sábado, 28 de novembro de 2015

'Obrigada por me fazer sentir tão velha', brinca rainha Elizabeth 2ª com premiê canadense

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Image captionRainha fez piada em resposta a discurso do premiê canadense
A rainha Elizabeth 2ª arrancou risadas durante um jantar oficial com líderes da Comunidade de Nações britânicas ao fazer uma piada sobre sua idade com o premiê canadense, Justin Trudeau.
Em seu discurso, Trudeau disse que a história recente do Canadá poderia ser contada com histórias da rainha, de 89 anos.
O premiê listou diversas delas, incluindo as várias viagens da monarca ao país e o fato de que ele é o 12º premiê canadense no reinado de Elizabeth, e que seu pai, Pierre Elliott Trudeau, havia sido o quarto.
Foi, então, a vez da rainha discursar: "Obrigada, senhor primeiro-ministro do Canadá, por me fazer sentir tão velha!", brincou Elizabeth, em uma breve fala no jantar, realizado em Malta. A reação gerou risadas.
A frase foi divulgada no perfil oficial da monarquia no Twitter e havia sido compartilhada mais de 1,2 mil vezes e recebido 1,9 mil curtidas - geralmente, as mensagens oficiais são compartilhadas apenas algumas dezenas de vezes.
Trudeau, de 43 anos, respondeu, também no Twitter: "Pelo contrário, a senhora é jovem para sempre".
Elizabeth 2ª é a monarca mais velha na história do Reino Unido e a que reina por mais tempo.
Acredita-se que esta seja a última participação da rainha em reuniões da Comunidade de Nações britânicas, já que ela não deverá realizar viagens longas nos próximos anos.

Devastada pelo fogo, mata da Chapada Diamantina só se recuperará 'daqui 15 anos' Adriano Brito - @adrianobrito Da BBC Brasil em São Paulo Há 44 minutos

