quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Temer discursa e admite 'ingenuidade' com Joesley




"Não tem sido fácil essa luta", disse antes de complementar





POLÍTICA EM JANTARHÁ 3 HORASPOR


Na véspera da votação de sua denúncia no Congresso Nacional, o presidente Michel Temer participou de um jantar com deputados da base aliada na casa do vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), na noite desta terça-feira. Cercado pelos parlamentares, Temer discursou para os presentes em clima de desabafo. Ele admitiu "ingenuidade" no episódio envolvendo a gravação do empresário Joesley Batista, da JBS, a quem acusa de praticar "banditismo".


"Não tem sido fácil essa luta", disse antes de complementar. "Provocações que são feitas fruto, convenhamos, de um acidente e uma certa ingenuidade, mas fruto, fundamentalmente, de um banditismo muito negativo. Sou obrigado a dizer isso em voz alta e em letras garrafais para que as pessoas saibam com quem estamos lidando", afirmou, em trecho vazado à reportagem do Broadcast Político.
Temer chegou ao local sob aplausos dos deputados depois de subir seis lances de escada. Isso porque, pouco antes, o elevador do prédio residencial parou de funcionar. Apesar do contratempo, ele elogiou o clima positivo na casa do vice-presidente da Câmara.
"Quando nós fizemos o que fazemos pelo País, estou falando de todos nós. Não governo sozinho, governo com todos vocês. Mas vamos dizer que talvez não haja quórum amanhã. Já me sinto feliz pelo carinho, pela amizade, pela fraternidade que encontrei durante todo o dia de ontem e hoje, especialmente aqui na casa do Fabinho", disse.
O presidente ficou pouco mais de 30 minutos na residência do parlamentar e sorriu com as brincadeiras relacionadas ao deputado federal Wladimir Costa (SD-PA), que ganhou notoriedade nos últimos dias por, supostamente, ter feito uma tatuagem no ombro direito com o nome do presidente. Costa estava presente no jantar e, na saída, afirmou que os colegas aprovaram a "homenagem". "Vários parlamentares disseram que irão procurar um tatuador para fazer homenagem parecida", declarou. (Renan Truffi)

Saiba como será a votação de Temer nesta quarta





Esta é a primeira vez na história do Brasil que um presidente é alvo de acusação formal durante exercício do mandato







POLÍTICA ROTEIROHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

A sessão que vai analisar se arquiva ou permite o prosseguimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, por corrupção passiva, será nesta quarta-feira (2). Esta é a primeira vez na história do Brasil que um presidente é alvo de acusação formal durante exercício do mandato.


Saiba como será o roteiro da sessão:
A ideia é começar a sessão a partir das 9h desta quarta-feira (2). Mas para que a reunião seja, de fato, aberta, o plenário deve ter quórum mínimo de 51 deputados e de 52 parlamentares para o início da Ordem do Dia.
A votação do parecer que defende a rejeição da denúncia começa só depois de alcançada a presença de 342 deputados – número apontado como o principal desafio para Temer driblar nesta terça-feira. Embora sem consenso, a oposição dá sinais de que não estará no plenário pelo menos durante o período da manhã.
Rito
Antes da votação, o relator do parecer aprovado na CCJ, deputado Abi-Ackel, fará a leitura de seu voto por até 25 minutos. Em seguida, o presidente Michel Temer ou sua defesa poderão falar por igual tempo.
Depois disso, cada deputado terá o direito para debater o tema por cinco minutos. Assim que quatro oradores apresentarem seus discursos, será permitida a apresentação de requerimento para encerrar a discussão. O requerimento será submetido à votação dos deputados, caso o plenário tenha a presença de pelo menos 257 parlamentares.
Votação
Encerrada a discussão, terá início o processo da votação do parecer. Para encaminhar a votação, mais dois oradores contrários e dois favoráveis ao parecer poderão falar por até 5 minutos cada. Em seguida, os líderes partidários terão um minuto para orientar o voto das bancadas.
Só então o mérito do parecer da CCJ será submetido à votação nominal. Cada deputado deverá responder “sim”, “não” ou abstenção, conforme aprove ou rejeite o voto defendido no parecer.
Os parlamentares serão chamados conforme seus estados por ordem alfabética. A chamada será alternada entre estados das regiões Norte e Sul.
Depois que forem alcançados 342 votos, a Presidência da Câmara poderá proclamar o resultado. Para derrubar a denúncia, a base aliada precisa de apenas 172 votos. Já para aprová-la, a oposição precisa do total de 342.

