segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

EX-GERENTE DO IBAMA DAVA 'COBERTURA' AO MAIOR DESMATADOR DA AMAZÔNIA


OPERAÇÃO RIOS VOADORES

ELE PASSAVA INFORMAÇÃO AO GRUPO DE 'AJ VILELA', DIZ O MPF
Publicado: 01 de janeiro de 2017 às 12:03 - Atualizado às 13:06

Redação

WALDIVINO GOMES SILVA, ALVO DA OPERAÇÃO RIOS VOADORES, TRABALHAVA NA SEDE DA AUTARQUIA EM SINOP (MT) E PASSAVA 'INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA' PARA O GRUPO DE 'AJ VILELA', QUE TERIA DESTRUÍDO MAIS DE 300 QUILÔMETROS QUADRADOS DA FLORESTA (FOTO: LOURIVAL SANT'ANNA/ESTADÃO CONTEÚDO)


O grupo acusado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e pelo Ministério Público Federal (MPF) por ações de desmatamento de extensões quilométricas na Amazônia agiu durante muito tempo com ampla facilidade porque, além de tecnologia de ponta, recebia informação privilegiada de um integrante do próprio Ibama, o ex-gerente da autarquia em Sinop (MT), Waldivino Gomes Silva.
As informações foram divulgadas no site da Procuradoria da República em Mato Grosso, que denunciou Waldivino e outros envolvidos no esquema de desmatamento descoberto pela Operação Rios Voadores, missão integrada da Polícia Federal, da Procuradoria e do Ibama.
Segundo a Procuradoria, o ex-gerente alertava o grupo de Antônio José Junqueira Vilela Filho, o ‘AJ Vilela’ ou ‘Jotinha’, sobre as operações de fiscalização ambiental que seriam realizadas pelo Ibama. Se os desmatadores tivessem bens apreendidos, Waldivino liberava esse patrimônio ‘por meio de fraudes’, denunciou o Ministério Público Federal.
A denúncia por desmatamento e corrupção envolve Waldivino, ‘AJ Vilela’ – apontado como ‘mandante e financiador do esquema’-, dois executores dos crimes, além da mulher do ex-gerente do Ibama, Obalúcia Alves de Sousa.
Segundo a Procuradoria, Obalúcia ‘recebia os recursos obtidos com o desmatamento e atuava para dificultar o rastreamento desse dinheiro’.
Ao todo, o Ministério Público Federal ingressou com uma série de oito ações judiciais contra o grupo.
Na região de Sinop, ainda segundo a Procuradoria, o grupo desmatou três quilômetros quadrados de floresta. Em Altamira (PA), a devastação provocada por ‘AJ Vilela’ e seus liderados chegou a 330 quilômetros quadrados de mata nativa.
Comprovantes – A participação de Waldivino Silva e da mulher foi descoberta pela força-tarefa da Operação Rios Voadores durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma empresa de máquinas em Sinop.
No local foi apreendido comprovante de depósito bancário em nome de Obalúcia, que tem empresa cadastrada na Receita Federal cujo endereço de correio eletrônico está em nome do marido.
Por meio de interceptações telefônicas a equipe de investigação comprovou que o grupo de ‘AJ Vilela’ recebia informação privilegiada sobre as fiscalizações, ‘e atuava de acordo com esses alertas’.
“Certamente, esse tipo de informação só poderia vir de alguém do próprio órgão ambiental que possuísse cargo de chefia”, destaca a denúncia do Ministério Público Federal.
Fraudes – O ex-gerente do Ibama também ajudava o grupo criminoso cometendo ilegalidades na condução de procedimentos administrativos do órgão ambiental, assinala a denúncia.
Tratores, correntões e combustível apreendidos em ações de fiscalização, por exemplo, foram devolvidos ao grupo de ‘AJ Vilela’ com base em decisão de Waldivino não inserida no procedimento administrativo e não comunicada ao núcleo de instrução processual da autarquia, o que levou a Procuradoria a denunciá-lo formalmente também por sonegação de documento.
Somadas às ações ajuizadas após a Operação Rios Voadores, de junho deste ano, o Ministério Público Federal encaminhou à Justiça Federal em Altamira cinco denúncias criminais, duas ações civis públicas ambientais – uma delas com bloqueio de bens já decretado no valor de R$ 420 milhões – e uma ação civil pública por improbidade administrativa.
Segundo a Procuradoria e o Ibama, o grupo é responsável pelo desmate, entre 2012 e 2015, de 330 quilômetros quadrados de florestas em Altamira. A área é equivalente ao território de municípios como Fortaleza, Belo Horizonte ou Recife. O esquema movimentou pelo menos R$ 1,9 bilhão.
Com um total de 24 acusados, as ações tratam de crimes de submissão de trabalhadores a condições semelhantes às de escravos, frustração de direitos trabalhistas, falsidade ideológica, invasão e desmate ilegal de terras públicas, provocação de incêndios, impedimento da regeneração de florestas, corrupção ativa e passiva, sonegação de documentos, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de improbidade administrativa e responsabilização por danos ambientais.
Os acusados estão sujeitos a penas de até 238 anos de prisão, multas, pagamento de R$ 503 milhões em prejuízos ambientais, recuperação da área ilegalmente desmatada, demolição de edificações construídas em áreas irregulares, e proibição, por até dez anos, de acessar linhas de financiamento ou benefícios fiscais oferecidos pelo poder público.
A reportagem tentou contato com os defensores do ex-gerente do Ibama em Sinop e de ‘AJ Vilela’, mas eles não foram localizados. O espaço está aberto para suas manifestações. (AE)


