quinta-feira, 12 de março de 2015

Para comprar medalhas


Militantes do Estado Islâmico reivindicam ataque a bomba na capital da Líbia

TRÍPOLI (Reuters) - Militantes do Estado Islâmico reivindicaram a responsabilidade por um ataque a bomba em uma delegacia de polícia na capital da Líbia, nesta quinta-feira, em uma mensagem postada no Twitter junto com fotografias da cena.
Uma bomba plantada debaixo de um carro da polícia perto do ministério do Exterior no centro de Trípoli causou danos e um oficial ficou ferido, disse o porta-voz da polícia local Essam Naas.
Militantes leais ao Estado Islâmico, grupo que controla parte da Síria e Iraque, têm explorado o caos na Líbia, onde dois governos a facções armadas rivais competem por poder, quatro anos após a derrubada de Muammar Gaddafi.
Grupos militantes que declararam lealdade ao Estado Islâmico nos últimos seis meses reivindicaram responsabilidade por diversos ataques conhecidos, no que parece ser uma intensificação da campanha.
Os militantes se dizem responsáveis por um ataque em janeiro no hotel de luxo Corinthia, em Trípoli, que matou cinco estrangeiros e pelo menos quatro líbios, e mataram um grupo de egípcios na cidade central de Sirte, desencadeando ataque aéreos do Egito.
O Egito pediu à aliança liderada pelos Estados Unidos, que luta contra o Estado Islâmico no Iraque e Síria, para expandir as operações e incluir a Líbia, destacando como o grupo rebelde aumentou seu alcance no mundo árabe.
(Reportagem de Feras Bosalum, Ahmed Elumami, Ulf Laessing e Omar Fahmy)

Estudante de engenharia da UFMG integra projeto de satélite da Nasa Mateus Oliveira, de 22 anos, cursa engenharia aeroespacial na UFMG. Estudante foi aprovado pelo Ciências sem Fronteiras, em junho de 2014.

