terça-feira, 14 de junho de 2016

Por 11 a 9, Conselho de Ética aprova parecer pela cassação de Cunha

14/06/2016 17h52 - Atualizado em 14/06/2016 20h21

Presidente afastado é acusado de mentir a CPI; ainda cabe recurso à CCJ.

Decisão será encaminhada ao plenário, que pode aprovar ou não cassação.

Nathalia Passarinho e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O Conselho de Ética aprovou, por 11 votos a 9, parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pela cassação do mandato do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta quarta-feira (14). A decisão ocorre uma semana após ser divulgado que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão de Cunha ao Supremo Tribunal Federal (STF).
No processo, o peemedebista é acusado de quebra de decoro parlamentar por manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado.
Segundo o relatório de Marcos Rogério, trustes e offshores foram usados pelo presidente afastado da Câmara para ocultar patrimônio mantido fora do país e receber propina de contratos da Petrobras. O deputado diz no parecer que Cunha constituiu os trustes no exterior para viabilizar a "prática de crimes".
Em nota publicada após a votação, Cunha diz que "o processo tem nulidades gritantes" e que vai recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele afirma ter "absoluta confirança" de que reverterá a decisão e que é inocente da acusação de mentir à CPI.
O advogado de Cunha, Marcelo Nobre, disse que deve recorrer. "Vamos decidir sobre recurso à CCJ. Não há provas contra meu cliente".
Com a aprovação do relatório, a defesa de Cunha tem cinco dias úteis, a partir da publicação do resultado no "Diário Oficial da Câmara", para recorrer à CCJ. Mas a comissão pode opinar apenas sobre aspectos formais do relatório - não sobre o mérito.
Em seguida, o processo vai para votação no plenário da Câmara. Qualquer punição só poderá ser aprovada em definitivo com o voto de ao menos 257 dos 512 deputados (Cunha está com o mandato suspenso e não pode participar de sessões na Casa).
No momento em que o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), proclamava o resultado contra o peemedebista, deputados e servidores gritaram "Fora, Cunha!" no plenário onde ocorreu a votação.
Votação
Veja como votou cada deputado integrante do Conselho de Ética:
A favor da cassação
Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo
Sandro Alex (PSD-PR)
Paulo Azi (DEM-BA)
Júlio Delgado (PSB-MG)
Nelson Marchezan (PSDB-RS)
Zé Geraldo (PT-PA)
Betinho Gomes (PSDB-PE)
Valmir Prascidelli (PT-SP)
Leo de Brito (PT-AC)
Tia Eron (PRB-BA)
Wladimir Costa (SD-PA)
Contra a cassação
Alberto Filho (PMDB-MA)
André Fufuca (PP-MA)
Mauro Lopes (PMDB-MG)
Nelson Meurer (PP-PR)
Sérgio Moraes (PTB-RS)
Washington Reis (PMDB-RJ)
João Carlos Bacelar (PR-BA)
Laerte Bessa (PR-DF)
Wellington Roberto (PR-PB)
Complementação de voto
Na sessão desta terça, Marcos Rogério apresentou complementação de voto para reforçar a defesa pela cassação do mandato de Cunha. Para ele, o peemedebista se utilizou de trustes e empresas “de fachada” para ocultar o recebimento de propina de contratos da Petrobras.
"O deputado se utilizou de engenharia financeira para dissimular o recebimento de propina. Creio que a única sanção aplicável é a perda de mandato, pois a mentira foi premeditada e realizada com a finalidade de minar a Operação Lava Jato", sustentou Marcos Rogério. "O que há aqui é uma verdadeira laranjada".
O relator afirmou ainda que não afastou “a presunção da inocência de Cunha por arbítrio”. “Ela foi afastada pelas robustas provas. Querem conhecer as provas, olhem para o processo”, sugeriu.
O relator encerrou sua fala dizendo: "Estamos diante do maior escândalo que esse colegiado já julgou. Não se trata de omissão e mentira, mas de uma trama com a finalidade de ocultar uma série de crimes".
Tia Eron
A votação estava inicialmente prevista para a semana passada, mas Rogério pediu tempo para elaborar a apresentar complementação de voto. O adiamento para esta semana foi uma estratégia dos adversários de Cunha para ganhar tempo e tentar convencer a deputada Tia Eron (PRB-BA), detentora do voto decisivo, a apoiar o parecer pela cassação.
Presença mais aguardada da sessão, Tia Eron chegou ao plenário do Conselho de Ética por volta de 14h20 e passou a ser cumprimentada por aliados e adversários de Cunha. Questionada pelo G1se ela já havia definido voto, afirmou: “Não acredito. Vocês já puseram voto para mim”. Questionada se participaria da votação, foi incisiva: “Se vocês me derem paz”.