Tenho uma distinta sensibilidade para chorar em ocasiões comuns. Não o faço apenas pelos animais, mas por sentir que cabe ao filho crescido cuidar de sua mãe, Mãe Terra! Compreendendo nosso planeta como um ser vivo, que respira e tem direito a vida.

Após críticas ao aumento das passagens, Rollemberg interrompe as férias



Membros da nova Mesa Diretora da Câmara Legislativa disseram, no domingo (1º), estudar forma de reverter a elevação das tarifas de ônibus e metrô



 postado em 01/01/2017 18:27 / atualizado em 01/01/2017 20:04
 Ana Viriato , Especial para o Correio

Minervino Junior/CB/D.A Press


As críticas ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB) devido à revisão tarifária das passagens de ônibus e do metrô, feitas durante a cerimônia de posse da nova Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal, surtiram efeito relâmpago. O chefe do Executivo local interromperá as férias e retornará a Brasília, nesta segunda-feira (2/1), para discutir a aplicação do reajuste.

Em recesso, Rollemberg havia viajado neste domingo para Aracaju (SE) e retornaria ao Palácio do Buriti apenas em 9 de janeiro. No entanto, o posicionamento de deputados distritais e, até mesmo, do vice-governador, Renato Santana (PSD), em relação ao aumento levou à mudança de planos: amanhã, Rollemberg deve se reunir com agentes políticos para apresentar, novamente, os argumentos que o levaram a promulgar o decreto.
Ao Correio, o Secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, informou que o reajuste é necessário para cobrir os gastos do GDF com o transporte público ao longo dos 10 anos de congelamento de tarifas, prévios a 2015. "Durante esse período, acumularam-se dívidas com insumos, os salários de motoristas aumentaram e o diesel subiu", explica. O titular da pasta  ressaltou, também, a gratuidade para estudantes, idosos e deficientes. De acordo com dados do órgão, 33% dos passageiros do DF utilizam o passe livre.

Ainda segundo Damasceno, os R$200 milhões angariados ao longo de 2017 com o aumento serão revertidos em melhorias nos coletivos e no metrô brasiliense. "Investiremos em rastreamento, novos ônibus, sistema de bilhete único, entre outros". A Secretaria de Mobilidade alega que cerca de 60% da população será afetada pelo aumento das tarifas de linhas circulares internas e de ligação curta; e 40%, pelo acréscimo nas passagens de metrô em viagens de longa distância, que podem atingir 70 km.