(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionÁrea queimada próxima ao Morro do Pai Inácio
Enquanto Minas Gerais e Espírito Santo lidam com os impactos do rompimento da barragem de Mariana, a vizinha Bahia enfrenta outra tragédia ambiental: as consequências de uma das piores séries de incêndios já registradas na Chapada Diamantina, um dos símbolos do Estado e onde nascem alguns dos principais rios que abastecem a população baiana.
Depois de um mês de chamas, as chuvas que começaram a cair na última quarta-feira finalmente acabaram com o fogo, de acordo com a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia. Nesta sexta, não eram mais verificados focos de incêndio, afirmou à BBC Brasil o secretário Eugênio Spengler.
Não se trata, porém, de um desastre que chega ao fim com o apagar da última chama. Seus efeitos devem se prolongar por mais de uma década em um local onde caatinga, cerrado e mata atlântica se encontram.
"Se não passar fogo por ali (de novo), em 15 anos é que algumas áreas começarão a se recuperar", diz o geógrafo Rogério Mucugê, coordenador de projetos da ONG Conservação Internacional na região, onde vive desde a década de 1990.
Segundo ele, esse é o prazo para que a mata ciliar, a área de floresta que protege os rios, esboce uma reação – os campos de cerrado se recuperam mais rápido. Em razão da diversidade, algumas espécies da fauna e da flora só existem ali.
Uma equipe da ONG, que estava na chapada para gravar um vídeo sobre um projeto ambiental que realiza na bacia do rio Paraguaçu, registrou o combate e o impacto dos incêndios, inclusive nos arredores de um dos símbolos da região, o Morro do Pai Inácio. Algumas dessas imagens acompanham essa reportagem.
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionImagem aérea mostra área afetada à beira de estrada baiana
Equipes estaduais estão fazendo um levantamento dos efeitos do fogo na fauna e da flora, trabalho que irá determinar o montante a ser investido na restauração florestal, afirma o secretário Spengler. Segundo ele, a área será prioridade na alocação de recursos da pasta.
Além das consequências imediatas nas espécies locais, um incêndio dessa proporção afeta também a quantidade e qualidade da água que chega a boa parte dos baianos, e logo em tempos de seca mais severa por causa do fenômeno climático El Niño, explica o geógrafo Mucugê – homônimo, aliás, da cidade baiana onde vive.
O rio Paraguaçu, cuja nascente fica ali, abastece 85 municípios, incluindo 60% da região metropolitana de Salvador.
A chuva que caiu nesses últimos dias está longe de ser a esperada para o mês de novembro na área da chapada, tida como a "caixa d'água da Bahia", conta.
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionBrigadistas tentam conter fogo na área englobada pelo município de Mucugê
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionSegundo representante da Conservação Internacional na região, trabalho é como "enxugar gelo"
Segundo o coordenador de projetos da ONG, a tendência é que o quadro de seca – e, consequentemente, de incêndios – piore. Ele critica a falta de um planejamento territorial integrado para a chapada.
"A cada ano que passa a região está mais seca e, caso não haja planejamento, a tendência é a de que esses efeitos sejam piores", conta Mucugê.
"Existe a diferença entre apagar fogo e combater incêndio. Eu digo que, localmente, a gente apaga fogo. A gente elimina um foco, mas outros surgem. Territorialmente, falando-se de Chapada Diamantina, a gente ainda apaga fogo, é como enxugar gelo", diz ele.
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Image captionRecuperação de mata ciliar só começará daqui 15 anos, diz geógrafo
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionÁrea terá prioridade na alocação de recursos, afirma governo baiano
O secretário estadual do Meio Ambiente afirma concordar que ainda há muito a ser feito e que, se não fosse a ajuda da comunidade, o cenário poderia ter sido ainda pior, como ocorreu em 2008, quando 40% dos 152 mil hectares do Parque Nacional da Chapada Diamantina foram atingidos pelo fogo.
Cerca de 210 pessoas, incluindo bombeiros do Estado, Defesa Civil Nacional, integrantes das Forças Armadas e brigadistas voluntários atuavam até esta sexta no local, segundo o governo. Spengler diz que o monitoramento continuará. "Não desmobilizaremos a equipe até o fim de dezembro."
Embora lembre o número de pessoas envolvidas – "essa foi a maior operação (do tipo) já registrada pelo governo da Bahia" –, e aponte uma evolução no trabalho, citando o aumento no numero de brigadas voluntárias na região – de 1 ou 2 existentes no incêndio de 2008 para as cerca de 24 atuais –, o secretário reconhece que ainda não é o suficiente.
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Image captionMorro do Pai Inácio, cercado por vegetação queimada
O ideal, diz, é ter uma brigada para cada um dos 42 municípios da chapada. E investir em estrutura, equipamentos, treinamento, educação ambiental, estrutura de comunicação com rádio e outros.
"Os incêndios são o maior problema ambiental que se tem na Bahia. E não só na chapada. Se queima muito em outras áreas no semiárido e do cerrado", diz.
Além de todo o desastre ambiental, combater um incêndio dessas proporções sai caro. O governo da Bahia fala em um total de R$ 9 milhões gastos.
A Polícia Civil baiana investiga a possibilidade de que alguns incêndios tenham sido criminosos. Segundo o secretário do Meio Ambiente, há algumas "coincidências" sendo apuradas, como a ocorrência de vários focos em uma mesma área, às margens da BR-242, e quase sempre no mesmo horário, no fim de tarde.
"Será que as peças quentes dos carros só caem nesse trecho?", questiona Spengler.
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Image captionHá suspeita de incêndios criminosos à beira de estrada

‘É uma tragédia que isso aconteça’ com Delcídio, diz Berzoini Ministro avalia que a prisão do senador teve grande impacto na articulação política Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/e-uma-tragedia-que-isso-aconteca-com-delcidio-diz-berzoini-18166412#ixzz3soG1boav © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.




