Rússia, com uma superposição de regiões e províncias a leste dos Montes Urais. Caderninho a postos? É só anotar, então, algumas atrações que valem a visita:
Como chegar lá?
Olha aí: para alcançar a Sibéria, já se pode apagar da lista um de seus principais atrativos: que é dar uma voltinha pela ferrovia transiberiana, a mais extensa do mundo, com mais de 9 mil quilômetros de trilhos entre Moscou e Vladivostok, lá no extremo oriente. Durante o percurso, são diversas as cidades que pedem escalas mais longas. Além disso, dependendo do pique, você também pode pegar as ramificações rumo ao centro da Ásia e dar uma passada pela linha transmanchuriana, em território Chinês, ou, quiçá, se quiser algo mais alternativao, pela transmongoliana.
Olha aí: para alcançar a Sibéria, já se pode apagar da lista um de seus principais atrativos: que é dar uma voltinha pela ferrovia transiberiana, a mais extensa do mundo, com mais de 9 mil quilômetros de trilhos entre Moscou e Vladivostok, lá no extremo oriente. Durante o percurso, são diversas as cidades que pedem escalas mais longas. Além disso, dependendo do pique, você também pode pegar as ramificações rumo ao centro da Ásia e dar uma passada pela linha transmanchuriana, em território Chinês, ou, quiçá, se quiser algo mais alternativao, pela transmongoliana.
A viagem pela segunda classe já proporciona o uso de uma cabine com ar-condicionado, acomodando quatro pessoas. Na terceira classe, é uma bagunça que só, sem divisórias, mas com a possibilidade de se fazer contato com famílias russas completas, ainda que o inglês não costuma ser muito falado por ali -- quanto menos o português.
É muito trilho
O lago
Lagoa Rodrigo de Freitas? Muito bonita, mesmo, um cartão postal maravilhoso do Rio. Mas não se pode fazer comparações com o lago Baikal, pelo menos não em relação ao tamanho, já que se trata do terceiro maior do mundo. Além de ser o mais antigo do mundo, de que se tem nota, com cerca de 20 milhões de anos.
Lagoa Rodrigo de Freitas? Muito bonita, mesmo, um cartão postal maravilhoso do Rio. Mas não se pode fazer comparações com o lago Baikal, pelo menos não em relação ao tamanho, já que se trata do terceiro maior do mundo. Além de ser o mais antigo do mundo, de que se tem nota, com cerca de 20 milhões de anos.
É uma boa área ara fazer passeios de lancha ou barco e chegar à ilha Okhlon. Há quem diga que é possível participar até mesmo de rituais xamânicos dos nativos. O que será que sai daí? Se não for do interesse, porém, tudo bem. Dá para apreciar uma bela paisagem no local. A cor do céu, em especial, promete um espetáculo. Agora, mesmo se for para a ilha, é preciso levar uma blusa, já que, mesmo no verão, as temperaturas ali podem nem passar dos 15ºC, e os ventos podem fazer o queixo bater durante a noite.
O lago Baikal
Se a pedida for fazer mais exercícios físicos, porém, dá para deixar os veículos náuticos de lado e contornar a margem do Baikai de bicicleta ou por trilhas, ao mesmo tempo em que se observa a arquitetura pétrea de outros tempos. O isolamento da região também resulta em fauna e flora com espécies que só existem por lá.
Irkutsk, terra do escritor Valentin Rasputin, é a cidade mais próxima do Baikai, às margens do rio Angara, e a transiberiana passa por lá. A arquitetura típica da Sibéria e os diversos museus são atrativos por lá.
Parque Florestal de Ergaki
De piqueniques familiares, com pinhão cozido na fogueira, a alpinismo profissional, dá para fazer um bocado de coisas neste parque aos pés das montanhas Saiani, ao sul da região de Krasnoyarsk, na Sibéria ocidental. Você encontra cachoeiras e lagos para mergulho, desde que tolere águas geladas que só.
De piqueniques familiares, com pinhão cozido na fogueira, a alpinismo profissional, dá para fazer um bocado de coisas neste parque aos pés das montanhas Saiani, ao sul da região de Krasnoyarsk, na Sibéria ocidental. Você encontra cachoeiras e lagos para mergulho, desde que tolere águas geladas que só.
