sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Fotógrafo cria projeto com cães adotados e tutores tatuados para acabar com o preconceito Brian Batista luta contra os estereótipos.

Fotógrafo cria projeto com cães adotados e tutores tatuados para acabar com o preconceito

Brian Batista luta contra os estereótipos.

Escrito por Karina Sakita
Jornalista do Portal do Dog

Brian Batista iniciou o projeto Tattoos & Rescues em setembro de 2012 com o objetivo de acabar com os estereótipos.
Unindo dois preconceitos diferentes: pessoas tatuadas e cachorros resgatados.

Brian Batista criou o projeto Tattoos & Rescues. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)
Brian Batista criou o projeto Tattoos & Rescues. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)

Muita gente pensa que cães resgatados sofreram abusos e traumas demais para serem recuperados e adotados.
E pode parecer estranho, mas ainda existe preconceito contra tatuagens.
Inclusive o fotógrafo conta que se revoltou quando um amigo perdeu o emprego após fazer uma tatuagem no pescoço homenageando seu filho falecido.

Detalhes retratados pelo fotógrafo. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)
Detalhes retratados pelo fotógrafo. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)

Com isso, Batista decidiu tirar fotos de cachorros adotados e seus tutores tatuados.
Veja mais fotos do projeto:

Mulher fazendo tatuagem e recebendo o apoio de sua cachorra resgatada. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)
Mulher fazendo tatuagem e recebendo o apoio de sua cachorra resgatada. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)

Quem disse que eles não são carinhosos? (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)
Quem disse que eles não são carinhosos? (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)

Todos adoram um beijo. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)
Todos adoram um beijo. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)

Alegria estampada na cara. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)
Alegria estampada na cara. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)

Um chamego nunca é demais. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)
Um chamego nunca é demais. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)

Um cachorro adotado sempre demonstra sua gratidão. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)
Um cachorro adotado sempre demonstra sua gratidão. (Foto: Reprodução / brimanphoto.com)


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Homem acusado de matar o "Sniper Americano" era esquizofrênico, diz psiquiatra

Homem acusado de matar o "Sniper Americano" era esquizofrênico, diz psiquiatra

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 08:17 BRST
 
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AUSTIN, Texas (Reuters) - Um psiquiatra disse a um tribunal do Texas, na quinta-feira, que o homem acusado de matar o agente das forças especiais da Marinha dos Estados Unidos Chris Kyle sofria de esquizofrenia paranóica e mostrou sinais de psicose que não poderiam ser fingidos, de acordo com relatos da mídia.
Eddie Ray Routh, de 27 anos, foi acusado de matar Kyle, cuja autobiografia se transformou no filme de sucesso "Sniper Americano", e Chad Littlefield, amigo de Kyle, em um campo de tiro a cerca de 110 quilômetros de Fort Worth, em fevereiro de 2013.
Mitchell Dunn, psiquiatra forense que passou mais de seis horas entrevistando Routh e que foi chamado pela defesa, testemunhou que Routh acreditava que Kyle e Littlefield fossem matá-lo, relatou o jornal Dallas Morning direto da corte em Stephenville.
"Ele pensou que fosse morrer se não tomasse ações e matasse os dois primeiro", disse Dunn, de acordo com o jornal.
Routh também acreditava que dois de seus colegas de trabalho eram canibais e iriam feri-lo, de acordo com Dunn.
Eddie Ray Routh, que serviu com os fuzileiros navais dos EUA no Iraque e Haiti, foi internado em hospitais de veteranos diversas vezes e diagnosticado como psicótico, disseram seus advogados à corte. A defesa busca conseguir que ele seja inocentado por insanidade.
Os promotores disseram que Routh sabia o que estava fazendo quando atirou varias vezes em Kyle e Littlefield, até matá-los, e fugiu do local na caminhonete de Kyle. Eles esperam conseguir a sentença de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade.
O julgamento trouxe mais atenção para Kyle, que é considerado um herói por muitos no Texas, seu Estado natal, e para o filme "Sniper Americano", que foi indicado para seis prêmios da Academia, incluindo melhor filme.
A defesa encerrou sua apresentação na quinta-feira, sem chamar Routh para depor. É esperado que os promotores chamem testemunhas nesta sexta-feira.
(Reportagem de Jon Herskovitz)

