domingo, 1 de maio de 2016

Isto sim que é um golpe.

"No dia 6 de outubro de 1968, após assalto à mão armada ao Banco Banespa da Rua Iguatemi, em São Paulo, a assaltante vulgarmente conhecida como Dona Vanda, usando técnicas de terrorismo e portando um revólver de calibre 38 em mãos, conseguiu fugir com seus comparsas roubando a vultosa quantia de 80 mil Cruzeiros Novos, valor que trazido para março de 2016 seria de aproximadamente R$ 690 mil. Um roubo do patrimônio do brasileiro.
O crime do assalto ao Banco Banespa em outubro/68 foi um grande sucesso para a quadrilha de terroristas, pois comparado ao de dois meses antes, quando no dia primeiro de agosto, o mesmo bando, numa tentativa frustrada de assalto ao Banco Mercantil de São Paulo, fugiu sob tiros sem levar um centavo sequer, deixando para trás dois comparsas. Um seriamente ferido e o outro morto. Na ocasião, Dona Vanda era conhecida como Patrícia.
Dois anos depois, em 16 de janeiro de 1970, a terrorista (então chamada Dona Luíza) foi finalmente capturada pela Operação Bandeirantes e após ter sido presa e torturada, confessou ter planejado minuciosamente o assassinato do Capitão Chandler e o assalto ao Quartel da Força Pública do Barro Branco, entre outros.
Passados 45 anos, essa mesma mulher, não mais usando exatamente as estratégias de terrorismos e arma nas mãos, mas sim uma caneta de Presidente da República do Brasil e a estratégia das pedaladas fiscais ... Essa mesma Dona Vanda, Patrícia ou Luíza, que agora no poder usa o verdadeiro nome de Dilma, assalta os cofres da Caixa Econômica Federal, banco fundado em 1861 por Dom Pedro II. Mais um roubo do patrimônio público do povo brasileiro.
... E tem gente, que não conhece a história. Única desculpa para sair às ruas para defendê-la.
Essa mesma mulher, no governo de Lula, assume a Presidência do Conselho de Administração da Petrobrás (até então uma das mais sólidas e bem conceituadas empresas brasileiras), e graças a uma série de concessões, 'desconhecimentos' e pela sistematização da corrupção e crime organizados durante sua gestão, a Petrobrás amarga hoje um rombo de 42 BILHÕES de Reais. Mais um roubo do patrimônio público do povo brasileiro.
... E tem gente, que não conhece a história. Única desculpa para sair às ruas para defendê-la.
Em março de 2016, a terrorista e assaltante de bancos tenta impedir a prisão de um poderoso milionário e chefe de um cartel organizado durante uma operação da Polícia Federal. Um homem que já desviou bilhões e bilhões de reais de um país carente de remédio, comida e educação. Mais um roubo do patrimônio público do povo brasileiro.
... E tem gente, que não conhece a história. Única desculpa para sair às ruas para defendê-la.
Mas, só conhece a história quem estuda... e a primeira coisa que a ladrona de bancos fez em seu 2º mandato foi cortar 10,5 bilhões da educação brasileira. Boa estratégia, pois se mantiver seu público eleitor sem acesso à educação, garantirá as próximas eleições ao PT (povo que o próprio Lula chama de “peões”). Sem leitura e educação, este ciclo poderá se perpetuar.
Mais um roubo do patrimônio público do povo brasileiro.
Se ainda não acredita nos fatos acima, estude para confirmar e tirar suas dúvidas e então dar um basta ao roubo do teu patrimônio. Isto sim que é um golpe."

Secretaria cancela cirurgia de paciente por causa da passagem da tocha olímpica

Secretaria cancela cirurgia de paciente por causa da passagem da tocha olímpica: Por Elton Santos A Secretaria de Saúde cancelou a internação de uma paciente que faria uma cirurgia de redução de estômago, marcada para segunda-feira, 2, no Hospital Regional da Asa Norte. Até aí …







Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira



Nada mais justo considerando que o Senhor Governador não
pertence a Elite Acadêmica que é: Medicina, Engenharia e Direito que cancelar
um procedimento de vida para ele entrar na Estória! "Estória é um
neologismo proposto por João Ribeiro (membro da Academia Brasileira de Letras)
em 1919, para designar, no campo do folclore, a narrativa..." 

