quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Brasil avança em conhecimento básico de matemática, mas continua atrás em ranking Daniela Fernandes De Paris para a BBC Brasil Há 1 hora

Image copyrightElza Fuiza Ag Brasilia
Image captionEstudantes treinando para Olimpíada de Matemática, em foto de arquivo; desempenho geral do país ainda é muito inferior ao considerado ideal
O Brasil é um dos países que mais reduziram o número de alunos sem conhecimentos básicos de matemática. Mas ainda é um dos últimos colocados em um ranking de competências nessa disciplina, aponta estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicado nesta quarta-feira.
O número de alunos brasileiros na faixa de 15 anos que estava abaixo do nível de conhecimentos básicos em matemática caiu 18% entre 2003 e 2012 (último dado disponível).
O estudo, intitulado Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás e como ajudá-los?, considera que, para chegar ao primeiro nível, os alunos têm de saber mostrar competências básicas como uma operação de adição.
O documento divulgado nesta quarta faz uma nova análise das séries de dados do último estudo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) da OCDE, publicado no final de 2013, com dados de 2012.

Mau desempenho

Apesar da melhora em relação aos conhecimentos básicos, os alunos brasileiros ficaram apenas no 58° lugar em matemática entre os 65 países e territórios analisados no último estudo PISA. Com essa classificação, o Brasil se situa abaixo da Albânia e da Costa Rica.
O Brasil totalizou 391 pontos em matemática, de acordo com o PISA. A média dos países da OCDE é de 494 pontos.
A organização considera que os alunos que ficam abaixo do nível 2 (entre os seis existentes, que evoluem de acordo com o grau de dificuldade das perguntas) nas disciplinas analisadas (matemática, leitura e ciências) terão dificuldades na escola e, mais tarde, no mercado de trabalho, e poderão não ascender socialmente.
Segundo o PISA, 67,1% dos alunos brasileiros com 15 e 16 anos (faixa etária analisada no estudo) estão abaixo do nível 2 em matemática, com baixa performance na disciplina.
Apenas 0,8% dos alunos brasileiros atingiram os níveis 5 e 6 na disciplina, que exigem análises complexas. Em Xangai, na China, primeiro do ranking em matemática, mais da metade dos estudantes (55,4%) integram os níveis 5 e 6, de alta performance.
A OCDE destaca, no entanto, que o Brasil registrou uma das maiores taxas de crescimento no total de pontos em matemática entre 2003 a 2012, passando de 356 a 391 pontos no período.
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Mais alunos desfavorecidos

O que explica o fato de o Brasil ainda se manter entre os últimos no ranking de matemática (e também de leitura e de ciências do PISA) é o número maior de alunos, principalmente desfavorecidos e de zonas rurais, que passaram a integrar o sistema educacional, disse à BBC Brasil Sophie Vayssettes, analista de educação da OCDE.
A taxa de escolarização no Brasil passou de 65% em 2003 para 78% em 2012, ressalta Vayssettes.
Programas como o Bolsa Família permitiram maior acesso à educação, diz ela, acrescentando que os novos alunos, desfavorecidos socialmente, "acumulam desvantagens" e geralmente apresentam atrasos de aprendizado em relação aos demais.
"Se a base de comparação no Brasil tivesse se mantido a mesma, se não fossem incluídos os alunos novos que tinham passado anos fora da escola, a pontuação obtida nos testes do PISA seria bem mais alta. Chegamos a fazer uma simulação sobre isso", afirma.
Entre os fatores que permitiram a redução do número de alunos brasileiros sem conhecimentos básicos em matemática, a especialista cita melhorias na formação dos professores, que também passaram a ter incentivos como aumentos salariais e planos de carreira.
Maiores investimentos em educação, que hoje representam 6,1% do PIB brasileiro, a mesma média dos países da OCDE, e também melhoria na qualidade do material pedagógico são outros fatores apontados pela especialista.
Também houve o acréscimo de um ano letivo no antigo sistema primário e o secundário se tornou obrigatório (segundo segmento do ensino fundamental).
"Há uma dinâmica positiva no Brasil em relação à educação", diz a analista.
Os gastos por aluno com idade entre 6 e 15 anos no Brasil, de US$ 26,7 mil (cerca de R$ 103,8 mil) ainda representam, no entanto, apenas pouco mais da metade do montante considerado adequado pela OCDE, que é de US$ 50 mil.
"O Brasil precisa aumentar os gastos por aluno", diz a especialista, acrescentando que é preciso também dar mais recursos para escolas com estudantes desfavorecidos e melhorar o ensino pré-escolar no país.
O Brasil também possui uma das mais altas taxas de repetência entre os 65 países que integram o PISA. Mais de um terço dos alunos com 15 anos (36%) já repetiu de ano pelo menos uma vez.
"A repetência é um fator de abandono dos estudos e de perda da confiança. É preciso criar pedagogias diferentes para motivar os alunos", afirma Vayssettes.