BRASÍLIA - Ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, avalia que a prisão do senador Delcídio Amaral teve grande impacto pelo bom trânsito que ele mantinha na base aliada e na oposição. A nova meta fiscal acabou não sendo votada, o que travará a máquina. Leia a entrevista:
O senhor ficou surpreso com essas revelações envolvendo o senador Delcídio Amaral?
A gente fica, né? Primeiro, ele vai prestar esclarecimentos sobre aquilo que parece, ouvindo as gravações. Mas a gente nunca imaginou que o Delcídio pudesse estar, digamos, preocupado com a delação de Cerveró nesse nível. Da nossa parte, é surpresa e tristeza por envolver uma pessoa que convivia conosco semanalmente. A oposição registrou no Senado que também estava triste, porque a relação sempre foi muito civilizada, cordial. Ele é uma pessoa que gosta de costurar acordos, não é um líder só de enfrentar, mas também de dialogar.

E a presidente Dilma Rousseff, como se sente?
Da mesma forma que eu, que o Jaques (Wagner). O sentimento é assim: é uma tragédia que isso aconteça com uma pessoa que tinha um relacionamento bom na situação e na oposição.
O que o governo vai fazer, já que não cumpriu a meta fiscal?
Nossa preocupação é cumprir a lei, mas não deixar que haja transtorno para as pessoas que precisam dos serviços do governo. Nós não queremos, por exemplo, que faltem recursos para fiscalização ambiental, Polícia Federal e para os órgãos que exercem atividades de Estado e precisam continuar funcionando. Não são despesas obrigatórias, são despesas discricionárias, mas essenciais. Um contingenciamento com válvula de escape.
É uma situação que lembra o shutdown dos Estados Unidos.
Lá nos EUA tem uma disputa política. Aqui, eu não acho que esse tema tenha o mesmo nível de disputa política. Embora a oposição vá fazer o embate legítimo, eu acho que a própria oposição sabe que isso não interessa ao país. É legítimo que eles façam o embate no processo de votação, e a base tenha consciência de que só depende dela, só depende de nós. Nós queremos deixar claro que não é bom para o país, mas não queremos que isso seja encarado como pressão, e sim como explicitação do problema, para a gente trabalhar com calma e votar. Até porque acho que votaria esta semana, se não houvesse o episódio do Delcídio.
Foi um problema que não foi provocado nem atingiu o Poder Executivo. Os fatos divulgados não são da atividade dele de líder do governo. Ele vai responder por isso, certamente vai prestar esclarecimentos, e o Poder Judiciário e o Ministério Público vão tomar as medidas que acharem corretas. É um fato que obviamente nos entristeceu, nos deixou chateados, mas nossa função é governar o país. Então, nós temos que continuar nosso trabalho e deixar que isso seja tratado pelas instâncias do Judiciário e do Ministério Público.
O governo está abandonando o senador Delcídio?
Nós não temos nenhuma razão para tratar o assunto dentro do governo, porque não se refere a atividades de governo. Não houve nenhum tipo de “Ah, ele tava fazendo uma coisa que tinha a ver com a função dele de líder”. Não. Não tinha a ver. É só ver o que está na degravação, e você vê claramente que era uma ação dele como pessoa, não uma ação do líder do governo.
Se ele se sentir abandonado, não pode representar ameaça ao governo?
Não vou especular sobre isso porque não tenho nenhuma base para ter esse tipo de especulação ou fazer futurologia. No que se refere à sua atividade como líder, ele sempre foi muito correto e transparente na relação com o governo. Sempre agiu seguindo as orientações do governo e sempre conduziu com responsabilidade seu papel no Senado. É isso que a gente pode dizer sobre ele.
Sem Delcídio, vai ser possível retomar o trabalho de recompor a base?
Vamos trabalhar para isso. Vamos ouvir os líderes na segunda-feira, para depois apresentar sugestões de nomes à presidente Dilma. Mas acho que sim (é possível reconciliar a base). As pessoas todas são importantes, mas, diante da necessidade de substituir, vamos procurar a melhor pessoa possível.
Já existe um nome mais provável?
Não tem. A gente evita falar de nomes justamente porque ninguém foi sondado. O líder do governo tem que ser uma pessoa com bom trânsito entre os líderes dos partidos. Depois, se possível, que também tenha bom trânsito com a oposição. E que tenha muita capacidade de diálogo, que perceba rapidamente quais são os impasses para alcançar os objetivos nas votações.
‘Não queremos, por exemplo, que faltem recursos para fiscalização ambiental, para a Polícia Federal e para órgãos que exercem atividades de Estado’
- RICARDO BERZOINISobre ajuste fiscal
Há alguma restrição a alguém do PT?
Não. Nem há também a necessidade de que seja alguém do PT. Pode ser do PT ou de qualquer partido da base.

