segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Proposta do Eurogrupo é “inaceitável” para a Grécia

Proposta do Eurogrupo é “inaceitável” para a Grécia

16-02-2015 17:18
Uma fonte do governo grego disse que o esboço da proposta discutida pelo Eurogrupo é "inaceitável" e "não é razoável". Face a estas circunstâncias pode não se chegar a acordo esta segunda-feira.  [em actualização]

A posição do Eurogrupo é “inaceitável” e “não é razoável”, segundo avançam fontes ligadas a Atenas. Esta é a primeira reacção conhecida do encontro que está a decorrer em Bruxelas e senta à mesma mesa os ministros das Finanças que têm o euro como moeda.

Em cima da mesa estava um prolongamento do programa de assistência pretendido pela Grécia.

O ministro das Finanças alemão disse horas antes numa entrevista a uma rádio alemã estar céptico. Wolfgang Schauble não acreditava que do encontro possa sair um acordo para Atenas.

Já o seu homólogo Grego, Yanis Varoufakis, defendeu em entrevista ao “New York Times”, que o seu governo não quer mais dinheiro, mas mais tempo para pagar a dívida pública.

ÚLTIMA HORA: Carbanak roubava bancos há dois anos

ÚLTIMA HORA: Carbanak roubava bancos há dois anos

Kaspersky Lab, a INTERPOL, a Europol e autoridades de diferentes países coordenaram os seus esforços para descobrir uma campanha cibercriminosa que existia por detrás de um roubo sem precedentes. Foram roubados mil milhões de dólares durante cerca de dois anos, procedentes de instituições financeiras de todo o mundo.
Os peritos de segurança confirmam que a responsabilidade do roubo recai num gangue multinacional de cibercriminosos da Rússia, Ucrânia e outros países da Europa, assim como da China.
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O grupo criminoso Carbanak utilizou as técnicas dos ataques dirigidos e este esquema marca o início de uma nova etapa na evolução da actividade cibercriminosa, em que os hackers roubam dinheiro directamente dos bancos, evitando chegar aos utilizadores finais.
Desde 2013, estes cibercriminosos tentaram atacar até 100 bancos, sistemas de pagamento e outras instituições financeiras em cerca de 30 países. Os ataques continuam activos. Segundo os dados da Kaspersky Lab, os alvos do Carbanak incluem organismos financeiros na Rússia, EUA, Alemanha, China, Ucrânia, Canadá, Hong Kong, Taiwan, Roménia, França, Espanha, Noruega, Índia, Reino Unido, Polónia, Paquistão, Nepal, Marrocos, Islândia, Irlanda, República Checa, Suíça, Brasil, Bulgária e Austrália.
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Estima-se que as maiores somas de dinheiro foram obtidas junto de bancos, tendo esta campanha conseguido roubar até dez milhões de dólares em cada incursão. Em média, cada roubo de um banco demorou entre dois e quatro meses, desde que é infectado o primeiro equipamento da rede do banco até ao desvio efectivo do dinheiro.
Os cibercriminosos começavam por acedera o computador de um funcionário através de “spear phishing”, uma burla realizada por correio electrónico cujo único propósito é obter acesso não autorizado a dados confidenciais, infectando a vítima com o malware Carbanak. Conseguiram violar a rede interna e localizar os computadores dos administradores para os vigiar através de vídeo. Isto permitiu-lhes ver e gravar tudo o que se passava nos ecrãs dos computadores do pessoal que lidava com os sistemas de transferência de dinheiro vivo.
Desta maneira, os cibercriminosos conseguiam conhecer até ao último detalhe o trabalho dos funcionários bancários e foram capazes de imitar a actividade do pessoal a fim de transferir dinheiro efectivo.
Como era roubado o dinheiro?
  • 1) Quando chegou o momento de tirar proveito das suas actividades, os cibercriminosos utilizaram sistemas de pagamento internacionais de banca online para transferir dinheiro das contas dos bancos para as suas. Em alguns casos, também se depositava o dinheiro roubado em bancos na China ou na América. Os peritos em segurança não descartam a possibilidade de outros bancos de outros países terem sido utilizados como receptores.
  • 2) Os cibercriminosos penetraram directamente no coração dos sistemas de contabilidade, aumentando os saldos em contas antes de embolsar os fundos adicionais através de uma transacção fraudulenta. Por exemplo: se uma conta tinha 1.000 dólares, os cibercriminosos alteravam o seu valor para 10 mil dólares e logo em seguida transferiam 9.000 para a sua conta. O titular da conta não suspeitava do problema porque os 1.000 dólares originais ainda ali estavam.
  • 3) Além disso, tomaram o controlo dos caixas automáticos dos bancos e ordenaram-lhes que dispensassem dinheiro vivo durante um tempo predeterminado. Quando o pagamento era feito, um membro do gangue estava à espera junto do ATM para recolher o dinheiro.
A Kaspersky Lab convida todas as entidades financeiras a analisar cuidadosamente as suas redes para verificar se detectam a presença do Carbanak e, se for esse o caso, a reportar a intrusão à polícia.