Quanto custa ao Brasil a tentativa de salvar Michel Temer




A poucas horas de enfrentar a sessão na Câmara dos Deputados que pode definir o futuro do seu governo, o presidente Michel Temer tem usado sem cerimônia a máquina federal para conquistar votos de deputados

michel temer votação câmara


Jean-Philip Struck, DW
A poucas horas de enfrentar a sessão na Câmara dos Deputados que pode definir o futuro do seu governo, marcada para esta quarta-feira (2), o presidente Michel Temer tem usado sem cerimônia a máquina federal para conquistar votos de deputados.
Sua “campanha” inclui a promessa de bilhões de reais para emendas parlamentares e projetos em municípios e Estados, criação de cargos comissionados e atendimento de demandas específicas de bancadas.
As medidas contrastam com o discurso de “sacrifício” que Temer evocou ao assumir o governo em 2016. Para se salvar de uma eventual admissão pela Câmara da denúncia criminal por suspeita de corrupção, o presidente pode gastar mais de R$ 17 bilhões apenas em emendas parlamentares e verbas destinadas para governos e prefeituras.
Ao ceder em projetos dispendiosos de deputados e criar mais cargos, Temer parece também estar jogando uma pá de cal na política de ajuste fiscal prometida no início do governo.

Emendas

Entre as medidas para convencer os deputados a ficarem ao lado do governo, a mais explícita tem sido o direcionamento de verbas para emendas – recursos pedidos pelos deputados que normalmente são gastos em suas bases eleitorais.
Entre o início de junho e o final de julho, período em que o escândalo da JBS veio à tona, o governo destinou R$ 4,1 bilhões para esse fim. No acumulado do ano até maio – antes do caso JBS –, o governo havia empenhado apenas 102,5 milhões de reais.
Pelas regras, parlamentares governistas ou da oposição são contemplados com a mesma cota, só que o governo é que estabelece o ritmo da distribuição.
De acordo com a ONG Contas Abertas, parlamentares que declaram abertamente apoio ao governo Temer receberam em média a promessa de R$ 1 milhão a mais do que os deputados que vão votar pela aprovação da denúncia.
A estratégia das emendas foi usada pela antecessora de Temer, Dilma Rousseff. Nas semanas anteriores à votação de seu impeachment pela Câmara, a presidente anunciou a distribuição de R$ 3,2 bilhões.
No caso de Temer, o laboratório para a tática foi a votação da denúncia pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que fez a análise preliminar da denúncia na primeira quinzena de julho.
Trinta e seis dos quarenta deputados que votaram a favor do presidente foram contemplados com R$ 134 milhões, segundo a Contas Abertas. O campeão foi justamente o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que apresentou o novo relatório favorável ao presidente. No total, ele deve receber R$ 5,1 milhões.
Deputados da oposição vêm criticando a distribuição de recursos. Segundo Chico Alencar (PSOL-RJ), a destinação de tantas verbas para emendas “caracterizam evidente compra de votos, com consequências de obstrução à Justiça”.

