quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Bruxelas lança consulta sobre mercado único de capitais

Bruxelas lança consulta sobre mercado único de capitais

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Bruxelas, 18 fev (Lusa) - A Comissão Europeia (CE) lançou hoje uma consulta pública sobre a criação da União dos Mercados de Capitais que visa desbloquear o financiamento às empresas e estimular o crescimento.
"O atual contexto é difícil para as empresas que permanecem fortemente dependentes dos bancos e relativamente menos dependentes dos mercados de capitais. O oposto acontece noutras partes do mundo", adianta a Comissão num comunicado.
Segundo a CE com um mercado único de capitais plenamente operacional e mercados de capital de risco tão profundos como os dos Estados Unidos, teria sido possível disponibilizar às empresas um montante adicional de 90 mil milhões de euros de fundos entre 2008 e 2013.


Ler mais: http://visao.sapo.pt/bruxelas-lanca-consulta-sobre-mercado-unico-de-capitais=f810575#ixzz3S6KbCaAH

Investigações europeias à Google e ao Facebook têm motivos comerciais, acusa Obama

Investigações europeias à Google e ao Facebook têm motivos comerciais, acusa Obama

O presidente dos EUA mandou um recado para os congéneres europeus e referiu que as barreiras legais impostas às empresas norte-americanas são um ato que resulta da incapacidade de competir ao mesmo nível. A CE já reagiu.

"Em defesa da Google e do Facebook, digo que por vezes a resposta europeia tem mais motivos financeiros do que outra coisa". Foi assim que o presidente dos EUA, Barack Obama, comentou uma declaração de um jornalista que disse que a Europa tem os "dentes mais afiados" na proteção dos utilizadores.

"Por vezes os seus vendedores, os seus fornecedores de serviços, não conseguem competir com os nossos. Estão essencialmente a tentar criar alguns bloqueios para que as nossas empresas não possam operar eficazmente", acrescentou o líder norte-americano.

As palavras críticas de Obama prolongaram-se um pouco mais durante a entrevista que deu ao Re/Code, a propósito do ciclo de conferências Media Code.

"Nós já fomos donos da Internet. As nossas empresas criaram-na, expandiram-na e aperfeiçoaram-na em patamares nos quais eles não conseguem competir. O que muitas vezes é retratado como posições de alta sensibilidade relativamente a algumas questões, é apenas o desejo de veicular interesses comerciais".

Um porta-voz da Comissão Europeia já reagiu aos comentários de Barack Obama dizendo que os mesmos são "fora de linha" e que a regulação existente tem como objetivo facilitar o acesso a empresas não-europeias ao mercado único europeu, salienta oFinancial Times.

A Google é a empresa que, recentemente, mais tem recebido resistência por parte dosdirigentes europeus, mas novos casos começam a surgir como é exemplo a Uber que éacusada de operar de forma ilegal - apesar de a startup também ter problemas legais no país de origem.

No entanto um elemento do Parlamento Europeu, o espanhol Ramon Tremosa - responsável pela proposta de divisão da Google -, lembra que em alguns casos anticoncorrenciais na Europa as queixas são apresentadas por outras empresas norte-americanas - como a Yelp.

Recorda-se que uma das empresas que neste momento tem uma queixa de práticas anticoncorrenciais contra a Google é a portuguesa Aptoide, uma loja alternativa de aplicações para o sistema operativo Android. 

Bacana!

Espero que você goste: "Quando você encontrar trevas diante de si, não esbraveje contra elas: ao contrário, procure acender uma luz". Quando alguém errar, não o condene nem ataque: acenda uma pequenina luz diante dele, com seu exemplo. Nada melhor existe para ajudar aos outros do que mantermos nossa luz acesa; servindo nosso exemplo de farol para guiar o próximo, mostrando-lhe o caminho da subida. Aproveite Minutos de Sabedoria http://a.frenys.com/q/?ref=sem&oref=lnch"eId=4928431

"O Carnaval, O Balaio, a Polícia Militar e os esquerdopatas"

