sábado, 11 de junho de 2016

Asilo é coisa do passado: conheça a vila holandesa projetada para idosos com Alzheimer Willian Binder PorWillian Binder

Weesp é um município dos Países Baixos e abriga um asilo bastante incomum. Na verdade, o nome asilo não cabe para o lugar que mais se parece com uma vila.
Hogeweyk é o nome da vila projetada especialmente para o cuidado de idosos com demência — especialmente demências degenerativas como o Alzheimer.
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O lugar é realmente fantástico e já foi comparado com o filme O Show de Truman, porque por lá estão médicos, efermeiros e especialistas trabalhando para cuidar dos 152 residentes.

OS RESIDENTES DO HOGEWEYK PRECISAM DE MENOS MEDICAMENTOS

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Essa foi a primeira grande vantagem do lugar que me chamou atenção. Segundo o sitePsychology Today, os residentes da vila são mais ativos que os residentes de asilos convencionais e também demandam menos remédios para controlar suas condições médicas.
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A vila foi criada com 23 casas especialmente projetadas para pessoas da terceira idade que sofrem de demência. O que também é bastante interessante é que os trabalhadores dão o máximo de privacidade e autonomia para os moradores.

POR LÁ TEM SUPERMERCADO, RESTAURANTE, BAR E CINEMA.

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Ruas, praças, parques e jardins foram todos desenvolvidos para que os idosos pudessem transitar livremente sem grandes problemas. E é isso que eles fazem.
Os médicos e enfermeiros são instruídos para fazer da experiência dos idosos o mais próximo da realidade possível. Embora as condições de demência possam exigir grandes cuidados, são os próprios moradores que fazem as compras no supermercado e ajudam no preparo da comida em casa.
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Apenas os aspectos financeiros são deixados de lado por sua natureza mais complexa — não existe moeda no local e tudo está incluso no pacote que se paga para morar lá.
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Os cuidadores vestem roupas normais em vez de roupas clínicas e se encaixam perfeitamente nos papéis de vizinhos e empregados do lar. Eles também não corrigem quando os residentes decidem falar sobre suas memórias, seu passado e história. Todos os funcionários do lugar estão lá apenas para dar apoio a situação delicada dos idosos.
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Segundo The Atlantic:
“Os residentes são cuidados por 250 enfermeiros e especialistas em tempo integral e parcial, que vagueiam pela cidade e possuem uma infinidade de profissões na vila, como caixas de supermercado e atendentes.”
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INICIATIVAS COMO ESSA NOS FAZEM ACREDITAR NO DESENVOLVIMENTO HUMANO. CONCORDA?

Se você gostou de conhecer o Hogeweyk, compartilhe com seus amigos. Talvez eles também gostem.

TARSO GENRO | EX-MINISTRO E EX-GOVERNADOR DO RS Tarso Genro: “Não se pode dizer que o PT terminou seu prazo de validade”

Crítico histórico da aliança com o PMDB e defensor de guinada à esquerda, ele defende autocrítica no PT