Times de Manchester travam "guerra de R$ 813 milhões" por Neymar

neymar: barcelona

O tablóide inglês "The Sun" destaque em sua manchete: "Gigantes de Manchester em uma guerra de transferência de 144 milhões de libras (R$ 813 milhões).


Segundo noticiou o tablóide The Sun, tanto Manchester City quanto United irão atrás da contratação de Neymar. A publicação destaque em sua manchete: "Gigantes de Manchester em uma guerra de transferência de 144 milhões de libras (R$ 813 milhões).

O valor seria o proposto pelos Red Devils (Manchester United) , que já estariam de olho no brasileiro desde a última janela de verão. Pelo lado dos Citizens (Manchester City), a contratação seria um pedido de Pep Guardiola, que irá comandar a equipe na próxima temporada.

Baixa recorde nos preços do petróleo afunda as contas das gigantes da indústria As maiores empresas do planeta diminuem seus ganhos por causa da queda nos preços

No último trimestre de 2015, o petróleo caiu para menos de 40 dólares por barril.
No último trimestre de 2015, o petróleo caiu para menos de 40 dólares por barril.  EFE
A indústria petroleira enfrenta uma nova realidade na qual cada dólar, cada libra esterlina e cada euro conta. Já vai longe a bonança de 18 meses atrás, quando o barril de petróleo era negociado a mais de 100 dólares em ambos os lados do Atlântico – um preço que agora parece impossível a médio prazo – e quando era rara a semana em que não se anunciava uma operação corporativa ou uma nova prospecção milionária. Hoje, é preciso apertar os cintos: se a reta final de 2015 foi complexa, os executivos da indústria dão como certo o fato de que este ano também não haverá margem. E isso os obriga a aprender a viver abaixo dos 50 dólares.
A queda do petróleo e do gás natural desferiu um duro golpe em todas as grandes empresas do setor petroleiro, sem exceções. “O excesso de petróleo faz os preços caírem e nossos resultados financeiros sofrerem”, afirmou recentemente John Watson, diretor-executivo da Chevron. Para a companhia, a segunda energética dos Estados Unidos em termos de vendas (122,6 bilhões de dólares), a crise tomou forma com as primeiras perdas trimestrais desde 2002. Naquele ano, o petróleo era comercializado a apenas 25 dólares o barril.
No Brasil, a Petrobras sofre as consequências dessa nova realidade, que vem se somar ao processo de investigação sobre corrupção que a petroleira encara desde 2014. O plano de expansão até 2019 foi revisto e a empresa deve cortar em quase 25% os investimentos – de 130,3 bilhões de dólares (529 bilhões de reais) a 98,4 bilhões (400 bilhões de reais – até lá. O presidente da Petrobras, Aldemir Bendiner, admite que a empresa ficará menor diante de tantos desafios, mas confia na recuperação dos preços da comodity no longo prazo.
No último ano, a gigante ExxonMobil caiu 15% na Bolsa e reduziu seus ganhos pela metade. O golpe, novamente, foi especialmente considerável no quarto trimestre, quando o barril passou da barreira psicológica dos 40 dólares e provocou perdas de 1,1 bilhão de dólares em seu negócio de produção nos Estados Unidos. O impacto foi ainda maior para a ConocoPhillips, a terceira petroleira em desacordo no mercado norte-americano, que perdeu 4,43 bilhões de dólares no último ano frente aos ganhos de 6,87 bilhões de dólares em 2014.No final de 2015, a Chevron viu como 4 bilhões de dólares se evaporaram de seus cofres em apenas um ano: de faturar quase 3,5 bilhões de dólares, passou a perder 590 milhões de dólares. O golpe puxou para baixo os lucros anuais, que ficaram em 4,59 bilhões de dólares. O que a salvou foram as atividades de refino, assim como ocorreu com a ExxonMobil – sua maior rival e primeira petroleira do mundo em capitalização em Bolsa. Diante da queda do preço do petróleo, a demanda por combustível cresceu e compensou parcialmente as fortes perdas sofridas pelas unidades de extração, apesar do aumento da eficiência (as milhas percorridas pelos motoristas norte-americanos subiram 4% no último ano).
As declarações de rendimentos das petroleiras também perderam brilho do outro lado do Pacífico, onde a PetroChina – a terceira maior do mundo em vendas – acaba de anunciou um corte entre 60% e 70% em seus ganhos por uma única razão: a queda dos preços do petróleo e do gás. Na Europa, apesar de os motivos dos declínios serem mais variados, os golpes no faturamento também tem sido consideráveis e generalizados: a britânica BP obteve, em 2015, seu pior resultado em duas décadas, presa também pelas despesas relacionadas com o desastre ocorrido no Golfo do México em 2010; a anglo-holandesa Shell viu seu faturamento despencar quase 90%; e a espanhola Repsol perdeu 1,2 bilhão de dólares por causa das previsões derivadas do drástico barateamento do barril. A gigante francesa Total apresentará suas contas na próxima quinta-feira e poucos esperam boas notícias.
O plano de expansão da Petrobras até 2019 foi revisto e a empresa deve cortar em quase 25% os investimentos
Diante de um cenário cada vez mais obscuro, a receita da indústria petroleira tem sido meter a tesoura nos gastos de capital, colocar em quarentena o dividendo e tentar melhorar a eficiência na exploração e na produção. “Vai levar tempo até o mercado se estabilizar; deve haver um reequilíbrio de gastos operativos nas petroleiras”, aponta Dan Yergin, da consultoria especializada IHS.

