sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Michel Temer desmonta programa de saúde mental modelo para o mundo





Governo Temer desmonta, com uma canetada, programa de saúde mental que é referência mundial. A portaria aprovada sem discussão impõe sérios retrocessos no tratamento de pacientes com transtornos mentais e a usuários de álcool e drogas



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A maior ameaça à política de saúde mental desde 1990”; “As mudanças afrontam os direitos humanos e a reforma psiquiátrica antimanicomial adotada no país”; “O ministro da Saúde não pode desfazer numa canetada uma política de Estado amparada pela legislação federal, pelo controle social do SUS e mundialmente reconhecida por seus resultados”.
Nada adiantou. Nem mesmo estes, entre tantos outros apelos de profissionais e entidades especializadas foram suficientes. A reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do Sistema Único de Saúde (SUS) aprovou, sem nenhum tipo de discussão, na manhã desta quinta-feira (14), em Brasília, as mudanças na política de saúde mental propostas através de portaria do Ministério da Saúde.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental, Paulo Amarante, a controversa portaria foi aprovada a “toque de caixa”. “Não foi aberta a palavra. Eu pedi a palavra, o Ronald Ferreira dos Santos, presidente do Conselho Nacional de Saúde, pediu também e o ministro respondeu grosseiramente que não daria a fala a ninguém. A portaria só foi lida. Não tivemos qualquer possibilidade de manifestação”, disse.

Sérios retrocessos

Desde que a portaria que altera a política de atendimento à saúde mental foi colocada em pauta, várias entidades, como o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos (PFDC) se manifestaram contra.
De acordo com eles, a portaria impõe sérios retrocessos no tratamento de pacientes com transtornos mentais e a usuários de álcool e drogas. Todos temem, sobretudo, o retorno da internação de pessoas com transtornos em hospitais psiquiátricos.
Para o psiquiatra Leon Garcia, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, esta “é a maior ameaça à política de saúde mental desde 1990 [quando começaram as discussões sobre a reforma psiquiátrica]”. Para ele, além de dar aval a hospitais psiquiátricos, a medida traz o risco de desfinanciamento de outros serviços.
A procuradoria, por sua vez, alegou que “as mudanças afrontam os direitos humanos e a reforma psiquiátrica antimanicomial adotada no país, pois limitam os recursos para unidades que trabalham com a reinserção psicossocial de pessoas, como serviços residenciais terapêuticos, ao passo que aumentam o custeio de hospitais psiquiátricos”.
Considerando que há o dever legal de diminuir as internações hospitalares e a segregação das pessoas com deficiência, para que elas sejam de regra atendidas em serviços extra-hospitalares, não há razoabilidade no aumento do custeio dos hospitais psiquiátricos, na diminuição do financiamento ao gestor local que fechar leitos para atender no modelo extra-hospitalar, e na manutenção do número de leitos em hospitais psiquiátricos. Não há como não enxergar que esta política apenas incentiva a manutenção de hospitais psiquiátricos, o que viola frontalmente a Lei nº 10.216/2001 e nega às pessoas com transtorno mental o direito de serem tratados em serviços”, diz a nota.
Também em nota, o CFP disse ser contrário à proposta do Ministério da Saúde de mudança na política de saúde mental. O conselho destaca que, na semana passada, foi concluído encontro com dezenas de instituições que marcou os 30 anos de mobilização em defesa do fim dos manicômios. Nele, foi aprovada a Carta de Bauru, que reafirma que “uma sociedade sem manicômios é uma sociedade democrática”.

A Comissão

A Comissão Intergestores Tripartite conta com representantes do Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O presidente do Conasems, Mauro Junqueira, disse à Agência Brasil que “boa parte da proposta é muito interessante, tem avanços”, mas discordou de que as mudanças vão ampliar a internação em hospitais psiquiátricos.

Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde foi procurado pela Agência Brasil, mas a assessoria informou que as propostas finais do órgão serão apresentadas na reunião, prevista para as 8h30.

“Retrocesso na saúde mental?”