Em seguida, ela foi abordada pelo advogado de Cunha, Marcelo Nobre, que trocou algumas palavras com a deputada e prestou “apoio” pela “pressão” dos últimos dias. A parlamentar apenas acenou a cabeça, enquanto segurava a mão do advogado.
Ao votar a favor do relatório de Marcos Rogério pela cassação de Cunha, a deputada, que fez um discurso de mais de dois minutos aos colegas e à imprensa, foi aplaudida pelos colegas. Adversários de Cunha chegaram a comemorar o voto (veja vídeo acima).
Em sua fala, ela ressaltou que seu partido jamais negociou cargos com o governo em troca de votos contra a cassação de Cunha. “Em relação à minha consciência é nela que moram os valores e reside a verdade. O meu partido, quando foi colocado no imaginário balcão onde a chantagem seria a moeda de troca, o PRB, lá não se trocam cargos. Nossa política é diferente. Em função disso, eu votei pela admissibilidade do processo de impeachment. Fui hostilizada até pelas mulheres. De todo modo, meus pares, eu não posso aqui absolver o representado nessa tarde. Eu não posso. Eu voto sim”, disse a deputada, ao declarar o voto.
Mudou de posição
Surpreendeu ainda mais o voto do deputado Wladimir Costa (SD-PA), que votou a favor da cassação - ainda que tenha sempre se manifestado abertamente contra a perda do mandato.
O deputado do Solidariedade inclusive discursou em defesa de Cunha na sessão desta terça e o chamou de homem “honrado”. A declaração gerou bate-boca com deputados petistas. Nas sessões anteriores do Conselho de Ética, Costa também protagonizou bate-bocas com deputados petistas e usou palavras de baixo calão.
Enquanto criticava o PT na reunião desta terça, ele foi interrompido pelo deputado Valmir Prascidelli (PT-SP), que pediu respeito. “Ladrão, batedor de carteira, assaltante de cofre público. Partido de gente vagabunda”, respondeu Wladimir Costa. “Ladrão é você. Vagabundo é você”, rebateu Valmir Prascidelli.
Após a sessão, ao ser questionado sobre os votos de Tia Eron e de Wladimir Costa, o relator do processo, Marcos Rogério, disse que se surpreendeu com o voto do deputado do Solidariedade.
"Com o voto de Tia Eron, eu não fiquei surpreso. [...] Com relação ao voto do deputado Wladimir, me surpreendeu porque ele encaminhou em uma direção mas votou de forma diferente. Mas acho que aqui prevaleceu a força das provas, as evidências".
Novas denúncias
Na semana passada, Cunha foi alvo da terceira denúncia da Procuradoria-Geral da República, pelo suposto envolvimento em desvios nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. A acusação se baseia nas delações premiadas dos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia.
Já a mulher do presidente afastado, Cláudia Cruz, virou ré na Justiça Federal do Paraná por suspeita de crimes relacionados à manutenção de uma conta na Suíça. A expectativa de adversários de Cunha era que esses novos fatos pudessem pesar na decisão dos integrantes do Conselho de Ética.
O colegiado também foi notificado de umamulta de R$ 1,13 milhão do Banco Central a Cunha por ele não ter declarado à Receita Federal ter recursos no exterior.
Adversários do peemedebista chegaram a cogitar pedir que o processo em tramitação no colegiado fosse aditado com esses novos fatos. Mas, logo no início da sessão, Marcos Rogério explicou que, com o fim da instrução do processo, não seria possível acrescentar novas informações à representação.
Já aliados de Cunha passaram a adotar como estratégia, nesta semana, a proposta de defender que o peemedebista renuncie ao posto de presidente da Câmara, em troca de ter o mandato poupado. Se Cunha renunciar à presidência da Câmara, será necessária uma nova eleição para escolher um sucessor.
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos principais aliados do peemedebista, disse que conversaria com Cunha para propor a renúncia, caso o Conselho de Ética rejeitasse o parecer de Marcos Rogério.
"Após o resultado do Conselho de Ética, é possível que eu trabalhe para que ele reavalie sua posição em relação à presidência da Câmara. É possível que eu converse com ele a esse respeito", disse Marun, nesta segunda (13).
"Entendo que, se a Câmara entender que Eduardo Cunha tem o direito de permanecer com seu mandato e exercer sua ampla defesa nessa condição, entendo que ele também deva ter um pensamento mais positivo em relação à Câmara. Maranhão como presidente interino atrapalha a Câmara”, complementou.