Cessar-fogo violado na Ucrânia


1:48
 
14:49 16.02.2015

Cessar-fogo violado na Ucrânia

O cessar-fogo na Ucrânia, decretado desde ontem, não está a ser respeitado. Nas últimas horas, pelo menos cinco soldados ucranianos foram mortos.

Financiamento de campanha divide opiniões na comissão da reforma política

Financiamento de campanha divide opiniões na comissão da reforma política

Agência Câmara
O tema financiamento de campanha divide opiniões entre integrantes da comissão especial da reforma política, instalada no último dia 10. Enquete realizada pela Agência Câmara, antes de iniciadas as discussões no colegiado, ouviu 28 deputados dos 34 titulares do colegiado.
Sete deputados defenderam o financiamento públicoexclusivo, como os deputados Rubens Otoni (PT-GO) e Valtenir Pereira (Pros-MT). “Esse, para mim, é o ponto principal da reforma política”, diz Otoni. “Não podemos mais conviver com a realidade em que os representantes sejam escolhidos mais pelo dinheiro da campanha do que pelos compromissos com a comunidade.”
Valtenir destaca que devem ser adotados mecanismos para o controle do financiamento público. “Hoje, no horário de televisão, os candidatos contratam um marqueteiro. A Justiça Eleitoral poderia determinar um formato igual para todos, dentro de um custo mínimo bancado pelo poder público.”
Outros parlamentares, como Henrique Fontana (PT-RS), Chico Alencar (Psol-RJ), Marcelo Castro (PMDB-PI), Tadeu Alencar (PSB-PE) e Moema Gramacho (PT-BA), propõem um limite para as doações de pessoas físicas. Nesse ponto, Fontana e Alencar são favoráveis à proposta de reforma política conhecida como “Eleições Limpas” (PL 6316/13), elaborada por entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que limita as doações individuais em R$ 700.
Alguns deputados defendem o financiamento misto (público e privado). É o caso do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos autores da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, que será a base de discussão na comissão especial.
Pestana é favorável ao modelo previsto na PEC: pelo texto, cada partido poderá optar pelo modo de financiamento, se privado, misto ou exclusivamente público. A proposta prevê um teto de despesa para a campanha eleitoral e um valor máximo para as doações de pessoas físicas e jurídicas, fixados em lei.
Os deputados do PP Esperidião Amin (SC) e Renato Molling (RS) também defendem o financiamento misto. Molling acredita que o setor privado deve participar, bem como as pessoas físicas, mas com limitação do gasto de campanha, a fim de diminuir os custos. “Da maneira como está, o poder econômico é muito grande nos resultados das eleições. Mas não podemos nos iludir e dizer que é o financiamento privado que gera a corrupção ou o caixa dois”, opina o parlamentar gaúcho. “Isso é tentar esconder e manipular a reforma política, tirando os setores privados.”
Já os deputados Antônio Bulhões (PRB-SP) e Benito Gama (PTB-BA) sustentam que o financiamento de campanhas se mantenha da forma como está hoje, ou seja, misto, com recursos públicos do fundo partidário e de doações privadas. O deputado Edmar Arruda (PSC-PR) defende o formato atual, “com a ressalva de que as empresas que trabalhem ou prestem serviço para União, estados e municípios não façam doações para evitar que sejam beneficiadas”.
O deputado Silvio Torres (PSDB-SP) também acredita que deva haver uma discussão sobre quais empresas podem doar. “Precisa ter uma limitação dos valores que podem ser doados pelas companhias. Um limite quantitativo, e não sobre o faturamento, como é hoje”, ressalta.
Já os deputados Milton Monti (PR-SP), Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e Indio da Costa (PSD-RJ) defendem o financiamento exclusivamente privado das campanhas. “Seria muito difícil justificar para a população o uso de recursos públicos de impostos para as campanhas políticas”, comenta Monti.
Tags: câmara, deputados, discussões, itens, reformas