'Não sabia que era crime', diz jovem preso por ameaça de bomba nos EUA

20/02/2015 07h21 - Atualizado em 20/02/2015 08h11

'Não sabia que era crime', diz jovem preso por ameaça de bomba nos EUA

Jovem de Sorocaba (SP) desembarcou no Brasil após ficar um ano detido.
Segundo ele, trote para o FBI foi um 'desafio' proposto por amigos.

Tássia LimaDo G1 Sorocaba e Jundiaí
O brasileiro que ficou mais de um ano preso nos Estados Unidos por ter enviado um e-mail às autoridades americanas dizendo que havia uma bomba em um avião disse ao G1 que mandou a mensagem porque não conhecia as leis do país. "Não sabia que era crime. Se soubesse, jamais teria enviado", afirma Francisco Fernando Cruz, que voltou para casa, em Sorocaba (SP), nesta quinta-feira (19).
Eu estava sentado na minha poltrona quando vi uns dez agentes do FBI, da CIA e da polícia de Miami entrando no avião. Na hora, pensei: 'nossa, deve ter alguém muito perigoso aqui dentro'. E no fim, era eu"
Francisco Fernando Cruz,
brasileiro preso nos EUA
Segundo ele, um grupo de amigos que ele conheceu na internet fez com que ele lançasse um "trote" como desafio. "A gente sempre se desafiava e tinha que provar que realmente tinha cumprido a missão. Eu esperava que o FBI respondesse meu e-mail com algo como: 'precisamos de mais informações sobre isso', porque a intenção era chamar a atenção deles. Mas ninguém respondeu nada, já foram direto para a investigação", justifica o estudante.
Francisco foi preso no aeroporto de Miami no dia 9 de janeiro de 2014, dentro do avião que o traria de volta ao Brasil depois de passar um ano e meio estudando e trabalhando em Nova York. Ele lembra que foi um susto ser abordado por uma equipe tão grande. "Eu estava sentado na minha poltrona quando vi uns dez agentes do FBI, da CIA e da polícia de Miami entrando no avião. Na hora, pensei: 'nossa, deve ter alguém muito perigoso aqui dentro'. E no fim, era eu", relata.
Da aeronave, o estudante foi escoltado até uma sala do aeroporto, onde foi interrogado e confessou que tudo não passava de uma brincadeira. "Eles orientam todo mundo a avisar quando achar que tem alguma coisa suspeita. Se eu dissesse que tive um mau pressentimento, não teria acontecido nada comigo, mas, como falei dando certeza do que ia acontecer, acabei sendo preso", conta Francisco.
Nos meses seguintes, ele passou por penitenciárias de três estados americanos e dividiu cela com até 60 presos estrangeiros. Devido ao bom comportamento, a pena de um ano e um dia foi reduzida, e Francisco deveria ter sido libertado no dia 23 de novembro de 2014. No entanto, a burocracia do processo de deportação atrasou a volta do brasileiro ao país de origem, e ele acabou saindo de Atlanta, na Geórgia, apenas na última quarta-feira (18).
Fernando foi abraçado pela mãe no aeroporto (Foto: Tássia Lima/ G1)Fernando foi abraçado pela mãe no aeroporto
(Foto: Tássia Lima/ G1)
Da experiência, o estudante diz que ficou o aprendizado. "Você aprende a não confiar muito nas pessoas. Eu tinha vários amigos nos Estados Unidos que sumiram quando eu fui preso. Ninguém quis tentar ajudar, todo mundo dizia que não queria se envolver. Nessas horas, a gente aprende quem realmente está do nosso lado", declara Francisco.
Viagem e reecontro
