terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Fundos de pensão dos EUA processam Petrobras por fraude

10/02/2015 07h46 - Atualizado em 10/02/2015 07h56

Fundos de pensão dos EUA processam Petrobras por fraude

Procurador diz que perdas passam de US$ 50 milhões. 
Fundos dos estados de Ohio, Idaho e Havaí fazem parte da ação.

Do G1, em São Paulo
O procurador-geral do estado de Ohio, nos Estados Unidos, Mike DeWine, anunciou nesta segunda-feira (9) que entrou com uma ação contra a Petrobras por conta das denúncias de "propina e corrupção generalizada" na companhia, que estariam ocorrendo "há mais de uma década".
O processo é em nome dos fundos de pensão de Ohio, em conjunto com fundos dos estados de Idaho e Havaí, e foi feito junto à Corte do Distrito Sul de Nova York.
"O escritório do procurador-geral tem a responsabilidade de avaliar se as empresas e seus executivos estão defraudando os pensionistas de Ohio", disse DeWine, em comunicado. "As alegações contra a Petrobras são tão escandalosas que não temos escolha senão agir em nome dos servidores e aposentados do estado".
Segundo o procurador, os fundos de pensão do estado perderam mais de US$ 50 milhões como resultado das supostas fraudes.
Na ação, DeWine argumenta que os executivos da Petrobras inflaram o valor dos contratos de construção da companhia para receber propina de empresas como a Odebrecht e a holandesa SBM Offshore. "Revelações das supostas atividades ilegais da Petrobras resultaram em perdas no valor de mercado da companhia na casa dos bilhões de dólares", diz o comunicado.
DeWine pede à corte que consolide as várias ações contra a Petrobras em uma, da qual os fundos de pensão de Ohio seriam líderes. ezenas de ações nos EUA
Mais ações
Desde o início do dezembro, diversos escritórios de advocacia e grupos de investidores individuais também entraram na Justiça americana contra a Petrobras, acusando a companhia de divulgar informações falsas e omitir fatos adversos sobre seus negócios, operações e perspectivas, violando a Lei Americana de Valores Mobiliários.
Entre os escritórios que entraram com ações nos EUA estão: Wolf Popper, Rosen Law Firm, Pomerantz Law Firm, Brower Piven, Khan Swick & Foti (KSF), Glancy Binkow & Goldberg, Bronstein Gewir tz & Grossman, Faruqi & Faruqi, Morgan & Morgan e Levi & Korsisnky e Rigrodsky & Long.
A Justiça dos EUA prevê que processos similares sejam unificados em apenas uma ação.
iolação de normas
No dia 8 de dezembro, a Wolf Popper LLP foi o primeiro escritorio a anunciar que entrou com uma ação coletiva contra a Petrobras em um tribunal no distrito de Nova York, em nome de todos os investidores que compraram ações da empresa entre maio de 2010 e novembro de 2014.
De forma geral, a acusação dos investidores é de violação das normas da Securities and Exchange Commission (SEC) – órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos e que, no Brasil, seria correspondente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Petrobras tem ações negociadas nos mercados de Nova York, o que justifica o interesse dos EUA nas denúncias.
Em novembro, a SEC já havia solicitado à Petrobras documentos relativos a uma investigação que o próprio órgão dos EUA está fazendo sobre a empresa brasileira.

Homem flagrado agredindo cães no Rio se diz arrependido: 'Amo animais'

10/02/2015 07h35 - Atualizado em 10/02/2015 08h58

Homem flagrado agredindo cães no Rio se diz arrependido: 'Amo animais'

Agressões a cadelas foram registradas por câmeras na casa da ex-noiva.
Rafael Hermida deve prestar depoimento à polícia nesta terça (10).