DONO DA GAUTAMA DIZ QUE LULA CRIOU O CARTEL DAS EMPREITEIRAS E O CARTEL DA PROPINA

Dono da Gautama diz que Lula criou o cartel das empreiteiras e o cartel da propina

Dono da Gautama diz que Lula criou o cartel das empreiteiras e o cartel da propina

Zuleido Veras diz que Lula recebe propina Há 30 anos e que Dilma se finge de inocente

Lula recebeu propina da OAS por mais de 30 anos. Foi o que disse o dono da construtora Gautama, Zuleido Veras, em entrevista para a Veja. Segundo ele, Léo Pinheiro passou a pagar as campanhas de Lula na década de 1980: “Sem aparecer, lógico. Tudo era caixa 2”. O presidente da OAS pagava também as despesas pessoais de Lula: “Não era essa dinheirama de hoje, não. O Lula recebia coisa de 30.000 reais, 20.000, 10.000”. O dono da Gautama não se surpreendeu quando soube do triplex no Guarujá, bancado por Léo Pinheiro: “Normal. A relação deles é antiga. Hoje eles estão ricos, nem precisam disso”.
Zuleido Veras, na década de 1980, trabalhou na OAS. Foi quando ele testemunhou os pagamentos de propina de Léo Pinheiro a LulaEm seguida, ele fundou a Gautama. A construtora cresceu até ele ser preso em 2007, acusado de corromper Silas Rondeau. Na época de sua prisão, a PF descobriu que ele emprestou sua lancha para Jaques Wagner e Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil. Em sua entrevista para a Veja, Zuleido Veras disse que “deu por fora” um dinheirinho para Jaques Wagner. Ele disse também que Dilma Rousseff se faz de inocente, mas que ela “sempre soube de tudo” sobre a roubalheira na Petrobras.
Lula criou o cartel das empreiteiras para eleger Dilma RousseffFoi o que declarou o dona da Gautama, Zuleido Veras, em sua entrevista para a Veja: “Lula montou esse cartel, com certeza. Era um projeto de poder. Ainda bem que estão saindo, porque iam quebrar o Brasil. Já quebraram a Petrobras. Com a delação do Marcelo Odebrecht, ninguém fica de pé”. Isso coincide com o depoimento do presidente da Andrade Gutierrez, segundo o qual o esquema de propina montado pelo PT passou a funcionar plenamente em 2008. Até aquela data, roubava-se como sempre se roubou: cada cacique tinha seu próprio esquema. Em 2008, Lula criou o cartel das empreiteiras. E, juntamente com o cartel das empreiteiras, o cartel da propina.
Sobre Dilma Rousseff, aquela que nunca roubou, o dono da Gautama disse: “Ela sempre soube de tudo. Ela sabe de tudo. Sabia também do cartel. Quem é que não sabe que a Erenice Guerra era a arrecadadora da Dilma? Todo mundo sabia disso no mercado, que ela arrecadava dinheiro junto às empreiteiras”.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira



“Respeito”. Palavra que para algumas pessoas nem existe no dicionário, respeito é um aprendizado que deveria começar no berço, saber ser ético, respeitar o próximo isso é uma qualidade que todo ser humano precisa ter Senhor Lula! É uma atitude tão simples saber respeitar isso é pensar no próximo! A ausência desta qualidade Senhor Lula faz do homem um ser desprezível! Lembram-se desta frase Respeite a si mesmo como respeita o próximo! É deste jeito que tinha que ser! No meu vê quem não sabe se der ao respeito no meu ponto de vista o qualifico de desonesto!


