quarta-feira, 4 de março de 2015

Primo de Kadafi alerta para 11 de Setembro na Europa dentro de dois anos O primo e antigo enviado especial de Kadafi avisa que o Estado Islâmico vai inundar a Europa com milhares de militantes este ano, a partir da Líbia, e propõe mediar uma solução Ler mais: http://visao.sapo.pt/primo-de-kadafi-alerta-para-11-de-setembro-na-europa-dentro-de-dois-anos=f811816#ixzz3TPpo2Xjg

Exilado no Cairo, Ahmed Gaddaf al-Dam, que concedeu uma entrevista ao MailOnline, avisa que o Estado Islâmico planeia um atentado à escala do 11 de Setembro na Europa "dentro de dois anos" e que as forças da organização terrorista na Líbia estão a recrutar elementos com promessa de "virgens brancas".
Segundo o primo do deposto líder líbio, "não menos do que meio milhão" de emigrantes vão partir da Líbia em direção à Europa, uma "onda" que incluirá milhares de terroristas e que, alega, vai culminar num ataque terrorista de grandes dimensões.
"Há muitos terroristas entre eles [os emigrantes], entre 10 e 50 por cada mil. Dentro de um ou dois anos, haverá outro 11 de Setembro", prevê, contrariando as autoridades europeias que consideram existir poucas provas de que a ameaça real esteja nos emigrantes, uma vez que a maioria dos atentados em cidades europeias, incluindo o caso do Charlie Hebdo, foram levados a cabo por terroristas nascidos na Europa.
Ahmed Gaddaf al-Dam alega que os militantes islâmicos começaram a seduzir os aspirantes à emigração para a Europa da África subsariana, levando-os para os seus campos de treino e transformando-os em soldados, com a promessa das "virgens brancas".
A solução? Um diálogo que o primo de Kadafi se propõe mediar, sentando-se à mesma mesa que o Estado Islâmico "Estamos a trabalhar para salvar a Líbia", insistiu, ao longo da entrevista.
Depois de as eleições do ano passado no país terem sido interditas a qualquer elemento da família Kadafi, Gaddaf al-Dam assegura que muitos líbios lamentam agora a revolução e querem o regresso do clã ao poder. "Temos de ser parte da solução. O povo quer-nos de volta", garante.


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MWC15: Por dentro da maior feira de comunicações da Europa

Tecnologia, gadgets, muitas pessoas, negócios, algum sol e estilo catalão.Mais de 1900 empresas procuram espaço no Mobile World Congress em Barcelona para mostrar as suas soluções e competir num mundo onde as comunicações e as TI assumem maior relevância.

A feira que nos últimos anos se realiza em Barcelona parece estar cada vez maior e atrair mais expositores, mas também visitantes, num número que este ano se espera que ronde os 90 mil. São sobretudo profissionais do sector e de empresas que procuram soluções na área das comunicações e mobilidade e que entre os dias 2 e 5 de março podem encontrar na feira as principais novidades que marcam tendências.

O congresso que traz à cidade alguns dos maiores nomes da indústria é também um dos pontos altos do MWC, a par do espaço de exposição que se estende por 8 pavilhões e mais de 240 mil metros quadrados de chão de feira e serviços de apoio aos milhares de visitantes.

Por estes dias a cidade de Barcelona “respira” o MWC e vive ao ritmo das deslocações dos congressistas, mas a organização está cada vez mais apurada para direcionar o tráfego de carros e pessoas de uma forma eficiente, Mas mesmo assim não consegue evitar que os principais acessos estejam “colapsados”, torrando os nervos a condutores e taxistas e gerando filas imensas de espera para conseguir um táxi ou para entrar e sair do metro e comboio.

Os hotéis estão cheios – e caros –, os principais restaurantes totalmente reservados e os voos em overbooking, mas o show tem de continuar.

O TeK já lhe foi dando conta das principais novidades e vai continuar a acompanhar o MWC até amanhã, mas deixamos-lhe aqui algumas das imagens captadas nos primeiros dias da feira. 

Nvidia anuncia o sistema de TV Shield, primeiro Android TV

Nvidia anuncia o sistema de TV Shield, primeiro Android TV

Nvidia anuncia o sistema de TV Shield, primeiro Android TV

Depois de criar um clima de mistério com um evento chamado «Made to Game» que traria a revelação de uma novidade «revolucionária», a Nvidia anunciou não somente um novo produto, mas três: um set-top box, uma consola de jogos e um «super PC».