Do G1 Rio
Rafael Hermida postou em uma rede social uma foto com um cão e disse estar arrependido e muito chateado (Foto: Reprodução/TV Globo)Rafael Hermida postou em uma rede social uma foto com um cão e disse estar arrependido e muito chateado (Foto: Reprodução/TV Globo)
O homem que foi flagrado maltratando duas cadelas na casa da ex-noiva, no Rio, deve prestar depoimento à polícia nesta terça-feira (10). Rafael Hermida postou em uma rede social uma foto com um cão e disse estar arrependido e muito chateado. As informações são do Bom Dia Rio.
No post, Rafael Hermida contou que tem sete cachorros, entre eles um vira-lata que encontrou na rua. Ele afirmou que não é um monstro, assumiu o erro que cometeu e se disse chateado e arrependido.
Essa foi a única defesa divulgada por ele até agora. O empresário não atende o telefone, e segundo os amigos, sumiu assim que viu o vídeo publicado na internet.
Em imagens gravadas por câmeras instaladas pela ex-noiva dele, a dona dos cães, Rafael Hermida é flagrado batendo em duas cadelas da raça buldogue francês. Ele segura uma delas e, em seguida, a joga com força no chão. O empresário também dá uma cabeçada no focinho do animal e, depois, o suspende pelas patas e solta.
O vídeo que mostra as agressões foi compartilhado por centenas de pessoas em redes sociais. Uma página foi criada para denunciar Rafael, e um ato de repúdio está marcado para a próxima sexta-feira (13).
A dona dos cachorros contou aos policiais que os animais começaram a apresentar um comportamento estranho desde que Rafael se mudou para a casa. Ela publicou um vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio das pessoas.
Rafael Hermida foi intimado por telefone para prestar depoimento à Polícia Civil. De acordo com o delegado, responsável pela investigação, ele deve se apresentar na tarde desta terça-feira. O caso vai ser encaminhado para o Juizado Especial Criminal.

Três executivos da Arxo, presos na 9ª fase da Lava Jato, deixam a prisão

09/02/2015 21h02 - Atualizado em 09/02/2015 21h16

Três executivos da Arxo, presos na 9ª fase da Lava Jato, deixam a prisão

Juiz determinou que eles fossem soltos na noite desta segunda-feira (9).
Suspeito de ser operador do esquema continua preso na PF, em Curitiba.

