terça-feira, 14 de junho de 2016

Teori anula escuta de Lula e Dilma e envia para Moro caso de sítio e triplex

Investigações sobre ex-presidente foram enviadas em sigilo para 1ª instância.

Por meio de assessoria, Lula reafirmou que não é proprietário dos imóveis.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília

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O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (13) o envio para o juiz federal Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, as investigações relativas ao sítio em Atibaia (SP) e ao triplex em Guarujá (SP) atribuídos ao ex-presidente daRepública Luiz Inácio Lula da Silva. Na decisão, Teori também anulou a validade jurídica da escuta telefônica que interceptou conversa do petista com a presidente afastada Dilma Rousseff.
Os inquéritos remetidos nesta segunda-feira a Curitiba apuram se o ex-presidente ocultou patrimônio e se recebeu vantagens de empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção naPetrobras, na forma de reformas ou através do pagamento de palestras.
Na decisão em que anulou a validade da interceptação da conversa entre Lula e Dilma, Teori considerou que Sérgio Moro não tinha competência para analisar o material, por envolver a presidente da República, que só pode ser investigada pelo Supremo. Além disso, o ministro considerou irregular a divulgação das conversas.
“Foi também precoce e, pelo menos parcialmente, equivocada a decisão que adiantou juízo de validade das interceptações, colhidas, em parte importante, sem abrigo judicial, quando já havia determinação de interrupção das escutas”, escreveu o ministro no despacho.
Ainda permanece no STF, pendente de análise por Teori, um pedido de investigação relacionado a esse diálogo do petista com a presidente afastada. Na solicitação, a Procuradoria Geral da República aponta suposto desvio de finalidade na nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, numa tentativa de tumultuar e atrasar as investigações sobre ele.
Em março deste ano, Moro havia retirado o sigilo de uma série de interceptações telefônicas de Lula e divulgou o teor das conversas, entre as quais o diálogo do ex-presidente com Dilma:
Dilma: "Alô."
Lula: "Alô."
Dilma: "Lula, deixa eu te falar uma coisa."
Lula: "Fala, querida. Ahn?"
Dilma: "Seguinte, eu tô mandando o 'Bessias' junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?!"
Lula:  "Uhum. Tá bom, tá bom."
Dilma: "Só isso, você espera aí que ele tá indo aí."
Lula: "Tá bom, eu tô aqui, fico aguardando."
Dilma: "Tá?!"
Lula: "Tá bom."
Dilma: "Tchau."
Lula: "Tchau, querida."
Na conversa, os dois tratavam do envio a São Paulo do termo de posse de Lula como chefe da Casa Civil. A escuta foi realizada quase duas horas depois de Moro mandar a Polícia Federalsuspender as interceptações telefônicas do petista (leia aqui a transcrição de outras escutas envolvendo Lula e ouça abaixo o áudio da conversa do ex-presidente com Dima).


A conversa de Lula e Dilma foi divulgada dias após o Ministério Publico pedir a prisão do petista. Teoricamente, o termo de posse daria a Lula o chamado foro priviliado, o que poderia evitar que ele fosse preso (veja a conversa completa ao final desta reportagem).
A realização da gravação após o encerramento da autorização judicial foi um dos motivos apontados por Teori para anular a validade da escuta. O restante das gravações, realizadas antes do diálogo com Dilma e envolvendo outros políticos e familiares do petista, permaneceram válidas, porque não foram analisadas pelo ministro.
"Nada impede que qualquer interessado, pela via processual adequada, conteste a higidez da referida prova", escreveu na decisão o relator da Lava Jato no STF.
Teori Zavascki afirma ainda que ordenou a nulidade da escuta entre Lula e Dilma porque, na avaliação dele, a prova foi colhida "indevidamente".
"Cumpre deixar registrado que o reconhecimento, que aqui se faz, de nulidade da prova colhida indevidamente deve ter seu âmbito compreendido nos seus devidos limites: refere-se apenas às escutas telefônicas captadas após a decisão que determinou o encerramento da interceptação", diz Teori na decisão.
Ao G1, a assessoria da Justiça Federal do Paraná informou que o STF ainda não comunicou oficialmente a Moro, sobre a decisão de Teori. Ainda de acordo com a assessoria, não há prazo para que ocorra a comunicação oficial.
Assim que for informado sobre o despacho de Teori, destacou a assessoria, Moro voltará a liberar o andamento dos inquéritos para que a Polícia Federal possa concluir as investigações.
Triplex e sítio
Em março deste ano, o Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-presidente da República pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por causa da suposta compra de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. O MP diz que a soma de testemunhos e documentos levam à única conclusão de que o imóvel era destinado a Lula. A defesa de Lula nega que o ex-presidente seja proprietário do triplex.
Segundo os promotores, testemunhas e documentos atestam que Lula cometeu dois crimes: falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Em relação ao sítio de Atibaia, documentos divulgados pela força-tarefa da Lava Jato reforçam a suspeita de que Lula é o verdadeiro dono do sítio em Atibaia (SP), que teve obras pagas por empreiteiras investigadas no esquema de corrupção da Petrobras.