Tarso Genro pode ser considerado um petista radical. No final de 2014 já defendia o rompimento com o PMDB e uma guinada à esquerda no segundo Governo da presidenta Dilma Rousseff. Não conseguiu emplacar nenhuma das duas teses dentro do PT, e o que se seguiu foi o que muitos chamam de 'golpe' peemedebista, seguido por uma curva à direita com a presidência interina de Michel Temer. Em entrevista por email, Genro, que é ex-ministro da Educação e da Justiça e foi governador do Rio Grande do Sul até 2014, quando foi derrotado em sua tentativa de se reeleger, critica a posição do presidente nacional do PT, Rui Falcão, defende autocrítica dentro do partido e se diz contra alianças com alas do PMDB nas próximas eleições.Tarso Genro: “Não se pode dizer que o PT terminou seu prazo de validade” FOLHAPRESS
Pergunta. O PT é frequentemente acusado de não fazer autocrítica. Isso é algo que deve mudar para que a legenda consiga se reerguer?
Resposta. Autocrítica não é autoflagelação nem confissão religiosa, para purgar pecados. Ela é uma análise racional dos erros, para extrair desta análise elementos para que, no futuro, estes erros, imperfeições graves, modelo de funcionamento institucional do Partido, condutas ilegais ou antiéticas, que são comuns a todos os partidos, não se repitam. Esta análise deve partir da verificação dos programas de Governo que adotamos para vermos que tipo de influência eles tiveram na nossa conduta política e nas transigências morais que foram realizadas para que pudéssemos governar dentro de uma ordem jurídica e política hostil a quaisquer mudanças de fundo na sociedade e no Estado. Assimilamos métodos dos nossos adversários? Caso positivo, por quê?
P. Existe um discurso muito forte contra o PT, que tem como base críticas ligadas ao combate contra a corrupção...
R. O cerco ao PT não é motivado pela luta contra a corrupção, pois quem venceu, até agora, neste cerco, foi precisamente a corrupção. É claro que condutas anti republicanas e ilegais de pessoas do PT ou aliadas do PT facilitaram esta chacina midiática e o cerco ao presidente Lula - sobre o qual até agora não se apresentou nenhuma prova conclusiva - é um complemento necessário para o cerco ao Partido. Mas o que está acontecendo no país visa somente estabilizar as necessidades do capital financeiro, cuja tranquilidade só é promovida com a garantia do pagamento da dívida pública com juros extorsivos, que são decididos pelos próprios credores. A montagem do Ministério do presidente em exercício e o novo líder do Governo na Câmara - um aliado incondicional de Eduardo Cunha, já réu em três ações penais no STF - mostra quem ganhou, até agora, a disputa política: foi o PMDB, foi Eduardo Cunha, foi a pior parte da política brasileira, a mais comprometida nos inquéritos e processos judiciais que tramitam hoje no país.
P. Pode-se esperar um PT mais à esquerda nestas eleições?
R. Na minha opinião se trata de buscar a formação de frentes políticas, pelo menos nas cidades mais importantes, que sejam mais consequentes com os ideários da esquerda, para inverter prioridades, aumentar os espaços de participação democrática da cidadania, atentar para as necessidades da juventude, criando uma cultura de paz e solidariedade. Acho que o Governo deFernando Haddad é uma nova referência para nossas administrações de grandes cidades. Isso não se fará sem resgatar a identidade da esquerda, adequando-a aos novos tempos que vivemos e a um acordo permanente com os novos e novíssimos movimentos sociais. As cidades estão se tornando territórios sitiados pela anomia e pela violência, e as respostas para isso virão de mais democracia e não de menos democracia. Se a esquerda não tiver respostas para esta crise, não terá respostas para nada no âmbito das administrações municipais e fará apenas administrações mais "jeitosas", que não deixarão de ser tradicionais.
P. Que análise o senhor faz da conjuntura política do partido nessas eleições municipais? O PT deve perder prefeituras?
R. Não vamos sair tão mal como gostariam nossos adversários da direita, nem tão bem como pensam nossos companheiros mais otimistas.
Assimilamos [o PT] métodos dos nossos adversários? Caso positivo, por que?
P. A herança social deixada pelo Partido ainda pode conquistar eleitores após todos os escândalos?
R. Atualmente, a grande mídia só destaca os problemas e os erros do PT. Mas esta não será certamente a lembrança da maioria dos brasileiros daqui a seis ou oito anos, com relação aos Governos do PT, que melhoraram a vida de mais de 50 milhões de pessoas pobres ou miseráveis do nosso país. As classes dominantes não somente tem uma tradição e arrogância escravista, mas sobretudo se formaram e enriqueceram a partir de um rígido controle que sempre tiveram do Estado Nacional, com tênues espaços democráticos conquistados desde o Império. Entendo que a autocrítica do PT não pode ser somente um movimento 'internista', controlado pela burocracia partidária, mas deve ser um movimento conjunto com as demais formações de esquerda, integradas no espaço democrático, para a formação de uma nova cultura democrática e socialista, de caráter republicano, olhando para o futuro.
P. O senhor vislumbra a possibilidade de que haja um novo racha no partido com a criação de uma nova legenda com dissidentes, como já ocorreu antes?
R. Para pensar em novas formações políticas, primeiro temos que fazer uma reforma política no país, pois o nosso sistema político atual premia o oligarquismo regional, a mediocridade sem programa e a força das burocracia internas aos partidos. Não penso que se possa dizer, hoje, que o PT terminou seu prazo de validade, como ocorreu com os partidos comunistas tradicionais na Europa. Penso, aliás, que estas eleições municipais serão um teste importante, para verificarmos a capacidade de recuperação da nossa vitalidade à médio prazo. Exemplo bem concreto: se, em regra, repetirmos as políticas de aliança que desenvolvemos até agora, seguramente estaremos bem próximos do fim, pois estaremos apontando que nos tornamos mais um partido tradicional, que se rende ao pragmatismo eleitoral e ao imediatismo das "carreiras" políticas. Se o PT vai voltar a ser um partido de referência da utopia democrática e socialista, cujos contornos não são indefinidos somente aqui no Brasil, mas em todo o mundo, é sinceramente muito cedo para dizer.
P. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou há algumas semanas que"não descarta" alianças com peemedebistas nas municipais, desde que eles não tenham apoiado o impeachment. Qual sua avaliação dessa estratégia?
R. A posição manifestada pelo presidente Rui me parece completamente equivocada, pois permite a interpretação que o PT pode manter o sistema de alianças atual, que nos levou ao desastre atual, embora não seja esta sua intenção. Na minha opinião a posição correta seria proibir alianças com todos os partidos golpistas ou que apoiaram o impeachment como regra geral permitindo exceções locais, para acordos com personalidades políticas de quaisquer partidos que se destacaram, neste processo, como defensoras do mandato legítimo da presidenta, que acordem conosco um programa para a as administrações locais, progressista e democrático, e que tenham uma conduta pública eticamente inatacável.
P. Existe uma ala do PMDB com o qual o PT ainda pode se aliar? Por que abrir exceções?
R. Por que esta exceção? Ora, é sabido que os partidos, no sistema político atual, em regra não agrupam identidades políticas, mas, predominantemente, interesses locais e regionais e que nem todas as pessoas dos diferentes partidos têm identidade com seu centro dirigente. Isso ocorre inclusive, embora com menor intensidade, também no PT, basta ver nossa conduta no Maranhão, em relação ao PC do B. Nosso sistema de alianças não pode ficar nem sob o juízo nem sob a dependência de relações com o PMDB só para ter maiores chances eleitorais.