Mateus Oliveira, 22 anos, Estudante de Engenharia Aeroespacial  na UFMG, participa do programa Cieências sem Fronteiras (Foto: Arquivo pessoal/Mateus Oliveira)Mateus Oliveira, 22 anos, estudante de Engenharia Aeroespacial na UFMG, participa do programa Ciências sem Fronteiras (Foto: Arquivo pessoal/Mateus Oliveira)
Foi em junho de 2014, após três anos cursando engenharia aeroespacial na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que Mateus Oliveira, de 22 anos, participou do programa federal Ciências sem Fronteiras. Hoje, participa de um projeto espacial patrocinado pela Nasa, a agência espacial americana, em uma universidade dos Estados Unidos.
O estudante começou a trabalhar no laboratório de sistemas espaciais após cursar uma disciplina prática ministrada pelo diretor da equipe e obter notas altas. "Acredito que participar desse projeto é um incentivo para muitos estudantes brasileiros", conta.
A Nasa tem projetos educacionais e parcerias com muitas universidades dos Estados Unidos e, anualmente, seleciona os melhores projetos do país para serem lançados no espaço através do seu programa educacional de nanossatélites. Rascal foi um dos selecionados no ano passado.
Mateus Oliveira nasceu em Pará de Minas, cerca de 80 km de distância de Belo Horizonte (Foto: Arquivo pessoal/Mateus Oliveira)Mateus Oliveira nasceu em Pará de Minas, cerca de
80 km de distância de Belo Horizonte
(Foto: Arquivo pessoal/Mateus Oliveira)
Rotina
Além de trabalhar no laboratório, Mateus também assiste às aulas, faz natação e musculação. Em épocas de provas, passa grande parte do seu dia na biblioteca da Universidade de Saint Louis. "A minha rotina aqui é mais intensa em relação a rotina que tinha no Brasil. Aqui aprendi a organizar meu tempo, me sinto mais produtivo hoje em dia", afirma o estudante.
O intercâmbio já era um sonho antigo do jovem, que para facilitar sua ida aos Estados Unidos, contou com dicas de amigos que já tinham feito intercâmbio e praticou o inglês com seu irmão.
Mesmo praticando em casa, Mateus enfrentou dificuldades para se adaptar ao idioma nas duas primeiras semanas e, por isso, fez dois meses de curso de inglês para "melhorar a habilidade com a língua".
No laboratório em que trabalha, o jovem tem tido a compreensão dos colegas que o ajudam quando enfrenta dificuldades com alguns termos técnicos. "Eles são muito prestativos e, além disso, o projeto tem extensa documentação e eu posso pesquisar e estudar termos e conceitos", afirma. Morando há nove meses nos Estados Unidos, o estudante já consegue acompanhar as aulas, escrever cartas e estabelecer diálogos.
Pará de Minas
O estudante, que nasceu em Pará de Minas (MG), cerca de 80 km de distância de Belo Horizonte, contou com o apoio dos pais para aproveitar as oportunidades. "Meus pais me incentivaram bastante, tive muito apoio deles", conta Mateus, que acredita que passar no vestibular foi a parte mais difícil de sua vida acadêmica.
Embora tenha sido uma fase complicada, o resultado foi positivo. Além da UFMG, o estudante também foi aprovado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Universidade Federal de Itajubá (UniFei), Universidade Federal do ABC (UFABC).
Projeto Rascal
O laboratório de sistemas espaciais, que Mateus faz parte, é responsável pelo projeto Rascal, um satélite de duas pequenas naves espaciais para aprimorar tecnológicas de operações de proximidades e percepção no espaço. O lançamento do satélite está previsto para 2016.
De acordo com o estudante, após serem lançadas no espaço, uma nave espacial irá se sincronizar com a outra e assim obter parâmetros como distância e velocidade, que depois serão processados e poderão contribuir para aprimorar manobras. "Eu não esperava ter uma oportunidade como essa durante a faculdade. É uma grande conquista para a minha carreira", afirma o jovem.
Futuro
Quando voltar ao Brasil, o jovem planeja organizar melhor seu tempo. "Quero fazer as minhas atividades obrigatórias e ter tempo para o lazer", conta Mateus, que pretende aplicar a experiência do intercâmbio para participar de um projeto de pesquisa sobre análise estrutural.
"Eu ainda não tomei nenhuma decisão sobre o que farei após me formar", afirma Mateus, que no momento está focado em aproveitar experiência internacional.

Congresso mantém veto de Dilma a reajuste integral da tabela do Imposto de Renda

BRASÍLIA (Reuters) - O Congresso Nacional manteve o veto da presidente Dilma Rousseff a projeto que previa correção integral da tabela de Imposto de Renda da Pessoa Física em 6,5 por cento, em votação na noite de quarta-feira, após uma mudança da postura do governo, que sentou para negociar com a base uma proposta alternativa.
A manutenção do veto, que não alcançou o número mínimo de votos contrários para que fosse derrubado, ocorreu no mesmo dia da publicação de uma medida provisória que resultou da conversa entre governo e aliados, com reajuste escalonado da tabela do IR.
Para derrubar um veto, é necessário o voto contrário de 257 deputados e 41 senadores. A parte do veto que tratava do reajuste da tabela recebeu 239 votos pela rejeição da negativa presidencial.
O projeto vetado previa uma correção integral da tabela do IR em 6,5 por cento, enquanto a MP editada pelo governo após negociação com o Congresso, prevê um reajuste escalonado para a tabela do IR. Ao acatar a proposta sugerida por aliados, o governo abre mão de 6 bilhões em receitas.
MUDANÇA
Segundo o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), em declarações na manhã de quarta, a atitude do governo de sentar para conversar antes de editar a MP demonstra uma mudança na relação com o Legislativo.
Uma reclamação recorrente de parlamentares é justamente a imposição de medidas ao Legislativo e culminou, na semana passada, com a decisão de Renan de devolver ao Executivo uma MP que tratava de desonerações tributárias para vários setores da economia, parte do ajuste fiscal proposto pela equipe econômica para equilibrar as contas públicas.

A postura de do presidente do Congresso também é reflexo de uma insatisfação em relação ao tratamento que o governo dispensa a aliados, e principalmente, ao PMDB, que teme perda de espaço.