Presidente peruano troca ministros em meio a escândalo de corrupção

Presidente peruano troca ministros em meio a escândalo de corrupção

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015 09:49 BRST
 
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LIMA (Reuters) - O presidente peruano, Ollanta Humala, renovou parcialmente seu ministério na terça-feira com a saída de cinco ministros, entre eles o de Energia e Minas, para aplacar uma moção de censura prevista no Congresso, em meio a escândalos de corrupção.
Em uma decisão inesperada, Humala designou Rosa María Ortiz como ministra de Energia e Minas, uma ex-chefe do órgão de certificação ambiental para investimentos sustentáveis (Senace), para substituir Eleodoro Mayorga.
A saída de Mayorga ocorre logo depois de ter prometido a um grupo que vive na selva peruana que pediria à petroleira argentina Pluspetrol para se retirar de uma área onde houve protestos contra suas operações.
Mayorga também enfrenta acusações de favorecer empresas do setor de mineiro-energético, mas ele nega as denúncias.
Humala também trocou o popular ministro do Interior, Daniel Urres; o da Justiça, Daniel Figallo; a titular do escritório da Mulher e Populações Vulneráveis, Carmine Omonte, e o ministro do Trabalho, Freddy Otárola, que assumiu a pasta da Justiça.
O ex-chefe do Instituto Penitenciário José Luis Pérez Guadalupe assumiu o Ministério do Interior.
A saída de Urresti ocorre logo depois da morte de uma pessoa após embates com a polícia durante protesto contra concessão de um lote de hidrocarbonetos na selva do país.
As mudanças de ministério têm sido constantes no governo de Humala, um militar da reserva, que na terça-feira indicou seu sétimo ministro do Interior, no momento que enfrenta uma forte queda na popularidades e acusações de corrupção em seu governo.
A oposição, vinculada aos ex-presidentes Alberto Fujimori e Alan García, havia pedido a Humala uma renovação de seu gabinete e paralelamente conseguiu assinaturas para aplicar uma moção de censura contra a primeira-ministra peruana, Ana Jara.
(Reportagem de Teresa Despedes y Mitra Taj)

Parte das forças ucranianas começa a deixar cidade cercada por rebeldes

Parte das forças ucranianas começa a deixar cidade cercada por rebeldes

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015 09:06 BRST
 
Por Pavel Polityuk
KIEV (Reuters) - Algumas forças ucranianas começaram a sair nesta quarta-feira de uma cidade sitiada por separatistas apoiados pelos russos enquanto novos combates se iniciavam, ameaçando destruir um acordo internacional destinado a acabar com o conflito.
As forças separatistas, que o governo pró-ocidental em Kiev diz serem apoiadas e armadas por Moscou, abriram caminho para a cidade ucraniana oriental de Debaltseve na terça-feira, ignorando um cessar-fogo que entrou em vigor no domingo.
Os rebeldes afirmam que a trégua negociada pela Ucrânia, Rússia, Alemanha e França em uma cúpula em Belarus, na semana passada, não se aplica a Debaltseve, um entroncamento de transporte ferroviário que liga as duas regiões controladas pelos separatistas do leste da Ucrânia.
Comandantes pró-governo de Kiev disse que algumas forças se retiraram, mas há informações sobre combates na cidade.
"A retirada das forças de Debaltseve está ocorrendo de forma planejada e organizada", disse Semen Semenchenko, que comanda o batalhão paramilitar Donbass. "O inimigo está tentando cortar as estradas e impedir a saída das tropas", escreveu ele no Facebook.
Outro líder paramilitar pró-governo, Mykola Kolesnyk, declarou a um canal de televisão que nem todas as forças foram retiradas. "Estamos falando apenas sobre as unidades que estão cercadas em áreas povoadas dentro e no entorno da cidade", disse.
Segundo um alto funcionário da polícia ucraniana, estão ocorrendo combates na cidade. O Ministério da Defesa da Ucrânia, em uma declaração no início da manhã, também informou que está havendo confrontos na cidade.
As notícias da retirada imediatamente afetaram os mercados financeiros, provocando a elevação recorde dos spreads dos títulos do país em dólar em relação aos papéis do Tesouro dos EUA. 

É a vez de os bancos pagarem?

É a vez de os bancos pagarem?

Com a Euribor a aproximar-se de terreno negativo, as prestações da casa vão descer ainda mais. No limite, só pagará o capital em dívida