Leia mais notícias de Cidades

A revisão tarifária, vigente a partir desta segunda-feira (2), estabelece um aumento de R$ 2,25 para R$ 2,50, no caso de linhas circulares internas; de R$ 3 para R$3,50, nas passagens de coletivos de ligação curta; e de R$ 4 para R$ 5, nas viagens de longa distância e no metrô. Este é o segundo reajuste referente à malha metroviária durante a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). Em comparação ao início de 2015, quando o chefe do Executivo local assumiu a gestão do DF, o valor da tarifa mais cara subiu 66%.


Reprovação

Ao assumir a presidência do Legislativo local, Joe Valle (PDT), solicitou que "o governador revisse o reajuste até que o assunto fosse discutido melhor". E acrescentou: "Caso ele não o faça, a Câmara vai fazer". A Mesa Diretora, inclusive, se reunirá, na segunda-feira, às 10h, para decidir como agirá em relação ao assunto. Para derrubar a resolução do Executivo local, a proposta dos parlamentares deve obter, ao menos, o aval de 13 distritais.

O vice-presidente da sede do poder Legislativo local, Wellington Luiz (PMDB), reprovou o acréscimo, bem como a condução do tema. "É o segundo aumento em menos de dois anos de governo. Além disso, Rodrigo Rollemberg divulgou a medida às vésperas do fim de ano e entrou de férias", apontou. 

O vice-governador, Renato Santana (PSD), também mostrou descontentamento com a medida. O pessedista declarou não ter sido consultado acerca do reajuste e criticou a equipe do Palácio do Buriti. "Somos 160 mil servidores do governo de Brasília. Por que um culpado? O auxiliar do governador tem o dever de ofertar alternativas que onerem o menor custo no bolso do contribuinte. Se o gestor não faz isso, precisamos encontrar quem o faça", criticou.

Âmbito jurídico


O reajuste pode transcender as portas do Palácio do Buriti e da Câmara Legislativa. O Psol decidiu entrar com uma ação questionando a medida no Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O partido está otimista com a possibilidade de reverter a determinação, depois de uma decisão favorável em Porto Alegre. Na capital gaúcha, a sigla também recorreu ao Judiciário e obteve, em primeira e segunda instâncias, decisões que suspenderam a revisão tarifária. “Acreditamos que o aumento é absolutamente abusivo e deve ser fortemente combatido”, explicou o secretário-geral do PSol no DF, Fábio Félix.

O PMDB-DF também se posicionou sobre o tema. Em nota, a Executiva do partido alegou que "está tomando providências jurídicas, buscando anular o aumento abusivo das tarifas de transporte, que acarretará mais prejuízos à população do DF".

Possível filiação de Justus ao PMDB irrita integrantes do partido


Apresentador de TV pretende disputar as eleições presidenciais de 2018





POLÍTICA CONFLITOHÁ 3 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


Uma possível filiação do apresentador de TV Roberto Justus ao PMDB vem causando conflitos internos no partido. Membros da legenda alegam que o publicitário tenta passar por cime de nomes que tinham intenção de se candidatar às eleições presidenciais de 2018


As informações são da coluna de Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, desta segunda.feira (2).
Caso o partido respeite os desejos de integrantes mais antigos, Justus dificilmente será o candidato do PMDB para a presidência. Outros opções, como a disputa pelo governo de São Paulo ou por uma vaga no Senado já têm nomes fortes: Paulo Skat e Marta Suplicy, respectivamente.
O apresentador tem se aproximado do presidente Michel Temer. Ainda de acordo com o jornal, ele vem conversando com o publicitário Elsinho Mouro, responsável pela imagem da legenda, e também faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social de Temer.



Temer recua em reforma ministerial para evitar conflito com aliados


Com foco na votação da reforma da previdência, peemedebista desistiu de mudanças na equipe




POLÍTICA PLANALTOHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


O presidente Michel Temer desistiu de fazer mudanças no gabinete ministerial após especulação de ele faria mudanças no primeiro escalão do governo ainda em fevereiro.