Novo MacBook vem com teclado mais leve e confortável; entenda como

As novidades no novo MacBook da Apple não foram somente em hardware ou no visual com mais opções de cores. O teclado do computador portátil também ganhou um novo desenho, além de uma tecnologia que promete torná-lo muito mais agradável de utilizar. Isso tudo graças ao chamado “mecanismo borboleta”.
Novo teclado ganhou destaque na apresentação (Foto: Reprodução/CNET)Novo teclado ganhou destaque na apresentação (Foto: Reprodução/CNET)
A intenção da Apple era ter o teclado mais fino possível, justamente para que o seu novo MacBook pudesse ser o de menor espessura da história da linha. Cada componente teve que ser repensado para isso. No teclado, tanto as teclas como o design das letras e até o mecanismo interno foram alterados.
“Agora, quando seu dedo pressiona uma tecla, ela desce e sobe com um movimento rápido e consistente que permite digitar com uma precisão incrível”, diz a Apple.
Novo mecanismo deixou o teclado mais fino (Foto: Divulgação)Novo mecanismo deixou o teclado mais fino (Foto: Divulgação/Apple)
Isso acontece porque a empresa abriu mão do "scissor switch", mecanismo tradicional de teclados de laptops, que tem uma oscilação nas bordas das teclas, fazendo com que a precisão do usuário seja maior somente quando ele toca no meio das mesmas. Ao invés disso, usou um sensor mais largo e mais rígido, o borboleta.
“Assim, as teclas ficam mais estáveis, sensíveis e ocupam menos espaço vertical. Esse design inovador melhora a estabilidade, a uniformidade e o controle, onde quer que você pressione na tecla”, revela a companhia.
Nova iluminação do teclado é mais eficiente (Foto: Divulgação)Nova iluminação do teclado é mais eficiente (Foto: Divulgação/Apple)
Mas não foi só isso. As teclas do novo MacBook também foram redesenhadas, com uma superfície 17% maior do que as do teclado anterior, e 40% mais fina. A retroiluminação do teclado também é mais precisa, com um LED embaixo de cada tecla, e não mais só uma fileira de LEDs e um painel luminoso por trás do teclado inteiro.

Por ano são raptadas 200 mil crianças na China Uma procupante quantidade de sequestros de crianças estão a preocupar as famílias chinesas. Autoridades competentes não estão a conseguir controlar licitações feitas a "céu aberto" na Internet Ler mais: http://visao.sapo.pt/por-ano-sao-raptadas-200-mil-criancas-na-china=f812961#ixzz3UAffcWj4

Por ano são raptadas 200 mil crianças na China
Foto: Reuters
É uma realidade que está a preocupar as famílias chinesas. De acordo com a BBC são sequestradas, por ano, 200.000 crianças em território chinês. As autoridades locais competentes para o efeito não estão a conseguir controlar a venda das crianças que decorre a "céu aberto", na internet, por um preço base de aproximadamente €14.000.
De acordo com o Daily Mail, os traficantes de crianças têm praticado a venda através da internet precisamente para fugir aos holofotes da polícia. O Ministério da Segurança Pública da China avançou que foram resgatados, nos últimos anos, 382 bebés depois de terem sido encontrados quatro sites onde eram feitas as licitações sob o pretexto de adoção.
Uma investigação da BBC revelou um caso real de Xiao Chaohua, um pai que nunca mais soube do paradeiro do seu filho, de cinco anos, depois de este ter desaparecido na sua própria casa em fevereiro de 2007. Depois de esforços conjuntos entre o governo e as autoridades locais não foi possível encontrar o paradeiro da criança.
Segundo o Daily Mail, Chaohua afirma que o problema do tráfico de crianças só pode ser erradicado se as leis forem mais duras para punir os que compram crianças sequestradas. A legislação atual prevê pena de prisão de três anos se os acusados forem apanhados em flagrante delito.