Regras para coligações devem causar polêmica entre deputados

Regras para coligações devem causar polêmica entre deputados

Agência Câmara
Um tema que deverá causar polêmica na recém-instalada comissão especial da reforma política diz respeito às regras para as coligações partidárias, conforme enquete realizada pela Agência Câmara. A sondagem, feita antes de iniciadas as discussões no colegiado, ouviu 28 deputados dos 34 titulares da comissão.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, ponto de partida dos debates da comissão especial, muda as regras das coligações eleitorais para a eleição de deputados federais. Hoje, a Constituição determina que não há obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
A PEC altera essa norma apenas em relação aos deputados federais, de forma que a coligação formada em um determinado estado ou no DF tenha de ser integrada por todos ou alguns dos partidos que fizerem parte da federação partidária nacional.
Dos 28 deputados ouvidos, 16 foram contrários a essa mudança – como o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), e os deputados Antonio Bulhões (PRB-SP), Indio da Costa (PSD-RJ) e Benito Gama (PTB-BA) – e 11 foram favoráveis à verticalização, como os deputados Marcus Pestana (PSDB-MG) e Esperidião Amin (PP-SC), dois dos idealizadores da PEC 352/13, e os deputados Chico Alencar (Psol-RJ) e Tadeu Alencar (PSB-PE). “A verticalização fortalece os partidos e é importante para que não se comportem ao seu bel prazer, sobrepondo aosinteresses nacionais”, defende Tadeu Alencar.
Outros parlamentares se manifestaram simplesmente contra as coligações nas eleições proporcionais, como os deputados Afonso Motta (PDT-RS), Silvio Torres (PSDB-SP) e Renato Molling (PP-RS). “Defendo o fim das coligações proporcionais para termos menos partidos, pois hoje há donos de legendas que fazem todo tipo de acordo. Precisamos valorizar as instituições”, destaca Molling.
A PEC também estabelece que os partidos que formarem coligações para a disputa de eleições proporcionais (deputados federais, estaduais e vereadores) sejam obrigados a permanecer juntos por quatro anos, atuando em bloco parlamentar, até o fim da legislatura, na Casa legislativa para a qual elegeram seus representantes. Dos deputados entrevistados, 15 foram a favor dessa proposta e 10 foram contra. Outros não têm opinião formada sobre o assunto.
Contrária à nova regra, a deputada Moema Gramacho (PT-BA) observa: “Não pode ter essa amarra por quatro anos. A conjuntura e a vida partidária são muito dinâmicas. Sou a favor é da fidelidade partidária”.
Também divide opiniões na comissão o sistema eleitoral do País. Nove deputados defenderam o voto distrital misto para a Câmara dos Deputados; 7 deputados defenderam o voto proporcional para o Legislativo e majoritário para o Executivo e Senado; 5 foram favoráveis ao voto proporcional dentro de circunscrições eleitorais (distritos), como previsto na PEC 352/13; e 4 foram a favor do voto distrital puro para a Câmara.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS), por sua vez, defende o voto proporcional em dois turnos, tal qual previsto na proposta de reforma política conhecida como “Eleições Limpas” (PL 6316/13), elaborada por entidades da sociedade civil como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Outros parlamentares ouvidos pela Agência ainda não têm opinião formada sobre o assunto.
Tags: câmara, deputados, enquete, política, reforma

Ciberataque sem precedentes a 100 bancos


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14:51 16.02.2015

Ciberataque sem precedentes a 100 bancos

Cerca de uma centena de instituições financeiras por todo o mundo estão a ser alvo de ataque informático sem precedentes. De acordo com um relatório de uma empresa de cibersegurança, o esquema dura desde 2013 e até agora já terá custado 900 milhões de euros. O caso está a ser investigado pela Interpol e pela Europol. Portugal não consta da lista de alvos.

Corruptos poderão ser perdoados em caso de arrependimento

1:17
 
14:02 16.02.2015

Corruptos poderão ser perdoados em caso de arrependimento

Os acusados de corrupção pode não ir para a cadeia se mostrarem arrependimento e devolveram os bens ou do dinheiro. É uma das propostas de alteração ao Código Penal que será votada depois de amanhã no Parlamento.