Ceticismo

Mas nem assim as energéticas conseguiram escapar do radar das agências de classificação, cada vez mais “hostis”, nas palavras de Paul Cheng, analista do Barclays. A Standard & Poor’s qualificou como “insuficientes” essas medidas e rebaixou a nota de crédito de uma dezena de empresas norte-americanas, entre elas a Chevron. A ExxonMobil evitou o corte, mas recebeu um alerta severo ao ser colocada sob vigilância com “consequências negativas”. Na prática, isso significa que a companhia corre o risco de perder a nota AAA.
Já a Moody’s colocou sob revisão o equivalente a 540 bilhões em dívidas de petroleiras globais, após reduzir para 33 dólares o preço médio do barril em 2016. “A pressão está sendo enorme até mesmo em um cenário de recuperação modesta de preços”, adverte a agência. As grandes empresas europeias, inclusive a Repsol, tampouco escapam do crivo. E isso, segundo todos os analistas, é apenas o começo.
nota da Petrobras foi rebaixada três vezes pela Moody’s ao longo de 2015 e pode ser rebaixada novamente. A piora das condições da indústria do petróleo, o alto endividamento e a preocupação com as investigações em curso relacionadas à Operação Lava Lato pesaram na decisão da agência.
Colaborou Carla Jimenez, de São Paulo

Um dia após recorde de calor, Rio pode ter sensação térmica de 50°C Temperatura deve chegar a 41°C e sensação pode bater novo recorde. Previsão é de chuvas isoladas quinta e sexta, com baixa de temperatura.

A tarde de terça-feira (9) registrou a maior sensação térmica do ano no Rio: 47,6ºC, segundo o Alerta Rio, do Centro de Operações da Prefeitura. A previsão desta quarta-feira (10) é de ainda mais calor, com a sensação podendo chegar a 50°C, como mostrou o Bom Dia Rio. A temperatura máxima deve chegar a 41°C.
A previsão para os próximos dias é que o calor tenha uma leve redução, com possibilidade de chuvas isoladas.Antes de o sol nascer, por volta das 6h, o calor já beirava os 30°C em algumas regiões da cidade.
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Mar estava cristalino na Praia do Arpoador (Foto: Ricardo Abreu / GloboNews)Rio tem mais um dia de sol e calor (Foto: Ricardo Abreu / GloboNews)
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COREIA DO NORTE Estados Unidos confirmam que Coreia do Norte reativou reator nuclear Agência de Inteligência dos EUA revela que país pode voltar a produzir plutônio em “semanas ou meses”