As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, desta segunda-feira (2).
De acordo com o jornal, o presidente pretende mudar o comando de alguns dos ministérios, mas evita alterações no momento para fugir de conflitos com a base aliada. O peemedebista teme que uma reforma ministerial comprometeria a votação do pacote de mudanças na Previdência.
“Reforma ministerial nunca foi objeto de discussão em que eu estivesse presente”, afirmou o chefe da Casa Civil, ministro Eliseu Padilha, braço direito de Temer.

SENADOR CONDENADO À PRISÃO ESTÁ SOLTO E IMPUNE


VIVA A IMPUNIDADE


SENADOR CONDENADO A PRISÃO EM 2013, IVO CASSOL SEGUE IMPUNE
Publicado: 02 de janeiro de 2017 às 00:01 - Atualizado às 00:12


APESAR DE CONDENADO A PRISÃO EM 2013, IVO CASSL SEGUE IMPUNE



O ex-governador de Rondônia Ivo Cassol (PP) já garantiu seu lugar no “panteão da impunidade”. Impressiona sua capacidade de beneficiar-se de manobras protelatórias na Justiça: condenado somente em 2013 por crimes de fraude em licitação entre 1998 e 2001, ele pegou 4 anos e 8 meses de prisão e a multa de R$ 201 mil, e já deveria ter perdido seu mandato, mas continua solto e exercendo suas atividades de senador. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A sentença de prisão de Ivo Cassol foi fixada pela relatora do caso no STF, Cármen Lúcia, mas Dias Toffoli propôs a redução para 4 anos.
No regime semiaberto, como prevê sua sentença, Ivo Cassol atuaria no Senado de dia e dormiria na Papuda. A menos que fosse cassado.
Teori Zavascki pediu vista há três meses, mas, assoberbado pela Lava Jato, não sobra tempo ao ministro para analisar o caso de Ivo Cassol.
Ivo Cassol torce pela extinção da sentença: afinal, os crimes de corrupção que lhe são imputados completam 20 anos em 2018.

Flagrantes mostram brigas e roubos no Réveillon de Copacabana; veja vídeo




Imagens mostram homem de boné e isopor roubando quem estava na praia. Delegacia do bairro ficou lotada, especialmente de turistas roubados.




Copacabana vira cenário de confusões e brigas na virada do ano


A noite que era para ser de paz e alegria foi de dor de cabeça para muita gente. A areia lotada de Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi cenário de confusões e brigas na virada do ano. Quem estava na praia também reclamou de assaltos e arrastões, como mostrou o Bom Dia Rio.
As imagens mostram dois homens começaram a discutir e logo já estavam trocando socos e pontapés. A briga assustou quem estava por perto. O tumulto só foi controlado com a chegada da Polícia Militar.
“Roubaram muita gente, muita gente roubando, um atrás do outro”, reclamou a costureira Priscila, moradora de Itaocara.
Imagens mostram um homem que perdeu o celular enquanto filmava a queima de fogos. “Pegaram da minha mão, no ar”, contou a vítima.
As imagens também mostram um rapaz de boné, carregando um isopor, tenta roubar um homem de camisa branca, mas desiste. Minutos depois, se aproxima, por trás, de um homem de camisa listrada e aí então consegue levar um objeto que parece o celular.
Durante toda a madrugada do dia 1º de janeiro, a 12ª DP (Copacabana) ficou lotada. Muitas pessoas, especialmente turistas, foram registrar os assaltos. Além dos celulares, teve gente que ficou sem o documento de identidade.
“No empurra-empurra do show fui roubado. Meu celular, minha identidade e da minha esposa e dinheiro. Estou preocupado porque tenho que embarcar de volta e sem documentos. Acho que não vou conseguir”, disse Celso Macedo, turista de Minas Gerais.
A todo momento a polícia chegava com suspeitos detidos. Havia muita reclamação. Um turista de São Paulo disse que os assaltantes simularam uma briga e sem que ele percebesse, levaram o celular dele.
“Vocês podem olhar aqui na delegacia, 90% são roubo de celulares, e a maioria, tudo turista. A gente vem para se divertir e acaba tendo um prejuízo enorme. Inclusive, nem está pago ainda o celular”, lamentou o turista paulista.
A Polícia Militar disse que ainda está finalizando o balanço das ocorrências no Réveillon.