O ex-presidente, entretanto, afirma que o sítio é de dois amigos dele: Jonas Suassuna e Fernando Bittar. Segundo o petista, a ideia dos amigos era oferecer a ele não só um lugar para descansar, mas também para guardar "as tralhas de Brasília".
No laudo, peritos da Polícia Federal que vistoriaram o sítio Santa Bárbara afirmam: "Foi constatado que o casal Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Lula da Silva exercia o uso das principais instalações e benfeitorias do sítio" e que "foram efetuadas adaptações, instalações de itens de conforto e personalização de objetos decorativos destinadas às demandas específicas do ex-presidente e de sua família".
Por meio de sua assessoria, Lula reafirmou que não é o proprietário de nenhum dos dois imóveis. Segundo o ex-presidente, "todos os seus bens estão registrados regularmente em seu imposto de renda". A assessoria do Instituto Lula também destacou que não teve acesso à decisão de Moro para comentá-la.
Investigação no Supremo
O relator da Lava Jato na Suprema Corte determinou que, das investigações envolvendo Lula, ficasse no tribunal um pedido de abertura de inquérito que tem como alvo, além do ex-presidente, a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-ministro José Eduardo Cardozo por suposta obstrução à Justiça em tentativa de atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Além da nomeação de Lula, o caso envolve a escolha do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) no ano passado. Em delação premiada, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) disse que o objetivo era libertar empresários presos por corrupção na Petrobras.

Ainda permanece no tribunal outro caso envolvendo Lula, em que ele foi acusado de atrapalhar as investigações da Lava Jato em suposta tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que fechou acordo de delação premiada.

A PGR já apresentou denúncia, também contra o ex-senador Delcídio, o pecuarista José Carlos Bumlai e o banqueiro André Esteves. O órgão já pediu o envio do caso para o juiz Sergio Moro, mas Zavascki ainda não analisou esse pedido.
Outros investigados
No mesmo despachou em que tratou sobre as investigações envolvendo Lula, Teori Zavasckiordenou que também fossem encaminhados para o Paraná as apurações sobre os ex-ministros Jaques Wagner (Chefia de Gabinete da Presidência), Ideli Salvatti (Direitos Humanos) e Edinho Silva (Comunicação Social), além do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Foram enviados a Curitiba duas apurações envolvendo Jaques Wagner. Uma delas surgiu de depoimento do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que em delação premiada, apontou recebimento de propina na Petrobras junto com o ex-presidente da companhia José Sérgio Gabrielli.
O material sobre Ideli Salvatti também é baseado na delação de Cerveró, que apontou que ela usou cargo no governo para renegociar uma dívida de R$ 90 milhões de uma transportadora de Santa Catarina com a BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras. Na delação, ele diz que “imagina que a ministra Ideli e outros políticos” receberam propina no negócio.
O caso de Edinho Silva é baseado em delação do ex-presidente da construtora UTC Ricardo Pessoa. Aos investigadores, ele narrou encontro em que o ex-ministro teria pressionado por doações para a campanha da presidente afastada Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Em depoimento à Polícia Federal, Edinho Silva negou ter pressionado a UTC para que a empresa fizesse doações à campanha da petista ao Palácio do Planalto.
Também foi enviado para Sérgio Moro trechos da delação de Nestor Cerveró envolvendo o senador Delcídio do Amaral no recebimento de propinas da empresa francesa Alstom em negócios com a Petrobras.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Após WhatsApp, Facebook também deixará BlackBerry até o fim de 2016 Serviços deixarão de oferecer apps para sistemas da fabricante canadense. 'Extremamente desapontada', diz empresa após anúncios das saídas.