Kim Jong Un
O diretor da Agência Nacional de Inteligência, James Clapper, na terça-feira.  (AP)  
Washington 
Os serviços de inteligência dos Estados Unidos consideram que a Coreia do Norte operou durante “tempo suficiente” um reator de produção de plutônio que lhe permitiria começar a acumular reservas “em questão de semanas ou meses”. Tais reservas de plutónio poderiam ser utilizadas para desenvolver uma arma nuclear. O anúncio foi feito na terça-feira no Senado pelo diretor da Agência Nacional de Inteligência dos EUA, James Clapper.
Em seu depoimento anual sobre ameaças de segurança, Clapper disse que os EUA indicaram que o regime de Pyongyang reiniciou o reator de Yongbyon, que ficou inativo entre 2007 e 2013 como parte de um acordo de desarmamento nuclear. Em 2013, depois de seu terceiro teste nuclear, o país asiático anunciou a intenção de reiniciar o reator. Em setembro de 2015, a agência de energia atômica norte-coreana disse que as instalações de Yongbyon tinham “iniciado operações normais”.
Nos últimos anos Clapper advertiu que Pyongyang é uma das principais ameaças à segurança da primeira potência mundial, mas que Washington considera que os testes nucleares têm finalidade de dissuasão, prestígio e diplomacia coerciva.
A presença do chefe das agências de espionagem dos EUA aconteceu três dias depois de o regime de Kim Jong-un ter lançado um foguete de longo alcance. O objetivo oficial era colocar em órbita um satélite no espaço, mas outros países, como os EUA, o consideram um teste disfarçado de um míssil balístico. Em janeiro, a Coreia do Norte realizou seu quarto teste nuclear em que afirmou ter detonado pela primeira vez uma bomba de hidrogênio, um extremo que Clapper minimizou no Senado.
No domingo, o Conselho de Segurança da ONU prometeu adotar novas sanções contra a Coreia do Norte por violar as resoluções contra seu programa nuclear. Desde 2006, a ONU impôs quatro rodadas de sanções a Pyongyang.
Nas duas últimas décadas, houve várias tentativas diplomáticas para deter o desenvolvimento atômico do empobrecido e fechado país asiático. A última foi em 2005, quando a Coreia do Norte se comprometeu a abandonar suas ambições nucleares, mas o acordo naufragou quatro anos depois.
Clapper disse que o regime de Kim pretende dispor de mísseis nucleares de longo alcance, capazes de representar uma “ameaça direta” aos EUA. Depois do lançamento do domingo, os EUA e a Coreia do Sul anunciaram o início de conversas formais para implantar um sistema de defesa antimíssil na península coreana.
Além da Coreia do Norte, o chefe da espionagem explicou que outras grandes ameaças à segurança dos EUA são os ataques de simpatizantes jihadistas presentes no país, a força do Estado Islâmico e as incursões cibernéticas. “Em meus mais de 50 anos no negócio da inteligência, não me lembro de um sortimento tão variado de crises e desafios do que aqueles que enfrentamos hoje”, disse Clapper.

Democrata Sanders e republicano Trump vencem em New Hampshire Senador Sandres diz que esultado indica que EUA desejam 'mudança real'. Bilionário promete fortalecer Forças Armadas e fazer país 'grande de novo'.