Se tiver preguiça de se molhar e não encontrar um raio de sol para se secar, dá para tentar subir a montanha, mesmo, e admirar a linda paisagem lá do topo, com a vegetação da taiga. A altitude das trilhas pode variar de 1.500 a 2.000m. Existem centros de recreação também que alugam cavalos. No inverno, é a vez da turma do esqui downhill, do snowboard ou mesmo do snowmobile.
O Ergaki rende centenas e centenas de fotos. Também pode fazer selfie, tudo bem
As cidades mais próximas são Kyzyl, Abakan, Minusinsk e Krasnoyarsk, sendo que Abakan é a de acesso mais prático para o parque. Aí entra em ação o fogão a gás. Se não der para encarar as noites de sono em uma barraca em meio à natureza, não se preocupe: há chalés preparados para acolher os turistas, ainda mais aconchegantes no inverno.
Mais cidades
Em Tomsk, reduto universitário, a vida noturna pode ser agitada, com bares e baladas e uma circulação maior de forasteiros que vêm de diversos locais da Rússia ou mesmo da Ásia. Um em cada seis habitantes é estudante. Em Omsk (e quem não se lembra do jogo de tabuleiros War?), a a 2.700 km de Moscou, você pode encontrar até KFC, Subway e Friday's nas ruas. Novosibirsk é a maior cidade siberiana, a 265km de Tomsk, e a terceira maior de todo o país, com vasto parque industrial. Antes, já serviu de exílio para Fiódor Dostoievski. Para visitar, vale um pulinho numa praça que leva o nome do antigo líder comunista Vladimir Lenin, com estátua gigante em sua homenagem. Também tem o Museu do Trem, nos quais se pode visitar o tipo de vagão que carregava os prisioneiros do regime para rincões siberianos, nos chamados gulags, campos de trabalho forçado. À noite, o Balé de Novosibirsk é obrigatório.
Em Tomsk, reduto universitário, a vida noturna pode ser agitada, com bares e baladas e uma circulação maior de forasteiros que vêm de diversos locais da Rússia ou mesmo da Ásia. Um em cada seis habitantes é estudante. Em Omsk (e quem não se lembra do jogo de tabuleiros War?), a a 2.700 km de Moscou, você pode encontrar até KFC, Subway e Friday's nas ruas. Novosibirsk é a maior cidade siberiana, a 265km de Tomsk, e a terceira maior de todo o país, com vasto parque industrial. Antes, já serviu de exílio para Fiódor Dostoievski. Para visitar, vale um pulinho numa praça que leva o nome do antigo líder comunista Vladimir Lenin, com estátua gigante em sua homenagem. Também tem o Museu do Trem, nos quais se pode visitar o tipo de vagão que carregava os prisioneiros do regime para rincões siberianos, nos chamados gulags, campos de trabalho forçado. À noite, o Balé de Novosibirsk é obrigatório.
O camarada Lenin em Novosibirsk
Esportes?Não consegue ficar tão longe do esporte, mas não quer saber do futebol? Bom, na Rússia, um caminho recomendado é o do hóquei no gelo, certo? É o que se tem de mais popular por lá, com jogos frenéticos e torcida barulhenta. Se não aguentar mais tanta decepção com o time do coração, o Avangard Omsk é um time vitorioso, que vale seguir. O Sibir Novosibirsk também é presença constante nos playoffs. Na Conferência Oeste, Divisão Tarasov, são vários os times siberianos, na verdade. Você pode ver brigas épicas:
E que tal o Bandy? É outro esporte de inverno, derivado do hóquei, também jogado com taco e patins que busca o gol, que tem dois tempos de... 45 minutos, com times de... 11 jogadores de cada lado. Lá, ganha o nome de hóquei russo, terceira modalidade mais popular do país, atrás do futebol. Há times da Primeira Divisão em Irkutsk, Krasnoyarsk, Novosibirsk e Kemerovo.
Se não entender muito das regras e preferir algo mais universal, você vai encontrar o basquete em Krasnoyarsk, com o time local, Enisey, inscrito na Liga VTB, que reúne os principais times russos e de outros países da região. Dependendo da tabela, é possível ver partidas com atletas ex-NBA por lá.
