domingo, 6 de dezembro de 2015

Rede da Legalidade lutará contra o impeachment Domingo, 06/12/2015, 15:31:35 - Atualizado em 06/12/2015, 18:50:21

Neste domingo (06), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o ex- governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) e o presidente do PDT, Carlos Lupi lançaram  uma nova versão da Rede da Legalidade, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa, na sede do governo do Maranhão.  A proposta é similar à iniciativa capitaneada por Leonel Brizola em 1961, que buscou organizar uma resistência à primeira tentativa de golpe contra João Goulart.
Uma das estratégias é mobilizar o público por meio das redes sociais, pensando nisso, Dino anunciou o lançamento da página “Golpe nunca mais”, no Facebook. O nome é uma alusão ao projeto “Brasil nunca mais”, que denunciou os crimes cometidos durante o período da ditadura militar. Segundo Dino, o objetivo é “mostrar o que acontece quando a constituição não é respeitada”.
Os políticos argumentaram que o pedido de impeachment de Dilma não encontra respaldo na Constituição Federal, pois a presidente não estaria diretamente envolvida em crimes de responsabilidade. “Não há nenhum ato da presidente da República que atende contra a probidade dela, mesmo os adversários mais firmes da presidente não imputam a ela nenhum ato de corrupção”, disse Flávio Dino. “Não é razoável, ela é uma senhora decente”, completou Ciro Gomes, que enfrentou o PT nas eleições presidenciais de 2002.
O governador do Maranhão afirmou que as chamadas “pedaladas fiscais” praticadas pelo governo Dilma em 2014 não justificam a interrupção do atual mandato da presidente. Dino também rebateu outro argumento utilizado por aqueles que são favoráveis ao impeachment: a abertura de créditos suplementares pelo governo em 2015 sem observar o superávit da meta fiscal do ano. Para o governador, no momento em que o Congresso Nacional aprovou a proposta de revisão da meta fiscal (PLN 5/2015), as supostas irregularidades foram suprimidas. “Ao aprovar o PLN 5 o Congresso deu uma prova de que não deseja o impeachment”, avaliou Dino.
(DOL, com informações do portal Congresso em foco)

PORTUGUESES DESCOBREM MOLÉCULA RESPONSÁVEL PELA DOENÇA DE ALZHEIMER

A perda da memória na doença de Alzheimer resulta da deterioração da comunicação entre neurónios, mas não se sabia como ocorre esta deterioração. Foi agora descoberto que a degeneração e perda de memória dependem do ATP, que funciona como molécula energética no interior das células, mas é um sinal de perigo quando libertado das células.
A descoberta é de uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), fruto de sucessivos estudos realizados ao longo da última década, tendo identificado um mecanismo celular ativado pelo ATP que está presente durante o desenvolvimento neuronal e que é anormalmente reativado em modelos animais de doença de Alzheimer, podendo estar na origem da perda de sinapses, que são contactos entre neurónios essenciais para a sua correta comunicação.
Esta equipa de investigação, coordenada por Ricardo Rodrigues, acaba de ser distinguida com 100 mil dólares pela Alzheimer Association, uma organização voluntária norte-americana para a saúde, sediada em Chicago, líder mundial no apoio, tratamento e investigação em Alzheimer, quer financiando a investigação para o combate a esta e outras formas de demência, quer no apoio aos doentes de Alzheimer.
O financiamento vai permitir avaliar se este novo mecanismo contribui para a perda sináptica e de memória na fase inicial da doença de Alzheimer.
"O ATP ativa um recetor na membrana dos neurónios, desencadeando uma cascata de eventos intracelulares que favorece a perda estrutural das sinapses. O recetor para o ATP que identificámos como estando envolvido neste processo degenerativo induz modificações na atividade de proteínas envolvidas na manutenção do esqueleto celular, comprometendo a estabilidade das sinapses", explica Ricardo Rodrigues.
Assim, prossegue, "com a demonstração de que o mecanismo agora identificado contribui para a perda das sinapses estaremos mais perto de identificar um alvo terapêutico que impeça o aparecimento da doença de Alzheimer".
Os investigadores acreditam que este mecanismo característico da fase de desenvolvimento neuronal é reativado em situações patológicas como uma tentativa frustrada de recuperar a normal função cerebral, mas que devido ao contexto inadequado torna-se prejudicial.