No dia 6, o deputado Arthur Lira (PP-AL), próximo a Cunha, apresentou parecer que pode salvar o presidente afastado da cassação. Ele defende que, no caso de processos disciplinares, o plenário vote um projeto de resolução e não o parecer do conselho.
Manobra na CCJ

Apesar de o resultado no Conselho de Ética ter sido negativo para Cunha, aliados do peemedebista já atuam para evitar a perda do mandato no plenário da Câmara. Eles  elaboraram uma consulta encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre os procedimentos de votação que visa impedir que o plenário decrete a perda do mandato do peemedebista.
A diferença é que, no primeiro caso, o projeto de resolução admite emendas, que podem alterar o seu conteúdo. No segundo caso, não. Lira também opinou que as emendas não poderão ser prejudiciais ao investigado.

Assim, aliados podem tentar aprovar emendas alterando o parecer desfavorável a Cunha - inclusive a punição. A estratégia é aprovar em plenário uma pena mais branda que a cassação do mandato. O parecer de Lira ainda será analisado pela CCJ.

Haddad vai apurar conduta de GCM que tirar objetos de moradores de rua

14/06/2016 13h47 - Atualizado em 14/06/2016 15h20

No entanto, prefeito disse que ordem é não deixar 'favelizar' praças públicas

Haddad disse que 1,5 mil leitos temporários emergenciais foram criados.

Will SoaresDo G1 São Paulo
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou, nesta terça-feira (14), que deu "ordem expressa" para que o comandante da Guarda Civil Metropolitana abra procedimentos administrativos para investigar todas as denúncias de casos em que agentes públicos teriam recolhido cobertores, papelões ou qualquer outro objeto pessoal de moradores de rua.
"Falo com ele [comandante] todos os dias sobre o assunto. Recebeu denúncia, abre procedimento disciplinar de quem tocou em objetos pessoais de moradores em situação de rua", disse o prefeito após cerimônia em uma escola municipal em Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital paulista.
De acordo com Haddad, a única orientação dada aos guardas é que evitem que moradores de rua montem habitação em praças públicas. Ou seja, a GCM está autorizada apenas a recolher o que o prefeito definiu como "material de cafofo", como barracas, sofás e armários. "A ordem é não deixar favelizar as praças públicas. É só esta a orientação", afirmou Haddad.
Segundo ele, favelização é o que acontecia na região da Luz, e em locais como o Largo São Francisco e a Praça da Sé. "Nós fizemos a desfavelização de 17 praças públicas na cidade de SP, sem nenhum higienismo. Todo mundo que tava na praça foi acolhido pelos equipamentos da prefeitura. O que estamos tentando impedir é essa refavelização”, disse, antes de completar: "Os barracos foram removidos, não os moradores. É diferente".
Haddad participou de evento em escola na Zona Leste  (Foto: Will Soares/G1)Haddad participou de evento na Zona Leste de SP
(Foto: Will Soares/G1)
Novos leitos
O prefeito ressaltou que 1,5 mil leitos temporários emergenciais foram criados para atender à população em situação de rua neste período de baixas temperaturas em São Paulo. Haddad afirmou que ainda negocia para que outros 200 estejam disponíveis em breve na região da Mooca, na Zona Leste.
Nesta semana, São Paulo registrou temperaturas em torno de 0ºC e ao menos cinco moradores morreram de frio, segundo a Pastoral do Povo da Rua e a Arquidiocese de São Paulo.
De acordo com Haddad, em seus três anos à frente da administração municipal, dois mil leitos permanentes foram criados em abrigos espalhados pela capital. O número de vagas passou, então, de 8 mil para 10 mil em toda a cidade, além dos leitos temporários criados em operações de inverno.
Haddad lamentou, no entanto, que cerca de 1/3 dos moradores de rua abordados pelos assistentes sociais ainda se mostram resistentes em ir para um abrigo. Por conta disto, não é difícil encontrar leitos ociosos ao mesmo tempo que pessoas ainda enfrentam o frio nas ruas.
"Aqui em Cidade Tiradentes, essa semana, abordamos 70 moradores e só 40 aceitaram ir pros abrigos", contou o prefeito. Segundo dados divulgados pela Prefeitura, 16 mil pessoas vivem em situação de rua atualmente em São Paulo. Destas, 5 mil se recusam a frequentar os abrigos públicos.

Transporte
A oferta de transporte gratuito - de ida e volta entre o local que o morador de rua se instala e os abrigos - é a aposta da Prefeitura para incentivar os ainda reticentes em utilizar o serviço de acolhida da cidade.
"Às vezes o abrigo está em outro bairro e a pessoa fica com medo de não voltar ao seu lugar familiar. A pessoa em situação de rua tem o seu bairro e nós compreendemos isso. Temos o transporte pra gente superar essa dificuldade. Até transporte estamos oferecendo àqueles que estão resistindo a ir pro abrigo", afirmou Haddad.
O prefeito descartou, então, por enquanto, a utilização de barracas térmicas para abrigar provisoriamente os moradores em situação de rua que não concordarem em seguir para os abrigos. Em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, esta foi uma das soluções encontradas pela Defesa Civil para abrir pessoas carentes nos dias de frio.
"Oferecer o transporte acho mais adequado que qualquer outro mecanismo", disse ele.