Thais KaniakDo G1 PR
Decisão da Justiça liberou os presos da Arxo nesta segunda-feira  (Foto: Reprodução/RPC)Decisão da Justiça liberou os presos da Arxo
nesta segunda-feira (Foto: Reprodução/RPC)
Os três executivos da empresa Arxo, presos temporariamente na 9ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), deixaram a carceragem na superintendência da corporação, em Curitiba, por volta das 20h30 desta segunda-feira (9). São eles: Gilson Pereira, sócio-proprietário; Sérgio Marçaneiro, diretor financeiro; e João Gualberto Pereira, um dos proprietários. Quatro pessoas foram presas nesta etapa da operação. Um deles continua preso.
O juiz federal Sérgio Moro expediu, no início desta noite, o alvará de soltura dos três. Na decisão, Moro determina o comparecimento deles a todos os atos do processo mediante intimação por qualquer meio, inclusive por telefone; que eles não deixem as respectivas residências por mais de 30 dias, nem deixem o país sem prévia autorização da Justiça. Sérgio Moro ainda diz que eles estão proibidos de manter contato ou intimidarem, direta ou indiretamente, a ex-funcionária da Arxo que é testemunha e prestou depoimento ao Ministério Público Federal (MPF).
Gilson Pereira e Sérgio Marçaneiro foram detidos na quinta-feira (5), dia em que a operação foi deflagrada. João Gualberto Pereira se apresentou na superintendência da Polícia Federal apenas na sexta-feira (6), pois estava nos Estados Unidos quando o mandado de prisão foi expedido.
A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco.
As prisões temporárias de Gilson Pereira e de Sérgio Marçaneiro venceriam nesta segunda. Já a de João Gualberto Pereira expiraria somente na terça-feira (10).
Já Mario Góes, suspeito de ser um dos operadores do esquema de pagamento de propina envolvendo a Arxo, está preso preventivamente – ou seja, sem data para ser solto. Ele se entregou à PF, na capital paranaense, no domingo (8), depois de ficar três dias foragido.
A empresa Arxo, de construção de tanques de combustíveis, tem sede em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, é suspeita de estar envolvida em um esquema de pagamento de propina relacionada à Operação Lava Jato. Segundo a Polícia Federal, a companhia tem negócios com a BR Distribuidora.
Arxo
João Gualberto Pereira prestou depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira. De acordo com Charles Zimmermman, advogado que o representa, ele negou todas as suspeitas sobre ele e disse desconhecer Góes. "Jamais houve corrupção, não houve pagamento de propina, a empresa não sonega imposto".
Os outros doiss executivos prestaram depoimento na sexta, conforme a PF.
Em depoimento prestado ao Ministério Público Federal (MPF), uma ex-funcionária da Arxo disse que Mario Góes recebeu em diversas oportunidades valores em espécie na sede da empresa. Em contrapartida, ele passava informações privilegiadas, contribuindo para que a Arxo fosse fornecedora exclusiva de determinados produtos para a Petrobras.
No dia da deflagração da operação, foram apreendidos na sede da Arxo R$ 3,186 milhões. Segundo os policiais, as notas estão divididas em reais, dólares e euros. Além do dinheiro em espécie, também foram apreendidos 518 relógios de luxo, 35 obras de arte e cinco veículos de alto valor de mercado.
Conforme o defensor, Gualberto disse à Polícia Federal que o dinheiro apreendido era uma reserva e os relógios fazem parte de uma coleção. "Todos os comprovantes serão juntados ao processo", declarou. O advogado disse ainda que Gualberto não gosta de guardar dinheiro em banco e, por isso, a quantia estava no cofre.
Em nota divulgada à imprensa, a Arxo afirma que o dinheiro encontrado no cofre da empresa seria utilizado em "pagamentos da empresa”. Charles Zimmermann, que também é procurador jurídico da companhia, disse no comunicado que todos os valores foram “contabilizados”. “Havendo indícios de fraude, o que não é o caso da Arxo, que está tudo contabilizado, é apurado o tipo de crime praticado”, destacou Zimmermann na nota.
A empresa ainda negou por meio de comunicado o pagamento de propina à Petrobras. "Nenhum membro da diretoria ou colaborador da empresa teve qualquer ligação com tratativa ou pagamento de propina à Petrobras. Da mesma forma, todos desconhecem o citado Mario Góes", informou a Arxo em nota.
Suposto operador
Nesta segunda, a advogada Livia Novak, que faz a defesa de Mario Góes, disse que o cliente nega ter cometido qualquer tipo de crime e que desconhece a empresa catarinense. Além disso, ela garantiu que Góes não conhece Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras, como aponta o Ministério Público Federal.
"Ele [Góes] vai falar assim que tivermos acesso aos autos. Posso adiantar que, com relação a qualquer contrato, qualquer relação comercial com a Arxo, isso nunca existiu", "Ele com certeza não tem nada a ver com isso", afirmou a advogada. "Não é operador." Ele prestou depoimento à PF nesta segunda-feira, segundo a defesa.
Góes tem 73 anos e trabalha com empresas de consultoria que prestam serviços para empresas contratadas pela Petrobras, de acordo com a advogada.
Conforme as alegações do Ministério Público Federal, para pedir as buscas na 9ª fase, Góes atuou como operador financeiro em nome de várias empresas contratadas pela Petrobras. Ele tratava diretamente com Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal, o pagamento de propinas provenientes  de contratos firmados entre a Petrobras e essas empresas.
"Ambos se encontravam periodicamente, não só para que Mario Góes pudesse entregar a Barusco mochilas com grande valores de propina em espécie, que variavam entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, como também para que pudesse ser realizado o que Barusco designou como 'encontro de contas', ou seja, a conferência, 'contrato a contrato', dos pagamentos de propinas feitos e pendentes", diz um trecho do documento do MPF.
Pedro Barusco inclusive citou Góes na delação premiada acordada com o MPF. De acordo com o ex-gerente, Góes atuou como operador financeiro em nome de várias empresas contratadas pela Petrobras.
Lava-jato  (Foto: Editoria de Arte/G1)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mais de 100.000 milhões de metros cúbicos de gás em jazida no Mar da China Meridional

Mais de 100.000 milhões de metros cúbicos de gás em jazida no Mar da China Meridional