Mas... Bem, se o futebol é aquilo que faz a cabeça, mesmo, fica o aviso: a região não desfruta de grandes clubes. O Sibir Novosibirsk, Baikal Irkutsk, Enisey Krasnoyarsk e o Tom Tomsk estão todos na... Segundona.
Clássico siberiano! Sibir Novosibirsk (azul) x Tom Tomsk
DicasSe for para experimentar o inverno russo, é recomendado que se viaje dezembro e fevereiro, quando há mais neve e menos lama. Acreditem, na época de chuvas, qualquer passeio por lá pode levar uma eternidade e gastar todo o estoque de analgésicos, de tanta dor-de-cabeça que dá. A população local, mesmo, perde a paciência e julga que esse é um fator espanta-turista praticamente imbatível.
Entre maio e outubro (que abrange o verão e o outono setentrional), pode chover frequentemente. Ah, e nas estações mais quentes, mesmo que o termômetro não fique tão vermelho asssim, pode haver muitos mosquitos, dependendo da área siberiana.
Leia tudo sobre: Vasco • Eurico Miranda • Campeonato Brasileiro • Série B
Todo líder esquerdista é um ressentido e um invejoso, mas não tem a menor competência para ficar rico senão através do roubo. Mas roubo na esfera pública, é claro, sem riscos ou perigos, com a garantia de não poder sequer ser demitido, pois além da passividade do povo, que ele mesmo produziu ao destruir a educação, sempre pode contar com o auxílio de políticos cúmplices e a defesa de inúmeros "advogados do diabo". O esquerdista é um burguês do dinheiro dos outros. Como dizia Margaret Thatcher: "Todo esquerdista é um incompetente fracassado que acha que as pessoas de sucesso lhe devem alguma coisa".
Após massacre na Califórnia, Obama prometerá resposta dura ao Estado Islâmico
Por Bill Trott e Jeff Mason
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, vai explicar aos norte-americanos neste domingo o que o governo está fazendo para melhorar a segurança no país após a chacina comandada por um casal de atiradores na Califórnia na última semana, que está sendo tratada e investigada como "um ato de terrorismo".
Em um raro discurso na Sala Oval à noite, Obama vai explicar as medidas de segurança que os Estados Unidos tomaram desde os ataques do Estado Islâmico no dia 13 de novembro em Paris, que mataram 130 pessoas, de acordo com o que disse à Reuters um funcionário do governo dos EUA.
Sob pressão dos republicanos, que temem a ameaça do Estado Islâmico, Obama também irá dizer que fará uso de "toda e qualquer expressão de poder americano" para destruir o grupo, segundo o funcionário.
Mas o governo sinalizou que está também repensando sua estratégia para lidar com extremistas "caseiros", homens que se sentem inspirados pelo Estado Islâmico, mas que operam de forma independente.
A procuradora-geral dos EUA Loretta Lynch, em entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC, afirmou que o FBI estaria investigando o que exatamente levou o norte-americano Syed Rizwan Farook, de 28 anos, e sua esposa paquistanesa Tashfeen Malik, 29 anos, a abrir fogo em uma festa de colegas de trabalho de Farook em San Bernardino, Califórnia, na quarta-feira.
Quatorze pessoas morreram e 21 ficaram feridas antes da polícia matar Farook e Malik em uma troca de tiros na rua algumas horas depois. Membros do governo disseram que o ataque foi "um ato de terror" e estão tentando descobrir que há relações com o Estado Islâmico.
De acordo com Lynch, investigadores já realizaram 300 entrevistas e vasculharam diversos locais ligados ao ataque da última semana. Nem Farook nem Malik constavam na lista do FBI de 900 cidadãos norte-americanos suspeitos de terem ligações com o grupos extremistas islâmicos.
Mesmo antes do ataque em San Bernardino, a preocupação com o fato dos Estados Unidos ser um alvo do terror já era grande devido aos ataques do Estado Islâmico em Paris e a intenção do governo de acolher 10 mil refugiados sírios.
Lynch afirmou que o discurso de Obama à nação deverá focar no que o governo federal tem feito "para assegurar todas as nossas mais importantes prioridades --a proteção do povo norte-americano."