Depois do WhatsApp, o Facebook decidiu encerrar ao fim de 2016 o suporte de seu aplicativo ao BlackBerry. Abandonada por duas das principais aplicações móveis do mundo, a empresa canadense informou estar “extremamente desapontada”.
“Nós estamos extremamente desapontados com essa decisão ao passo que sabemos que muitos dos usuários amam esses aplicativos. Nós lutamos contra isso para trabalhar com WhatsApp eFacebook para mudar suas decisões, mas até agora, elas se mantêm”, afirmou Lou Gazzola, diretor de marketing para relações com desenvolvedores da BlackBerry.
Anteriormente, o WhatsApp, aplicativo de propriedade do Facebook, já havia anunciado que deixaria o sistema BlackBerry. Também sairá até o fim de 2016 de outras quatro plataformas, como Android (2.1 e 2.2), do Google, Nokia (S40 e Symbian S60) e Windows Phone 7.1, da Microsoft,O Facebook encerrará tanto o suporte de seu aplicativo quanto o kit de desenvolvimento para os sistemas BlackBerry 10 e BBOS. Isso terá dois efeitos. Em primeiro lugar, quem quiser acessar a rede social usando um smartphone da BlackBerry terá de recorrer ao navegador. Em segundo, os aplicativos que usam o login do Facebook como porta de entrada terão de recorrer a outra solução.






Microsoft compra a rede social LinkedIn por US$ 26,2 bilhões Dona do Windows adquire empresa com 433 milhões de usuários. Valor supera o da Nokia, Skype e Mojang e é o maior já pago pela Microsoft. Do G1, em São Paulo