Saúde e Promoções: Duas incógnitas na PMDF

Marina Silva crê que denúncias pesam sobre partidos de Dilma e Temer

© Fornecido por Notícias ao Minuto

A ex-senadora Marina Silva afirmou que ainda não há razões para um impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas defendeu o avanço das investigações não só sobre o governo federal, mas também sobre a campanha de reeleição da presidente.
Para Marina, as mesmas denúncias que recaem sobre Dilma também afetam o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que poderia assumir o comando do país no caso de afastamento de Dilma.
Em entrevista ao 'Valor Econômico', a ex-senadora disse que as investigações devem ser rigorosas. "O processo do TSE abarcará as denúncias dos dois lados", disse, em referência ao PT e PMDB.
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O vice-presidente Michel Temer (PMDB) conseguiu nos últimos dias algo raro na política brasileira: a união dos senadores tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em torno de uma estratégia comum que tem como objetivo a disputa pela Presidência. Divididos desde o início da crise que ameaça o mandato da presidente Dilma Rousseff, em março deste ano, os três decidiram apoiar – e, em alguns casos, encorajar – Temer a trabalhar pelo impeachment da petista. O vice-presidente Michel Temer é presidente nacional do PMDB André Dusek/Estadão

Temer: O vice-presidente Michel Temer é presidente nacional do PMDB© Fornecido por Estadão O vice-presidente Michel Temer é presidente nacional do PMDB 

Até meses atrás, apenas Serra era um entusiasta da ideia de ver o peemedebista no Planalto. Aécio jogava para tirar Temer e Dilma de uma só tacada e disputar uma nova eleição. Alckmin queria manter a presidente no cargo até 2018, quando também termina o mandato dele no Palácio dos Bandeirantes.

