domingo, 15 de fevereiro de 2015

Respeito aos Animais!


Atentados/Copenhaga: Não podemos ceder ao medo, diz Rui Machete

HOJE às 16:08
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Atentados/Copenhaga: Não podemos ceder ao medo, diz Rui Machete

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse hoje, na sequência dos atentados na Dinamarca, que a Europa não pode «ceder ao medo», sublinhando não ter «nenhuns indícios» que atentados semelhantes possam acontecer em Portugal.

«Nós sabemos que os dinamarqueses pensam, e corretamente, que não podem ceder ao medo. Isto é uma luta que continua, nós não podemos ceder ao medo. Temos que tomar as precauções, evidentemente. Não podemos ter quaisquer jactâncias. Precisamos do apoio de todos os povos que prezam a liberdade, incluindo, naturalmente, os países muçulmanos que condenam isto tipo de violência injustificada», declarou Rui Machete.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (MENE) português falava em Roma, à margem do consistório no qual o papa Francisco nomeou cardeal o patriarca de Lisboa, Manuel Clemente.
Diário Digital / Lusa

Kroos: "Ronaldo é viciado em golos e vitórias"

Kroos: "Ronaldo é viciado em golos e vitórias"

O médio alemão revelou que tem uma relação próxima com o craque português.
Cristiano Ronaldo
Foto: JAVIER SORIANO / AFP
Cristiano Ronaldo foi muito elogiado pelo colega de equipa.
Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt
Toni Kroos, jogador do Real Madrid, teceu grandes elogios a Cristiano Ronaldo e revelou que o português foi importante para a sua boa adaptação à capital espanhola
"[Quando cheguei] conversámos muito, porque ele fala bem inglês, pelo tempo que passou no Manchester United. Só tenho coisas positivas para dizer sobre ele. Tem muito bom caráter", começou por dizer Kroos ao Bild am Sonntag.
"Algumas pessoas ter-se-iam desleixado depois de conquistarem o sucesso que o Cristiano conquistou. Mas ele não. Ele quer sempre ganhar. É viciado em golos e vitórias".

Manifestação de solidariedade com a Grécia

Manifestação de solidariedade com a Grécia

15-02-2015 16:14
Iniciativa junta dezenas de pessoas em Lisboa. Há manifestações marcadas para outras cidades.
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Cerca de meia centena de pessoas está concentrada no Largo de Camões, na baixa lisboeta, numa manifestação de solidariedade com a Grécia, uma iniciativa que decorre em simultâneo em várias cidades europeias e nacionais.
Poucos minutos depois das 15h00, hora marcada para início da manifestação, algumas dezenas de pessoas marcavam presença no Largo de Camões e um grupo de jovens da Plataforma 15 de Outubro seguravam um cartaz com as bandeiras de Portugal e da Grécia com a mensagem "Juntos Contra a `Troika`", escrita em português e em grego.
Cerca das 15h15 surgiu um outro grupo de pessoas empunhando uma tarja que dizia "O Medo Mudou de Lado".
Os deputados bloquistas Luís Fazenda e Mariana Mortágua, a médica Isabel do Carmo ou o realizador de cinema António Pedro Vasconcelos são algumas das personalidades presentes nesta iniciativa convocada pelas redes sociais.
Os manifestantes têm prevista uma marcha até ao edifício da Comissão Europeia em Lisboa, no largo Jean Monnet.
Para além de Lisboa, estão previstas manifestações em solidariedade com o povo grego em Braga, Faro, Portimão, Porto e Viseu.

Viagem à capital mais poluída do globo


Viagem à capital mais poluída do globo

Desenvolvimento econômico cria uma atmosfera irrespirável em Ulan Bator, na Mongólia