Depois de deixar a última penitenciária, na Geórgia, o brasileiro foi acompanhado por dois oficiais de imigração até o aeroporto de Atlanta, e só teve as algemas dos pés e das mãos retiradas na sala de embarque. Ainda assim, os agentes viajaram com ele até o Brasil, um de cada lado da poltrona onde ele estava. "Se eu ia ao banheiro, um deles ia comigo. Me senti um pouco humilhado. Não tinha necessidade de tudo isso", conta o estudante, que só foi totalmente libertado após passar pela Polícia Federal no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Do lado de fora do portão de desembarque, a mãe, Cláudia Cruz, o esperava de braços abertos. Sobre o reencontro, Francisco resume: "Foi perfeito". Depois do longo abraço que se seguiu, Cláudia não desgrudou mais do filho. "Agora, estou feliz de verdade", diz, com um sorriso no rosto. Após o desembarque no Rio de Janeiro, mãe e filho pegaram outro voo para o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), onde chegaram pouco depois das 19h30 desta quinta-feira (19). Em seguida, os dois seguiram de ônibus para Sorocaba, onde a família mora.
Ele já pagou tudo o que tinha que pagar. Ele não matou, não roubou e não fez mal a ninguém, só a ele mesmo"
Claudia Cruz,
mãe de Francisco
Questionada se perdoa a atitude do filho, Cláudia não hesita : "E que mãe não perdoa o próprio filho? Ele já pagou tudo o que tinha que pagar. Ele não matou, não roubou e não fez mal a ninguém, só a ele mesmo", afirma a cabeleireira.
Planos para o futuro
Francisco não vai poder entrar nos Estados Unidos por dez anos, mas diz que não pensa em voltar para lá, mesmo que conseguisse o visto. "Não tenho mais vontade nenhuma. Agora, vou voltar a estudar e concluir minha faculdade aqui", afirma o estudante de marketing.
Recém chegado, ele ainda não encontrou os amigos, mas diz que isso deve acontecer em breve. "Primeiro, quero matar a saudade da minha família. Já entrei em contato com alguns amigos, mas ainda não combinamos nada. Vou falar com eles esses dias para ver se a gente faz uma festa", encerra.
Entenda o caso
O sorocabano foi preso no dia 9 de janeiro em Miami, nos Estados Unidos. A polícia americana publicou a queixa em seu site informando que Francisco, que morava nos EUA havia dois anos, tinha enviado no dia 8 um e-mail ao Departamento de Polícia de Miami (MDPD) e à TAM Linhas Aéreas alertando sobre a existência de uma bomba em um avião da empresa.
Fernando se encontrou com a mãe e a irmã no aeroporto (Foto: Reprodução/TV TEM)Fernando se encontrou com a mãe e a irmã no
aeroporto (Foto: Reprodução/TV TEM)
A mensagem informava: "Flight must not take off. Targeted. It will go down. Retaliation. Cargo is dangerous. Be advised" (Voo não deve decolar. Marcado. Vai cair. Retaliação. Carga é perigosa. Estejam avisados). Segundo a polícia americana, o Departamento de Polícia de Miami rastreou a origem da mensagem e concluiu que ela foi enviada de um computador na Montclair State University, na cidade de Montclair, estado de Nova Jersey.
A polícia teve acesso às imagens que mostram o terminal de computador usado para enviar a mensagem. "A segurança pública de quem viaja é fundamental, e quaisquer ameaças feitas para perturbá-la serão investigadas sem impunidade", declarou JD Patterson, diretor do MDPD.
Na época, a assessoria da TAM Linhas Aéreas afirmou que foi notificada pelas autoridades do EUA sobre a suposta presença de bombas a bordo de uma de suas aeronaves.
"Para garantir a segurança dos clientes e da tripulação, a companhia, como já fez em outras circunstâncias de alarme falso, reforçou a inspeção de todas as cargas despachadas, assim como aos passageiros", diz a nota.
Ainda segundo a TAM, após investigações, foi confirmada que a ameaça era falsa. "Nenhum risco foi detectado à segurança do voo JJ8043. A aeronave decolou normalmente, no horário previsto", completa a nota.
Estudante voltou para o Brasil após ficar um ano preso nos EUA (Foto: Tássia Lima/ G1)Estudante voltou para o Brasil após ficar um ano preso nos EUA (Foto: Tássia Lima/ G1)