Eduardo Cunha declara à Receita Federal que empobreceu

De acordo com informações de seu imposto de renda, Cunha informou queda de 28% do seu patrimônio nos últimos anos
POLÍTICA IRHÁ 3 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Apesar dos milionários recursos mantidos no exterior, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) declarou à Receita Federal que perdeu patrimônio nos últimos cinco anos. De acordo com informações de seu imposto de renda, Cunha informou queda de 28% do seu patrimônio. Segundo ele, em 2010 seu patrimônio era de R$ 1,704 milhão e em 2014 passou para R$ 1,537 milhão.
Segundo informações da Folha de São Paulo, a Lava Jato investiga que, durante esse período, o peemedebista recebeu em uma de suas contas no exterior repasses que totalizaram 1,3 milhão de francos suíços, equivalente a cerca de R$ 4,8 milhões, feitos pelo lobista João Henriques em 2011.
Para a Procuradoria Geral da República (PGR), os repasses são decorrentes de propina envolvendo a Petrobras. No fim de 2015, a Suíça bloqueou cerca de R$ 9 milhões nas contas de Cunha naquele país.
A Receita Federal investiga as informações declaradas por Cunha, sob suspeita de inconsistências. Outros dados da Receita Federal, desta vez sobre a mulher de Cunha, Cláudia Cruz, também apontam envolvendo seus gastos com cartões de crédito. 
Cunha não quis comentar o assunto e a defesa de sua mulher, Cláudia Cruz, informou que ela não tem relação com atos de corrupção.