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira


"Lula faz parte da tropa que quer assaltar o país e que continua a assaltar o país”

Presença do Lula na articulação politica atual é duplamente estranha e duplamente perigosa para a nossa democracia é preciso ter a coragem de dizer que nenhuma economia se recompõe sem investimento público. 



 A galinha dos ovos de ouro da Petrobrás, não pode mais dar ovos, qual a outra empresa brasileira depois do BNDES, de capital fechado, tem tanto dinheiro, as lacras vão colher ovos agora na caixa econômica federal?





Um candidato paquistanês à prefeitura de Londres

O trabalhista Khan, filho de um motorista de ônibus paquistanês, será o primeiro prefeito muçulmano de uma capital ocidental, se vencer o conservador e milionário Goldsmith no dia 5
Londres 
Zac Goldsmith (esquerda) olha para Sadiq Khan.Zac Goldsmith (esquerda) olha para Sadiq Khan.  AFP
Um médico italiano pergunta sobre políticas de moradia. Um trabalhador social holandês, sobre as propostas para combater a desigualdade. Uma estudante romena volta ao tema da moradia. Sadiq Khan, candidato trabalhista a prefeito deLondres, assente com a cabeça e toma notas em seu caderno. No fim, toma a palavra:
– Sabem por que Londres é a melhor cidade do mundo? Por vocês. Por sua capacidade de atrair e integrar talentos de todo o mundo.
Destacada a virtude, Khan começa a enumerar os problemas que ameaçam a grande cidade global. “O mercado imobiliário enlouquecido está expulsando as classes médias da cidade”, destaca. “O transporte público é o mais caro de toda a Europa. A poluição provoca 10.000 mortes prematuras por ano. Esta é a capital da plutocracia planetária, a máquina global de lavagem de dinheiro. Londres afundando.”
Seu concorrente, o conservador Zac Goldsmith, também recebia eleitores de outros países europeus na noite anterior. Seu retrato da cidade é, no geral, o mesmo. A diferença era o contexto. O ato de Sadiq Khan foi em uma vetusta aula de anatomia de uma universidade. O de Zac Goldsmith, em um hotel cinco estrelas.
Londres está diante de desafios colossais. A cidade pede política aos gritos. E, no entanto, nas eleições para a prefeitura da próxima quinta-feira, os londrinos não escolherão entre dois modelos políticos. Também não entre duas pessoas. Escolherão, mais do que isso, entre dois estereótipos.
Na falta de projetos de destaque que cativem os eleitores, as propostas dos dois candidatos com possibilidades de ser o próximo prefeito de Londres não diferem muito entre si. Mas seus perfis não poderiam ser mais diferentes.
Sadiq Khan, de 46 anos, é o filho de um motorista de ônibus paquistanês. Zac Goldsmith, de 41, é o multimilionário herdeiro de uma dinastia de banqueiros. Kahn cresceu em uma moradia social; Goldsmith, em uma mansão. Khan estudou em colégio público; Goldsmith, no elitista Eton. Khan lutava boxe na academia do bairro; Goldsmith pratica críquete.
Khan é um muçulmano praticante – nunca bebeu álcool – que defendeu o casamento homossexual e trabalhou como advogado pró direitos humanos antes de conquistar sua cadeira pelo bairro de Tooting, no sul da cidade, em 2004. Goldsmith é um judeu não praticante que dirigiu uma revista ambientalista e obteve sua cadeira por Richmond, no oeste da capital, em 2010. The Spectator definiu Khan como “um social democrata de centro esquerda”. The Guardian classificou Goldsmith de “um pouco liberal e um pouco libertário”.