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A poluição que cobre Ulan Bator na periferia de 'gers'. / Z. A.
A Mongólia evoca imagens de estepes intermináveis, céus azuis, animais em liberdade e tradições ancestrais que se recusam a morrer. Afinal de contas, tem o triplo do tamanho da França, mas abriga menos habitantes do que Madri, o que faz da nação de Gengis Khan o país com menor densidade demográfica no mundo, além de um dos mais remotos. No entanto, metade dos três milhões de mongóis respira no inverno o ar mais poluído do planeta.
São os habitantes que se concentram na capital, Ulan Bator, uma cidade que cresce no frenético ritmo da globalização e de uma economia que explora o filão da mineração: atraídos por oportunidades de trabalho que muitas vezes não se materializam, entre 30.000 e 40.000 nômades abraçam aqui a vida sedentária e fazem valer seu direito constitucional a um terreno onde se instalar com suas iurtas (tendas típicas) nas colinas que cercam a capital.
Entre 30.000 e 40.000 nômades abraçam a vida sedentária aqui e fazem valer seu direito constitucional a um terreno
O problema é que, como faziam no campo, queimam carvão e lenha nas suas antiquadas estufas para combater as baixas temperaturas, que também fazem de Ulan Bator a capital mais fria do planeta. De fato, de madrugada o termômetro pode desabar para até 40 graus abaixo de zero nesta época do ano. Esse é também o horário em que as imponentes centrais térmicas, já engolidas pela metrópole, se encontram no seu pico de rendimento, lançando grossas quantidades de gases poluentes na atmosfera. E, antes que amanheça, a inadequada infraestrutura viária se paralisa com um engarrafamento perpétuo.
Infelizmente, a combinação destes três fatores socioeconômicos tem efeitos dramáticos, fazendo com que no inverno Ulan Bator se torne a capital mais poluída do mundo, superando megalópoles como Pequim e Nova Délhi. Em 2013, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que 10% das mortes registradas na cidade estavam relacionadas à poluição. Entre 2004 e 2008, houve um aumento de 45% nos casos de doenças respiratórias, o que, segundo o Banco Mundial, provoca um gasto sanitário adicional estimado em cerca de um bilhão de reais por ano. E a situação não melhora.

Vapor e escapamentos

Às 8h30, o sol já desponta no horizonte, mas sua silhueta mal aparece através da densa capa cinza que envolve Ulan Bator. O vapor exalado pela boca dos pedestres que caminham encolhidos por causa do frio se mistura aos gases que emanam dos escapamentos dos veículos.
Vistos das colinas salpicadas de iurtas e pequenas construções de madeira, os novos arranha-céus que refletem o ressurgimento econômico do país são meras sombras espectrais recortadas diante de um horizonte esbranquiçado. Um cheiro azedo paira no ar, e a presença na atmosfera de material particulado pequeno (inferior a 2,5 micra, o mais nocivo para a saúde) supera as 500 partes por metro cúbico de ar, 25 vezes o máximo recomendado pela OMS. No entanto, no interior da moradia móvel de Bayarshaikhan, um homem que decidiu se mudar com a família para capital no ano passado, faz calor e o ar é respirável.
A família de Bayarshaikhan trocou sua antiga estufa por uma mais eficiente, subvencionada pelo Governo. É mais econômica e muito menos poluente. / Z. A.
Sua família não usa a estufa-fogão que trouxe do campo, e sim uma nova, que comprou com um subsídio do Governo. Ela é muito mais eficiente e inclui um filtro que segura as emissões nocivas. “É uma iniciativa muito interessante, tanto para nós como para o conjunto da cidade, porque são preocupantes os problemas respiratórios que sobretudo crianças e idosos sofrem”, comenta esse ex-vaqueiro que virou mecânico.