“Não sei do que me desculpar”, posta Spider em sua conta no Instagram


Sem falar com a imprensa desde que foi anunciado o resultado positivo do primeiro exame antidoping surpresa relativo ao seu combate contra Nick Diaz pelo UFC 183, Anderson Silva quebrou o silêncio na madrugada desta sexta-feira e utilizou as mídias sociais para, ao seu modo, responder à suspensão preventiva por uso de substâncias proibidas. Em sua conta no Instagram, o Spider postou mensagens em português e inglês reafirmando estar tranquilo e com a verdade, que será revelada a seu tempo. Veja abaixo o texto postado pelo lutador.

“Não falarei nada sobre quem sou ou que fiz e passei até chegar aqui.
O que me importa agora é o respeito dos que me acompanharam até este momento da minha carreira.
Sangrei, sofri e lutei porque amo e porque sempre quis honrar e defender a bandeira do país que tanto amo.
Não sei do que me desculpar, pois ainda aguardo o resultado dos exames e a análise dos médicos e especialistas que trabalham para revelar a verdade.
Todos os remédios que tomei desde a minha fratura estão sendo analisados. Busco a verdade tanto quanto todos que se surpreenderam com os resultados divulgados.
Em dezoito anos de carreira, nunca tive problemas com exames. Sempre joguei limpo. Nunca fui trapaceiro.
Dentro e fora do octógono jamais vacilei no respeito aos princípios que sempre me pautaram. Com muita honra e dignidade defendi meu País onde quer que lutei.
Nunca usei qualquer substância para aumentar minha performance nas lutas.
Amo o que faço e jamais poria em risco o que levei tanto tempo para construir.
Acho injusta a pressa que alguns têm em me condenar.
O tempo que se leva para destruir uma reputação é infinitamente menor do que aquele empenhado em construí-la.
Sou o maior interessado no esclarecimento desse episódio. Quero que os que sempre me prestigiaram saibam que continuo lutando para que todas as sombras sobre esse triste episódio sejam dissipadas.”