Se as pesquisas não falharem, Sadiq Khan se transformará comodamente na próxima quinta-feira no terceiro prefeito eleito da história de Londres. À raridade que atualmente é ser um trabalhista no poder, Khan acrescentaria a de ser o primeiro prefeito muçulmano de uma capital ocidental. E o primeiro pertencente ao grupo étnico “britânico não branco”, que hoje representa 55% da cidade.
A eleição de um muçulmano como prefeito de Londres – o terceiro maior mandato político pessoal da Europa, depois dos presidentes da França e Portugal – enviaria uma poderosa mensagem a um continente abatido pelo terrorismo islâmico. Uma mensagem de normalidade da triunfante megaurbe multiétnica.
Mas essa campanha não será lembrada pela comemoração dessa tolerância e por essa integração. Se for, será por uma briga pessoal entre os dois candidatos.
Goldsmith acusou Khan de radical, por sentar-se à mesa com extremistas islâmicos. Khan acusou Goldsmith de islamofobia. E uma campanha que prometia debater o desafio urgente da escassez de moradia acabou centrada na raça e na religião.
Outro tema inevitável contaminou a campanha. Um assunto alheio às candidaturas à prefeitura, mas que representa outra das diferenças entre os dois candidatos. É o referendo do próximo 23 de junho sobre a permanência do país na União Europeia. Khan é um europeísta convicto e Goldsmith —cujo pai foi um fervoroso eurocético fundador, nos anos 90, do Partido do Referendo— é partidário do Brexit. Por isso, muitos veem nestas eleições uma antessala da consulta que ocorrerá mês e meio depois.
Isso é algo que pode ter distanciado o candidato tory de seu chefe e primeiro-ministro, David Cameron, que encabeça a campanha pela permanência na Europa e que não desempenhou um papel ativo na disputa por Londres. Apesar de as más línguas irem além e afirmarem que Cameron pode ter se resignado a perder a capital, algo que teria o desejável efeito colateral de reforçar em seu posto o líder da oposição Jeremy Corbyn, um concorrente que os tories acreditam que nunca poderá levar o trabalhismo ao poder.
Nem Khan, que dirigiu a campanha de Ed Miliband contra seu irmão David, apoiou-se muito em seu líder atual, Jeremy Corbyn. Khan foi um dos 35 deputados trabalhistas que indicou Corbyn, um socialista da velha guarda, como candidato à liderança “para enriquecer o debate”. Algo que os tories cansaram de repetir durante a campanha, apesar de ele ter insistido que não votou nele e deixou claro que não é movido a corda. Apenas compartilharam atos de campanha e só aparecem juntos em certos jornais dos tories.
Desde que a cidade existe, e escolheu pela primeira vez um prefeito em 2000, a corrida por Londres sempre foi mais de pessoas do que de partidos. O trabalhista Ken Livingston, primeiro, e o conservador Boris Johnson, depois, foram políticos heterodoxos em seus partidos, mas com um inegável carisma pessoal. E mesmo assim na última vez que se enfrentaram, em 2012, a participação foi de apenas 38%. A abstenção é a esperança da equipe de Goldsmith para reverter as pesquisas. O desafio de Khan, por sua vez, é fazem com que as pessoas não fiquem em casa.