(Por Doina Chiacu, Diane Bartz, Alana Wise e Bill Trott)
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Todo líder esquerdista é um ressentido e um invejoso, mas não tem a menor competência para ficar rico senão através do roubo. Mas roubo na esfera pública, é claro, sem riscos ou perigos, com a garantia de não poder sequer ser demitido, pois além da passividade do povo, que ele mesmo produziu ao destruir a educação, sempre pode contar com o auxílio de políticos cúmplices e a defesa de inúmeros "advogados do diabo". O esquerdista é um burguês do dinheiro dos outros. Como dizia Margaret Thatcher: "Todo esquerdista é um incompetente fracassado que acha que as pessoas de sucesso lhe devem alguma coisa".
Zika vírus e a Síndrome Paralisante de Guillain Barré 07/12/2015, às 06:33, por Dra. Ana Escobar
Mas não é só isso. Estamos observando também, paralelamente, um aumento do número de casos de uma síndrome neurológica que paralisa os membros inferiores, podendo atingir segmentos superiores do corpo, levando, inclusive, a situações de gravidade como a paralisia da respiração. É conhecida como Síndrome de Guillain Barré.
Esta síndrome não é nova. Mas sua associação com o Zika vírus, sim. Vamos entender o que significa.
Já há algum tempo sabe-se que agentes infecciosos como vírus ou bactérias exigem um trabalho extra de nossas células de defesa. Quando somos infectados por um agente agressor, nosso “exército” imediatamente se mobiliza para nos defender. Em algumas pessoas, porém, pode-se desencadear uma reação paralela, onde a produção de anticorpos deflagra um mecanismo que nos faz produzir anticorpos contra nós mesmos. Exatamente assim. Isso é o que chamamos de reação “autoimune”. Na situação específica da Síndrome de Guillain Barré, os anticorpos produzidos causam a paralisia dos movimentos dos músculos da perna, impedindo as pessoas de andar. Se o quadro piorar, a paralisia pode atingir o sistema respiratório, fazendo com que a pessoa acometida necessite de respiração por meio de aparelhos, em uma UTI. Importante saber que esta síndrome paralisante é reversível na maioria dos casos. Pode acometer quaisquer pessoas, de quaisquer idades.
O número de casos da Síndrome de Guillain Barré aumentou significativamente em 2015, especialmente nos estados mais acometidos pelo Zika vírus e já se estabeleceu uma relação entre os mesmos.
Fato é que que vivemos, como apontam especialistas, uma tríplice epidemia no Brasil: dengue, Zika e Chikungunya. Todas transmitidas pelo mesmo vetor: o Aedes aegypti, um pernilongo que se prolifera em nossas casas, aproveitando-se do NOSSO descuido, do nosso lixo jogado e deixado indiscriminadamente à espera de uma água de chuva para servir de criadouro para milhares de pernilongos.
Trancamos nossas portas e janelas. Evitamos ruas desertas e caminhos inseguros em determinadas horas. Nossos prédios têm “gaiolas” para maior segurança. No entanto, devemos também nos lembrar que os “inimigos” podem chegar voando pelo nosso descuido irresponsável.
Todo líder esquerdista é um ressentido e um invejoso, mas não tem a menor competência para ficar rico senão através do roubo. Mas roubo na esfera pública, é claro, sem riscos ou perigos, com a garantia de não poder sequer ser demitido, pois além da passividade do povo, que ele mesmo produziu ao destruir a educação, sempre pode contar com o auxílio de políticos cúmplices e a defesa de inúmeros "advogados do diabo". O esquerdista é um burguês do dinheiro dos outros. Como dizia Margaret Thatcher: "Todo esquerdista é um incompetente fracassado que acha que as pessoas de sucesso lhe devem alguma coisa".
"O país não sai da crise com Dilma e Cunha", diz Jarbas Vasconcelos Ao longo da vida pública, o pernambucano Jarbas Vasconcelos alternou mandatos de deputado estadual, federal, senador, governador e prefeito do Recife
Aos 73 anos, o deputado federal Jarbas Vasconcelos é, ao mesmo tempo, opositor ferrenho de Dilma Rousseff e de Eduardo Cunha. Enquanto a maioria dos políticos do Congresso Nacional escolheu um lado na guerra entre a petista e o peemedebista, o ex-governador pernambucano critica com contundência a permanência de Cunha no comando da Câmara e defende com veemência o impeachment de Dilma. “Ele é um psicopata sem limites, que consumou um processo explícito de chantagem e assédio. Ela, por sua vez, permitiu que se fizesse aquilo, oficializasse a chantagem. Não pode estar se fazendo de santinha.”