Zona do euro pode precisar de outra reunião para fechar acordo sobre Grécia

Zona do euro pode precisar de outra reunião para fechar acordo sobre Grécia

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 08:56 BRST
 
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Por Jan Strupczewski e George Georgiopoulos
BRUXELAS/ATENAS (Reuters) - Ministros das Finanças da zona do euro tentarão novamente nesta sexta-feira quebrar um impasse acerca da necessidade urgente da Grécia de mais financiamento, mas pode ser necessária uma reunião emergencial do bloco de moeda única na semana que vem para que um acordo seja fechado.
Com a Alemanha, principal financiador da UE, e o novo governo de esquerda radical em Atenas recusando-se a ceder no que se refere às exigências de que a Grécia obedeça as duras condições de austeridade em seu programa de resgate internacional, os dois lados aparentavam estar muito distantes horas antes de uma crucial reunião do Eurogrupo em Bruxelas.
O resgate de 240 bilhões de euros vence ao final deste mês e a Grécia pode ficar sem dinheiro até o final de março sem novos fundos externos, segundos pessoas familiarizadas com os números, levando o país para mais perto da saída da zona do euro.
"O governo grego fez tudo o que devia em todos os níveis num esforço para encontrar uma solução mutuamente benéfica", disse o porta-voz do governo Gabriel Sakellaridis à Mega TV.
"Não estamos discutindo a continuação do programa (de resgate)", disse ele. "O governo grego manterá essa posição hoje, embora as condições tenham amadurecido para que uma solução seja finalmente encontrada".
A Alemanha rejeitou uma carta grega na quinta-feira pedindo uma extensão de seu acordo de empréstimo junto à zona do euro, afirmando ser um "Cavalo de Tróia", formulada para permitir que Atenas se esquive de compromissos anteriores com medidas de austeridade e reformas econômicas.
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, eleito no mês passado com uma plataforma de abandonar o resgate, diz que a austeridade estrangulou a economia do país e provocou uma crise humanitária.
Esforços diplomáticos para evitar um fracasso que poderia causar distúrbios nos mercados financeiros mundiais se intensificaram, com a chanceler alemã Angela Merkel e Tsipras tendo a primeira conversa substancial por telefone na quinta-feira, falando por 50 minutos.
O integrante alemão da Comissão Europeia, Guenther Oettinger, disse acreditar que a Grécia e seus credores devem ser capazes de fechar um acordo, mas que ser necessária uma outra reunião de líderes da zona do euro na semana que vem.
"Estamos trabalhando para que a Grécia permaneça na zona do euro", disse Oettinger à rádio Deutschlandfunk. "Nessa base acredito que um acordo ainda será possível nos próximos oito dias --se necessário via outra reunião de líderes de governo.

Eu fumo canábis, e depois?


Eu fumo canábis, e depois?

Quem consome canábis, seja por razões terapêuticas ou recreativas, aponta as hipocrisias da ilegalidade

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Eu fumo canábis, e depois?
Foto: Luis Barra
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João fuma sempre um charro a seguir ao almoço e outro depois de jantar, há vários anos. "Se não fumar, ando stressado, maldisposto. A ganza acalma-me. Fico mais atento, concentrado, com apetite. A minha mulher toma comprimidos para dormir, que têm mais químicos e efeitos secundários. Eu caio na cama e durmo. Fora ficar com os olhos vermelhos, e o próprio fumo do tabaco, que toda a gente sabe que é mau para a saúde, não vejo nada de mal no que faço."
Um dos maiores temores de quem se opõe à legalização das drogas leves é de que estas sirvam de porta de entrada para substâncias perigosas, como a heroína e cocaína. Mas, para João Santa Maria, ?44 anos, mediador da associação GAT (Grupo de Ativistas em Tratamentos), a canábis é - foi - uma porta de saída. Viciado em heroína e cocaína durante 12 anos, dos 18 aos 30, largou o vício sem passar pela metadona. "Quando fumava canábis, não tinha vontade de consumir heroína. Aliás, alguns programas no Canadá usam-na como substituição. Não é a canábis que leva à heroína. É a curiosidade."
Ainda hoje, a mãe de João continua a dizer-lhe que preferia que ele bebesse do que fumasse drogas leves. "E ela teve um irmão que morreu por causa do álcool: estava bêbado e caiu numa fogueira. O álcool é das drogas mais perigosas. Tanto ou mais do que a heroína e a cocaína, e péssima para o fígado. Nem sequer a considero uma droga social. Uma pessoa alcoolizada pode tornar-se agressiva. Fica tudo menos social."
As palavras da ministra da Justiça, que o surpreenderam por virem de alguém de direita, podem ser um novo ponto de partida para uma velha discussão. "A proibição faz com que seja ainda mais consumida. As pessoas não vão lá com castigos. Não havendo droga ilegal, não há crimes associados ao tráfico. Se fosse legalizada, podia controlar-se a qualidade e o Estado ainda ganhava dinheiro através dos impostos."
A sua mulher, Maria João, raramente fuma. "Diz que não gosta da sensação." Mas o casal teve de tomar uma decisão com o filho de ambos, quando ele chegou à perigosa fase da adolescência. "Eu via os andamentos lá na rua e um dia disse-lhe: 'Quando quiseres, quando chegar esse dia, vens ter comigo.' Não queria que ele se metesse em coisas menos boas." O dia chegou e o rapaz, que tem 16 anos, foi ter com o pai. "Às vezes, fumamos juntos. Mas ele sabe que cocaína e heroína não são para tocar. Nunca lhe escondi a minha história e faço tudo para que ele nunca siga o meu exemplo. Mas, quanto à canábis, não posso pintar um cenário que não existe."
Sofia (nome fictício) fuma duas ganzas por dia: uma de manhã, outra à noite. "Relaxa-me. Prefiro isso a tomar medicamentos para a ansiedade e para as dores nas articulações." A administrativa, de 47 anos, tem o mesmo ritual há mais de três anos. Há dois, uma amiga com cancro da mama (que se revelaria fatal, meses mais tarde) pediu-lhe ajuda para combater as dores e as náuseas provocadas pelos tratamentos do cancro da mama. "Ela pedia-me para comprar e fumávamos juntas."
A canábis é prescrita em vários países para tratar certas doenças e aliviar vários sintomas, desde dores musculares e falta de apetite a efeitos secundários da quimioterapia. Portugal, apesar de ter uma política de drogas que já foi considerada progressista, não é um deles. Mas este pormenor não impede milhares de pessoas de procurarem, no mercado negro, o que não lhes é permitido comprar legalmente. "São decisões pessoais. A canábis tem um caráter medicinal, mas o Estado gosta de se imiscuir na nossa vida", acusa Sofia. O mais ridículo da situação, conta, é acabar por comprar marijuana aos amigos da filha, de 18 anos, para não ter de se meter "naqueles bairros".
Mesmo fora da esfera terapêutica, custa-lhe que haja discriminação em relação à canábis. "Há quem beba café ou um copo de tinto e há quem fume uma ganza. Qual é a diferença? Tudo é droga."