Bernie Sanders faz pronunciamento após vitória em New Hampshire (Foto: J. David Ake/Reuters)Bernie Sanders festeja após vitória entre os democratas em New Hampshire (Foto: J. David Ake / Reuters)
O senador Bernie Sanders venceu a primária do partido Democrata no Estado de New Hampshire, realizada na terça-feira (9), impondo uma expressiva derrota a Hillary Clinton na disputa pelo posto de candidato da legenda a presidente dos Estados Unidos nas eleições deste ano. Do lado republicano, a vitória foi do bilionário Donald Trump, favorito na corrida em seu partido.
Com 92% dos votos apurados, Sanders tinha 60% ante 38% de Hillary, segundo a CNN. Trump tinha 35%, mais que o dobro  do segundo colocado, o governador de Ohio, John Kasich, que atingia 16%. O senador Ted Cruz, que havia vencido a disputa em Iowa, em 1º de fevereiro, estava em terceiro lugar com 11%.
"Nós mandamos uma mensagem que vai ecoar de Wall Street a Washington, de Maine à Califórnia: o governo de nosso grande país pertence a todos e não apenas a um punhado de financiadores de campanha", disse o senador por Vermont.Sanders, que se define como um socialista democrata, afirmou que sua vitória indica que os norte-americanos desejam “uma mudança real” e é mais um passo numa "revolução política” que ele avalia ocorrer nos EUA.
A fala é uma referência aos milhões de dólares injetados nas campanhas eleitorais norte-americanas, especialmente por meio dos comitês de apoio conhecidos como Super PACS - que não precisam revelar a origem dos recursos. Até janeiro, Hillary havia arrecadado US$ 163,5 milhões, mais do que o dobro dos US$ 75,1 milhões de Sanders.
Juventude
Pesquisas de boca de urna apontam que a vitória de Sanders foi ancorada nos votos de eleitores que se disseram preocupados com a desigualdade e a corrupção na política. O senador também teve expressivo apoio entre as mulheres, especialmente as mais jovens, segundo o jornal "The New York Times".
Hillary, considerada favorita no partido Democrata, reconheceu ter tido problemas em conquistar votos dos mais jovens – Sanders obteve 83% entre os que têm 18 a 29 anos, segundo a CNN – e apelou aos eleitores negros e latinos após a derrota. O chefe de campanha da ex-secretária de Estado, Robin Mook, afirmou que “vai ser muito difícil, se não impossível”, para um democrata vencer a nomeação sem grande apoio nesses dois grupos.
"As pessoas têm todo o direito de estar irritadas, mas elas também estão com fome, fome de soluções", afirmou Hillary. “Eu vou trabalhar mais do que todos para fazer as mudanças que tornam a vida melhor.”
Trump confirma favoritismo
Donald Trump faz pronunciamento de vitória em New Hampshire (Foto: Jim Bourg/Reuters)Republicano Donald Trump faz pronunciamento de vitória em New Hampshire (Foto: Jim Bourg / Reuters)
A vitória em New Hampshire consolida o favoritismo de Donald Trump entre os republicanos. O bilionário lidera as pesquisas no partido com um discurso de fortalecimento das Forças Armadas e combate à imigração ilegal.
"Nós vamos fazer nossas Forças Armadas tão fortes que ninguém vai mexer conosco”, disse Trump, que reiterou a promessa de construir um muro na fronteira dos EUA com o México.
O bilionário também prometeu garantir o direito dos norte-americanos de se armarem, num momento em que o presidente Barack Obama, um democrata, tem proposto aumentar os controles sobre a posse e o porte de armas no país.
De acordo com a TV ABC, Trump venceu pois conseguiu grande apoio entre os eleitores republicanos que buscam um candidato de fora do sistema político tradicional, estão irritados com a administração de Barack Obama e estão preocupados com a economia e o terrorismo. As pesquisas apontam também que 2/3 dos eleitores apoiam a proposta do bilionário de proibir temporariamente a entrada de muçulmanos nos EUA.
Disputas seguem até junho
New Hampshire foi o segundo estado norte-americano a realizar as prévias para as eleições presidenciais de 2016. Em 1º de fevereiro, os eleitores de Iowa deram vitória ao senador Ted Cruz no partido Republicano e a Hillary Clinton no Democrata.
Até junho, todos os 50 Estados realizarão as disputas. Os próximos são Carolina do Sul e Nevada, onde a decisão ocorre em 20, 23 e 27 de fevereiro.
O cenário na Carolina do Sul é favorável a Trump, mas não a Sanders. O bilionário tem 36% das intenções de voto entre os republicanos, ante 19,7% de Ted Cruz, que ocupa a segunda posição. O senador democrata, por outro lado registra 32,5%, pouco mais da metade dos 62% de Hillary, que também leva vantagem em Nevada. Os dados são uma média das pesquisas de intenções de voto monitoradas pelo site Real Clear Politics.
A eleição presidencial nos EUA é indireta, realizada por 538 delegados eleitorais, distribuídos pelos Estados conforme sua população. Em 48 dos 50 estados americanos (as exceções são Maine e Nebraska), o candidato vitorioso nas prévias recebe todos os votos dos delegados desses estados. Ganha a votação o candidato que somar ao menos 270 delegados
Neste ano, a eleição ocorre em 8 de novembro.