Jeff Weinder, CEO do Linkedni, Satya Nadella, CEO da Microsoft, e Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn. (Foto: Divulgação/Microsoft)Jeff Weinder, CEO do LinkedIn, Satya Nadella, CEO da Microsoft, e Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn. (Foto: Divulgação/Microsoft)
Microsoft anunciou nesta segunda-feira (13) a compra do LinkedIn, rede social para contatos profissionais, por US$ 26,2 bilhões.
A dona do Windows concordou em pagar US$ 196 por ação do site de relacionamento corporativo.
O atual presidente-executivo do LinkedIn, Jeff Weiner, continuará à frente da empresa e se reportará a Satya Nadella, presidente-executivo da Microsoft. Ele e Reid Hoffman, presidente do conselho, cofundador e sócio controlador, ajudarão na transição. A expectativa é que o processo seja encerrado ainda este ano.
O LinkedIn será incorporado ao segmento de Produtividade e Processos de Negócios da Microsoft.
A aquisição é uma das mais caras da história da Microsoft, considerando os valores nominais dos negócios cujos termos foram anunciados. A maior transação até agora havia sido a compra do Skype, em 2011, por US$ 8,5 bilhões. Em seguida, surgem as compras da Nokia, por US$ 7,18 bilhões, em 2013; da aQuantive, por US$ 6,4 bilhões, em 2007; e da Mojang, criadora do game “Minecraft”, por US$ 2,5 bilhões, em 2014.
O segundo prejuízo da história veio em 2015 com outra baixa contábil, dessa vez de US$ 7,5 bilhões, por conta da Nokia.O histórico da Microsoft com aquisições tem gerado dor de cabeça financeira. A transação da aQuantive, empresa de publicidade de internet feita para competir com o Google, rendeu à empresa o primeiro prejuízo de sua história em 2012 – para equilibrar as perdas, a companhia teve de registrar uma baixa contábil de US$ 6,3 bilhões.
LinkedIn
A rede social possui 433 milhões de usuários em todo o mundo e recebe 105 milhões de visitas por mês. O uso se concentra em aparelhos móveis – 60% do fluxo vêm de smartphones e tablets. Segundo as duas empresas, há 7 milhões de listas de empregos ativas no LinkedIn.
“O time do LinkedIn criou um negócio fantástico focado em conectar os profissionais do mundo”, afirmou Nadella. “Juntos, nós podemos acelerar o crescimento do LinkedIn, assim como o do Microsoft Office 365 e Dynamics, à medida que procuramos empoderar cada pessoa e organização do planeta.”
“Nos últimos 13 anos, nós nos posicionamos unicamente para conectar profissionais e fazê-los mais produtivos e bem-sucedidos”, afirma Weinder. “Assim como nós mudamos o jeito como o mundo se conecta a uma oportunidade, esse relacionamento como a Microsoft e a combinação da nuvem dela e da rede do LinkedIn nos dá uma chance de também mudar o jeito como o mundo funciona.”
Vazamento de dados e 'Era pós-PC'
Se por um lado o LinkedIn tenta consolidar sua relevância, por outro, tem que lidar com o fantasma do vazamento de dados pessoais de seus usuários, que voltou a assombrar.
Uma falha de 2012 permitiu que invasores conseguissem um pacote de 6,5 milhões de credenciais de acesso. Em maio deste ano, no entanto, esse conjunto de informações ressurgiu novamente na internet, mas, dessa vez, muito maior. Continha 167 milhões de combinações entre login de acesso e senha.
O volume de credenciais era vendido na internet por preços que variavam conforme a demanda. O valor inicial era de US$ 2,2 mil.
A suspeita é que a exposição dessas senhas seja o motivo principal para uma onda de invasão de perfis em redes sociais de personalidades, como Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, e Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones.
Já a Microsoft tenta emplacar o Windows 10 como um sistema operacional capaz de executar tarefas comuns a computadores quanto a dispositivos móveis. Líder em softwares para computadores, essa é a iniciativa da empresa para entrar de vez na “Era Pós-PC”, inaugurada com a popularização do smartphone e o crescimento de empresas como o Google.

Estarrecedor esse caso nos meus 55 anos que fizeram com Washington Nominato ! Herdeiro da Companhia de Ônibus Itapemirim interestadual, que teve sua fortuna roubada pelo Estado em Brasília!