Cristovam Buarque é hostilizado em livraria de Brasília

O senador do PPS estava na fila do caixa quando um homem o chamou de traidor. Cristovam comentou o ato no Facebook: “Aviso que não vão me intimidar. Alerto também que este comportamento termina empurrando os indecisos para votarem pelo impeachment”, disse


O senador Cristovam Buarque (PPS) foi chamado de traidor em uma livraria de Brasília. Um homem o abordou enquanto ele estava na fila do caixa e começou os xingamentos. De outro lado, outros clientes do local gritavam “Fora, PT”. Em 14 de abril, Cristovam declarou apoio à abertura ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. Um homem contrário à posição fez xingamentos contra o parlamentar, mas outros clientes o defenderam.
Alguns disseram que o povo não aguenta mais o PT e deram parabéns ao senador. Eles bateram palmas para Cristovam, enquanto o homem o chamava de fascista. No Facebook, Cristovam relatou o corrido. “Aviso que não vão me intimidar, eu estava apenas com minha esposa e continuarei assim. Alerto também que este comportamento termina empurrando os indecisos para votarem pelo impeachment”, afirmou. Confira:
“Se alguém filmou, peço que coloque na rede.
Faz uma hora, eu estava na fila para pagar uma compra na livraria Cultura, quando um cara no caixa ao lado começou a me agredir verbalmente me chamando de golpista e traidor do PT. Respondi que ele nem sabia ainda como eu votarei e já estava me agredindo. E disse que ele até podia me chamar de golpista, mas não de corrupto.
Ele passou a gritar mais alto e eu tive a imensa alegria de ver pessoas se chegando e se solidarizando comigo e me aplaudindo espontaneamente. E gritando mensagens em defesa ao impeachment. Fiquei surpreso ao ver o absoluto isolamento do solitário manifestante contra o impeachment.
Não sei os nomes dos que me aplaudiram e gritaram meu nome, por isso agradeço a todos por esta mensagem. Especialmente os muitos que ficaram fazendo fotos comigo.
Aviso que não vão me intimidar, eu estava apenas com minha esposa e continuarei assim. Alerto também que este comportamento termina empurrando os indecisos para votarem pelo impeachment. Afinal, se com o risco de perderem o poder se comportam assim, imagine se de fato perderem.
De qualquer forma, não é por causa desta grosseria que decidirei meu voto. Votarei o que me parecer melhor para o Brasil, como tenho feito desde que estou na política, sem mudar de propostas e de comportamento. E mudando de siglas se for preciso para manter minha coerência, do mesmo lado das transformações sociais e da ética na política..”