O cérebro corrupto

A corrupção não é exclusiva da espécie humana, do poder político e empresarialMas também da sociedade que de certa forma a exerce ou, pelo menos, a tolera.
Nestor Cerveró, preso na Lava Jato e condenado em 2015 por corrupção na Petrobrás.Nestor Cerveró, preso na Lava Jato e condenado em 2015 por corrupção na Petrobrás. 
corrupção pode ser definida, em um sentido social, como uma crença compartilhada, expandida e tolerada de que o uso da função pública é feito para o benefício de si mesmo, da própria família e de amigos. Mas não é uma novidade moderna. Como bem descreve o World Development Report de 2015, a corrupção foi a norma social por excelência na maior parte da história. O princípio de que todas as pessoas são iguais perante a lei surgiu progressivamente na história e em muitos países ainda é uma tarefa pendente. A corrupção não é exclusiva da espécie humana (foram observadas condutas corruptas em chimpanzés, abelhas e formigas). Entre os seres humanos, não é exclusividade do poder público (mas existe) e de empresários agiotas (mas existem), mas também da sociedade que de certa forma a exerce ou, pelo menos, a tolera.
O tema da corrupção foi estudado pela sociologia e as ciências políticas, pela história e o direito. Mas é importante levar em consideração que o comportamento humano pode ter causas ao mesmo tempo biológicas, psicológicas, culturais e sociais, que interagem para influenciar e não são necessariamente disjuntivas. Em 2014, a revista científica Frontiers in Behavioral Neuroscience publicou o resultado de uma experiência na qual foi medida a condutividade da pele, que é uma medida de variação emocional geral, ao se oferecer um suborno, recebê-lo e esperar para ver se foi descoberta a trama corrupta na qual a pessoa estava envolvida. Um leilão foi simulado e as pessoas tiveram a possibilidade de subornar o leiloeiro para obter benefícios. Nas primeiras vezes, podiam subornar livremente, mas depois o perdedor podia exigir que a operação fosse inspecionada. Entre os resultados viu-se que tanto leiloeiros quanto corruptores eram menos corruptos quando sabiam que poderiam ser observados. Além disso, a atividade eletro-dérmica aumentou quando a pessoa decidiu de forma positiva, honesta e pró-social. O olhar do outro (ou o possível olhar do outro) é o que sanciona o oportunismo.
É isso que também causa nos participantes da experiência o medo de serem descobertos e a ansiedade. É certo que existe um outro olhar do outro possível: um olhar cúmplice e complacente, de uma pessoa e de uma sociedade que justificam a ação. Se não existe sanção social, se perdemos o mecanismo de prêmios e punições, o crime fica naturalizado. Mediante o estudo de nosso comportamento evolutivo e a resolução de dilemas morais, foi observado que não importam a cultura, idade, classe social e religião, o homem é corrupto por natureza: pensa primeiro no bem próprio e depois considera regras morais e sociais; suas punições e suas percepções. Não realizar atos de corrupção implica uma atitude pró-social frente a uma atitude que visa exclusivamente o bem individual. A lei e o olhar social influem positivamente em nossa conduta.
A corrupção é uma condição já que, se é uma decisão individual cometer atos desse tipo, na realidade não se trata somente de uma conduta singular desviada. Em outras palavras, não existem seres humanos corruptos, mas uma sociedade corrupta na qual os seres humanos (dispostos à corrupção) agem. Em um estudo realizado pelo pesquisador Dan Ariely, foi observado que um pequeno suborno pode ter uma influência dramática no comportamento moral de um indivíduo. Nessa experiência, os participantes que receberam um pequeno suborno passaram depois a enganar e roubar em tarefas posteriores. Essa descoberta pode ter consequências importantes para a compreensão das normas sociais que conduzem à corrupção generalizada nos governos, nas instituições e na sociedade. Todos os países têm corrupção e seres humanos corruptos. A diferença, em parte, está em quanto a corrupção é tolerada nessa sociedade. Entrevistas qualitativas realizadas com especialistas em corrupção e em diversas áreas (política, comércio exterior, indústria farmacêutica e da construção, esporte), podem mostrar uma tendência comum das organizações corruptas. Dois psicólogos realizaram isso e concluíram que as organizações corruptas costumam se autoperceber como tal em situações como durante uma guerra, o que as faz manter a atitude de que os fins justificam os meios. Isso tem implicações nos valores gerais da organização: racionalizar a falta de ética e punir os que não são corruptos. Mas não, essa “guerra” é somente um pretexto do corrupto.