Jarbas recebeu o Correio na quarta-feira — horas antes de Cunha acatar o pedido de abertura do impeachment de Dilma — e na quinta-feira, quando o Congresso já discutia uma eventual convocação extraordinária para contar prazos do processo. Na entrevista, ele avaliou as crises política, econômica e moral sem precedentes do país, o papel dos Três Poderes, a falta de qualificação de políticos da Câmara, um eventual governo de Michel Temer e revelou arrependimentos, como o de ter votado em Cunha para o comando da Casa no início da legislatura. “Eu devia ter procurado saber, até pela minha experiência. Eu errei, via o Cunha como um simples lobista, mas que tinha um discurso contra a hegemonia do PT”, disse ele, que é uma espécie de dissidente no PMDB, partido do qual foi fundador, ainda quando a legenda era chamada de MDB.
Ao longo da vida pública, o pernambucano Jarbas Vasconcelos alternou mandatos de deputado estadual, federal, senador, governador e prefeito do Recife. Nas urnas, ganhou de lavada para Miguel Arraes, mas perdeu de forma contundente, em 2010, para Eduardo Campos, neto do mitológico político. “Eduardo era um animal político, nós fomos para um total isolamento em Pernambuco; se persistíssemos naquilo, seríamos aniquilados nas eleições municipais de 2012”, disse Jarbas, que revelou pela primeira vez os bastidores da reaproximação com Eduardo Campos. A seguir os principais trechos da entrevista:
Eduardo Cunha oficializou a chantagem na política brasileira?
Sim, uma chantagem anunciada, a mídia vinha acompanhando, a opinião pública, formadores de opinião pública. Cunha tentou fazer isso lá atrás com o conjunto da oposição, ludibriou esse conjunto da oposição, prometendo colocar em pauta, na ordem do dia, o impeachment. E não fez. Quando a oposição percebeu isso, deixou ele de lado e partiu para pedir reiteradamente e oficialmente a sua renúncia. Então ele, já denunciado no Conselho de ética, passou a assediar a Presidência, em especial o PT, que tem três membros que integram o conselho de ética. Desde segunda-feira que ele não faz outra coisa aqui em Brasília. Ele percorreu um caminho da barganha, esteve atrás de Michel Temer. Se os três representantes do PT não votassem com ele, ele anunciaria o impeachment. Mandou recados para a presidente, disse isso ao Jaques Wagner, ministro da Defesa. E na quarta-feira, como se consumou por decisão partidária do presidente do PT de dar continuidade ao processo, ele se trancou e despachou. Para mim não foi nenhuma surpresa, ele é um doente, uma pessoa sem limites e capaz de tudo. Ontem se consumou um processo explícito de chantagem e de assédio. É relevante o que ele fez ontem? É relevante, mas ele poderia ter feito há 45 dias. Barganhou no mau sentido. É um processo de degradação e ficou ainda mais confuso, mais tumultuado.
Mas a oposição festejou...
Festejou, a oposição não quer entrar nesse mérito que estou entrando.
Por quê?
A oposição deu ênfase que a ação foi importante e relevante, o pontapé inicial.
Mesmo com Cunha sob suspeição?
A oposição está pragmática, o que interessa à oposição é o pontapé inicial, acompanhar o processo. Concordo que o pontapé foi importante, mas o Cunha não pode acompanhar isso. É como uma partida de futebol. Ele deu o primeiro chute, mas tem de sair. Foi importante o que ele fez, mas o processo não é rápido e leve. É penoso, duro, complicado.
Quanto tempo leva?Não vejo antes de cinco ou seis meses. Sobretudo por ter sido apresentado agora no fim do ano. O país já está parado. O governo que levou à paralisação do país, não foi o contrário. Então a gente vai ter uma paralisia maior ainda no mês altamente significativo, que é dezembro, mês de confraternização, de festas, de presente, do comércio tirar o pé da lama. É triste.