Mais verbas e cargos

A distribuição de recursos não passa só pelo Legislativo. Após atravessar 2016 falando duro com Estados da federação que estão atolados em dívidas, o governo parece ter mudado de ideia após o escândalo da JBS.
No dia 12 de julho, o Planalto anunciou a liberação de R$ 11,7 bilhões para apoiar o financiamento de obras e concessões de infraestrutura em estados e municípios. No dia seguinte, foi a vez de o Ministério da Saúde anunciar um investimento de R$ 1,7 bilhão para a rede de atenção básica no país, incluindo a compra de ambulâncias para 1787 municípios. As duas medidas foram anunciadas horas antes da votação da denúncia pela CCJ.
Além de direcionar recursos, o governo também abandonou sua propagandeada política inicial de reduzir o número de cargos comissionados. Segundo a Contas Abertas, entre maio e junho, o governo criou mais de 500 funções do tipo na administração federal, elevando o total para 20.321.
A liberação das verbas e criação de cargos também ocorre em um momento em que o governo prevê um rombo de R$ 139 bilhões nas contas públicas.
Segundo o Ministério do Planejamento, tanto o envio de recursos para estados e municípios é um “procedimento absolutamente normal”. Já o empenho das emendas, segundo a pasta, é “um procedimento obrigatório previsto na Constituição e na legislação orçamentária”.

Ajuste fiscal em risco

A União tem a receber cerca R$ 300 bilhões em dívidas. Para tentar convencer os devedores – empresas e pessoas físicas – a quitarem os débitos, o Planalto pretende passar um projeto de lei para criar mais um programa de refinanciamento, ou Refis.
Na versão originalmente promovida pelo Planalto, o Refis de 2017 pretendia arrecadar pelo menos R$ 13,3 bilhões ainda neste ano. Só que, precisando de apoio, o governo pouco fez para impedir em 17 de julho a aprovação por uma comissão mista de um novo relatório que prevê descontos no Refis que podem chegar a 99%.
A iniciativa partiu de um deputado do próprio partido do presidente: Newton Cardoso (PMDB-MG). O texto ainda precisa ser votado no plenário da Câmara. Caso a medida passe, nem R$ 500 milhões devem chegar aos cofres do governo.
Nesta segunda-feira (31), o jornal “Folha de S.Paulo” informou que os ministérios da Fazenda e do Planejamento já cogitam ter que rever a meta fiscal e aumentar a previsão de déficit em 2017. Não se sabe se Temer pretende usar o veto para confrontar os deputados, que têm em suas mãos o futuro da Presidência.
Pelo menos 76 deles parecem diretamente interessados na aprovação de um Refis mais generoso. Empresas ligadas a eles devem R$ 217,8 milhões, segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”.
Outros 29 deputados têm R$ 18,9 milhões de débitos inscritos em seus próprios CPFs. Até mesmo o relator Cardoso é um devedor. Empresas ligadas a ele devem R$ 51 milhões.

Reivindicações das bancadas

Sentindo o enfraquecimento do governo, bancadas da Câmara têm pressionado o Planalto para que suas demandas sejam atendidas. Em julho, a bancada ruralista conseguiu do governo a sanção da “medida provisória da grilagem” – como foi chamada por ambientalistas –, que prevê a legalização em massa de terras públicas invadidas. Dias depois, o presidente aprovou um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) que prevê que um entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a criação da reserva indígena Raposa Serra do Sol passe a valer para todas as demarcações.
Pelo entendimento do STF, só são terras indígenas as ocupadas por índios na data da promulgação da Constituição de 1988. A decisão do STF não tinha efeito vinculante, mas a bancada convenceu o presidente do contrário. O Ministério Público Federal classificou a medida como um retrocesso para a causa indígena no Brasil.
O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), coordenador da Frente Parlamentar Mista da Agricultura, já disse que vai votar a favor do presidente. “É inegável que com Temer muitas pautas históricas defendidas pela bancada foram atendidas”, disse Leitão ao “Estado de S.Paulo”.
Já a Frente Parlamentar Evangélica conseguiu do governo em junho que o Ministério da Educação ordenasse o recolhimento de 93 mil exemplares de um livro de contos. A temática de incesto de um dos contos – que narrava a história de um rei que deseja se casar com uma de suas filhas – revoltou os evangélicos que compõem a Comissão de Educação da Câmara.
A resposta do ministério mostrou que o governo vem cedendo para o grupo. Segundo um levantamento de “O Estado de S.Paulo”, 80% dos 213 parlamentares que não divulgaram até agora como vão votar na sessão que vai analisar a denúncia contra Temer fazem parte de uma das bancadas “BBB” (boi, bala e bíblia).