Restaurante vende carne de cachorro e gato em São Paulo

Publicado por Agência de Notícias de Direitos Animais - ANDA - 2 anos atrás
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A Polícia Civil de São Paulo apreendeu 60 kg de carne de cachorro e gato em um matadouro clandestino descoberto na manhã desta quinta-feira no bairro Miguel Badra, na cidade de Suzano, na Grande São Paulo.
Segundo o delegado Anderson Pires Gianpaoli, da 2ª Delegacia de Saúde Pública do DPPC (Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania), o casal detido pelo crime recolhia animais abandonados nas ruas há três anos. Eles atraíam os animais com pedaços de carne e ossos, aguardavam um período de engorda, e os matavam a machadadas. O corpo, então, era recortado em pedaços, que ficavam armazenados em refrigeradores. A pelé e os pelos dos animais, assim como pedaços da carcaça, eram queimados com maçarico. Segundo o delegado, eles faziam isso para evitar deixar vestígios do crime.
A carne era vendida por preços entre R$ 180 e 220. Eles só matavam sob encomenda, mas a polícia afirma que eram comercializados cerca de dez animais por semana. Segundo o delegado, como a carne não tinha procedência, poderia estar contaminada. No matadouro, os policiais encontraram três cachorros vivos, que não aguardavam a morte. Eles estavam vacinados e eram tutelados pelo casal.
Bom Retiro
Também foram presos nesta quinta quatro coreanos responsáveis por dois restaurantes do bairro Bom Retiro, na região central de São Paulo, onde a polícia afirma que a carne era vendida. Nos locais foram apreendidos pedaços de carne que ainda vão passar por perícia para apontar se são de cachorros ou gatos. A polícia encontrou documentos e agendas em que consta o telefone do casal de Suzano.
Em um dos restaurantes foram apreendidos cardápios com imagens de cachorro com a legenda “quem sabe, sabe” em coreano. Todos os envolvidos serão indiciados por maus-tratos contra animais, crime de relação de consumo e formação de quadrilha. Segundo o delegado, se condenados, a pena pelos crimes pode variar entre 2 a 10 ano
“Eu poderia fazer uma comparação com a legislação da Holanda, que permite, por exemplo, o consumo de entorpecentes. O fato de um holandês vir pra ca não o possibilita de comprar entorpecentes para consumir. Se no país oriental de onde estes estrangeiros vieram isso é permitido, obviamente eles não podem, sob o manto dessa cultura, querer no nosso país praticar este tipo de crueldade e consumir este tipo de carne”, disse o Gianpaoli.
Extradição
A polícia recebeu uma denúncia relacionada ao crime há cerca de um mês. Agentes se infiltraram na comunidade oriental do Bom Retiro até descobrirem o matadouro. “O mais importante era descobrir quem eram os promotores da matança”, disse o delegado.
No fim da tarde, o deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP) enviou ofício ao ministro da Justiça, Tarso Genro, solicitando informações sobre a situação jurídica dos coreanos presos. O deputado disse que, caso estejam irregulares no país, poderá pedir formalmente a extradição.
Todos os presos, que negam envolvimento com os crimes, serão encaminhados ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros. Os advogados dos suspeitos não quiseram se pronunciar. Em 1996, a polícia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, prendeu um brasileiro e um coreano acusados de matar cães e vender a carne para três restaurantes do Brás, na região central de São Paulo. Na época, eles afirmaram que cobravam R$ 30 por animal.

Escolas do Reino Unido vão adotar uniformes de "gênero neutro"

Medida que entrará em vigor em 80 instituições públicas pretende aumentar o conforto de alunos transexuais
MUNDO EDUCAÇÃOHÁ 29 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Cerca de 80 escolas públicas no Reino Unido devem adotar uniformes de "gênero neutro". Na prática, meninos poderão usar saias e meninas poderão vestir calças. Outra alternativa será eliminar referências de gênero nas roupas. A medida pretende dar mais conforto a alunos transexuais.
Em janeiro, o Brighton College já havia dado um passo nesse sentido ao permitir que os estudantes escolhessem duas opções de uniforme, independente do sexo: uma calça e um blazer ou uma saia e um casaco mais curto.
Ativistas LGBT elogiaram a medida. "Nenhuma pessoa trans deveria ser obrigada a se apresentar de uma forma que o faz sentir desconfortável. Quando isso acontece, pode ser profundamente prejudicial, especialmente para os jovens", disse um porta-voz da ONG Stonewall ao jornal britânico The Independent.