O primeiro produto a aparecer foi o set-top box Nvidia Shield, o primeiro, segundo a empresa, sistema de Android TV 4K. O design é todo feito com acabamento em alumínio e o aparelho é pequeno e leve. O sistema traz recursos inovadores como o reconhecimento de rostos de actores durante um filme, com busca integrada no Google que vai trazer informações extras sobre o actor, bem como sua filmografia, por exemplo.
O aparelho funciona completamente por reconhecimento de voz, e funcionou muito bem durante a apresentação, mas vem também com um controlo remoto. Além da resolução 4K, o aparelho traz compatibilidade para 60Hz.
O Nvidia Shield TV faz parte do conjunto anunciado hoje, que segunda a empresa, está em desenvolvimento há cinco anos. 

Renan e Cunha estão na lista da Lava Jato entregue pela PGR ao Supremo, dizem jornais

Renan e Cunha estão na lista da Lava Jato entregue pela PGR ao Supremo, dizem jornais

quarta-feira, 4 de março de 2015 07:44 BRT
 
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(Reuters) - Os nomes dos presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estão na lista encaminhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a abertura de inquéritos por envolvimento na operação Lava Jato, noticiaram jornais nesta quarta-feira.
A PGR encaminhou ao Supremo na terça-feira 28 pedidos de abertura de inquérito contra 54 pessoas, com ou sem mandato parlamentar, por conta da operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.
Os nomes dos peemedebistas que comandam as duas Casas do Congresso aparecem nos jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e O Globo. Segundo o Estadão, os dois foram informados previamente pelo vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer.
Ainda segundo o Estadão, Renan já teria consultado dois advogados para o defender, enquanto Cunha negou ter recebido "qualquer informação, de quem quer que seja".
A Folha diz que também estão na lista os nomes do senador e ex-presidente da República Fernado Collor de Mello (PTB-AL), da senadora e ex-ministra Gleise Hoffmann (PT-PR) e do senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA).
Os nomes dos investigados não foram divulgados nem pela PGR nem pelo Supremo, pois o caso corre sob segredo de Justiça. Cabe agora ao ministro do STF Teori Zavascki, relator do caso no Supremo, acatar ou não um pedido de retirada do sigilo para que possam ser conhecidos os envolvidos nos pedidos de inquérito da PGR.
Os políticos com mandato parlamentar têm prerrogativa de foro privilegiado e só podem ser julgados pelo STF. No entanto, na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, há pessoas sem mandato, que não têm foro privilegiado, mas foram incluídas por estarem vinculadas às denúncias.
No meio político, a lista era amplamente aguardada. No Congresso Nacional, o clima na terça-feira era de expectativa em relação aos pedidos de investigação de Janot ao STF.
Segundo o Estadão, a PGR deve encaminhar nesta quarta-feira outra lista para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável por autorizar investigações contra governadores.
(Por Alexandre Caverni, em São Paulo)

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No segundo dia de visita oficial à China, o príncipe William destacou a importância do intercâmbio de estudantes entre os dois países. O duque de Cambridge diz que os acordos entre universidades chinesas e britânicas são fundamentais para criar laços e derrubar barreiras entre as gerações futuras. 

PGR envia ao STF lista com políticos a serem investigados na Lava Jato

03/03/2015 20h25 - Atualizado em 03/03/2015 23h25

PGR envia ao STF lista com políticos a serem investigados na Lava Jato

Procurador-geral Rodrigo Janot entregou pedido nesta terça-feira ao STF.
Ministro decidirá se retira sigilo do processo e depois se aceitará pedido.