                                        Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

“Respeito”. Palavra que para algumas pessoas nem existe no dicionário, respeito é um aprendizado que deveria começar no berço, saber ser ético, respeitar o próximo isso é uma qualidade que todo ser humano precisa ter  É uma atitude tão simples saber respeitar isso é pensar no próximo! A ausência desta qualidade faz do homem um ser desprezível! Lembram-se desta frase Respeite a si mesmo como respeita o próximo! É deste jeito que tinha que ser! No meu vê quem não sabe se der ao respeito no meu ponto de vista o qualifico de desonesto!

 Enquanto famílias tradicionais e ricas dos EUA ajudam o país criando fundações beneficentes e doando fortunas a universidades, as Famílias de Empresários citados e devidamente réus confessos predam e roubam o País.


É como eu sempre digo: Político corrupto deve ser enxergado com o mesmo ódio e repulso que enxergamos os assassinos, estupradores ou os pedófilos. Pois é isso que eles são, a escória da humanidade. Suas ações corruptas dão inicio a acontecimentos trágicos para a nossas vidas, a criança que morre fome em um país prospero como o nosso, foi porque um vagabundo desses surrupiou milhões para sua conta. A idosa que morre na fila de um hospital por falta de médicos, leitos e remédios foram porque um vagabundo desses meteu a mão nos cofres públicos. A falta de merenda na escola foi um politico que roubou. A mulher que é estuprada na esquina por falta de uma viatura policial foi porque um político patife desviou milhões para sua conta fantasma no exterior, para comprar carrões, iates e joias caras para sua prostituta de luxo. Eles são a causa primária desse degradante efeito borboleta.. Político corrupto é o pior bandido que possa existir na face da terra. Suas atitudes decidem o que será de nossas vidas, o que será de nosso país?






terça-feira, 1 de agosto de 2017

Conselho Do Ministério Público Federal Prorroga Força-Tarefa Da Lava Jato No PR Até 2018



  • 01/08/2017


O Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu na manhã desta terça-feira (1º) prorrogar por mais um ano a atuação da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, coordenada pelo procurador da República Deltan Dallagnol. A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não participou da reunião do Conselho e, por isso, não pode opinar sobre o destino do grupo.
Procuradores e promotores que compõem a força-tarefa da Lava Jato na própria Procuradoria-Geral da República (investigam políticos com foro privilegiado), conforme revelou EXPRESSO, mostraram certa resistência a trabalhar com Raquel. O certo, até agora, é que o grupo ficará sob o comando de Rodrigo Janot até ele deixar o cargo em setembro.

Força-tarefa na PGR
Após votações de algumas pautas, o quarto suplente de Raquel Dodge no Conselho apareceu e reclamou não ter sido chamado para a reunião. Janot, então, disse que não houve tempo hábil para convocar suplentes. Diante da discussão, Janot sugeriu suspender a sessão até que o primeiro suplente aparecesse. Não demorou muito até que o primeiro suplente surgisse no local. Ele participará das outras votações do Conselho nesta terça-feira.

Parabéns Sergio Moro!




noticiasbrasilonline.com.br
Hoje é o Aniversario do Juiz Federal mais Amado do Brasil, Parabéns Sergio Moro ! - Noticias Brasil Online
Quem é Sergio Moro ? Sérgio Fernando Moro (Maringá, 1º de agosto de 1972) é um magistrado, escritor e professor universitário brasileiro. É juiz federal da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba[6] e professor de direito processual penal na Universidade Federal do Paraná. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, fez mestrado e doutorado na Universidade Federal do Paraná. Especializou-se em crimes financeiros e tornou-se juiz federal em 1996.[3][6] Nesta função, trabalhou em casos como o escândalo do Banestado, a Operação Farol da Colina e auxiliou a ministra Rosa Weber durante o julgamento do escândalo do Mensalão.... Leia Mais
Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira.
Parabéns Guerreiro Sergio Moro estamos juntos. Viver por nada ou morrer pelo que se acredita!