ROMULO SANCHES DE OLIVEIRA
Estarrecedor esse caso nos meus 55 anos que fizeram com Washington Nominato ! Herdeiro da Companhia de Ônibus Itapemirim interestadual, que teve sua fortuna roubada pelo Estado em Brasília! Romulo Sanches de Oliveira, [20.05.16 22:09] Justiça O doutor milhão Juiz acusado de desaparecer com 30 milhões de dólares de uma herança apronta mais uma Alexandre Oltramari O desembargador Asdrúbal Cruxên, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, é a figura mais controvertida que surgiu na CPI do Judiciário, ao lado do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lau-Lau, envolvido no desvio de 169 milhões de reais da obra do TRT em São Paulo. O nome de Cruxên costuma sempre aparecer associado a cifras espantosas. Na semana passada, essa sensação se reforçou quando ele se encontrou com seus colegas e, em seguida, apresentou uma conta milionária ao contribuinte brasileiro. Os desembargadores do TJ, liderados por Cruxên, decidiram triplicar os salários dos juízes no Distrito Federal, o que custará 30 milhões de reais aos cofres públicos. O aumento monumental que os juízes de Brasília concederam a si próprios pode parecer apenas mais um escândalo isolado na Justiça brasileira. Não é bem assim. Sobre Cruxên, para citar outro caso, também pesa a acusação de ter dilapidado 30 milhões de dólares da herança de um menino antes de virar desembargador em Brasília. No relatório final da CPI, o desembargador Cruxên, assim como Lau-Lau, saiu-se muito mal. Ele foi acusado de dissipar a herança do garoto órfão Luiz Gustavo Nominato, 14 anos. Em 1987, quando o então juiz da Vara de Órfãos e Sucessões de Brasília, Asdrúbal Cruxên, começou a administrar o espólio do menino, a fortuna estava avaliada em 30 milhões de dólares. Ao deixar o caso, em 1992, a herança havia virado pó e o garoto devia 7 milhões de reais na praça. Ou seja, durante os cinco anos em que o doutor Cruxên gerenciou a herança, o menino Luiz Gustavo passou de milionário a devedor. Seu pai, Washington Nominato, que morreu de infarto em 1987, aos 33 anos, deixou para o filho um império formado por empresas de transporte, consórcio de veículos, seguro, saúde e turismo. A mãe do garoto, Miramar da Silveira Rocha, que não era casada nem vivia com o empresário, não tinha direito à herança. Luiz Gustavo, assim, tornou-se dono das empresas do pai. Mas hoje o menino não tem dinheiro para comprar um picolé. E está cercado por credores. O que o doutor Cruxên, responsável pelo inventário, diz de tudo isso? Nada. Ele não gosta de dar explicações, mas processa todos os jornalistas que publicam seu envolvimento com o sumiço da herança do garoto Nominato. Na quinta-feira passada, procurado por VEJA, Cruxên mandou dizer que estava muito ocupado para dar entrevista. Já o relatório de 269 páginas produzido pela CPI é revelador. A CPI encontrou indícios muito fortes de que Cruxên e os administradores da herança nomeados por ele se associaram para torrar o patrimônio de Luiz Gustavo. Eles venderam a parte boa do império empresarial, os chamados ativos, e deixaram a parte ruim, o passivo, para o herdeiro. Segundo técnicos da CPI, os administradores do espólio criaram dívidas inexistentes numa empresa para justificar a venda de outra e fazer o dinheiro sumir. O problema dessa malandragem é que, quando o inventário foi aberto, nenhum credor se habilitou para receber eventuais dívidas do pai do menino. Daí a conclusão de que a dívida hoje cobrada de Luiz Gustavo foi criada pelos próprios administradores da herança. Dólares na conta – A apuração da CPI aponta indícios de que o juiz Cruxên cometeu, pelo menos, três crimes: abuso de poder, prevaricação e improbidade administrativa. Administradores, inventariante e contadores nomeados por Cruxên são acusados de estelionato, peculato e formação de quadrilha. Com a quebra de sigilo bancário, que curiosamente não atingiu Cruxên, a CPI descobriu uma verdadeira fortuna nas contas dos envolvidos, todos nomeados pelo juiz. Nas do inventariante Welington Kuhlmann foram encontrados 2,1 milhões de dólares em depósitos entre 1987 e 1989. Flávio Talamonte, um dos administradores do espólio, recebeu 1,9 milhão de dólares no mesmo período. O relatório da CPI foi enviado ao Ministério Público, que decidirá se denuncia ou não o juiz e sua turma à Justiça. Romulo Sanches de Oliveira, [20.05.16 22:09]
Gaúcho, casado e pai de três filhos, Cruxên é um juiz para lá de polêmico. Em 1985 foi flagrado com a família numa praia da Bahia usando carro oficial. Uma das filhas, Juliana, trabalhou com o senador Luiz Estevão quando ele era deputado distrital, entre 1996 e 1997, enquanto Cruxên julgava ações do amigo no Tribunal de Justiça. No ano passado, o juiz mandou paralisar catorze inquéritos que tramitavam na polícia para investigar o grupo OK, que pertence a Estevão. Na última semana, ao liderar os desembargadores na cruzada para triplicar o próprio salário, Cruxên e seus colegas do TJ usaram um estratagema para alterar a base de cálculo que define os rendimentos de um magistrado, o que torna a remuneração de alguns desembargadores maior que a de um ministro do Supremo Tribunal Federal, STF. O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, considerou o aumento irregular e inconstitucional. Caberá ao STF decidir a pendenga salarial e, se Cruxên for denunciado pelo Ministério Público, julgar seu envolvimento com o sumiço da herança do pobre menino rico. Desembargador denuncia colegas Uma denúncia feita na segunda-feira passada por um desembargador baiano pode incluir membros da mais alta corte de Justiça da Bahia no rol de investigados pela CPI do Narcotráfico. Durante uma sessão do Tribunal de Justiça do Estado, o desembargador Lourival Ferreira acusou dois colegas e um deputado estadual de terem feito pressão em favor do assaltante de cargas Vander Dornelles. Segundo Ferreira, o desembargador Walter Brandão o procurou pessoalmente no final de setembro para pedir a aprovação de um habeas-corpus para Dornelles. Nos dias seguintes, o também desembargador Mário Albiani e o líder do governo baiano na Assembléia Legislativa, Pedro Alcântara (PFL), telefonaram para reforçar o pedido. "Recebi inúmeros telefonemas. Se isso não é pressão, o que é então?", protestou Ferreira. Intrigados sobre que motivos estariam levando gente tão graúda a interceder por um acusado de roubo de cargas, os deputados da CPI do Narcotráfico vão embarcar para Salvador nas próximas semanas para ouvir o desembargador. Uma pista pode estar na carta enviada aos deputados da CPI pelo ex-policial militar rodoviário de São Paulo Luís Antônio Ferraz, atualmente cumprindo pena por roubo de carga. Nela, Ferraz afirma que Dornelles pagou 100.000 reais a autoridades baianas para que o desembargador Ferreira fosse pressionado a soltá-lo. Ferreira deu os primeiros sinais de que tinha uma revelação bombástica a fazer há um mês. Em despacho publicado em 5 de novembro, se disse sem condições de julgar o pedido de habeas-corpus de Dornelles, pois estava sendo pressionado. "Pelo menos dois desembargadores e um deputado estadual nos telefonaram. O senhor Vander Dornelles, uma de duas, ou tem muito poder aquisitivo e influência ou tem muita sorte", escreveu, na época, sem citar o nome dos colegas. Quando os nomes vieram à tona, na sessão da semana passada, os três acusados reagiram de forma distinta. O deputado primeiro disse que ligou para Ferreira a pedido do advogado de Dornelles. Depois afirmou que era tudo mentira, que não falou com ninguém e que iria tomar providências na Justiça. Walter Brandão contou que teve apenas conversas corriqueiras sobre o caso. Já Mário Albiani partiu para o ataque. "Ferreira já pediu muito para mim. Um pedido terrível ao qual não pude atender." Enquanto isso, o pivô da crise, Vander Dornelles, permanece detido no Presídio de Feira de Santana desde fevereiro, quando foi flagrado com quatro carretas de cigarros roubados, no valor de 7 milhões de reais.