Por conta das movimentações de seu vice, Dilma não esconde a preocupação com o afastamento cada vez maior dele e pediu aos articuladores políticos do governo que monitorem o PMDB com lupa. Nos bastidores, ministros avaliam que Temer flerta com o PSDB para assegurar sua ascensão ao poder e vai lavar as mãos em relação ao processo de impeachment.
O vice tem conversado há tempos com os tucanos, movimento visto no Planalto como “conspiração”. Com o mote da “pacificação nacional”, porém, Temer circula na oposição e é assíduo interlocutor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato que intriga até mesmo petistas.
A possibilidade de debandada do PMDB começou a inquietar o governo na sexta-feira, quando o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer, pediu demissão. Desde então, o Planalto redobrou o cuidado na checagem do índice de fidelidade do principal partido da coligação, que ganhou sete ministérios há dois meses.
Adversário de Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pressiona os ministros como Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) a entregar os cargos, mas eles resistem.
No Palácio dos Bandeirantes, auxiliares do governador de São Paulo dizem que, dependendo do pêndulo do PMDB e das vozes das ruas, o impeachment pode evoluir rapidamente. Temer vai se encontrar publicamente com Alckmin amanhã, na cerimônia de premiação do grupo de líderes empresariais Lide, presidido por João Doria Jr.
Havia também a expectativa de um encontro reservado entre Alckmin e Temer neste final de semana. A aproximação com adversários do governo está se estreitando. Na quarta-feira, por exemplo, horas antes de Cunha aceitar o pedido de impeachment, Temer, que é presidente do PMDB, foi anfitrião de um almoço com sete senadores de oposição, no Palácio do Jaburu.
À mesa foi discutido o afastamento de Dilma. Um senador observou ali que a presidente não poderia contar nem com Lula e muito menos com o presidente do PT, Rui Falcão, que orientou os três deputados do partido no Conselho de Ética a votar contra a anistia a Cunha. A decisão, com o aval de Lula, foi uma aposta para salvar o PT, desgastado com os escândalos.
Na prática, parte do PSDB aceita apoiar um eventual governo de transição comandado por Temer, caso Dilma caia, desde que o vice garanta não disputar a eleição de 2018. Tucanos dizem, porém, que mesmo assim não ocupariam cargos porque isso seria um “salto no escuro”. / COLABOROU ISADORA PERON
MINISTRO DA CASA CIVIL, EM DIÁLOGO COM A PRESIDENTE DILMA
O vice-presidente Michel Temer (PMDB) conseguiu nos últimos dias algo raro na política brasileira: a união dos senadores tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em torno de uma estratégia comum que tem como objetivo a disputa pela Presidência.
Divididos desde o início da crise que ameaça o mandato da presidente Dilma Rousseff, em março deste ano, os três decidiram apoiar – e, em alguns casos, encorajar – Temer a trabalhar pelo impeachment da petista.
Até meses atrás, apenas Serra era um entusiasta da ideia de ver o peemedebista no Planalto. Aécio jogava para tirar Temer e Dilma de uma só tacada e disputar uma nova eleição. Alckmin queria manter a presidente no cargo até 2018, quando também termina o mandato dele no Palácio dos Bandeirantes.
Por conta das movimentações de seu vice, Dilma não esconde a preocupação com o afastamento cada vez maior dele e pediu aos articuladores políticos do governo que monitorem o PMDB com lupa. Nos bastidores, ministros avaliam que Temer flerta com o PSDB para assegurar sua ascensão ao poder e vai lavar as mãos em relação ao processo de impeachment.
O vice tem conversado há tempos com os tucanos, movimento visto no Planalto como “conspiração”. Com o mote da “pacificação nacional”, porém, Temer circula na oposição e é assíduo interlocutor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato que intriga até mesmo petistas.
A possibilidade de debandada do PMDB começou a inquietar o governo na sexta-feira, quando o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer, pediu demissão. Desde então, o Planalto redobrou o cuidado na checagem do índice de fidelidade do principal partido da coligação, que ganhou sete ministérios há dois meses.
Adversário de Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pressiona os ministros como Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) a entregar os cargos, mas eles resistem.
No Palácio dos Bandeirantes, auxiliares do governador de São Paulo dizem que, dependendo do pêndulo do PMDB e das vozes das ruas, o impeachment pode evoluir rapidamente. Temer vai se encontrar publicamente com Alckmin amanhã, na cerimônia de premiação do grupo de líderes empresariais Lide, presidido por João Doria Jr.
Havia também a expectativa de um encontro reservado entre Alckmin e Temer neste final de semana. A aproximação com adversários do governo está se estreitando. Na quarta-feira, por exemplo, horas antes de Cunha aceitar o pedido de impeachment, Temer, que é presidente do PMDB, foi anfitrião de um almoço com sete senadores de oposição, no Palácio do Jaburu.
À mesa foi discutido o afastamento de Dilma. Um senador observou ali que a presidente não poderia contar nem com Lula e muito menos com o presidente do PT, Rui Falcão, que orientou os três deputados do partido no Conselho de Ética a votar contra a anistia a Cunha. A decisão, com o aval de Lula, foi uma aposta para salvar o PT, desgastado com os escândalos.
Na prática, parte do PSDB aceita apoiar um eventual governo de transição comandado por Temer, caso Dilma caia, desde que o vice garanta não disputar a eleição de 2018. Tucanos dizem, porém, que mesmo assim não ocupariam cargos porque isso seria um “salto no escuro”. / COLABOROU ISADORA PERON

Eleição na França pós-ataques: a Frente Nacional mudou de cara?

O partido de extrema-direita francês Frente Nacional está atraindo um novo tipo de eleitor.
E eles podem fazer a diferença nas eleições regionais deste domingo, as primeiras após os ataques que deixaram 130 mortos em Paris.
Os atentados, de autoria do grupo autodenominado Estado Islâmico, impulsionaram a popularidade da Frente Nacional, que tem uma plataforma anti-imigração, anti-União Europeia e anti-islâmica.
O partido tem chances reais de vencer em algumas regiões pela primeira vez - hoje, eles não governam nenhuma. A votação ocorre em dois turnos, neste domingo e no próximo.