Fonte:

Temer recebeu propina de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, diz revista




Recursos foram repassados pela JBS e são resultado de aportes financeiros do BNDES à empresa dos irmãos Batista






POLÍTICA ESQUEMAHÁ 4 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


O lobista Ricardo Saud autorizou a entrega de R$ 1 milhão, em dinheiro vivo, a Michel Temer, em 2014, quando ele ainda ocupava a vice-presidência da República. A entrega do dinheiro foi feita por Demilton de Castro e Florisvaldo de Oliveira, funcionários do operador financeiro dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ao coronel João Baptista Lima Filho, um dos homens de confiança do peemedebista.


Segundo informações da revista Época, os recursos são parte dos R$ 15 milhões destinados a Temer para a campanha eleitoral daquele ano. Ele ficou com uma quantia e repassou o restante a correligionários.
A verba seria proveniente dos aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na JBS, proporcionados pelo governo petista, após um acerto firmado anos antes, entre Joesley e o então ministro da Fazenda Guido Mantega.
O dinheiro, ainda segundo a Época, foi estocado em duas contas nos Estados Unidos, cujo saldo superou os US$ 150 milhões. Em 2014, ano eleitoral, foi distribuídos a políticos de todo o país.
A propina de R$ 1 milhão foi entregue em notas de R$ 50, conforme depoimento de Florisvaldo de Oliveira, dentro de uma caixa de papelão. O coronel João Baptista Lima Filho ordenou que o montante fosse colocado no porta-malas de um Corolla, no estacionamento de um prédio na Vila Madalena, em setembro de 2014.
O secretário de Comunicação da Presidência da República, Márcio de Freitas, divulgou nota rebatendo as informações.
"A quadrilha comandada pelo bandido Joesley Batista fabrica em profusão versões e planilhas. O presidente nunca teve 'crédito' junto às empresas do meliante da Friboi. Nem autorizou transferências a outros parlamentares. A conversa com o capanga é absolutamente ficção barata. O vazamento dessa nova versão tem o claro interesse de tentar influenciar na votação da Câmara dos Deputados."

Denúncia contra Temer testará os limites da ‘fidelidade’ de Maia






O ilegítimo Michel Temer (PMDB) pode até ter comprado deputados, mas ele ainda depende da combinação de resultados políticos para safar-se da denúncia de corrupção passiva apresentada pela Procuradoria-Geral da República.


Para jurar fidelidade ao Tinhoso, alguns parlamentares marcaram-se nas nádegas e nos ombros, mas a votação no plenário da Câmara desta quarta (2) também será um teste para medir os limites desta ‘fidelidade’ de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Todos nós sabemos que Maia está de olho na cadeira de Temer. O deputado cujo nome nas planilhas de propina da Odebrecht é “Botafogo” é o primeiro na linha sucessória, caso a Câmara resolva botar o ilegítimo para escanteio.

A autorização para que Temer seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal será votada pelo plenário da Câmara e, para ser aceita, precisa do apoio de 342 deputados. É o mesmo número do quórum necessário para iniciar a votação.

No momento da votação, os deputados favoráveis ao afastamento de Temer devem dizer “não” ao relatório e os contrários à saída de Temer precisam dizer “sim” ao parecer.

Procedimentos

O quórum de abertura da sessão é de 51 deputados e a Ordem do Dia poderá ser iniciada com o registro de presença de 52 parlamentares.
Iniciada a Ordem do Dia, o relator Abi-Ackel falará por 25 minutos, seguido pelo presidente Temer ou seu advogado, por mais 25 minutos.


Após falarem 4 oradores, dois contrários e dois favoráveis ao afastamento, poderá ser apresentado requerimento de encerramento de discussão, desde que ao menos 257 deputados tenham registro presença.

Já a votação propriamente dita somente poderá ser iniciada com o registro de presença de 342 deputados.

Segundo a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, a ordem de votação dos estados será a mesma adotada na votação do impeachment da Dilma: os parlamentares serão chamados em ordem alfabética, por Estado, alternadamente do Norte para o Sul e vice-versa.