LUSA
A primeira jazida de gás em águas profundas no Mar da China Meridional, descoberta em setembro passado numa zona de disputas territoriais com o Vietname, tem reservas de mais de 100.000 milhões de metros cúbicos.
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A informação foi avançada pela petrolífera chinesa CNOOC, citada hoje pelo jornal oficial Global Times, e refere-se à jazida Lingshui 17-2, situada 150 quilómetros a sul da ilha chinesa de Hainan e a uma profundidade de 1.500 metros.
Espera-se que possa ter uma produção anual entre os 3.500 e os 4.000 milhões de metros cúbicos, "um número conservador", indicou Xie Yuhong, diretor da petrolífera, ao diário.
As prospeções da China nestas águas levantam frequentemente suspeitas dos países vizinhos como o Vietname, com quem a potência asiática disputa as ilhas Paracel (Xisha, para a China).
A jazida foi descoberta em setembro pela CNOOC 981, a primeira plataforma petrolífera chinesa de águas profundas, cujas operações começaram a 02 de maio, apesar dos protestos do Vietname devido à sua proximidade com as ilhas disputadas.
A China é o maior consumidor energético do mundo e tem tentado, nos últimos anos, reduzir a sua dependência de carbono (a sua principal fonte de energia) e de petróleo e gás importados (58% e 31,6% do total em 2013). Por esse motivo, tenta avidamente aumentar a produção doméstica.
Em 2014, a China consumiu 180.000 milhões de metros cúbicos de gás natural, segundo um relatório do mês passado da Federação Industrial de petróleo e Químicos, uma organização não-governamental.
ISG // JPS

OPEP revê em baixa previsão de produção de petróleo da concorrência

OPEP revê em baixa previsão de produção de petróleo da concorrência

LUSA
A OPEP reviu hoje em baixa a produção de petróleo dos seus mais diretos concorrentes prevista para este ano, em especial nos Estados Unidos, e acrescentou que viu sinais de que "petropreços" baixos estão a impulsionar a procura.
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No seu relatório mensal publicado hoje, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) calcula que os produtores de crude não membros do cartel produziram uma média de 57 milhões de barris por dia (mdb), uma redução em 41.000 barris por dia do que o estimado há um mês (57,49 mbd).
Uma diferença que ascende a 130.000 barris por dia na estimativa dos 'stocks' norte-americanos, em que a OPEP estabelece que serão 13,64 mbd em 2015, 0,82% a mais do que em 2014.
Em relação à procura mundial de petróleo estimada para este ano, a organização corrigiu ligeiramente em alta, ao situá-la nos 92,32 mbd, mais 20.000 do que a previsão de janeiro e 1,28% mais do que o consumo do ano passado.
O preço do petróleo a nível mundial tem vindo a cair desde junho do ano passado, estando hoje a negociar-se o futuro do Brent, indicador para Portugal, nos 58,24 dólares o barril.
AJG // JPS

Banco suíço manteve US$ 7 bilhões de brasileiros em contas secretas

Banco suíço manteve US$ 7 bilhões de brasileiros em contas secretas

Estadão

GENEBRA - O banco HSBC ajudou a mais de 8,7 mil brasileiros a depositar US$ 7 bilhões em contas secretas na Suíça. Os dados fazem parte de documentos bancários que revelam como a instituição teve um papel ativo em facilitar a abertura de contas, sem perguntar a origem do dinheiro e que, em muitos casos, ajudou a evadir impostos.
No mundo, o banco auxiliou a mais de 100 mil clientes a levar para a Suíça suas fortunas, nem sempre declaradas em seus países. A lista desses clientes é um exemplo de como o sistema bancário do país alpino lucrou ao manter contas de criminosos, traficantes, ditadores e milionários que optaram por não pagar impostos ou pilharam seus países. Na semana passada, delatores do caso da Petrobras indicaram que abriram 19 contas em nove bancos suíços para receber a propina.
No caso do HSBC, o Brasil aparece com destaque na lista, sendo o quarto país com maior número de clientes no ranking das nacionalidades que mais usaram o banco e as contas secretas. No total, foram mais de 6,6 mil contas. Entre as personalidades brasileiras estava Edmond Safra. No mundo, a lista conta com nomes como Fernando Alonso, Emilio Botin, David Bowie, Tina Turner ou o Rei Abdallah, da Jordânia.
A lista incluí desde traficantes de drogas, de armas, ditadores até nomes famosos do mundo da música e do esporte, num total de US$ 100 bilhões. Os documentos são apenas uma parte do que seria o sistema bancário suíço, duramente criticado por autoridades de todo o mundo por permitir a existência de contas secretas e ser uma espécie de "buraco negro" no sistema financeiro internacional.
Os documentos foram colhidos pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo e revelam a frequência pela qual personalidades viajavam para a Genebra para consultar suas contas e administrar suas fortunas.
No caso do Brasil, as contas registradas existem desde os anos 70 e o período avaliado perdura até o ano de 2006. Na maior das contas, os documentos apontam para mais de US$ 300 milhões em apenas um nome.
Pelos documentos, porém, o que se revela é que o crime organizado sul-americano usou as contas do HSBC para lavar dinheiro da droga e não se exclui que parte das contas tinham relações com organizações criminosas.
Os papéis foram obtidos a partir de uma lista roubada dos escritórios do banco em Genebra por um ex-funcionário, Hervé Falciani, em 2008 e entregue para as autoridades francesas.
Atingindo todas as partes do mundo, a lista das contas traz pessoas como Gennady Timchenko, um bilionário russo associado ao presidente Vladimir Putin e que hoje é alvo de sanções da UE pela guerra na Ucrânia.
A lista também aponta contas em nome de assistentes do ex-presidente do Haiti, Jean Claude "Baby Doc" Duvalier, e de Rami Makhlouf, um primo e aliado do presidente da Síria, Bashar al Assad.
Outro nome é a de Li Xiaolin, filha do ex-primeiro ministro chinês Li Peng, responsável pela repressão na Praça Tiananmen, além de príncipes e de membros da monarquia de toda a Europa.
Em uma resposta oficial, o HSBC indica que reconhece que os controles sobre a origem do dinheiro no passado nem sempre foram corretos. Mas garante que, desde 2007, o banco "tomou passos significativos para implementar reformas e expulsar clientes que não atendiam aos padrões HSBC".
Segundo o banco, como resultado disso, a instituição na Suíça perdeu quase 70% de seus clientes desde 2007.