O relatório Mente, Sociedade e Conduta elaborado pelo Banco Mundial menciona que nesses países nos quais a corrupção é uma norma aceita e não existe punição e sanção social para tal conduta, é possível se chegar ao extremo de que parte da sociedade não respeite e até mesmo caçoe do funcionário honesto. Por sua parte, muitas dessas pessoas que no privado criticam a corrupção não se rebelam contra o sistema para não ficarem isoladas e tachadas como “diferentes”. Existem situações nas quais até mesmo policiais foram punidos (por seus colegas e por seu entorno social) por não aceitarem subornos, serem honestos e violarem a norma estabelecida. O mesmo relatório descreve como pessoas de países com alto índice de corrupção que têm imunidade diplomática em Nova York e, por conta disso, não precisam pagar por multas de trânsito, têm mais infrações do que diplomatas que vêm de países com menor índice. Isso traz evidências à ideia de que a corrupção, em parte, é influenciada por normas sociais internalizadas.
O homem é corrupto por natureza: pensa primeiro no bem próprio e depois considera regras morais e sociais; suas punições e suas percepções
Foram feitas diversas experiência para mostrar sob quais circunstâncias as pessoas se mostram mais predispostas a agir em benefício do bem comum (como, por exemplo, quando pagam os impostos) e sob quais circunstâncias agem de modo mais egoísta. Um tipo de tarefa experimental utilizada é o “jogo dos bens públicos”. Um exemplo desse jogo seria pessoas em um grupo receberem 400 reais cada e poderem decidir quanto colocarão secretamente em um fundo comum que será duplicado pelo administrador. Ou seja, se uma pessoa não coloca nada no fundo comum e o restante coloca seus 400, essa pessoa receberá mais dinheiro (seus 400 originais somados à partilha do dobro do colocado pelo restante). Quando se joga mais de uma rodada, os jogadores começam a ver que nem todos estão colocando o que poderiam colocar e estão se beneficiando à custa dos outros (já que a partilha final poderia ser maior). Portanto, eles mesmos diminuem sua contribuição.
O resultado é que a atitude egoísta de poucos contagia os que originalmente mais cooperavam. A cooperação costuma ocorrer quando as pessoas sentem que se ajudarem, receberão algo em troca, mesmo que seja em um futuro distante (conceito essencial para o pagamento de impostos em relação aos benefícios em saúde, educação, segurança, etc.). Também se dá quando as pessoas se sentem observadas. Isso acontece até mesmo com uma foto de um par de olhos, que em uma praça faz com que se aumente a quantidade de coleta das fezes dos cachorros; em um escritório, faz aumentar a quantidade de doações para o café de todos; em um laboratório, reduz a quantidade de más ações. Nosso cérebro responde automaticamente ao olhar do outro, seja real ou artificial, produto da evolução. Sermos reconhecidos por uma atitude altruísta nos faz sentir bem com nós mesmos, mas também traz benefícios a todos.
A corrupção não é um detalhe e um desvio que causa impacto somente na moral social. Afeta também a vida das pessoas. Em um texto da prestigiosa revista científica Nature em 2011, foram publicadas estatísticas que calculavam que 83% de todas as mortes pelo desmoronamento de edifícios nos últimos trinta anos ocorreram em países que possuem, segundo os indicadores, os sistemas mais corruptos. Tudo isso não é inevitável e os seres humanos não são fatalmente dessa forma. Mas sem punição, exemplos e sanção social a corrupção pode se transformar em norma estabelecida. Não existem desculpas e tempo que a apague. Devemos estar convencidos e convencer de que a corrupção também é um crime.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
“É lamentavelmente inacreditavelmente, verdadeiramente”.
Absolutamente,
Reconhecidamente,
Inegavelmente,
Que esse País foi descoberto por pessoas de índole e mente perigosa e que o nosso futuro a Deus dará?”