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira, [13.06.16]

Gaúcho, casado e pai de três filhos, Cruxên é um juiz para lá de polêmico. Em 1985 foi flagrado com a família numa praia da Bahia usando carro oficial. Uma das filhas, Juliana, trabalhou com o senador Luiz Estevão quando ele era deputado distrital, entre 1996 e 1997, enquanto Cruxên julgava ações do amigo no Tribunal de Justiça. No ano passado, o juiz mandou paralisar catorze inquéritos que tramitavam na polícia para investigar o grupo OK.

Aproveito para lembrar que o Senhor Oficial de Justiça recentemente se dirigiu ao complexo penitenciário de Brasília para citar o condenado Luiz Estevão por quatro vezes e não o encontrou?

Pedido de impeachment contra Janot é protocolado, diz jornalista

A informação foi divulgada pela jornalista Joice Hasselmann em um vídeo publicado no YouTube




POLÍTICA PROCURADOR-GERALHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Um pedido de impeachment foi protocolado no Senado Federal nesta segunda-feira (13) contra o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.
De acordo com a advogada Beatriz Kicis, o requerimento é de sua autoria juntamente com Patrícia Bueno e Cláudia Castro.
A informação foi divulgada pela jornalista Joice Hasselmann em um vídeo publicado no YouTube. O assunto vem sendo compartilhado nas redes sociais.
Segundo a jornalista, Janot tratou com diferença a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e merece sofrer um pedido de impeachment.
No entanto, ainda não há confirmação por parte do Senado sobre o pedido de impeachment contra o Procurador-Geral.