HSBC abrigou dinheiro ligado a ditadores Equipe de 45 jornalistas revela contas secretas de criminosos Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/hsbc-abrigou-dinheiro-ligado-ditadores-15282045#ixzz3RFDM46hE © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

HSBC abrigou dinheiro ligado a ditadores

Equipe de 45 jornalistas revela contas secretas de criminosos

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PARIS - Uma investigação realizada por jornalistas de 45 países batizado de “Swissleaks” revelou ontem uma vasto sistema de evasão de divisas aceito e até mesmo encorajado pelo banco HSBC britânico através de sua filial suíça, diz o jornal “Le Monde”. Nos negócios, ditadores, políticos, realeza, executivos e estrelas de Hollywoood estariam envolvidos.
Os documentos, obtidos pelo ICIJ (The International Consortium of Investigative Journalists) por meio do jornal francês “Le Monde”, mostram o banco tratando com clientes envolvidos em um amplo espectro de atividades ilegais, especialmente em esconder centenas de milhões de dólares de autoridades fiscais.
As reportagens lançam luz sobre uma interseção entre o crime internacional e negócios legítimos, acabando por envolver um dos maiores bancos do mundo. Mostram que algumas vezes clientes viajavam para Genebra para fazer grandes retiradas em dinheiro vivo. Os documentos também indicam grandes somas controladas por comerciantes de diamantes que operavam em zonas de guerra e vendiam gemas para financiar levantes que causaram incontáveis mortes.
No último mês, após ser informado sobre o teor das descobertas da reportagem, o HSBC respondeu, afirmando: “O HSBC tomou passos significativos ao longo dos últimos anos para implementar reformas e se desfazer de clientes que não cumpriam os novos e rigorosos padrões do HSBC, inclusive aqueles sobre os quais nós tínhamos preocupações relacionadas a pagamento de tributos”.
Os jornalistas encontraram várias pessoas na lista de sanções dos Estados Unidos, como Selim Alguadis, empresário turco que teria fornecido material elétrico para o programa nuclear secreto da líbia, e Gennady Timchenko, bilionário ligado ao presidente Vladimir Putin,e alvo de penalidades impostas a indivíduos russos.
Outro nome relacionado a contas no HSBC suíço é Frantz Merceron, acusado de ser responsável por conduzir dinheiro do ex-presidente do Haiti Jean Claude “Baby Doc” Duvlaier, acusado de roubar US$ 900 milhões antes de fugir de seu país. Também há menções a traficantes de armas. O banco manteve Aziza Kulsum e sua família como clientes mesmo após ele ter sido apontado pela ONU como financiador da guerra civil no Burundi, na década de 90.
O nome de Fana Hlongwane, político e empresário da África do Sul, consta no banco de dados de clientes do banco. Ele é acusado pelo governo do Reino Unido de receber dinheiro para promover compra e venda de armas. O advogado de Hlongwane não respondeu a pedido de entrevistas.


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