Milhares de militantes do partido se reuniram na semana passada em um centro de conferência na cidade de Toulon, na Riviera Francesa.
AP: Marion Marechal-Le Pen: "Não somos uma nação islâmica"© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Marion Marechal-Le Pen: "Não somos uma nação islâmica"
Eles balançavam suas bandeiras tricolores enquanto esperam a principal atração da noite: a aparição de Marion Marechal-Le Pen, a neta de 25 anos do fundador do partido.
Eles vaiaram quando imagens dos políticos tradicionais da França foram exibidas em um telão.
Este é um partido diferente do que Jean Marie Le Pen, um antigo soldado paraquedista, fundou em 1972.
Na reunião, não havia skinheads. Tampouco havia muitos rostos não brancos. Mas, com certeza, não era uma reunião de neonazistas.
Leia também: Infectologista relata choque e desespero ao se deparar com início de epidemia de microcefalia
"Eu era o tipo de pessoa que nunca pensaria em aderir", disse Philippe Lansade, empresário de cerca de 40 anos que se filiou à Frente Nacional no dia seguinte aos ataques de Paris.
"Morei na Inglaterra e nos Estados Unidos. Não entendo como você pode falar do Tea Party americano ou o UKIP no Reino Unido como política tradicional, mas aqui perguntam se nós somos fascistas", diz.

"Terrível lição"

Jean Marie Le Pen já chamou o Holocausto de "detalhe da história". Mas comentários como este, percebidos como antissemitas, são altamente desencorajados no partido atualmente.
BBC: Pesquisas indicam que popularidade do partido aumentou entre 4 e 7 pontos percentuais após ataques© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Pesquisas indicam que popularidade do partido aumentou entre 4 e 7 pontos percentuais após ataques
A retórica anti-islâmica, porém, é lugar comum entre os militantes.
"Sabemos o que somos", disse Marion Marechal-Le Pen em seu discurso.
Leia também: Impeachment: Decisão de Cunha é antiética mas lícita, diz jurista
"E sabemos o que não somos. Nós não somos uma nação islâmica."
Ela falou sobre a "terrível lição" dos ataques de 13 de novembro.
"A lição é que o islã radical se estabeleceu em certas partes do país devido à imigração em massa. Isso criou pessoas francesas que pegam em armas contra o país que as recebeu. Então precisamos repensar a política global, em termos de controle de fronteiras, aquisição de nacionalidade e restringir os fluxos de imigração se não quisermos que as coisas piorem."
Uma pesquisa de opinião feita recentemente mostrou que a popularidade da Frente Nacional cresceu entre 4 e 7 pontos percentuais desde os ataques de Paris.
A líder do partido, Marine Le Pen (filha de Jean Marie e tia de Marion) pode vencer na região do norte de Nord-Pas-De-Calais-Picardie, uma das 13 que irá às urnas em dois turnos, neste domingo e no próximo.
AP: Vitória pode impulsionar candidatura do partido à Presidência em 2017© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Vitória pode impulsionar candidatura do partido à Presidência em 2017
Marion Marechal-Le Pen pode ganhar na região sulista de Provence-Alpes-Cote d'Azur.
Seria a primeira vez que a Frente Nacional ganharia em qualquer das regiões francesas.
Essas chamadas "super-regiões", geograficamente falando, não são poderosas politicamente.
Mas uma ou duas vitórias poderiam ser um impulso moral para a campanha à Presidência de Marine Le Pen em 2017.
Pesquisas atuais mostram que ela poderia ganhar a maior parte dos votos no primeiro turno em 2017 - mas poucos acreditam que ela venceria no segundo.

Uma antiga lenda diz que, quando um ser humano acolhe e protege um animal até ao dia da sua morte, um raio de luz, que não podemos enxergar neste plano da existência, ilumina o caminho desse ser humano para sempre.