domingo, 1 de janeiro de 2017

Suspeito de ataque terrorista a boate em Istambul segue foragido




O ataque, considerado um atentado terrorista pelo governo, ocorreu no tradicional clube noturno Reina, às margens do Bósforo




MUNDO TURQUIAHÁ 2 HORASPOR FOLHAPRESS


Segue foragido o homem que disparou contra o público de uma celebração de Ano Novo em Istambul neste domingo (1º), deixando 39 mortos, entre eles ao menos 15 estrangeiros.

O ataque, considerado um atentado terrorista pelo governo, ocorreu no tradicional clube noturno Reina, às margens do Bósforo. Havia cerca de 600 pessoas nessa casa, frequentada por celebridades e pela elite secular.
Há entre as vítimas cidadãos de países como Israel, Líbano, Líbia, Marrocos e Arábia Saudita, segundo as informações oficiais preliminares. Quatro dos 69 feridos estão em estado crítico.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, prometeu neste domino combater o terrorismo "até o fim". "[Os terroristas] agem para destruir a moral do país e para semear o caos, tomando deliberadamente como alvo a paz da nação e dos civis com esses ataques de ódio".
Nenhum grupo terrorista reivindicou, até o momento, a autoria do ataque. O Estado Islâmico não costuma assumir as ações de imediato, aproveitando-se do caos informativo dos primeiros dias. O fato de o atirador ainda estar à solta pode atrasar um eventual anúncio.
O homem armado teria matado um policial e um civil na porta e forçado sua entrada. Em pânico, pessoas se jogaram na água para escapar do atirador, que iniciou os disparos em torno das 1h45 (20h45 em Brasília).
Segundo a imprensa turca, uma das vítimas foi o segurança Fatih Çakmak, que havia sobrevivido ao atentado de 10 de dezembro contra um estádio de futebol, em que 45 pessoas morreram.
Já havia expectativas de um ataque durante o Ano Novo. Diversos países europeus, como a Espanha, reforçaram medidas de segurança, proibindo a passagem de caminhões na região central.
Berlim foi em dezembro passado alvo de um atropelamento em uma feira de Natal que deixou 12 mortos.
Segundo a mídia local, a Turquia teria sido avisada pelos EUA sobre planos de um atentado nesta noite. O próprio clube Reina teria reforçado sua segurança, segundo uma declaração do proprietário do estabelecimento, Mehmet Kocarslan.
INSTABILIDADE
A Turquia, um membro da Otan (aliança militar ocidental), vive meses de instabilidade, que devem agora ser agravados por este ataque.
Houve uma tentativa frustrada de golpe militar em julho, com mais de 270 mortos, além de uma série de ataques a cidades como Istambul e a a capital, Ancara.
Alguns dos atentados foram reivindicados pela facção terrorista Estado Islâmico.
Em 19 de dezembro, o embaixador russo na Turquia foi morto enquanto discursava em Ancara por um policial turco fora de serviço.
SÍRIA
A Turquia faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, realizando ataques contra seu território, o que pode ter motivado o atentado. O governo turco mediou, ademais, o cessar-fogo atualmente em vigor na Síria.
Um grupo ligado ao Estado Islâmico divulgou, há alguns dias, uma mensagem pedindo ataques solitários a celebrações em massa, incluindo os clubes noturnos.
O Estado Islâmico não é, porém, o único ator em conflito com o governo turco. O presidente Erdogan combate também forças curdas, que pedem maior autonomia à região sudeste.
O atrito entre a Turquia e a população curda foi agravado nestes últimos anos por uma série de embates. Com informações da Folhapress.