Nathalia Passarinho e Renan RamalhoDo G1, em Brasília
Oprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou às 20h11 desta terça-feira (3) noSupremo Tribunal Federal (STF) pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.
São 28 pedidos de abertura de inquérito referentes a 54 pessoas. Há ainda sete pedidos de arquivamento. Os nomes não foram divulgados.
Dentre os 54 que são alvo dos pedidos de inquérito, há autoridades e também pessoas sem prerrogativa de foro, cujos casos o procurador enviou ao Supremo porque os supostos crimes que cometeram têm conexão com os dos políticos.
Senadores, deputados e ministros de Estado têm foro privilegiado no STF. Por isso, o procurador-geral precisa pedir à Corte autorização para a abertura de inquérito. Governadores são julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em cada peça, Janot requer a derrubada do segredo de justiça. Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator das apurações da Operação Lava Jato no STF, decidir se torna ou não as informações públicas. A tendência é de que derrube o sigilo de todos os inquéritos, conforme o pedido de Janot. Somente após essa decisão é que os nomes dos políticos investigados serão divulgados.
A participação de autoridades no escândalo na Petrobras foi revelada nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.
Os dois firmaram acordo com o Ministério Público Federal para colaborar com as investigações e delatar os demais integrantes do esquema em troca de redução nas penas.
Junto com os pedidos de abertura de inquérito, Rodrigo Janot já solicitou uma série de diligências, como quebra de sigilos bancário e fiscal dos políticos. Para resguardar a eficácia das investigações, esses procedimentos serão mantidos em segredo.
Do inquérito à ação penal
Zavascki decidirá agora se abre os inquéritos e atende aos pedidos de diligência apresentados pelo procurador-geral. É praxe, porém, os magistrados aceitarem a abertura de investigações mediante pedido do Ministério Público Federal.

Durante a fase investigatória, os advogados dos investigados ainda não podem fazer a defesa judicial ou contestar as diligências. Só depois de aberta a ação penal, é que poderão apontar irregularidades na produção de provas e anular acusações feitas com base nelas.

Encerradas as investigações, caberá à PGR apresentar as denúncias, que são as acusações formais contra os investigados, apontando os crimes, culpados e provas. Se aceita pela Justiça, a denúncia leva à abertura de uma ação penal, que é o próprio processo judicial, em que serão ouvidas testemunhas e quando a defesa poderá apresentar outras provas que contestem a acusação. Nesse momento, o político passa a ser réu.

Só ao final do processo, os ministros julgam e decidem pela inocência ou culpa do réu; no último caso, determinando as penas, multas e ressarcimento de danos aos cofres públicos.

No caso da Operação Lava Jato, a eventual abertura de ações penais caberá à Segunda Turma do STF, composta, além de Zavascki, pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Atualmente, há uma vaga aberta nessa turma, que deve ser preenchida por um novo ministro a ser indicado pela presidente Dilma Rousseff.

Delações
Nos depoimentos ao Ministério Público, Paulo Roberto Costa disse que empresas que atuavam em contratos da Petrobras pagavam propina aos diretores da estatal e que parte desses valores foi direcionada  atender a PT, PMDB e PP, inclusive na campanha eleitoral de 2010.
Costa integrou a diretoria da Petrobras entre 2004 e 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele foi preso em março pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de integrar a quadrilha comandada pelo doleiro Alberto Youssef. Após fazer acordo de delação premiada com a Justiça, Costa foi autorizado a ficar em prisão domiciliar.
Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”,  o ex-diretor revelou o nome de 28 políticos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras. A publicação afirma que entre os mencionados estão o ex-ministros Edison Lobão (Minas e Energia); Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de PT, PMDB, PSDB e PP. Os políticos citados negaram participação.

Entenda a Lava Jato
A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.
Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Só na sétima etapa da operação, foram expedidos 85 mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o investigado é levado pela polícia para depor) em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato cumpriu 64 mandados de prisão, 201 de busca e apreensão e 55 de condução coercitiva. Ao todo, 150 pessoas e 232 empresas estão sob investigação da Procuradoria.
Dinheiro desviado e recuperado
Informações divulgadas pelo MPF apontam que os crimes investigados pela Lava Jato desviaram ao menos R$ 2,1 bilhões da Petrobras, com base apenas nos crimes denunciados até agora.
Ao todo, a Procuradoria apresentou 19 acusações criminais contra 87 pessoas, por ilícitos como corrupção, crime contra o sistema financeiro, tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
MPF informou já ter assegurado a recuperação de R$ 500 milhões desviados por investigados na operação. Segundo o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Douglas Fischer, para permitir o resgate da quantia, o MPF fechou acordos de cooperação internacional com 12 países, entre os quais Suíça, Estados Unidos e Holanda. Além disso, foram bloqueados R$ 200 milhões em bens de réus dos processos decorrentes da Lava Jato.
Arte Lava Jato - o que vai acontecer após o pedido do procurador-geral da República (Foto: Editoria de Arte / G1)