Em artigo publicado nesta quinta-feira (14), na sessão “Tendências e Debates”, da Folha de S.Paulo, com o título “Retrocesso na saúde mental?”, vários profissionais ligados à saúde mental se posicionaram contra a portaria.
De acordo com eles, “nos últimos 30 anos, o Brasil construiu uma política de Estado para portadores de transtornos mentais que ganhou o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde”. Neste novo cenário, “o orçamento federal, que antes subvertia a lógica ao priorizar internações, hoje destina 75% de seus recursos para serviços extra-hospitalares, que ajudam homens e mulheres a encontrar saúde mental e felicidade lá onde ela pode estar, no cotidiano da vida em comunidade”.
Para os profissionais, “a proposta ressuscita o financiamento de ambulatórios de saúde mental, sobrepostos aos serviços comunitários existentes. O conjunto das propostas privilegia a internação e duplica serviços. Como os recursos são escassos e decrescentes, o resultado será o sucateamento da rede comunitária de saúde mental”.

Divórcio Mostra Patrimônio Milionário De Amigo De Dirceu Alvo Da Lava Jato




  • 05/01/2018




O Antagonista revelou no mês passado que a Lava Jato estava de olho no advogado Luiz Carlos Rocha Gaspar, velho amigo de José Dirceu dos tempos de guerrilha que se refugiou na Espanha – onde Lula e o ex-ministro manteriam contas secretas.
O site Antagonista descobriu agora que Gaspar teria amealhado dezenas de milhões em imóveis, participações societárias e contas bancárias. Mas manteve tudo oculto em nome da ex-mulher Eliane Aparecida Manzolli de Oliveira.

Ocorre que o casal se separou em outubro de 2015, poucos meses após a prisão do ex-ministro. Como Gaspar está fora do país, a ‘ex’ começou a liquidar o patrimônio. Agora, o advogado – que comandou por anos o Ciatec de Campinas – entrou na Justiça para reaver “seus bens”.
Na ação, ele confessa que manteve tudo em nome da mulher, inclusive o luxuoso apartamento onde viveram e cotas das empresas Hamilton Empreendimentos Imobiliários e Cominag IAD Administração, alegando ser credor de R$ 25 milhões pela permuta de terrenos com uma incorporadora chamada ACS Construções.
Gaspar acusa Eliane de forjar sua assinatura numa declaração de separação de bens e trocar o crédito de R$ 25 milhões por um pagamento em cash de apenas R$ 600 mil. O amigão de Dirceu diz que vive hoje de sua “parca aposentadoria”, mas não explica à Justiça por que registrou tudo em nome da esposa – diz apenas que confiava na honestidade dela.
“Como todos os bens móveis e imóveis, inclusive contas bancárias, sempre estiveram exclusivamente em nome da requerida, e o apartamento em nome das filhas dela, o requerente foi afastado de todo o patrimônio, ficando impossibilitado de usufruir e viver dos frutos do mesmo. Nem mesmo em seu imóvel residencial ele pode entrar, tendo sido trocadas as fechaduras, impedindo-o de acessar inclusive seus bens pessoais e particulares”, alegam os advogados na ação.
Importante lembrar que é justamente Eliane que aparece formalmente como sócia da Manzolli & Oliveira Consultoria e Manzolli Consultoria Empresarial, empresas destinatárias de boa parte dos R$ 7,8 milhões que Dirceu recebeu por ‘consultorias’ à EMS – que virou a maior farmacêutica do país.
As duas empresas foram alvo da Operação Pixuleco, que prendeu Dirceu, mas as investigações sobre ela não avançaram. A Lava Jato pretende corrigir isso agora. Para integrantes da força-tarefa, a ‘briga do casal’ Gaspar e Eliane pode acabar na carceragem da PF em Curitiba.

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Manuela E Boulos Já Assinaram O Manifesto Que Defende A Candidatura De Lula




  • 04/01/2018

Deu no Estadão
A deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila (PCdoB) e o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos, possíveis adversários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial deste ano, assinaram um manifesto em defesa do direito do petista ser candidato a presidente em 2018. Intitulado “Eleição Sem Lula é Fraude”, o documento elaborado pelo ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula Celso Amorim foi traduzido para o inglês, espanhol, francês e árabe e recebeu até ontem o apoio de mais de 115 mil pessoas. Entre os que assinaram estão o cantor Chico Buarque de Holanda e o linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky.
A meta é chegar a 150 mil assinaturas até o dia 24, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) julgará o recurso que pode tornar o petista inelegível. Lula, que lidera as pesquisas eleitorais para a Presidência, foi condenado em primeira instância a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
INELEGÍVEL – Ele alega inocência e recorreu ao TRF-4 contra a condenação. Se o Tribunal mantiver a sentença o petista pode ficar inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Manuela foi lançada pré-candidata a presidente pelo PC do B. Boulos, que não é filiado a partido político, recebeu convite do PSOL para disputar a Presidência pela legenda. Ele tem até março para decidir se aceita o convite.