Cunha, o invencível? Ele ganha mais força após comandar impeachment

Principal ameaça a sua posição é eventual decisão do Supremo de afastá-lo do cargo.
Brasília
Protesto contra Cunha em Nova York, no dia 22 de abril.Protesto contra Cunha em Nova York, no dia 22 de abril.  REUTERS
Vem semana, vai semana, o cenário político muda a quase todo momento em Brasília. A única coisa que quase não se altera é o poder que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem no comando da presidência da Câmara dos Deputados. O “quase” é porque ele não perde forças, ao contrário de sua atual antagonista Dilma Rousseff (PT), mas sim, porque ele está cada dia mais poderoso na cadeira em que resiste a se desapegar. É impopular, 77% da população defendem sua cassação, mas entre seus pares, é praticamente intocável.
Com o pedido de seu afastamento do cargo adormecendo nos gabinetes do Supremo Tribunal Federal há 136 dias, Cunha praticamente não encontra resistências para continuar exercendo a função para a qual foi eleito em fevereiro de 2015 e, se nada mudar, onde deverá permanecer até fevereiro de 2017. Nesta semana, o ministro que relata a ação do Ministério Público Federal que pede o afastamento de Cunha, Teori Zavascki, disse a jornalistas que está na hora de analisar se o parlamentar poderia estar na linha sucessória da Presidência da República. Isso porque um réu no STF não pode, ao menos em tese, ocupar a cadeira presidencial. Zavascki, no entanto, não disse quando levará o processo ao julgamento. Na próxima semana isso não deve ocorrer. Ao menos até a noite desta sexta-feira não constava da pauta de processos que serão julgados pelos onze ministros.Réu no Supremo Tribunal Federal, denunciado no Conselho de Ética da Câmara, citado por sete investigados na Operação Lava Jato, sendo que o mais recente o acusa de receber 52 milhões de reais em propinas, o peemedebista poderá ser beneficiado com a indicação de um aliado para a Advocacia Geral da União no provável Governo Michel Temer. Na avaliação de um aliado do vice, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), sua permanência à frente da Casa poderia ser mais útil que nociva ao novo Governo, dado o comando demonstrado da Câmara. Isso sem contar que deverá se tornar o primeiro na linha sucessória da Presidência da República.
O artigo que pode complicar a permanência de Cunha na presidência da Casa após o cada vez mais provável afastamento de Rousseff é o 86 da Constituição, que afirma que "admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade". A continuação desse trecho diz que o "Presidente ficará suspenso de suas funções nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal". A dúvida é se ele aplica ou não a um presidente interino, como pode ser o caso do peemedebista. De todo modo, Cunha mostra que, onde está, pode ser decisivo até em questões como o aumento salarial do Judiciário. Nesta semana, ele fechou acordo para que o projeto fosse analisado com urgência - sem passar com comissões -, mas não há data ainda para analisar o mérito da questão, para cuja aprovação o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, se empenhou pessoalmente.
Enquanto isso, entre boa parte dos deputados, cresce a intenção de proteger o homem que tornou possível o andamento do processo de impeachment de Rousseff. A razão para isso, segundo os próprios aliados, é a influência que Cunha teve em apoios dados nas eleições passadas e no andamento dos trabalhos da Câmara. O peemedebista é o responsável por manter vivas as pautas conservadoras – como a redução da maioridade penal, a suspensão do referendo do desarmamento e retrocessos em direitos femininos. Já o suporte eleitoral dado por Cunha, afirmam nos bastidores do Legislativo, foi intermediando doações para quase uma centena de deputados em mais de uma disputa. “Desde 2006 ele me ajuda em minhas campanhas. Sem contar meus correligionários. Como vou virar as costas para ele agora? Sou fiel a quem é fiel a mim”, diz um dos membros de sua tropa de choque.
Além do seu partido, o PMDB, a bancada BBB (bala, boi e bíblia), que soma ao menos 206 dos 513 parlamentares, é o seu principal suporte. Para manter o apoio dado por esse grupo, por exemplo, Cunha criou mais duas comissões parlamentares que servirão para distribuir cargos e fazer avançar as pautas que mais os interessam. A interferência de Cunha é tamanha que, até mesmo a criação desses colegiados, foi envolta em polêmica. Primeiro, o presidente perdeu uma votação que tratava do funcionamento desses grupos. Depois, anunciou propositalmente o resultado errado. E depois de muitos protestos colocou a proposta em pauta novamente até vencer a disputa.
Uma das que se revoltou neste episódio, a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) diz que Cunha extrapola o poder institucional para exerce um poder “fantástico” sobre os seus colegas. Na madrugada de quarta-feira, durante a sessão em que foi criada a comissão da mulher, Erundina gritou tanto na orelha do peemedebista, literalmente, que ele deixou a sua cadeira de presidente por um instante e foi se reunir com os líderes das bancadas. Neste momento, a deputada não pensou duas vezes, sentou na cadeira dele como se estivesse tomando o seu lugar. “Foi um ato simbólico, mas levando em conta que ele tem um apoio enorme na Casa e que o Supremo está demorando tanto para julgá-lo, parece que só na marra vamos tirá-lo de lá”, disse ao EL PAÍS.
Cunha mantém uma relação ao menos tática com o vice-presidente Michel Temer. Além da negociação de cargos, ao menos um aliado dos dois