O que o senhor espera da Dilma?
Ela é imprevisível. Na quarta-feira, ela misturou as coisas. Tinha repudiado a atitude do Cunha, e isso eu concordo, mas dizer que é um malfeito, e que não gosta disso? Ela vive rodeada de malfeito, vive acompanhando isso. Ela se submeteu ao processo de chantagem, ela discutiu, colocou ministros, designou o Jaques e o Berzoini para acompanharem isso. Como a coisa extrapolou, a ameaça foi persistente, constante, e a repercussão, negativa, alguém buzinou no ouvido dela que todos iam se dar mal. Ela não foi surpreendida, surpreendido foi o país por não ter acesso a esses detalhes da chantagem.
E quanto aos prazos?
É um processo novo. O de Collor foi com dois anos até o impeachment. Esse de Dilma, se não estou enganado, começou a se falar em impeachment em março. Antes de 90 dias de governo. É um processo novo, uma coisa nova para a gente. Além de ser só o segundo processo de impeachment. E é o segundo em circunstancias anormais, e junto com a crise política que arrasta todas as outras, econômica, social, ética. É um momento crucial do país, muito difícil.
O país aguenta?
Vai aguentando até estourar. O que é estourar? É desde o mais alto agente econômico lá de São Paulo, o mais rico, mais poderoso até o eleitor mais humilde não se conformar mais. Estamos paralisados totalmente.
E a sucessão Cunha?
Se esse processo for deflagrado agora, é uma coisa de amador, altamente perniciosa. Não se abre uma discussão, mesmo que seja interna, sigilosa e recatada para um cargo que não está vago. Se está discutindo a vacância de Cunha, isso só se pode fazer no momento em que Cunha cair. O vice-presidente assume, e tem cinco sessões para fazer a designação.
Todo líder esquerdista é um ressentido e um invejoso, mas não tem a menor competência para ficar rico senão através do roubo. Mas roubo na esfera pública, é claro, sem riscos ou perigos, com a garantia de não poder sequer ser demitido, pois além da passividade do povo, que ele mesmo produziu ao destruir a educação, sempre pode contar com o auxílio de políticos cúmplices e a defesa de inúmeros "advogados do diabo". O esquerdista é um burguês do dinheiro dos outros. Como dizia Margaret Thatcher: "Todo esquerdista é um incompetente fracassado que acha que as pessoas de sucesso lhe devem alguma coisa".
Eliseu Padilha se reúne nesta segunda com Jaques Wagner para comunicar saída do cargo Apesar de o governo ainda esperar uma conversa com o ministro da Aviação Civil, o cargo dele já estaria em negociação
O ministro demissionário da Aviação Civil, Eliseu Padilha, irá se reunir nesta segunda-feira, 7, com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, para comunicar pessoalmente ao governo sua decisão de entregar o cargo. Apesar de o governo ainda esperar uma conversa com Padilha, o cargo dele já estaria em negociação. O líder do governo na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), já teria recebido a tarefa de indicar nomes para a vaga.
Picciani nega a oferta, mas admite que, se for procurado, irá atender ao apelo do governo. “Em nenhum momento, a Dilma fez o convite à bancada para indicar. Se ela vier a fazer, nós debateremos com a bancada. A bancada de Minas Gerais é importante e pode desempenhar bem essa função”, sugeriu.
Na última quinta-feira, 3, ele protocolou uma carta de demissão na Casa Civil, mas a presidente Dilma Rousseff disse sábado no Recife (PE) que não tinha conhecimento.
“Eu não recebi nenhuma comunicação do ministro e ainda conto com sua permanência”, disse Dilma, que foi à capital pernambucana para se reunir com autoridades discutir ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti. “Não sei se ele tomou uma decisão definitiva porque não conversou comigo. Aguardo. Não tomo posição sobre coisas que não consigo entender inteiramente”, complementou a presidente.
A decisão de Padilha de deixar o governo ocorre em meio ao início da discussão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso e foi interpretada no Palácio do Planalto como o primeiro passo para o descolamento do vice e o desembarque do PMDB da equipe. Padilha é um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer, que tem se aproximado do PSDB.