Sérgio Moro autoriza investigação exclusiva para sítio de Atibaia (SP) Lava Jato investiga sítio que era frequentado pelo ex-presidente Lula. PF pediu ao juiz para abrir inquérito exclusivo e sigiloso sobre o caso.

Depoimentos ao MP ligam Bumlai a sítio em Atibaia (Foto: TV Globo)Depoimentos ao MP ligam José Carlos Bumlai a
obras no sítio em Atibaia (Foto: TV Globo)
O juiz Sérgio Moro autorizou a Polícia Federal(PF) a abrir um inquérito exclusivo para investigar as reformas do sítio de Atibaia, que era frequentado pelo ex-presidente Lula e sua família. A polícia apura se as obras foram pagas por empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.
A PF já investigava as reformas em um inquérito ligado à empreiteira OAS, mas os agentes pediram ao juiz que autorizasse uma nova investigação, exclusiva, uma vez que provas envolvendo outras empresas e pessoas físicas passaram a ser analisadas. O documento não cita quem são os novos investigados.
O documento autorizando a abertura do novo inquérito é sigiloso e foi assinado por Moro no dia 4 de fevereiro, mas entrou no sistema da Justiça Federal do Paraná apenas nesta terça-feira (9). O novo inquérito também deve tramitar sob sigilo.
“Este Juízo não tem óbices à efetivação do desmembramento requerido pela PF”, afirmou Sérgio Moro ao autorizar a nova investigação.
Bumlai e sítio
Depoimentos dados ao Ministério Público de São Paulo, que também investiga o caso, apontam que o pecuarista José Carlos Marques Bumlai e as construtoras OAS e Odebrecht pagaram pela reforma e pelos móveis do sítio em Atibaia.
Bumlai é dono da Usina São Fernando, que, segundo indicam os depoimentos, bancou parte da reforma do sítio. Bumlai foi indiciado na Operação Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta em um contrato de navio-sonda da Petrobras e está preso no Complexo Médico-Penal do Paraná.

Depoimentos dados ao Ministério Público de São Paulo, que também investiga o caso, apontam que o pecuarista José Carlos Marques Bumlai e as construtoras OAS e Odebrecht pagaram pela reforma e pelos móveis do sítio em Atibaia.
Os depoimentos foram dados por profissionais contratados para fazer a obra no sítio. Um deles é Adriano Fernandes dos Anjos, ex-dono da Fernandes dos Anjos & Porto Montagem de Estruturas metálicas Ltda. Ele contou aos promotores que prestava serviço para a usina de Bumlai e que a usina o contratou para fazer uma estrutura metálica na casa do sítio em Atibaia.
Dos Anjos afirmou que ficou na cidade de 30 a 40 dias e que recebeu cerca de R$ 40 mil de mão de obra pelo serviço. O pagamento foi feito pela Usina São Fernando por meio de depósito bancário. O sogro de dos Anjos confirmou à reportagem que ele trabalhou na obra “por intermédio do pessoal da usina” de Bumlai.
Escritura do sítio
Os procuradores do MP de São Paulo suspeitam que o ex-presidente Lula seja o dono do sítio. No papel, os donos são Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente. A escritura aponta que eles compraram o sítio de mais de 150 mil metros quadrados por R$ 1,5 milhão.
O nome de Bittar aparece na nota da compra de móveis planejados para o sítio em uma loja de São Paulo. Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, um funcionário da loja disse que a OAS pagou a conta de R$ 130 mil, mas que a construtora não queria aparecer no negócio.
Outro lado
O advogado de Jonas Suassuna afirma que ele apenas vai se manifestar perante a Justiça. A reportagem não conseguiu falar com Fernando Bittar. A OAS e a Odebrecht não se pronunciaram.
A defesa de Bumlai nega que ele tenha assumido a reforma ou indicado arquiteto e engenheiro. Segundo a defesa, Bumlai apenas indicou uma construtora para a reforma, que não foi aceita e foi substituída.
Já o Instituto Lula afirma, em nota, que o ex-presidente Lula nunca escondeu que frequenta em dias de descanso o sítio Santa Bárbara, que pertence a amigos dele e de sua família. O instituto afirma que não há nada ilegal nestes fatos, que não servem para vincular o ex-presidente a qualquer espécie de suspeita ou investigação.