Lula: 'Quanto mais me provocam, mais corro o risco de ser candidato'


#FORATEMER

Em ato na Avenida Paulista, ex-presidente afirma que Temer não age como presidente interino e que o propósito deste governo é promover o desmonte do país

por Redação RBA 
RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA/FOTOS PÚBLICAS
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'Mais perverso é o conluio de alguns setores da Justiça e da imprensa, que querem me condenar por manchetes de jornal', disse Lula
São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (10), ao participar de manifestação contra o golpe, na Avenida Paulista, em São Paulo, que seus adversários tentam execrar sua imagem para evitar que ele concorra às eleições presidenciais de 2018. "Quanto mais eles me provocam, mais eu corro o risco de ser candidato", disse Lula a aproximadamente 100 mil pessoas, segundo as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, organizadoras do evento. "Se eles acham que vão me amedrontar com ameaças, eu quero dizer que quem não morreu de fome em Garanhuns (sua cidade natal, em Pernambuco) não tem medo de ameaça neste país."
O ex-presidente estava praticamente sem voz. Mas esclareceu que não está doente, e chegou às lágrimas quando mencionou o ataque a sua integridade e de sua família: "Mais perverso é o conluio de alguns setores da Justiça e da imprensa, que querem me condenar por manchetes de jornal, mas eu aprendi a andar de cabeça erguida e não perdoo a atitude de vazamento ilícito das conversas por telefone, como foi feito comigo, não admito", disse, acrescentando um recado aos seus adversários: "A única coisa que peço é que tenham por mim o respeito que tenho por eles".
Para Lula, Michel Temer e sua equipe têm como objetivo privatizar as empresas públicas e fragilizar a capacidade do Estado de intervir na condução do desenvolvimento. "Eles querem o desmonte deste país, querem vender a Petrobras, a Eletrobras". Segundo o ex-presidente, a decisão do Senado de admitir o processo de impeachment de Dilma não deu a Michel Temer o direito de agir dessa forma. "Porque ele não age como interino".
Lula teve a fala interrompida por aplausos quando mencionou o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), afirmando que o Brasil não pode ter complexo de vira-lata. "Não é possível falar grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos."
Depois de fazer uma retrospectiva do fim da ditadura civil-militar no país, o ex-presidente elogiou a atuação dos estudantes que desde o ano passado ocuparam escolas, em um primeiro momento contra o fechamento de unidades da rede estadual de São Paulo pretendido pelo governo de Geraldo Alckmin, e neste ano contra a corrupção na merenda. “Estudantes extraordinários, jovens de 15 ou 15 anos estão ocupando escolas e defendendo o direito de estudar, defendendo o direito de ter qualidade na educação”.
Lula também falou da mobilização das mulheres: “Estão indo para as ruas, lutar contra a violência contra a mulher, contra a cultura do estupro que está estabelecida no mundo inteiro e lutar para que o governo reconheça que não pode haver democracia se não houver um ministério que cuide dos problemas das mulheres neste país”.
O ex-presidente citou ainda a mobilização no setor de cultura, com a ocupação de unidades da Funarte no país desde que teve início o governo interino de Michel Temer, em 12 de maio. “Estão indo para as ruas, os artistas, porque não é possível imaginar que estamos na década de 1950 e você pode tirar o ministério do Esporte, da Educação, da Cultura. No que eles (o governo interino) indicaram, não entendem de educação, não entendem de cultura, não entendem de esporte, e não entendem de democracia”.
“Não é possível imaginar alguém que não tenha sensibilidade de entender a questão da parte negra da nossa sociedade, que foi escravizada durante 300 anos, e faz parte da miscigenação que criou esse povo extraordinário, e eles pegam como vítima o Catalão (José Catalão, que servia o café da presidência e foi demitido por Temer), que foi mandado embora como um peão do Lula e da Dilma. Não é possível não levar em conta que mais da metade desta sociedade é representada por afrodescendentes e nós temos orgulho de pertencer a esse povo.”
Ao criticar a redução de ministérios, Lula disse que “não é possível não reconhecer a violência na periferia, contra a mulher, contra os pobres, espalhada no país e acabar com o ministério de Direitos Humanos. Se a solução fosse excluir ministério era melhor tirar o da Fazenda, Planejamento e tantos outros ministérios e deixar o ministério dos pobres, deixar o ministério que cuida da sociedade, que cuida de gente, de criança, de velho. Não existe maior demonstração do golpe dentro do golpe, porque foi o que aconteceu depois que a Dilma foi afastada”.
“Eu fico imaginando que a atitude do Temer, que deu um golpe na decisão do Senado, porque a decisão de aceitar a admissibilidade e afastar a Dilma enquanto o processo fosse julgado no seu mérito, e deu a interinidade ao Temer, mas ele não agiu como presidente interino. Ele assumiu como se fosse, e com a mesma liberdade, autonomia e autoridade com que Fidel Castro contemplou em Havana, depois da revolução de 1959. O Fidel tinha autoridade, ele tinha feito a revolução, mas o Temer não, e chegou lá através de um golpe dos fascistas, dos conservadores.”
Ouça a íntegra da fala de Lula. 

Janot pede ao STF que mande caso de Lula e Delcídio para Sérgio Moro

Ex-senador deixou de ter foro privilegiado; Teori decide se caso vai para Moro.

Delcídio acusou Lula de tentar pagar para calar Nestor Ceveró; Lula nega.