Todo líder esquerdista é um ressentido e um invejoso, mas não tem a menor competência para ficar rico senão através do roubo. Mas roubo na esfera pública, é claro, sem riscos ou perigos, com a garantia de não poder sequer ser demitido, pois além da passividade do povo, que ele mesmo produziu ao destruir a educação, sempre pode contar com o auxílio de políticos cúmplices e a defesa de inúmeros "advogados do diabo". O esquerdista é um burguês do dinheiro dos outros. Como dizia Margaret Thatcher: "Todo esquerdista é um incompetente fracassado que acha que as pessoas de sucesso lhe devem alguma coisa".
O retrato de uma das cidades onde a ultradireita já governa na França A França vota neste domingo a composição de seus novos Governos regionais Todas as pesquisas indicam que a ultradireitista Frente Nacional conseguirá pela primeira vez parcelas importantes de poder no país Le Pen pai é suspenso na França por comentários filonazistas
Marine Le Pen em um colégio eleitoral neste domingo. / M. SPINGLER (AP)
Convertido numa estátua que domina a praça principal, Alexandre Dumas dá as boas-vindas aos que visitam sua cidade natal. Este rincão rural da Picardia francesa também era apreciado pelo rei Francisco I, que costumava caçar no majestoso bosque que cerca esta cidade de 11.000 habitantes, situada 75 quilômetros a nordeste de Paris. Desde 2014, Villers-Cotterêts é uma das 12 cidades francesas governadas pela Frente Nacional (FN). Ganhou a prefeitura, apesar de todos os prognósticos contrários. “É uma cidade atípica para nós. Aqui não há somente classes populares, há também executivos e categorias sociais que não costumam favorecer a Frente Nacional”, reconhece o prefeito, Franck Briffaut, em seu elegante escritório com vista para o jardim interno.
Pelas ruas, a população mais abastada cruza com comerciantes pequeno-burgueses e com operários da fábrica Volkswagen, cuja sede francesa é nesta cidade rodeada de plantações de beterraba e cemitérios militares, recordação indelével das duas Guerras Mundiais. Desde a vitória, a Frente Nacional tornou este canto da França rural um laboratório para testar o alcance cada vez maior de suas ideias. Em boa parte, graças a uma economia em franca desaceleração. A cabeça de chapa na região, anexada à ainda mais empobrecida Norte-Pas-de-Calais, é ninguém menos que Marine Le Pen, que disse que o lugar “concentra todos os problemas que debilitam o país, como o desemprego, a pobreza e a imigração em massa”.
Apesar de tudo, em Villers-Cotterêts a situação não parece catastrófica. O desemprego se situa na média nacional (10%), e o nível de vida é ligeiramente inferior à média francesa. Mas muitos temem que essas condições não durem muito. A nostalgia por um passado melhor está presente em todas as conversas. “Quando era pequeno, era uma cidade viva e alegre, cheia de lojas. Agora não sobrou quase nada. No fundo, gostaríamos de voltar a viver na cidade da nossa infância”, reconhece Jean, aposentado da indústria automobilística. Perto dele, uma população envelhecida fazia na sexta-feira suas compras nas poucas lojas abertas, ou saía cabisbaixa depois de jogar na loto e perder.
A França vota neste domingo, em pleno estado de exceção devido à ameaça terrorista, a composição de seus novos Governos regionais. Todas as pesquisas indicam que a ultradireitista Frente Nacional conseguirá pela primeira vez parcelas importantes de poder no país.
Segundo as pesquisas mais recentes, Le Pen deve obter 40% dos votos no primeiro turno. Em Villers-Cotterêts, ninguém duvida que vá vencer. “Sua vitória parece, infelizmente, inevitável”, confirma o ex-prefeito socialista Jean-Claude Pruski, sentado num bistrô na hora do almoço. “Este é um lugar tranquilo, agradável e sem violência, com um cinema, uma biblioteca e boa infraestrutura. Não faz sentido que a extrema-direita esteja no poder”, diz este filho de imigrantes poloneses, que lamenta observar una xenofobia que se agrava depois dos atentados de 13 de novembro. “Uma vizinha me disse agora há pouco que está se tornando racista, o que nunca tinha sido. As pessoas têm medo que venham degolá-las, o que não faz sentido. A Frente Nacional joga com esse medo irracional cada vez que chegam as eleições.”