“O investimento inicial que precisamos fazer logo é recuperado e, graças à mudança da estufa, o Governo nos oferece eletricidade a um preço mais reduzido. Além disso, antes queimávamos dois sacos de carvão por dia no inverno, e agora, só um.” São vantagens evidentes, que levam cada vez mais moradores dos subúrbios das iurtas, onde já vivem 60% da população, a trocar suas estufas enferrujadas por outras mais limpas. Segundo estimativas do Governo, se as emissões desses aquecedores fossem reduzidas pela metade o nível de partículas em suspensão na capital cairia em um terço. Mas os dirigentes mongóis reconhecem que isso não é suficiente.
O modelo Toyota Prius híbrido representa em torno de 30% da frota de automóveis da capital. / Z. A.
Assim, uma das imagens que mais surpreendem na capital mongol é a proliferação de veículos híbridos, sobretudo as diferentes versões do Prius, fabricado pela Toyota. “É mais econômico porque consome menos e porque nos dão um bom desconto no licenciamento”, comenta Anar Chack, uma jovem empreendedora que também se mostra preocupada com a situação ambiental de Ulan Bator.
“Há uma grande demanda pelo Prius e calculo que 30% de todos os veículos que estão atualmente nas ruas sejam desse modelo”, diz a empresária. Sem dúvida, basta olhar qualquer estacionamento ou loja de veículos usados para confirmar que, apesar de não ser o carro mais adequado para as estradas mongóis, os Toyotas importados do Japão têm uma grande aceitação.
No entanto, Ulan Bator precisa de muito mais do que pequenas doses de maquiagem para recuperar a habitabilidade de décadas atrás. Por isso, em 2013 o Governo aprovou modificações no plano diretor da cidade, elevando a cerca de 80 bilhões de reais o investimento programado até 2030, o que inclui a criação de 10 novos bairros, 3 cidades-satélites e uma rede de metrô e VLT. O objetivo é reduzir drasticamente o número de habitantes nas iurtas e aumentar para até 70% do total o número de habitantes dos novos edifícios residenciais que proliferam por todo lado, e cuja construção também contribui para a poluição.
Mas o boom da mineração parece estar chegando ao fim, e o vice-prefeito da capital, Ochirbat Sorogjoo, admitiu em entrevista ao jornal Financial Times que a redução da arrecadação tributária representa uma ameaça a esse projeto urbanístico tão ambicioso. “Precisamos reconhecer que as condições econômicas atuais estão de certa maneira desacelerando o desenvolvimento do projeto para os bairros de gers [nome dado localmente à iurta mongol]”, afirmou.
Um trabalhador em uma mina de carvão / Z. A.
Outros temem que o maior desafio para a reforma urbana de Ulan Bator seja social, e não econômico. “Muitos dos moradores de gers têm dificuldade na hora de se adaptar à vida urbana. Não podemos nos esquecer que se trata de pessoas que viviam em completa liberdade, sempre se deslocando de um lado para o outro com a sua iurta. Embora a maioria deseje adquirir um apartamento, muitos dos que conseguem esse objetivo sentem falta da sua antiga moradia”, diz O Oyumaa, diretora de uma das 18 creches construídas pelo Banco Mundial para facilitar o desenvolvimento econômico dos subúrbios de gers. “Além disso, o desemprego causa estragos nos subúrbios, e as diferenças sociais aumentam.”
Por enquanto, ninguém duvida de que os invernos continuarão sendo frios e cinzentos. A pressão demográfica e a falta de recursos tolhem uma cidade que se tornou a antítese da essência mongol. “Gostaríamos de poder voltar para o campo, viver perto da natureza, mas as possibilidades de receber uma boa educação e de encontrar um trabalho digno só se encontram na capital”, lamenta Baaska, uma jovem estudante de japonês. “Os problemas de Ulan Bator só serão solucionados se forem criadas mais oportunidades em outros lugares do país, porque aí os jovens pensarão em ir para outras cidades”, argumenta.