MPF pede suspensão de direitos políticos de Cunha por 10 anos

Os procuradores pedem, além de uma indenização de US$ 10 milhões, a suspensão dos direitos políticos do deputado por dez anos



POLÍTICA DEPUTADO AFASTADOHÁ 1 HORA
POR FOLHAPRESS


O deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) virou alvo de nova ação por corrupção na Petrobras -desta vez, na Justiça Federal do Paraná.


Cunha é acusado de improbidade administrativa pela força-tarefa da Operação Lava Jato, que ingressou com uma ação civil pública nesta segunda-feira (13).
Os procuradores pedem, além de uma indenização de US$ 10 milhões, a suspensão dos direitos políticos do deputado por dez anos.
Em ações de improbidade, mesmo quem tem foro privilegiado, como o deputado, responde ao processo na primeira instância. O caso, porém, não deve cair nas mãos do juiz Sergio Moro, que é responsável apenas pelos processos criminais da Lava Jato.
Os procuradores afirmam que Cunha é um "beneficiário direto do esquema de corrupção instalado na diretoria Internacional da Petrobras".
Segundo a força-tarefa, o parlamentar recebeu US$ 1,5 milhão para viabilizar a compra, pela Petrobras, de um bloco para exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011. O episódio é o mesmo que gerou a denúncia contra a mulher do deputado, a jornalista Cláudia Cruz, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Os valores teriam sido distribuídos para três contas no exterior, em nome de duas trusts e uma offshore. O beneficiário final, porém, era Cunha, de acordo com a investigação.
O deputado não declarou as contas à Receita Federal. Segundo os procuradores, Cunha tanto quis ocultar a titularidade que pediu que toda a correspondência bancária fosse encaminhada a um endereço nos Estados Unidos, "sob alegação de que o serviço postal em seu país de origem 'não seria confiável'".
A compra do bloco pela Petrobras foi fechada por US$ 34,5 milhões, dos quais US$ 10 milhões -quase um terço- teriam sido repassados como propina. A empresa nunca encontrou petróleo no local.
Para os procuradores, Cunha "desvirtuou a finalidade da função parlamentar para atender interesses espúrios particulares". Eles ainda pedem a devolução de US$ 5,7 milhões, que é o valor total movimentado nas contas, a indisponibilidade de bens do deputado e o pagamento de danos morais coletivos. Com informações da Folhapress.

CLUBE DOS PIONEIROS DE BRASÍLIA

Almoço entre amigos tradição nas sextas feiras na companhia de Roosevelt Dias Beltrão Presidente do CLUBE DOS PIONEIROS DE BRASÍLIA ,  Procurador Geral Federal Francisco de Assis Chiaratto e sua adorável esposa,   "Sônia Sonia Imóveis Brasília", Rubens Leardi  Gallerani "Presidente da CARE", Toni Villarindo "Logistica em acidentes e catastrofes na empresa American Red Cross". Eu Romulo Sanches de Oliveira Blogueiro na empresa Blogger  Blogs de Aguia Semrumo
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Semrumo
Gráfico de page views 411773 visualizações de página - 10730 postagens, última publicação em 13/06/2016
Jornalista, Despachante ambiental, Técnico em Ti e Técnico em Ortopedia. na empresa Faço Consultoria
Trabalhou como Agente Técnico Administrativo na empresa SAB - Sociedade de Abastecimento de Brasília - DF
Estudou Imobilização Ortopédica na instituição de ensino UniCEUB
Estudou Meio Ambiente e Sustentabilidade na instituição de ensino FAMATEC - Faculdade do Meio Ambiente e Tecnologia de Negócios
Estudou Tabelionato na instituição de ensino Centro Universitário Uninter.