Manobras no conselho

As manobras de Cunha não se limitam a proteger os interesses de seus aliados. Na última semana, ele fez dois movimentos que podem beneficiá-lo e evitar a cassação de seu mandato pelo Conselho de Ética, onde responde a uma infração por quebra de decoro parlamentar. Aliás, nos últimos meses, as manobras de Cunha no Conselho tem sido algo usual.
O primeiro movimento do presidente da Câmara foi quando ele conseguiu aprovar uma resolução em que mudava a forma de substituição de membros do conselho que decidissem renunciar. Pela atual fórmula, apenas membros do bloco parlamentar eleito em 2014 poderiam ser indicados para a função de quem renunciou. Um projeto de resolução apresentado pelo peemedebista fez com que as substituições ocorressem apenas por membros do mesmo partido. A interferência nesse aspecto é que, como entre os cem homens de Cunha há um representante de quase todos os partidos, ele teria como influenciar a liderança de uma legenda a indicar para o cargo de conselheiro alguém que lhe fosse fiel. Quando se trata de blocos, a negociação é mais difícil, pois englobaria um número maior de envolvidos. Os adversários do peemedebista conseguiram fazer com que a proposta só passe a viger a partir da próxima legislatura.
A segunda tentativa é algo que ainda está em andamento. Cunha conseguiu indicar para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), um de seus interlocutores na bancada da região Sul. O próximo passo para ele é garantir espaço para um aliado na relatoria da mesma comissão, o que deve ocorrer na próxima terça-feira. Este grupo é quem julga eventuais recursos apresentados por membros do Conselho de Ética.
Entre os opositores de Cunha, há os 47 adversários que decidiram confrontá-lo no último dia 17, durante a votação do impeachment. Neste grupo estão parlamentares que enquanto votavam o chamaram de gângster, bandido, canalha, sacripanta ou ladrão. Contra eles, Cunha usará de uma das armas que mais sabe utilizar, a intimidação. Já prometeu que apresentará queixas-crimes contra todos por ter se sentido difamado.
Enquanto segue inatingível, o peemedebista aproveita que as câmeras agora estão cada vez mais voltadas para si para se defender juridicamente e atacar politicamente. Na sua linha defensiva, diz que não há provas de que ele tenha recebido propina e que as denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República representam uma perseguição política de Rodrigo Janot, o chefe deste órgão. Na posição de bote, ele diz que parte dos que o atacam no plenário da Câmara é uma espécie de ladrão de carteira: “Sou alvo de parlamentares membros de uma organização criminosa, que não tem moral e agem como punguista na praça, que bate a carteira e grita ‘pega ladrão’”.

AS 11 RAZÕES PARA RETIRAR CUNHA DO COMANDO DA CÂMARA, SEGUNDO JANOT

Em dezembro do ano passado o procurador-geral da República, Rodrigo Janot,apresentou uma denúncia em que pedia que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fosse afastado de seu cargo por entender que ele usava da função para se beneficiar. Eis uma síntese das 11 razões que embasam o pedido de Janot, que ainda não foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal.
1. O deputado teria usado requerimentos para chantagear o empresário Julio Camargo e o grupo Mitsui a pagarem 5 milhões de dólares em propina no caso em que a Petrobras comprou navios sonda
2. O peemedebista também se usou de requerimentos parlamentares para pressionar donos do grupo Schahin para manter contratos com o doleiro Lúcio Funaro. Como pagamento recebeu a quitação de dívidas de alguns carros que estão em nome de uma produtora pertencente à família de Cunha.
3. Cunha tentou intimidar a advogada Beatriz Catta Preta ao pedir que seus aliados a convocassem para depor na CPI da Petrobras.
4. O deputado interferiu para que a CPI da Petrobras contratasse a empresa de arapongas Kroll com o objetivo de desmentir o que estava sendo dito por delatores da Lava Jato.
5. O peemedebista tentou convocar na CPI familiares do doleiro Alberto Yousseff como maneira de pressioná-lo, já que é um dos delatores da Lava Jato.
6. Tentou mudar uma lei para que delatores não pudessem corrigir os seus depoimentos.
7. Demitiu o diretor de informática da Câmara, Luiz Eira, que o contrariou.
8. Usou cargo de deputado para receber vantagens indevidas para aprovar parte de medida provisória de interesse do banco BTG.
9. Fez “manobras espúrias” para evitar investigação na Câmara com obstrução da pauta com intuito de se beneficiar.
10. Ameaçou o deputado Fausto Pinato, ex-relator do processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.
11. Voltou a reiterar ameaças a Fausto Pinato.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

A momentos que são mais confiável e barato seu pior inimigo que seu melhor amigo!

Ele é uma potencia e altamente inteligente, coloca o Lula no bolso muitas vezes. Lula tem espaço ele não? Restrito em plano cartesiano e jogando com o regulamento consegue esmagar tudo e todos! Obs. Ele pertence a maior bancada do Congresso com no mínimo 1/3 “EVANGÉLICOS” Deus é dono de todo ouro e prata no planeta, o evangélico é tesoureiro do senhor nosso DEUS! Quem tem dignidade e moral por mais correto que seja para chamar o Evangélico de Ladrão?