Temer Incha A Máquina E Cria 2 Mil Cargos De Indicação Política





  • 04/01/2018



O presidente Michel Temer (PMDB), no começo de seu governo, anunciou o corte de 4 mil cargos comissionados, os conhecidos cargos de indicação política sem concurso na administração pública. Apesar da eficácia duvidosa do corte (eram cargos que estavam desocupados desde a gestão Dilma Rousseff), o governo bateu bumbo pela firula medida.
Um levantamento da ONG Contas Abertas, mostra que o governo Temer, durante a votação das duas denúncias, criou cerca de 2 mil cargos de indicação política.
O Brasil provavelmente é a democracia que mais conta com cargos de indicação política no mundo. Somando a administração direta e indireta, são mais de 300 mil cargos, sendo que 20 mil cargos de “Assessoramento Superior (DAS)” estão ocupados. Os governos federais da França, Inglaterra e Alemanha contam com menos de 1 mil cada. Já os EUA contam com cerca de 4 mil cargos.
Clique na imagem abaixo e assista uma reportagem do Bom Dia Brasil, da TV Globo, que trata sobre a criação de cargos no governo Temer:
Há ainda outras medidas dignas de registro do governo perdulário e corrupto de Michel Temer, trechos de um outro texto de nosso site:
“O presidente Michel Temer tem culpa indissociável desse rombo, que resultará em aumento de impostos, já que as equipes econômica e política são incompetentes para cortar gastos.
O aumento que o presidente Temer concedeu ao Judiciário, que tem plenas condições de readequar as próprias despesas, custará R$ 59 bilhões até 2019.
O aumento de 40% que o presidente Temer concedeu aos Defensores Públicos da União gerará, só em 2017, um impacto de R$ 3,8 bilhões. O salário da categoria  passa para R$ 27,9 mil em janeiro de 2017, R$ 29,2 mil em janeiro de 2018, e para R$ 30,5 mil em janeiro de 2019.
O aumento de 12% que o presidente Temer concedeu ao MPU gerará um impacto de R$ 295 milhões só neste ano.
Isso sem contar o reajustes sancionados pelo presidente Temer aos servidores da Câmara e do Senado.
Não são aumentos que beneficiam funcionários públicos que ganham 2 ou 3 salários mínimos, são aumentos destinados para a elite do funcionalismo articulada em uma miríade de sindicatos que o presidente não tem coragem de enfrentar.
Relembre outras bombas de gastos, em um texto do Instituto Liberal de São Paulo:
“Em junho de 2016, foi publicada a MP que beneficiou analistas, gestores e especialistas do Poder Executivo; servidores da Previdência, Saúde e Trabalho; das agências reguladoras; das carreiras jurídicas; do Banco Central, além de outra dezena de carreiras. O impacto desse aumento para os cofres públicos soma R$ 53 bilhões, somente até 2018, beneficiando 1,1 milhão de servidores civis.
Já a MP 765, aprovada neste mês – um dia antes de perder a validade – concedeu aumentos para 70 mil servidores, de oito categorias. Foram beneficiadas as carreiras de alto nível do Poder Executivo Federal: auditoria-fiscal da Receita Federal; auditoria-fiscal do Trabalho; perito médico previdenciário; carreira de infraestrutura; diplomata; oficial de chancelaria; assistente de chancelaria; e policial civil dos ex-territórios. Esse pacote de bondades vai custar R$ 11,2 bilhões no bolso de todos os brasileiros até 2019 e beneficiará 70 mil funcionários estatais, ou 0,04% da população brasileira.
A lista de “bondades” feitas pelo governo aos funcionários federais com o dinheiro dos pagadores de impostos incluiu o pagamento de bônus de eficiência para Auditores Fiscais da Receita Federal, no valor mensal de R$ 3 mil, inclusive para aposentados e pensionistas da carreira. A carreira passou a ter salário básico inicial de R$ 19.211,01 podendo chegar a R$ 24.943,07. Em 2019, o vencimento básico mais baixo da carreira será de R$ 21.029,09 e o mais alto R$ 27.303,62. Os valores são os mesmos para ativos e aposentados. A carreira ainda recebe auxílio pré-escola e auxílio alimentação.”