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Bruxelas diz que pedido grego abre a porta a compromisso mas a Alemanha diz não

Bruxelas diz que pedido grego abre a porta a compromisso mas a Alemanha diz não

A Comissão Europeia considerou que o pedido de extensão da ajuda financeira enviado pela Grécia é uma base para um compromisso em sede do Eurogrupo. Mas o ministério das Finanças alemão já terá rejeitado a proposta grega

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Os ministros das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, e grego, Yanis Varoufakis, durante o encontre recente, em Berlim
Os ministros das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, e grego, Yanis Varoufakis, durante o encontre recente, em Berlim
Foto: Reuters
A Comissão Europeia considerou hoje que o pedido de extensão da ajuda financeira hoje enviado pela Grécia é uma base para um compromisso em sede do Eurogrupo de sexta-feira, disse um porta-voz do executivo comunitário.
O pedido -- uma carta com "duas páginas" -- de Atenas "abre a possibilidade de um compromisso razoável", sublinhou, no briefing diário da Comissão Europeia, o porta-voz Margaritis Schinas.
"Confirmo que a carta hoje enviada aos presidentes do Eurogrupo [Joeren Dijsselbloem] e da Comissão Europeia [Jean-Claude Juncker] pede um Programa de Assistência Económica e Financeira (Master Financial Assistance Facility Agreement, em inglês)", adiantou Schinas.
Alemanha rejeita
O Ministério das Finanças alemão rejeitou a proposta grega de extensão do financiamento dos seus parceiros europeus considerando que a mesma não representa "uma solução substancial" e "não cumpre os critérios estabelecidos" pela zona euro.
"A carta proveniente de Atenas não é uma proposta substancial para uma solução", disse o porta-voz do ministério alemão, Martin Jäger, num breve comunicado.
"A carta não cumpre os critérios estabelecidos segunda-feira pelo Eurogrupo", adiantou, numa altura em que Atenas se vai reunir com os ministros das Finanças da zona do euro para propor uma extensão do apoio financeiro de seis meses aos seus parceiros.


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