Nunca se esqueçam de que religião não tem e nunca terá JUSTIÇA! Pois isso fere o propósito de fé…

Eduardo Cosentino da Cunha (Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1958) é um economista, radialista e político brasileiro. Evangélico, é membro da igreja neopentecostal Sara Nossa Terra. Atualmente é deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro pelo Rio de Janeiro e desde 1º de fevereiro de 2015 preside a Câmara dos Deputados.

Filiado ao Partido da Reconstrução Nacional, foi presidente das Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro durante o Governo Collor. Enquanto filiado ao Partido Progressista Brasileiro, comandou a Companhia Estadual de Habitação no mandato do governador Anthony Garotinho. Candidatou-se pela primeira vez a um cargo eletivo em 1998, tendo ficado como suplente de deputado estadual e assumido uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado em 2001. Elegeu-se deputado federal pela primeira vez em 2002, ainda no PPB, sendo reeleito pelo PMDB nas eleições de 2006, 2010 e 2014.

Na Hora do calote: unidade de atendimento do GDF sofre ação de despejo

Posto do Na Hora de Sobradinho deve R$ 692.457,05 em aluguéis atrasados desde janeiro de 2013. O GDF tem 15 dias para quitar o débito e desocupar o imóvel

Primeira opção dos brasilienses quando o assunto é a emissão de documentos, os postos do Na Hora começam a sentir o baque provocado pelo desequilíbrio nas contas do governo do Distrito Federal. A prestação de serviços à população deu lugar a um desserviço para o próprio GDF: o calote. A unidade de Sobradinho se tornou alvo de uma ação de despejo por dever R$ 692.457,05 em aluguéis atrasados desde janeiro de 2013. O governo local tem 15 dias para quitar o débito e desocupar o imóvel.
Ainda na decisão da juíza, consta que a defesa — feita pela Procuradoria-Geral do DF (PGDF) —  apresentou contestação. Foi alegado que o governo não fez o pagamento dos aluguéis em razão de problemas financeiros, e que o Na Hora presta relevantes serviços sociais.  A magistrada foi enfática na resposta.
“O argumento apresentado pelo requerido acerca da relevante função social prestada no imóvel objeto do contrato não é passível de eximi-lo do pagamento das prestações”, afirmou. A juíza finaliza a sentença condenando o GDF ao pagamento dos aluguéis vencidos desde janeiro de 2013 até a data da efetiva desocupação, acrescidos de juros de mora de 1% e correção monetária. A PGDF vai recorrer da decisão mais recente dentro do processo.
Responsável por gerir o Na Hora, a Secretaria de Justiça (Sejus) esclareceu, por meio de nota, que o atendimento não será interrompido. “A Sejus, por meio da Subsecretaria de Atendimento Imediato ao Cidadão, informa que a unidade será transferida do imóvel onde funciona atualmente para um novo endereço, na própria região. A locação do novo espaço está em fase de contratação”.
Ainda segundo a pasta, “a mudança foi necessária porque o contrato com o locatário do imóvel onde o serviço funciona atualmente não pode ser renovado. Isso porque o imóvel, cujo aluguel foi firmado em 2012, não dispunha da documentação completa exigida para contratos desta natureza com o Estado. Essa situação levou a atrasos nos pagamentos dos aluguéis, que, por sua vez, resultaram em processo judicial movido pelo locatário”.
A secretaria esclarece ainda que, em razão da impossibilidade de renovação do atual contrato, abriu, já no início do governo, chamamento público para contratação de um novo espaço para funcionamento do serviço. O ato foi realizado em fevereiro de 2015, mas nenhuma das empresas que se apresentou cumpria os requisitos legais necessários. Somente após o segundo chamamento público foi apresentada empresa apta à locação.