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Bancos públicos têm US$ 30 bi emprestados para a Petrobras

Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro
Agência do Banco do Brasil: os US$ 1,5 bilhão em títulos do Banco do Brasil com vencimento em 2022 perderam 7,7% desde novembro
Paula Sambo, daBloomberg
São Paulo - Aldemir Bendine nunca trabalhou na indústria de óleo e gás, mas já sabia muito sobre a Petrobras antes de se tornar seu presidente no mês passado.
O motivo é que ele ocupou o mesmo cargo durante anos no Banco do Brasil SA.
O BB é um dos bancos públicos que a Moody’s Investors Service estima terem emprestado um total combinado de US$ 30 bilhões à Petrobras, que está no centro daquela que pode ser a maior investigação de corrupção do Brasil.
Os bancos estão sendo colocados sob análise em um momento em que a Petrobras avalia a extensão das baixas contábeis após as denúncias de que seus executivos aceitaram propinas de construtoras em troca de contratos.
Os bancos também estão sob risco de provisões maiores para perdas com empréstimos porque provavelmente terão que fornecer financiamento à petroleira em um momento em que as opções de financiamento estão escassas, disse a Moody’s
“Isso está colocando os bancos – especialmente os estatais – sob enorme pressão”, disse Nicholas Spiro, diretor-gerente da Spiro Sovereign Strategy, firma de consultoria de investimentos com sede em Londres.
Os US$ 1,5 bilhão em bonds do Banco do Brasil com vencimento em 2022 perderam 7,7 por cento desde novembro, quando a Petrobras atrasou pela primeira vez seu balanço em meio à expansão da Operação Lava Jato.
O total de US$ 500 milhões em notas da Caixa Econômica Federal com vencimento similar deu um salto de 7 por cento, enquanto os US$ 1,75 bilhão em bonds do BNDES para 2023 caíram 6,4 por cento.
As empresas financeiras dos mercados emergentes perderam 0,3 por cento no mesmo período, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Reforçando o compliance
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal preferiram não comentar o impacto da investigação de corrupção na Petrobras sobre os resultados dos bancos.
A assessoria de imprensa da Petrobras preferiu não fazer comentários sobre o risco dos empréstimos bancários e a exposição dos bancos públicos em meio à investigação de corrupção.
A assessoria de imprensa do BNDES disse que as garantias dos empréstimos protegem o banco. O BNDES também está reforçando os mecanismos de compliance para evitar qualquer problema.
O temor também ressalta o papel cada vez maior dos bancos, que aumentaram os empréstimos a pedido da presidente Dilma Rousseff para impulsionar a expansão da economia.
“Os riscos são maiores para os bancos públicos, que são garantidos pelo governo federal e podem ser compelidos a apoiar a Petrobras e sua base de fornecedores para evitar uma crise de crédito no setor”, disse a Moody’s, em um relatório na segunda-feira.
Exposição ao petróleo
A Moody’s cortou o rating da Petrobras em dois níveis, para junk, no dia 24 de fevereiro, no segundo rebaixamento em menos de um mês, devido à preocupação de que a investigação reduzirá sua capacidade de obter financiamento.
A incapacidade da empresa de determinar a escala das baixas contábeis impediu a divulgação de resultados financeiros auditados, colocando-a em risco de violar cláusulas dos bonds, o que poderia levar os credores a acelerar a dívida.
O BNDES, com sede no Rio de Janeiro, tem a maior exposição a empresas de petróleo e gás, petroquímicas e de construção, com os empréstimos respondendo por 81,3 por cento do capital principal do banco, segundo estimativas do JPMorgan Chase Co.
A fatia contrasta com a de 68,5 por cento do Banco do Brasil e de 56,9 por cento da Caixa.
O setor do petróleo respondia por cerca de 15 por cento das carteiras corporativas dos bancos brasileiros no fim de 2014, enquanto as empresas construtoras respondiam por cerca de 10 por cento, disse a Fitch Ratings, em um relatório na terça-feira.
“Cerca de um terço da nossa provisão de prejuízos com empréstimos de 2015 para os bancos brasileiros vem de empresas relacionadas à Petrobras e à sua cadeia de fornecedores de produtos e serviços”, disse a Fitch.
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