Estados Unidos abrem as portas a empreendedores privados cubanos


Estados Unidos abrem as portas a empreendedores privados cubanos

Departamento de Estado revoga restrições à importação de diversos produtos, desde que procedam do crescente setor privado da ilha

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Salão de cabeleireiro em Santiago de Cuba. / DADO GALDIERI (BLOOMBERG)
Desde que o presidente Barack Obama anunciou a normalização das relações com Cuba, em 17 de dezembro, os Estados Unidos sempre deixaram claro que se trata de uma mudança de estratégia, mas não de objetivo. Este, apesar dos reparos do Governo de Raúl Castro, continua sendo obter a democratização da ilha em longo prazo, e a aposta da Casa Branca é em conseguir isso pelo “empoderamento” dos cubanos.
É nesse âmbito que se encontra o novo movimento de Washington: o Departamento de Estado revogou na sexta-feira boa parte das restrições à importação de bens e serviços de Cuba.
Foram excluídos da medida produtos animais, agrícolas, minerais e alguns têxteis, assim como armas, artigos eletrônicos, autopeças, álcool e tabaco, para a provável grande frustração de colecionadores de carros antigos e apreciadores do rum e dos charutos cubanos.
A decisão inclui também outra condição importante: só empreendedores privados poderão vender produtos aos EUA. Washington vê nesse setor uma maior chance de “empoderamento”, já que os empreendedores dependem menos do Estado e obtêm uma renda cada vez maior.
“Empoderar o povo cubano e a sociedade civil cubana é crucial para a nossa política com relação a Cuba”, disse a nota em que o Departamento de Estado divulgou a lista de produtos importáveis. “Estas medidas ajudarão os empresários independentes cubanos a terem acesso a informações e recursos dos quais necessitam para melhorar suas condições econômicas e obter uma maior independência em relação ao Estado.”
As reformas econômicas empreendidas desde 2010 pelo presidente Raúl Castro fizeram com que cada vez mais cubanos se tornem trabalhadores autônomos – ou cuentapropistas, como são chamados na ilha. Segundo dados oficiais, já há quase meio milhão deles, e o número de negócios privados está em torno de 13.000. A maioria, porém, é do setor de serviços, como reparação de veículos, barbearias ou restaurantes, que dificilmente poderão se beneficiar da nova abertura norte-americana – a qual, por outro lado, poderá ser muito lucrativa para artistas cubanos ávidos por venderem suas obras em um mercado tão atraente como o dos EUA.
Os especialistas concordam que se trata de um passo simbólico, mas também importante, sobretudo com vistas ao futuro.
O advogado de origem cubana Pedro Freyre, especialista em investimentos, disse à agência AP que, embora ninguém deva esperar um repentino fluxo de bens cubanos para os EUA, a medida “cria o mecanismo” para que isso venha a ocorrer posteriormente.
Abrir o mercado norte-americano a bens e serviços produzidos por empresários independentes cubanos permite abrir um horizonte totalmente novo para todos os que procuram aumentar sua autonomia iniciando um pequeno negócio na ilha”, concorda a organização CubaNow, que apoia as mudanças iniciadas por Obama após declarar que o embargo mantido há mais de meio século “fracassou”.
Esse novo passo vem complementar medidas já adotadas pelo Governo Obama para aliviar o embargo comercial à ilha. Há um mês, entrou em vigor a ordem executiva (medida provisória) de Obama que flexibiliza as viagens e elimina algumas das limitações comerciais contra Cuba. Mas, como o embargo foi consolidado em 1996 na chamada Lei Helms-Burton, sua revogação total só pode ser realizada pelo Congresso.
E é isso que prevê, ao menos em boa parte, um projeto de lei apresentado na quinta-feira por um grupo bipartidário de senadores. A Lei de Liberdade para a Exportação a Cuba revogaria as restrições que pesam sobre o comércio com a ilha, mas não propõe alterar as cláusulas da Lei Helms-Burton sobre direitos humanos e reivindicação de bens expropriados. Tampouco abrange o tema das ainda amplas restrições para viajar a Cuba, do qual se ocupa outro projeto bipartidário apresentado recentemente no Senado, mas que ainda não começou a ser discutido.

Dezenas são mortos em combate intensificado ao sul da Síria, diz Observatório

Dezenas são mortos em combate intensificado ao sul da Síria, diz Observatório

domingo, 15 de fevereiro de 2015 10:26 BRST
 
BEIRUTE (Reuters) - Intensos confrontos ao sul da Síria causaram a morte de dezenas de combatentes na última semana, disse um grupo de monitoramento da guerra na Síria neste domingo, estimando uma violência ainda maior à medida que o tempo melhore.
O Exército sírio e combatentes aliados do Hezbollah, do Líbano, lançaram uma ofensiva em larga escala na região na semana passada contra grupos insurgentes, incluindo o braço da al Qaeda na Síria, Frente al-Nusra, e rebeldes não jihadistas.
A batalha é significativa pois esta é uma das últimas áreas onde os principais rebeldes que se opõem ao presidente Bashar al-Assad mantêm uma posição. Tais grupos perderam terreno para os militantes islâmicos da linha dura durante o conflito de quatro anos.
Mais de 50 rebeldes foram mortos na luta, segundo o chefe do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, baseado na Grã-Bretanha. Rami Abdulrahman disse que 43 membros do exército sírio e grupos aliados também morreram, incluindo 12 oficiais.
Abdulrahman, que acompanha a guerra usando fontes em terra, afirmou que cerca de 5 mil tropas pró-governo tomaram parte na ofensiva que visa tirar um triângulo da terra controlada por rebeldes em áreas rurais do sudoeste, que vai de Damasco à cidade de Deraa à Quneitra.
Fontes em ambos os lados do campo de batalha disseram que a ofensiva visa proteger Damasco, a capital pouco acima ao norte. Os insurgentes tiveram ganhos significativos no sul nos últimos meses, conquistando diversas bases do Exército.
A mídia estatal síria e o canal al-Manar, do Hezbollah, reportaram sobre as batalhas no sul durante a semana, afirmando que o exército têm reclamado território dos "terroristas".
Segundo a mídia estatal, um grande número de inimigos foram mortos. As autoridades sírias não estavam imediatamente disponíveis para comentário neste domingo.
"A situação continua um bater e correr entre nós e as forças do regime", disse Abu Gaiath, porta-voz do grupo rebelde Alwiyat Seif al-Sham. Seus combatentes são parte de uma aliança rebelde "Frente Sul" que tem tido apoio de estados contrários a Assad.