Em trinta anos, 2.000 novos habitantes se instalaram em Villers-Cotterêts. Nos últimos cinco anos, muitos chegaram da região vizinha de Sena-Saint Denis, que concentra muitos dos turbulentos subúrbios da periferia parisiense. Que podiam se dar ao luxo de comprar casas na cidade ou em seus arredores, seduzidos por preços mais baixos e um contexto mais bucólico. “Muitos são franceses de origem magrebina, antilhana ou subsaariana, em um lugar em que há 20 anos ninguém sabia o que era um negro. Quando os vizinhos descobrem que esses recém-chegados podem comprar uma casa, enquanto eles não podem, começa a inveja”, opina Pruski.
Para o prefeito Briffaut, a explicação é diferente. “É normal que não queiramos que os problemas da balieue se reproduzam aqui. Não queremos ser um desses lugares onde não é possível sair à noite, onde a polícia não se atreve a entrar e onde a população está dividida. Temos de rejeitar acolher toda a miséria do mundo e frear a imigração. Quem vier à França tem de respeitar nossas leis e costumes”, acrescenta.
A contradição é que a maioria dos novos habitantes é totalmente francesa. “Alguns são apenas porque têm os documentos. Entre aqueles que colocam bombas também há franceses, mas logo cospem ou queimam nossa bandeira. Para mim, ser francês não passa apenas por ter o documento de identidade, mas também por amar a bandeira, respeitá-la e lutar por ela”, rebate o prefeito, ex-paraquedista militar e funcionário do Ministério da Defesa por 35 anos, para quem um político deve ser algo entre “um médico e um vigia”, alguém capaz de curar, mas também de prever o futuro.
Entre os votantes contrários à Frente Nacional também reina certa desconfiança. “As mulheres de minha geração lutaram pelo direito de abrir uma conta corrente sem a autorização dos maridos, pelo direito de abortar ou de nos vestir como desse vontade. Quando agora vejo uma mulher com o véu pela rua, não vou insultá-la, mas me parece uma provocação. Representa um passo para trás”, afirma Margot, uma garçonete septuagenária.
O bairro que concentra a população magrebina está do outro lado do caminho de Vivière, ao redor de uma pequena mesquita situada “na antiga casa do professor”, segundo uma vizinha. Vários blocos construídos nos anos setenta se impõem neste lugar tranquilo e cheio de áreas verdes, mas sem lojas ou serviços. Por ali caminha Nisrine, uma jovem que nasceu em Villers-Cotterêts e usa o véu islâmico. “Quando a Frente Nacional ganhoutivemos medo, mas no fim não mudou nada. Às vezes há olhares desconfiados, mas não agressões”, relata. “Aqui vivem muitos idosos e, em geral, são amáveis conosco. O que não deixa de me surpreender é que esses senhores tão simpáticos votem na Frente Nacional.”
Um pouco adiante surge um bairro mais confortável, formado por casas coladas ao bosque, nas quais abundam os enfeites natalinos. Parecem imitar os subúrbios residenciais norte-americanos, assim como Mathilde e Ludmila, de 17 e 18 anos, aspiram a copiar o estilo de vestir parisiense. “Quando terminarmos o Ensino Médio vamos embora daqui. Nesta cidade não há nada”, jura a primeira. A segunda votará hoje pela primeira vez, mas ainda não sabe em quem. Não descarta que o voto seja pela candidata ultradireitista. “Não vou descartar só porque tem o sobrenome Le Pen. Vou votar em quem tiver as melhores ideias”, conclui.
Todo líder esquerdista é um ressentido e um invejoso, mas não tem a menor competência para ficar rico senão através do roubo. Mas roubo na esfera pública, é claro, sem riscos ou perigos, com a garantia de não poder sequer ser demitido, pois além da passividade do povo, que ele mesmo produziu ao destruir a educação, sempre pode contar com o auxílio de políticos cúmplices e a defesa de inúmeros "advogados do diabo". O esquerdista é um burguês do dinheiro dos outros. Como dizia Margaret Thatcher: "Todo esquerdista é um incompetente fracassado que acha que as pessoas de sucesso lhe devem alguma coisa".
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