Algumas pessoas dizem que o PT tem postura dúbia: quando as acusações são de corrupção feita “em nome do partido”, há um acolhimento do acusado; quando é por atos privados, há um abandono.
A nota que Rui Falcão soltou tem caráter eminentemente partidário e responde à percepção daquele momento. Se houver qualquer consideração diferente, ele pode reavaliar. A nota deixou claro que não havia nenhum assunto partidário sendo tratado. Nenhum petista, nem o Rui Falcão, trabalha com a lógica de julgá-lo (Delcídio) por essas atitudes sem que ele tenha o direito de defesa. É claro que o que veio à tona é grave, mas é preciso que se tenha o contraditório.
Mas a nota criou um constrangimento para a bancada, que votou para tirá-lo da prisão?
Não, porque a nota não condena Delcídio. Ela simplesmente esclarece a natureza da relação com o partido. Os assuntos de caráter partidários não devem, necessariamente, condicionar os votos dos parlamentares. Os parlamentares estavam apreciando não uma questão individual de Delcídio, mas se a decisão do Supremo feria prerrogativa do Parlamento, que é a inviolabilidade do mandato. Em nenhum momento eles julgaram se Delcídio é culpado ou inocente.
Pode ter aberto um precedente perigoso para o Congresso?
É um debate muito difícil de fazer. De um lado, estava todo mundo chocado com a degravação, mas, por outro, há necessidade de ser muito vigilante com a prerrogativa parlamentar. O debate foi muito duro.

 

Delcídio Amaral revela em depoimento que críticas de Lula o deixaram chateado Lula mostrou perplexidade com as atitudes do senador petista

Waldemir Barreto/Agência Senado
O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), teria ficado chateado com as críticas que o ex-presidente Lula fez sobre ele, após a prisão do senador na última quarta-feira, 25, sob acusação de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Delcídio ficou sabendo por visitas que Lula tinha classificado seu comportamento como uma “grande burrada” e expressou que não gostou das declarações.
Como mostrou o jornal “O Estado de S.Paulo”, durante almoço ontem na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo, Lula mostrou perplexidade com a atitude de Delcídio de oferecer a familiares e advogados do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró dinheiro e ajuda para o ex-diretor fugir, em troca de não mencionar seu nome em delação premiada. Para o ex-presidente, Delcídio é um político experiente e sofisticado, que não poderia ter se deixado gravar de forma simples como foi feito pelo filho do ex-diretor, Bernardo Cerveró.
Lula só deve sair em defesa de Delcídio se o senador apresentar uma defesa consistente sobre o ocorrido. Segundo pessoas próximas, o ex-presidente considera que a atuação do senador preso causou constrangimento para o governo e para o PT. Na manhã de ontem, durante o evento sobre redução da desigualdade social promovido pelo Instituto Lula, CUT e Fundação Friedrich Ebert, o petista preferiu ficar calado, apesar da insistência de outros participantes para que abordasse o tema em um de seus discursos.
Em setembro de 2006, a apenas duas semanas do primeiro turno das eleições gerais em que Lula foi reeleito, integrantes do Partido dos Trabalhadores foram presos pela Polícia Federal, em um hotel de São Paulo, ao tentar comprar um dossiê contra o então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra. Tentando minimizar o episódio, o então presidente Lula afirmou que aquilo era obra de “um bando de aloprados”, expressão pela qual o caso é lembrado até hoje.
Dieta
O líder do governo no Senado continua preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Portador de doenças como gastrite e diabetes, Delcídio está se alimentando com dieta especial, com restrições a carne vermelha, vísceras e frutos do mar. A dieta é oferecida pela própria PF. Como parlamentar, o petista possui a prerrogativa de ser mantido em sala especial. Investigadores afirmam que o senador tem se mostrado tranquilo.