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É a vez de os bancos pagarem?
E se o seu banco tivesse de lhe pagar em vez de lhe cobrar juros pelo seu empréstimo à habitação, como tem feito até agora? Imagina-se a viver num mundo em que, apesar de dever dinheiro ao banco, na prática, ele é que tem de lhe pagar por isso? Não chegámos a isso, mas podemos estar perto. Pela primeira vez, a Euribor a um mês estreou-se num valor negativo (-0,002), no passado dia 19, deslizando no dia seguinte até - 0,005. Depois, voltou a subir, mas nada impede um novo recuo da Euribor até valores inferiores a zero.
Em Portugal, serão poucos os empréstimos associados à variação mensal da taxa de juro. A maioria está indexada à Euribor a 3 ou a 6 meses. Se, nesses prazos, a taxa vier a fixar-se em terreno negativo, os bancos terão de fazer uma revisão das regras de cálculo das prestações de muitas famílias e empresas com créditos habitacionais, pessoais, ao consumo ou ao investimento, que utilizam a Euribor como principal indexante.
Como o capital emprestado está habitualmente garantido, uma taxa de juro negativa não deverá traduzir-se em perdas para o banco. A solução passará por descontar o juro negativo no spread, ou seja, na margem de lucro que o banco obtém com o empréstimo (e que é uma das componentes da taxa final de juro a pagar pelo cliente).
Nos contratos mais antigos, com spreads muito baixos - de 0,2% e 0,3% -, poderá não ser possível descontar totalmente o valor negativo do juro. Um exemplo: se a Euribor a 3 meses se fixar em - 0,4% e se o spread for de apenas 0,3%, a taxa de juro anularia a cobrança do spread e o cliente pagaria apenas a parte do capital em dívida ao banco. A Deco entende que a Euribor negativa deve ser descontada até ao limite do spread e não para além dele, uma opinião que é partilhada por alguns economistas com quem a VISÃO falou. Caso contrário, seria o banco a ter de pagar ao cliente devedor...
À exceção do BCP, que pretende aplicar uma Euribor igual a zero aos clientes mesmo que a taxa de juro entre em terreno negativo, os bancos ainda não se pronunciaram. Preferem aguardar pelas indicações do Banco de Portugal. Um porta-voz adiantou à VISÃO que o banco central está "a analisar o impacto desta evolução quer no equilíbrio das relações entre os clientes e os bancos, quer na rentabilidade das instituições."
Enquanto a Europa segue atenta a evolução da Euribor nos prazos mais longos, importa saber como chegámos até aqui. É que no início da crise, em 2008, a taxa de juro fixava-se entre os 4 e os 5 por cento.
Juros negativos
Uma inflação muito baixa na Europa (em dezembro e janeiro foi mesmo negativa...), especialmente nos países, como Portugal, mais afetados pela austeridade, uma economia que teima em não crescer e uma taxa de desemprego que não dá tréguas são os maiores flagelos da zona euro. Há mais de dois anos que o presidente do BCE, Mario Draghi, prometeu fazer tudo para salvar o euro. E fez algumas coisas. Aplicou injeções de liquidez no sistema financeiro europeu e desceu gradualmente as taxas de juro diretoras até valores muito próximos de zero. A 5 de junho, o corte foi mesmo considerado histórico, colocando a remuneração dos depósitos em - 0,1%. Na prática, os bancos de toda a Europa passaram a ter de pagar para fazerem depósitos junto do BCE, que entretanto agravou a taxa para - 0,2 por cento.
Um juro negativo, ou próximo de zero, deveria ser suficiente para desincentivar os bancos a entregarem os seus excedentes ao BCE - ou a deixarem de aplicá-los na compra de dívida alemã, suíça ou japonesa, cujos juros estão também em terreno negativo -, mas na prática não é assim. O risco baixo, ou a ausência dele, acaba por atrair os investidores, sobretudo quando a zona euro está à beira da deflação, com o investimento parado e a economia anémica.
Por isso, esta atuação mais radical do BCE  não teve o sucesso esperado junto do sistema financeiro. Mario Draghi ficou sem alternativas e teve de disparar a "bazuca". Na última reunião do BCE, foi aprovado - com a oposição da Alemanha - um programa de compra alargada de dívida (no original, quantative easing) para ser posto em prática entre março de 2015 e setembro de 2016. Ao longo de 18 meses, serão injetados 1,1 biliões de euros - à razão de 60 mil milhões de euros por mês - nos bancos da zona euro, a troco de títulos de dívida pública e também privada. Com isto, espera-se que essa liquidez seja repassada para a economia real, dando crédito às empresas para investirem e às famílias para consumirem.
É neste quadro, de um certo "desespero", que tem de ser entendida a descida da taxa Euribor indexada aos nossos empréstimos.
O que é a Euribor?
A taxa Euribor resulta do juro médio praticado pelos bancos europeus nos empréstimos e depósitos realizados entre si. Ao atingir um valor negativo, significa que alguns bancos estão a emprestar dinheiro a outros bancos, por um prazo muito curto, pagando juros em vez de os cobrar. As alternativas de baixo risco não são muitas, já que se depositarem os excedentes de liquidez no BCE terão de pagar um pouco mais: - 0,02%, o valor de referência da taxa de absorção de liquidez do banco central europeu.
Ora, quando uma família portuguesa faz um contrato de empréstimo para compra de casa, é o banco que escolhe a Euribor como indexante desse mesmo contrato, Ao longo de 20, 25 ou 30 anos, essa família vai ter de pagar ao banco credor uma prestação mensal cujo valor final resulta da soma de três parcelas: capital a liquidar, mais Euribor (a 3, 6 ou 12 meses), mais spread. Este último, destinado a garantir o risco do banco, resulta de uma negociação com o cliente.
 Com o "susto" da Euribor, os bancos estão já a aplicar novas regras ou até indexantes alternativos para os novos contratos. Se está a pensar comprar casa, não se espante se o seu banco lhe oferecer, como indexante, a Euribor a 3, 6 meses ou mesmo 12 meses mas, agora, "proibida" de descer abaixo de zero...


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