“Ainda este mês teremos resposta positiva de Cuba para um conjunto de 20 empresas” disse o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Brito Vieira.
Apesar de estarmos na maior feira de frutas a legumes do mundo, a Fruit Logistica, o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Brito Vieira, veio a Berlim dizer que ainda este mês Portugal vai poder começar a exportar carne de porco e de aves, lacticínios, conservas e outros transformados vegetais para Cuba.
A anúncio tem por base um memorando de entendimento que deve ser assinado ainda este mês com aquele país e representa também mais um esforço de abrir portas para a exportação no sector agrícola que, no seu todo, pesa 20% no PIB português.
"Ainda este mês teremos resposta positiva de Cuba para um conjunto de 20 empresas" disse o responsável.
Um acordo que permite "agilizar procedimentos de habilitação de empresas e criar oportunidades de negócio", acrescentou.
De resto, à semelhança do que se tem feito em outros países no âmbito das frutas e legumes.
Ontem, também na feira de Berlim, a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, tinha anunciado que está para breve a "luz verde" para as empresas portuguesas poderem colocar frutas e legumes no México e na Colômbia.
Mas as exportações portuguesas do sector tem muito caminho para parmilhar, Nuno Brito Vieira reforço o que tinha sido dito por Assunção Cristas "que há muitos dossiers de negociação em cima da mesa".
"Equacionámos países que fossem estratégicos como forma de olhar a internacionalização neste sector e, na área vegetal, apontámos para os mercados da América Latina. Para a Colômbia - além da pêra rocha - também podem ir as uvas e os citrinos", refere o secretário de Estado.
No Extremo Oriente, o foco está no Japão com as cerejas. E na China, desde as uvas, aos os citrinos , passando pelos kiwis. À Indonésia devem chegar primeiro as maçãs e as pêras. O processo para a Índia está mais demorando, esclareceu o responsável do Executivo.
Na área animal, e além de Cuba, também a China pode passar, em breve, "ainda este ano" a ser um destino das exportações portuguesas. País a que se seguirá o Vietname.
Quanto à Rússia, o secretário de Estado assegura que "as empresas portuguesas continuarão a fase de crescimento" mas só depois do embargo terminar.