Camila BomfimDa TV Globo, em Brasília
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para remeter ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, as investigações relativas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula e ao ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). Em acordo de delação premiada, Delcídio acusou Lula de tentar evitar que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró colaborasse com a Operação Lava Jato
No início de maio, Lula foi denunciado por obstruir as investigações da Lava Jato. A acusação formal, feita pela Procuradoria Geral da República (PGR), foi incluída na denúncia contra Delcídio do Amaral. Como Delcídio era senador na época, só podia ser investigado pelo Supremo. Com acassação do mandato dele, a PGR entendeu que o caso deveria ir para a primeira instância. Ainda cabe ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, decidir.
O pedido de Janot é para que o ex-presidente, o ex-senador e mais cinco pessoas passem a ser investigados por Sérgio Moro. Segundo o procurador, Delcídio e seu ex-chefe de gabinete, Diogo Ferreira, se juntaram a Lula, ao amigo do ex-presidente, o pecuarista José Carlos Bumlai, e ao filho do pecuarista, Maurício Bumlai, para comprar por R$ 250 mil o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Este é o primeiro pedido da Procuradoria para que uma investigação contra o ex-presidente passe para as mãos de Moro. As outras investigações da Lava Jato contra Lula, que envolvem  o sítio de Atibaia, o triplex em Guarujá e o pedido pra que ele seja incluído no maior inquérito da operação, seguem no Supremo. Em todos os casos, se houver novos pedidos de Janot, caberá ao ministro Teori Zavascki decidir.

A assessoria de imprensa do Instituto Lula informou que ele esclareceu ao Ministério Público que “são falsas as afirmações do réu confesso Delcídio Amaral”.  Segundo a assessoria, Lula também “já respondeu a essa falta denúncia, perante o Supremo Tribunal Federal, no dia 27 de maio”. O texto diz, ainda, que o ex-presidente “sempre agiu dentro da lei”.

Os advogados do pecuarista José Carlos Bumlai e do ex-funcionário de Delcídio, Diogo Ferreira, disseram que o pedido de Janot já era esperado. Os advogados de Maurício Bumlai, de Nestor Cerveró e de Delcídio do Amaral não quiseram se manifestar.

O MP listou reuniões de Lula e Delcídio antes e durante as tratativas e os pagamentos. Um desses encontros ocorreu no Instituto Lula. Também foram revelados telefonemas entre Lula e Bumlai.
Denúncia contra Lula

Em 18 de maio, o Jornal Nacional revelou os detalhes da denúncia contra Lula. O Ministério Público considerou que o ex-presidente teve papel central no esquema e apresentou documentos, como extratos bancários e telefônicos, passagens aéreas e diárias de hotéis em nome dele e dos outros citados.

Avião movido a energia solar encerra viagem pelos Estados Unidos 'Solar Impulse 2' chegou a Nova York após percurso de 129 quilômetros. Ideia do projeto é sensibilizar governos para uso de tecnologias 'limpas'. Do G1, em São Paulo

Foto mostra o Solar Impulse 2 sobrevoando a Estátua da Liberdade em Nova York, nos Estados Unidos (Foto: Jean Revillard/Rezo/AFP)Foto mostra o Solar Impulse 2 sobrevoando a Estátua da Liberdade em Nova York, nos Estados Unidos (Foto: Jean Revillard/Rezo/AFP)
O avião 'Solar Impulse 2', alimentado exclusivamente por energia solar, chegou a Nova York neste sábado (11) depois de sobrevoar a Estátua da Liberdade, na sua fase final nos Estados Unidosantes de ir para a Europa.
Em sua tentativa de ser a primeira dessas aeronaves a percorrer todo o mundo, o avião pousou Aeroporto Internacional JFK às 4h local (5h no horário de Brasília), disse o site do projeto.

O 'Solar Impulse 2', pilotado por um de seus inventores, André Borschberg, viajou os 129 quilômetros que o separavam da cidade de Lehigh Valley (Pensilvânia), sem qualquer tipo de combustível, apenas impulsionado pela tecnologia limpa.

A quinta e última etapa do avião nos Estados Unidos foi carregada de simbolismo para Borschberg, assim como para o outro inventor do avião, o também suíço Bertrand Piccard. "O vôo sobre a Estátua da Liberdade simboliza os valores americanos, a liberdade dos pioneiros, a liberdade para explorar, a liberdade de inventar", escreveu Borschberg em sua conta no Twitter, enquanto sobrevoava o monumento.

O projeto pretende sensibilizar e convencer os governos do mundo que implementem soluções tecnológicas para preservar o meio ambiente. Espera-se que o 'Solar Impulse 2' continue sua viagem de Nova York para a Europa, norte de África e Abu Dhabi, de onde a aeronave partiu
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