Brasil: Violência, Política e o Fantasma do Narcotráfico. Discutimos a grave situação de violência no Brasil, com mais de 120 mortes, e levantamos preocupações sobre possível apoio governamental ao tráfico de drogas, além de questionar a relação entre partidos políticos e organizações criminosas
O Instituto Anjos da Liberdade (IAL), presidido pela advogada Flávia Fróes que defendeu Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho protocolou no STF um pedido para que os envolvidos na Operação Contenção sejam investigados por “tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito” e “golpe de Estado”.
O pedido foi anexado à ADPF das Favelas (nº 635), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o mesmo que conduz as ações penais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. No documento, o Instituto tenta relacionar a operação policial no Rio com os inquéritos que investigam supostos ataques às instituições democráticas ou seja: tenta equiparar a ação contra o crime organizado a um golpe militar.
Na prática, a ONG que historicamente defende presos de facções pede que policiais e autoridades de segurança sejam tratados como golpistas.
Moraes, no entanto, barrou a participação da Anjos da Liberdade na audiência sobre a operação nos complexos da Penha e do Alemão, marcada para esta quarta- feira, 5 de novembro. A decisão veio após reportagem de Andreza Matais, do Metrópoles, lembrar que Flávia Fróes advogou para líderes do Comando Vermelho até 2021.
A advogada recorreu, alegando que não defende mais Marcinho VP há dois anos e que a ONG é amicus curiae da ADPF desde 2019. Ela chegou ao STF por volta das 9h30 e ficou do lado de fora da Primeira Turma aguardando decisão.
Enquanto o Estado tenta enfrentar facções terroristas armadas, uma ONG que defendeu o chefe do CV acusa a polícia de golpe.
Eis o retrato da inversão moral e jurídica que paralisa o país: no Brasil quem combate o crime é tratado como criminoso e quem o lidera, é vítima do Estado.
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